opiniões sobre tudo e sobre nada...

Domingo, 18 de Julho de 2010
A generosidade humana

Há portugueses que me fazem orgulhar de ser quem sou. Portugueses anónimos que se afastaram cedo do país em busca de uma vida melhor. Não há nada de extraordinário nisto que mereça atenção, não fosse a reportagem lida numa revista semanal que deu a conhecer uma pessoa extraordinariamente inteligente. Há muito tempo radicado na África do Sul, este homem fez muito por aquele país – criou riqueza e empregos. Não negando as suas origens portuguesas, este homem que poderia ter outra qualquer nacionalidade, dá excepcional prova de inteligência e generosidade. O que para alguns poderia ser motivo de problema, ele encara como um desafio ultrapassado. Foi obrigado a dar 30% da sociedade a dois negros que quase nunca aparecem na empresa mas não se enfurece nem desanima, antes pelo contrário, uma vez que, para ele, “liderança não é posição, é acção”. É dono de um património considerável mas, nem assim se tornou ganancioso ou implacável. Está a expandir-se para América Latina, mas não parece preocupado com a situação na África do Sul de onde se recusa a retirar o seu dinheiro. “A terra que o dá é a terra que o leva”. Quando estamos num mundo onde a ganância leva à fuga de capital e aos impostos, por pessoas sem escrúpulos, escolhendo paraísos fiscais para colocarem o seu dinheiro, este homem dá provas de um carácter extraordinário. Não é sul-africano mas a gratidão com que premeia este país por lhe ter dado a oportunidade de construir o seu império, recusando-se a retirar o seu dinheiro de lá, ainda que à cautela, mostra um ser muito superior à maioria que circula no meio negocial e até fora dele. Veio do nada, mas não renega as suas origens, revelando-se apenas um ser aberto a todos os desafios e com o espírito necessário para os ultrapassar, sem medo. Confia nesta terra de oportunidades independentemente do que o futuro lhe reserve. Não há cidadão mais universal do que este que sabe repartir os seus sentimentos e o seu respeito por todas as partes por onde passa. E não deixa de ter sucesso por ser assim! São pessoas destas que nos fazem orgulhar de sermos quem somos. São pessoas assim que fazem o mundo girar de uma forma mais saudável. São pessoas destas que ajudam a criar um mundo melhor.



publicado por fatimanascimento às 21:07
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
O resultado de um bom trabalho

Nunca me interessei por futebol de clubes, mas sempre segui os jogos das nossas selecções. Chamou-me a atenção a selecção dos juniores, liderada na altura, por Carlos Queirós, que fora nomeado seleccionador nacional, e conseguiu conquistar o mundial na sua categoria, para além de outros também dignos de registo. Foi um trabalho excepcional, conseguido por uma equipa coesa que com bons e esforçados jogadores, que viriam, mais tarde, a distinguir-se como belíssimos jogadores. Esta equipa não foi resultado de um acaso, mas, e ao que parece, de um esforço grande levado a cabo pelo então seleccionador, que percorreu o país de lés-a-lés, visitando todas as partes do país e observando os miúdos em plena prática desportiva, para ter a certeza de que eram os jogadores com as características que procurava. Esse bom trabalho sério teve os resultados que todos conhecemos e de que nos orgulhamos. Este excelente trabalho parece ter terminado com a saída desse homem. O que não se compreende muito bem… parece que algo não está a funcionar. Numa selecção nacional, é suposto estarem os melhores jogadores da sua categoria, o que não se entende são os fracos resultados e o fraco desempenho demonstrado nos jogos frente às selecções estrangeiras. Não se entende nem se pode aceitar. Não é só a imagem dos jogadores no campo desportivo que está em causa, já que Portugal tem decerto verdadeiros talentos à espera de serem descobertos. É também a imagem de Portugal en quanto país que está em jogo. O futebol tem sido sempre um veículo diplomático ao serviço do país que mais tem levado o nome deste pequeno rectângulo aos confins do mundo. Mais do que os diplomatas ou membros do governo ou presidentes da república, verdadeiros desconhecidos para a maioria da população mundial, são eles os verdadeiros embaixadores deste país. (Estou a lembrar-me de um jovem mexicano, meu conhecido, que ao saber a minha nacionalidade, me falou imediatamente do Cristiano Ronaldo!) O que acontece é que, agora, os jogadores nem para isso servem. É estranho quando não se conseguem resultados e a resposta nem sempre está só na qualidade dos jogadores das equipas adversárias, antes de procurarmos essas desculpas, temos de olhar para nós mesmos e corrigir, se for possível, o que está mal. Caso não seja possível, há que voltar à estrada, com a devida antecedência e realizar o mesmo esforço que Carlos Queirós fez há uns bons anos atrás, ganhando tempo observando os jogadores para ter a certeza que são os ideais para fazerem parte de uma selecção. Já agora fica a ideia. Sabemos que nada se consegue com os jogadores mais velhos, talvez o melhor seja deixar de lado a selecção principal, e dedicar-se aos mais jovens. Com esses ainda pode ter uma oportunidade de mostrar o que ainda verdadeiramente vale como seleccionador. Ele tem é de ser forte para ultrapassar todas as consequências ligadas a um trabalho sério, e esquecer as inimizades daí decorrentes, já que o respeito e a admiração que conseguiu da generalidade dos conterrâneos ultrapassa em muito as mentalidades retrógradas com as quais teve de lutar, para conseguir o que queria. O que ele não merece, de certeza, é uma selecção destas! Esta, para além de o desprestigiar, cria-lhe outro tipo de problemas… O que será melhor?



publicado por fatimanascimento às 11:33
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