opiniões sobre tudo e sobre nada...

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013
2013: que perspetivas?

2013: que perspetivas?

Estas vão do cinzento, cinzento-escuro e negro. Colorido? Só para os mais ricos e aqueles que trabalham para as empresas públicas a troco de chorudos salários só para fazerem o que lhes compete. E, isso, todos fazemos. O que está a transtornar este país, mais uma vez, são as diferenças sociais (entre os pobres e os ricos cujo abismo é cada vez maior). E não é só no nosso país mas em todos aqueles onde ainda está enraizada toda uma mentalidade medieval. Os países (poucos) onde isso não acontece, não têm problemas financeiros, dívidas exteriores nem mal-estar social. São países onde todos se sentem bem, os mais ricos inclusive, uma vez que esse bem-estar é geral. Ninguém gosta de viver num país onde a miséria predomina. Nós estamos em vias de nos transformarmos num desses países desagradáveis, onde de um lado estão as construções típicas, retratos atípicos de uma humanidade de contradições, dos mais ricos e, do outro, dos mais pobres. Pior do que esta perspetiva: estamos a afundar-nos enquanto país, devidos a sucessivos governos incapazes de levar a fundo uma reforma capaz de solucionar todos os problemas reais do país. Estes mais uma vez foram ignorados e os problemas de ontem continuam a ser os de hoje e preparam-se para ser os de amanhã. Por este andar, estamos no terceiro milénio com os mesmos problemas do século dezanove. Com tantas estratégias e objetivos capazes de poderem tornar este país num grande pequeno país, estamos a este pequeno país ainda mais ínfimos em todos os aspetos. E temos um povo capaz de fazer tanto como os outros e tão bem como eles. O que não temos é governante à altura. Nunca tivemos! Geralmente, quem vai para a política vai pelas razões erradas, embora, à partida, pareçam mobilizados por uma ideologia benigna. E talvez assim aconteça no início, mas parece não fomentar. Sabem o que acontece a uma maçã podre junto de outras sãs? As outras acabam por apodrecer por contaminação. Assim parece ser na política. Só que a proporção parece invertida. Quantas vezes, vimos pessoas testemunhas dos mais variados abusos, financeiros incluídos, denunciaram-nos e saíram demarcando-se de uma tendência habitual e que acabaram por ser atacados pessoalmente, no sentido de lhes retirar todo o crédito, profissional e pessoal? Assim, é claro, que não vamos a lado nenhum. Nem nunca iremos. E este cancro político já está enraizado desde o tempo da monarquia, quando um rei português, numa carta a um seu conhecido ou parente, se queixa do cancro da corrupção política e se sente incapaz de travar tal mal. Resta-me desejar-vos, para 2013, querido povo português, e gente de boa vontade, que tudo quando planeais se torne realidade. E que os que têm possibilidades de tornar este país maior, não cessem de tentar, pois são esses – os de boa vontade (não os mascarados) – aqueles que, num trabalho consciente e perseverante – conseguem levar o país para a frente. Não temos de aumentar as exportações? Por que não exportar os políticos e os executivos corruptos? Enriqueceríamos depressa se o fizéssemos ou empobreceríamos ainda mais porque ninguém os quereria. Já têm os deles! É uma raça que toda a gente parece querer dispensar.



publicado por fatimanascimento às 18:22
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
O novo ensino profissional

Existem vários cursos profissionais que vêm substituir aqueles que haviam antes do vinte e cinco de Abril - os célebres cursos industrial e comercial… que eram escolhidos pelos alunos que não queriam seguir os estudos na universidade. Estes cursos preparavam bem os alunos para o mercado de trabalho de então e o sucesso dos mesmos nota-se no rosto daqueles que os frequentaram e gostaram. Estavam, ao que parece, bem estruturados. Não sei quem criou este sistema de ensino, mas teve sucesso, o que indica que satisfez a procura de então. Depois do vinte e cinco de Abril, estes cursos parecem ter sido abandonados em nome de uma política que se achava socialmente mais justa. As oficinas de algumas escolas industriais foram votadas ao abandono recheadas do equipamento necessário à preparação dos alunos para a vida activa. Agora, passados tantos anos parecemos estar a tentar recuperar aquele tipo de ensino para dar espaço àqueles alunos que não desejam frequentar a universidade e para entusiasmar aqueles a quem o ensino teórico nada diz. Mas para que estes cursos tenham o sucesso desejado, tem de se conhecer muito bem o perfil deste tipo de aluno e algumas questões terão de ser colocadas como ponto de partida. O que se pretende com o ensino na sua vertente profissional? Que alunos poderão ser incluídos nestas turmas? Que programas serão adequados a estes alunos e a estes cursos? Que perspectivas profissionais existem no actual mercado de trabalho? Este ensino dará uma preparação especializada ou só um conhecimento geral? Que profissionais serão os adequados para estarem à frente destes cursos? Que tipo de ensino-aprendizagem será o mais adequado a estes alunos? Que possibilidades financeiras terão as escolas para porem a funcionar um determinado curso? Estarão estes cursos adequados às expectativas dos alunos, isto é, sentir-se-ão realizados com a aprendizagem realizada/sentir-se-ão preparados para a aventura que é a vida profissional lá fora? Há por exemplo alunos que têm habilidade para desmontarem uma moto e conseguem montá-la sem problemas. Poderão estes alunos, sem dificuldade, encontrar um curso de mecânica capaz de aumentar os seus conhecimentos e cimentar outros já adquiridos por experiência própria? Partindo do princípio que as respostas a estas e outras questões são afirmativas, há, agora, que olhar à nossa volta. Estes alunos que se revoltam quando ainda integrados no ensino dito convencional por estudarem matérias que não lhes interessam nada, poderão sem prejuízo para as perspectivas dos mesmos, encontrar nesses cursos a realização pessoal que tanto ambicionam? Não estará a idade para o início da frequência destes muito acima da desejada? Há alguns alunos com registo de uma ou mais repetências em anos lectivos anteriores (e com mais uma em vista), que se sentem frustrados ao estudarem diariamente matérias que não vão ao encontro dos seus reais interesses, (daí o desinteresse aliado à indisciplina e à revolta) e que têm de ficar a marcar passo no mesmo ano de escolaridade até chegarem à idade da frequência dos cursos que, julgamos todos, irão ao encontro das suas ambições? Este será mais um factor a ponderar. O ideal, talvez estejamos ainda muito longe dele, seria encontrar um sistema de ensino onde todos os alunos se pudessem sentir realizados. Quando chegaremos lá?



publicado por fatimanascimento às 18:30
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