opiniões sobre tudo e sobre nada...

Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012
A verdade versus mentira

Cada vez mais é difícil confiar nas autoridades. Todos sabemos que já se tornou hábito dizerem uma coisa hoje e, amanhã, fazerem outra. Mas o que mais incomoda, é que a mentira está em todo o lado! As versões oficiais são sempre, mais cedo ou mais tarde, desmentidas por particulares. Estou a lembrar-me concretamente de alguns casos. A militar americana transformada erradamente em heroína até ela contar a verdade; tempos, depois, o caso do burocrata do FMI que bateu com a porta, envergonhado por ter pactuado, durante vinte anos, com uma equipa de mentirosos; finalmente, o caso da morte de Bin Laden que teve também duas versões: a oficial e a privada. Parece que nada do que é oficial, pode ser encarada como verdadeira! Além disso, temos as consequências nefastas para os que se atreveram a contar a verdade. E é preciso coragem, para enfrentar toda uma máquina governamental enraivecida por ter sido desmascarada! A verdade, nesta sociedade, tem um preço exorbitante. A mentira é mais barata! Parece vender mais! Só que ninguém gosta de ser enganado. E, quando a verdade surge, a corrida à verdade é estonteante! Todos querem saber o que aconteceu e como realmente aconteceu! E nunca me apercebi que essas pessoas buscassem fama ou alguma forma de notoriedade. Parecem avançar por motivos mais sérios. O que faz um militar falar de uma missão secreta que foi confiada à sua equipa? Uma vez terminada, poderia ter seguido a sua vida, sem nunca pensar mais no assunto. Então o que o incomodou de tal forma capaz de o fazer contar a verdade dos acontecimentos, desmentir o comunicado oficial dos acontecimentos, arriscar o tribunal militar e destruir uma carreira abraçada anteriormente? Tudo leva a crer que algo ocorreu nessa missão que o tocou negativamente. Não foi pela mera vontade de denunciar os colegas e a situação gratuitamente. A verdade, tem dois lados: a dos vencedores e a dos vencidos. Talvez ele tenha encarado os acontecimentos do ponto de vista mais embaraçoso – o dos vencidos. Apesar de todos os crimes que lhe são imputados, não deixa de ser um ser humano cuja vida foi arrancada pela vontade de um gruo de pessoas que quiseram ficar bem vistas com a decisão tomada, justificando a sua decisão com factos mentirosos. Não é só o facto de terem retirado a vida a uma pessoa sem julgamento, é o terem mentido ao mundo, surpreendido com tal anúncio!

E o que dizer de uma instituição financeira que deveria regular, com integridade, a informação veiculada ao exterior e se chega a saber que é um rio de mentiras que deverão esconder alguns interesses particulares? A mentira serve sempre para esconder algo. E quando se esconde, há algum tipo de interesse…

E, finalmente, a comunicação social… Esta foi a responsável pela mentira erguida à volta da militar norte americana. A precipitação e a pressão não bons aliados de uma imprensa idónea. Há que saber distinguir factos de versões. E a versão escutada não foi a fidedigna… Há que ter calma senão em quem podemos acreditar?



publicado por fatimanascimento às 20:07
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
A importância da formação das crianças

Não posso ir muito além da árvore genealógica mais recente, porque não conheço mais…. Mas o que tenho é excepcional, pelo que não tenho de ir muito mais além. As recordações não vão além dos meus avós. Sobretudo o meu avô… que integridade e que linearidade! Nunca me lembro de conhecer uma pessoa mais honesta na minha vida! São numerosas as histórias que contam sobre ele! Até em Portalegre! E esta história, em particular, já é contada pela segunda geração. O meu pai saiu a ele. Foi desenhado nas mesmas linhas. Também há histórias sobre ele. Eu saio ao meu pai. Não há histórias sobre mim. Nem faço questão que haja. O que posso dizer é que não é nada fácil ser-se assim. Poucas pessoas nos compreendem ou nos aceitam como somos, uma vez que em todos os caminhos sempre há desvios. É uma rectidão muito vincada, sem desvios. As pessoas têm medo. Sinto isso, mas não ligo. Vivo o meu dia-a-dia sem me preocupar com a vida dos outros, a não ser no único sentido de ajudar, quando posso e sei. E nada mais. A seriedade é um vínculo na personalidade uma vez que os exemplos são sempre muito exigentes e estão sempre muito vivos. Depois, seguiu-se a formação religiosa ( e não só) que me foi dada pelas irmãs de S. José de Cluny, no Colégio de Santa Maria, e que eu procuro pôr em prática no meu dia-a-dia. Tudo foi determinante na minha formação. E a todos o meu reconhecimento por isso. Agora, cabe a mim falar desse tipo de formação tão determinante na vida de qualquer pessoa. Esta formação de raiz, e não só de aparência, é decisiva em qualquer pessoa. Não é só o ficar bem, é necessário criar estes valores para que possamos viver numa sociedade mais justa e mais consciente, quanto mais não seja para evitar casos como os que me têm tocado viver, estes últimos tempos, devido a essa mesma falta de formação de algumas (muitas!). Passa-se um caso com um meu ex-companheiro a quem ajudei, a determinada altura da sua vida, quando mais precisava, e que não está a cumprir com os seus deveres, até agora. Dei-lhe e dou-lhe o benefício da dúvida, mas já lhe tivesse apanhado mentiras… A minha posição em nada mudou: continuo a acreditar no que há de melhor nele. Depois, há aqueles que andam divididos por que lhes foram inculcados certos valores por um dos pais e outros pelo outro. Então, acontece isto: agem mal e ficam com problemas de consciência, porque não querem tomar uma posição dissonante, mesmo não concordando com o que se passa. Não deixam de ser boas pessoas, mas também não deixam de ser más. E são adultos sofredores. Entre a minha mãe e o meu pai há diferenças na maneira de ser, mas eu decidi-me por uma, e não me afastei dela. Não fiquei dividida, como acontece com alguns. Agora, o exemplo que eu dou aos meus filhos é aquele que me deram a mim e que eu julguei ser o mais recto. Que pena não haver mais pessoas assim! Seria tão mais fácil para todos!



publicado por fatimanascimento às 11:36
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