opiniões sobre tudo e sobre nada...

Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
União europeia: final à vista?

Quando se falou da integração de Portugal na União Europeia, e se começaram a fazer todos os preparativos para isso, com um optimismo exagerado, aqui há muitos anos, houve algumas vozes que se manifestaram contra, sendo imediatamente considerados “velhos do Restelo”. Os optimistas fizeram-se rodear de “especialistas” que aprovavam a política de integração do país não vendo mesmo um determinado político outra saída económica para Portugal. Velhos ou não, a sua previsão foi, infelizmente, acertada! Não foi propriamente a integração que deu cabo da nossa economia. A falta de honestidade das pessoas que ocupam cargos políticos elevados e de outras que ocupam cargos em empresas públicas, são a verdadeira razão do nosso suicídio económico. Agora, estamos à mercê, assim como os outros países denominados periféricos, de uma Alemanha prepotente, que para não lhe atribuírem o papel de má da fita nesta história da exigência para com os países prevaricadores, se inclina sobre a França (cujo presidente parece o animal de estimação da chanceler alemã) tentando, a dois, encontrar sanções para os países incumpridores. Mais ainda? Todos sabemos que temos de ser sérios na administração e que ninguém deverá fazer seja o que for que possa prejudicar seja o país seja o seu aparelho económico. E também me questiono como é que a Alemanha, dentro da União Europeia, consegue ser o único país com balança comercial externa positiva. Não sabem mais do que os portugueses: serão mais honestos do que nós? Outra questão que coloco é esta: sendo a união europeia um conjunto de países, como é que dois se fecham para tratar do futuro dos outros países? Será que a França tem alguma coisa a ganhar com isto? Não verá o presidente francês que só é chamado enquanto for útil aos planos da Alemanha? Terá tido, a Inglaterra, razão em querer manter a sua moeda enquanto os outros países foram ingénuos? Só sei que ela se mantém, de fora, atenta ao que se passa no continente. Como é que vamos sair dessa cimeira franco-alemã? Para já, o assunto de querer arranjar sanções para os países prevaricadores, não parece favorecer-nos em nada! Bem pelo contrário! Como iremos ser tratados, daqui em diante, pelos países que parecem ter tomado a chefia europeia? Como protectorados ou colónias da Alemanha? Parentes pobres e desobedientes da Europa? A verdade, é que não podemos culpá-la de nada! Nós enterrámo-nos, a Alemanha só teve de esperar, até ver os países com economias mais fracas estropiarem-se, agora, é só agir! Nós entregámo-nos de mão beijada!

Se for correcta a informação do espião francófono, infiltrado nas altas fileiras alemãs nazis (pergunto-me por que é os alemães não estranharam a presença de um francês entre eles, ainda por cima, em reuniões secretas) que denunciou “o quarto Reich” criado, ao que parece, pouco tempo antes da Alemanha perder a Segunda Guerra Mundial, em que os nazis punham de pé a ideia de submeter a Europa pelo domínio económico, uma vez que não conseguiram fazê-lo através das armas, então, estamos feitos! A ironia, e repito mais uma vez, é que ela não teve de fazer nada, ou quase nada, partindo do princípio que algo dever ter feito, a não ser esperar que esses países dessem cabo deles próprios. Se assim for, mostram que nos conhecem muito bem. E a forma como nos tratam, como incapazes, parece ir de encontro ao desprezo que os nazis nutriam pelos povos latinos. Não esqueçamos que as grandes empresas alemãs da época nazi, se tornaram grandes devido à mão de obra escrava judaica! E ainda estão no activo! E a dar lucro ao seu país!

Falava com uma colega que admira o povo alemão. Eu também o respeito e admiro. Nem todos são apoiantes desta política económica que ainda não devem ter entendido muito bem. Assim como nós! Porque há alemães que pensam de forma diferente! Se na Alemanha nazi os havia, agora também os há! E é nestes que reside a esperança de uma Europa mais feliz e igualitária onde todos se sintam bem. Caso contrário, está condenada ao fracasso! Como todas as uniões políticas! Não esqueçamos que muitos países entraram na CEE sem referendo realizado ao povo. Isto quer dizer que, mesmo que essa decisão tenha sido tomada por um partido maioritário, não quer dizer que o povo se reveja nas suas decisões. As manifestações mostram bem o descontentamento. O que é triste nisto tudo, é que fomos lixados pelos nossos próprios governos! Não foi ninguém de fora. Os outros só se limitaram a observar! Pensar que abraçámos a União Europeia sem qualquer tipo de exigência ou precauções!



publicado por fatimanascimento às 19:48
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
União europeia: a que preço?

(Atenção, hoje publiquei 3 posts seguidos)

 

Li um artigo de opinião que me pôs os cabelos em pé. Literalmente! Vou acreditar no que diz, não me passaria pela cabeça fazer o contrário. Afinal, quem escreve sabe o que diz, não inventa. A invenção só serve para a ficção, nada mais, diz um dos prémios Nobel da Literatura e eu concordo com ele. Contudo, a realidade e a ficção andam a par. Afinal, muitas vezes, servimo-nos da ficção para colocarmos nela tudo quanto não temos coragem de assumir na vida. E cada qual tem as suas razões. A verdade é que o espectro ditatorial não parece ter-se perdido no tempo. Parece cada vez mais vivo e presente do que, à primeira vez, poderíamos supor. Afinal, a segunda guerra mundial e as ditaduras que estiveram associadas a ela não estão assim tão longe no tempo. Muitas pessoas que viveram naquela época e se sentiram atraídas por aquelas filosofias, e acabaram por ganhar com elas, ainda estão vivas. A questão é que quem tem dinheiro é quem investe na política. E sabemos quanto o poder financeiro tem influência na política! E sabemos também que há muitos políticos de extrema-direita que vivem encapuzados com outras cores políticas! O problema é que todas as ditaduras tiveram fileiras de jovens aprendizes que teriam como objectivo a continuação dessa ideologia. Todos estão vivos, mas não se manifestam. Deixam isso para os mais desinquietos, pertencentes a movimentos de extrema-direita que acabam por atrair para si todas as atenções. Mas o problema é que os mais perigosos (se é que há pessoas mais perigosas, diria antes cautelosas) se encontram camuflados. Não lhes interessa dar nas vistas. Mas continuam a defender os seus queridos ideais. Ora, numa Europa sem fronteiras, movimentam-se ainda mais depressa e discretamente. Depois, há muitas espécies de guerras. E a guerra económica é uma delas. Não deixa de ser uma forma de subjugar a Europa. O país que mais ganha com a União Europeia é a Alemanha cuja balança comercial é largamente vantajosa para ela. O mesmo não se pode dizer dos outros países. O impacto desastroso que a Troika está a ter nos países economicamente mais frágeis, faz com que estes se arruínem. E depois de arruinados, o que vai fazer a Alemanha? Tentar impor-se nestes países? Como? Tratando-os como colónias? O que certos alemães não percebem (alguns dos mais ricos) é que, seja de que natureza for essa guerra, não vão conseguir impor-se ou vencer de forma alguma. Porquê? Porque embora os governos não percebam ou não queiram perceber, há sempre alguém que consegue ver para além do imediato e que lhe querem pôr à frente dos olhos. Podem originar uma guerra que lhes vai sair bastante cara, para se tentarem impor, mas não vão conseguir. Há uma citação de Hitler que muitos podem seguir mas que, para mim, por exemplo, não faz sentido e que defende que “não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo”. Quem defende isto não sabe, nem imagina ou quer saber o que é a democracia. Só por si esta afirmação evidencia uma falta de inteligência a toda a prova. Evidencia muito mais: um homem ganancioso que não se importa de defender seja o que for, desde que os seus interesses, ainda que megalómanos, sejam protegidos. Será que ainda há pessoas, na Alemanha, capazes de querer subjugar a Europa se ganharem com isso? Não me admiro nada. O que não entendem é que há pessoas, no mundo inteiro, que preferem morrer a viverem subjugadas seja ao que for e a quem for. E a Europa não é excepção. Não hesitou em pegar em armas para se defender da Alemanha nazi, não hesitará em fazer tudo novamente em nome da liberdade e da dignidade dos países que a compõem. (Veja-se o papel da resistência francesa dominada pela força nazi)Talvez sejam as políticas economicistas como a Troika que venham a pôr um fim à União Europeia já anunciado muitos anos antes por Daphné du Maurier, numa das suas obras. E não é preciso ser-se um génio para compreender isso. Afinal, e como a História já provou, tudo quanto é fruto da vontade política não é duradouro. O povo, ao contrário do que uma pequena minoria pensa, não é parvo. Tarde ou cedo, ele percebe tudo. E, geralmente, nunca é tarde.



publicado por fatimanascimento às 11:42
link do post | comentar | favorito


mais sobre mim
Julho 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
31


posts recentes

União europeia: final à v...

União europeia: a que pre...

arquivos

Julho 2018

Outubro 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Agosto 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

tags

todas as tags

favoritos

A manifestação de Braga

links
blogs SAPO
subscrever feeds