opiniões sobre tudo e sobre nada...

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
O problema das universidades privadas

Já não é de agora o problema das universidades privadas. Quando não são elas, devido a problemas de digladiação interna, a fechar as portas, são outros problemas. Não consigo entender estes problemas, uma vez que as universidades particulares estrangeiras gozam de grande prestígio. Tudo depende, e isso está claro, das pessoas que estão à frente delas. Será que só em Portugal é que as universidades privadas não têm futuro? Lembro-me, aqui há uns anos atrás, do problema da Universidade Livre que, passados alguns anos de existência, encerrou as portas para dar lugar a duas novas: A Universidade Lusíada e a Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”. O problema deveu-se a questões de ordem interna. Foi um período de grande incerteza para os alunos que a frequentavam. Alguns conseguiram mesmo entrar na universidade pública tendo, ainda assim, sido penalizados e forçados a matricularem-se no primeiro ano. Outros matricularam-se nas novas universidades geradas na morte da outra. Houve um período de grande insegurança que desferiu um rude golpe no prestígio neste tipo de universidades geradas no capital privado. Mais tarde, e como se recordam, surgiram outros problemas com a Universidade Independente e, agora, ao que parece, com a Moderna e a Internacional. Não tenho nada contra as universidades privadas, até bem pelo contrário. Acho que elas foram a resposta possível às necessidades existentes na altura e ainda agora, uma vez que o estado não tem capacidade de reposta para a procura de vagas no ensino público. E elas além de alternativas são uma oportunidade também que evita que os nossos alunos procurem as estrangeiras, esvaziando-se assim o país de valores que outros certamente aproveitarão. O único problema aqui será a qualidade do ensino e, como em tudo, o estado tem de fazer um controlo não só às privadas como às públicas. Desde que haja qualidade no ensino e refiro-me particularmente à informação/preparação científica dos alunos para o mercado de trabalho, não vejo inconveniente na existência dessas universidades privadas. Isso só prestigiará o país. Agora, há que se fazer um esforço no sentido de honrar a confiança dos alunos e dos pais, assim como do estado no sentido de preparar os alunos para os desafios profissionais que eles irão encontrar. As universidades privadas não podem, não devem ser só um meio lucrativo de ganhar dinheiro, descurando tudo o resto. Esta filosofia é o caminho da perdição de qualquer instituição de ensino. Depois, não vamos generalizar estes problemas, há universidades privadas que realizam um bom trabalho e é neste sentido que se caminha para o sucesso e o prestígio das universidades privadas. Como contava uma colega minha, aqui há uns anos atrás, quando ouvia outra, saída da universidade pública, queixar-se que não estava preparada para leccionar certa matéria aos alunos, porque não tinha dado aquela matéria na sua faculdade, (que, por acaso, até era pública), e numa altura em que as universidades privadas eram olhadas com desconfiança, ela sentiu-se cheia de orgulho por ter tirado o curso na privada, e respondeu:” Eu dei. Também… tirei o curso numa universidade privada!” Ficou de ajudar a colega. Depois, houve um caso que ainda hoje não sei explicar muito bem, ou melhor, só encontro uma explicação: há também alunos que passam nas faculdades de muita forma, menos trabalhando… Quando penso numa professora, que frequentara a faculdade de uma universidade pública de grande prestígio no país e trocava a gramática toda quando ensinava os alunos…



publicado por fatimanascimento às 18:34
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 10 de Junho de 2008
O novo tipo de emigração

 

A emigração é uma busca de melhor vida em países estrangeiros, onde os emigrantes pensam encontrar todas as condições que os seus países de origem, pelos mais variados problemas, não lhes proporcionam.

O nosso país foi, e ainda é, um país de emigrantes. É também um país de gente trabalhadora e perfeita em tudo quanto realiza, mas os velhos problemas, com que sempre nos debatemos, subsistem: é o caso do desemprego e do emprego mal remunerado. Há-os tão desesperados que chegam a pagar para rumar para um país estrangeiro, na esperança de encontrar o tão ambicionado emprego. Alguns têm sorte, outros nem por isso, sendo reduzidos a uma condição de escravos, nos países de acolhimento, onde trabalham a troco de nada. Alguns casos chegaram até nós, através dos meios de comunicação, mas não podemos descartar outras situações que poderão, eventualmente, ainda existir, e que ainda não foram descobertos.

A par deste tipo de emigração, existe uma outra que envolve os nossos licenciados, que vão para outros países, e por lá ficam, desenvolvendo um trabalho reconhecido, mas que esvazia o país de talentos.

Nos últimos anos, há um outro tipo de emigração, que envolve faixas etárias mais baixas – os estudantes portugueses, que saem do secundário com boas notas mas que, ainda assim, não conseguem entrar nas faculdades portuguesas, devido à inflação das notas. Embora reconhecendo que, nem sempre, os que têm melhores notas são, mais tarde, os melhores profissionais, seja em que área for, só aqueles que melhores notas têm, podem sonhar com a tão almejada entrada. Os outros? Esses, ou encontram alternativas, ou melhoram as notas, ou pagam a universidades privadas (quando têm os cursos pretendidos), ou… escolhem os países estrangeiros para estudarem. Um dos países mais procurados, é a vizinha Espanha, com médias mais justas. Também estes futuros profissionais poderão optar pela permanência da sua estadia nesses países, apesar da falta de médicos que existe no nosso país. Mas esta solução pode não durar muito mais tempo, uma vez que o país vizinho vai arranjando formas de contornar o afluxo de estudantes portugueses às suas faculdades, de forma subtil, de forma a calar os protestos dos pais espanhóis, que já se vão fazendo ouvir, julgando que os nossos estudantes tiram o lugar aos filhos deles.

A solução para este problema passaria pelo investimento conjunto, público e particular, na criação de novas universidades, especialmente a de medicina. Sempre poderemos também abrir uma conta numa entidade bancária e fazer uma colecta nacional, à semelhança do que fazemos para outros casos! (De certeza que muitos compatriotas não se importariam de o fazer, uma vez que os impostos que pagamos, e que são muitos, parecem não chegar para nada…) Outra passará pela mudança de mentalidade, pois o curso superior não é, forçosamente, sinónimo de uma vida melhor, pois muitos deles, não têm mercado ou este está cheio e o problema do desemprego, para alunos com licenciaturas é, cada vez mais, real.

Outra solução poderá passar pelo acordos entre o estado português com outros, no sentido destes permitirem o acesso de estudantes portugueses às suas universidades, enquanto as soluções nacionais para estes casos particulares, teimam em chegar.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 05:15
link do post | comentar | favorito


mais sobre mim
Julho 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
31


posts recentes

O problema das universida...

O novo tipo de emigração

arquivos

Julho 2018

Outubro 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Agosto 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

tags

todas as tags

favoritos

A manifestação de Braga

links
blogs SAPO
subscrever feeds