opiniões sobre tudo e sobre nada...

Domingo, 24 de Outubro de 2010
A República, essa desconhecida

Um dia destes, tive a oportunidade de ver, nas notícias, a celebração dos 100 anos da implantação da República. Os discursos, mais virados para os problemas actuais do que para a importância da data em comemoração, não deu uma grande celebração. As questões postas aos populares sobre esta viragem na História do país, revelou que, mesmo os mais idosos, não sabem nada sobre esta época histórica. Todas as pessoas confessaram sinceramente a sua ignorância. Alguns falavam mesmo da mudança para a monarquia constitucional que tem vindo a ganhar tanta popularidade na Europa, a começar pela vizinha Espanha. Pergunto-me o que terá a ver uma com a outra. A verdade é que esta época histórica é muito mal conhecida dos portugueses, quando não é confundida com a ditadura.

Não sei como está a disciplina de História relativamente ao programa escolar, agora. Sei que, quando estudei, o programa era longo e nunca cheguei à implantação da República. Fiquei mesmo longe. Portanto, salvo as leituras realizadas fora do contexto escolar, nada sei. O que não deixa de ser estranho. Estamos numa República e, ainda assim, nada sabemos sobre ela. Bem, não é bem assim… Muitos de nós pensamos que é bastante enfadonha (depende das perspectivas) sempre com governos que se sucedem, sobretudo depois da instauração da democracia. Parece que ninguém se entendia ou queria entender. Eu vivi essa época. Não guardo muito boas recordações. Tudo parecia mais importante do que o interesse do país. Culpa dos políticos. Ainda hoje não ficam bem na fotografia. Ninguém parece acreditar neles. E não podemos culpar o povo, por tal saturação. As alternativas não são melhores. Ninguém parece saber fazer melhor do que os anteriores.

Agora, a culpa não é da República. Nem se pense que se mudarmos para uma monarquia constitucional os tempos melhorarão. Os políticos continuam os mesmos. Afinal, a vizinha Espanha não está melhor do que nós. Por tal, deixemo-nos de pretensiosismo e aproveitamentos políticos da crise. Afinal, se mergulharmos na nossa própria História, esta não passa de uma sequência de crises. Nunca estivemos bem. Nem quando éramos aparentemente ricos. E estávamos em plena época monárquica. É a mentalidade dos políticos que tem de mudar, são as pessoas que têm de mudar. É que antes de serem políticos são pessoas bem ou mal formadas. Ter um Presidente da República ou um rei, desde que sejam honestos, não vejo grande diferença. Salvo os economicistas que vêem aí uma oportunidade de poderem as economias do país poupar nas reformas dos Presidentes da República. Sim, porque os primeiros-ministros continuarão a existir... Agora, prefiro um bom Presidente da República a um mau rei e vice-versa. O Presidente sai ao fim de quatro anos e o rei… teremos de aguentar com ele até ao fim da sua vida?

Agora, se querem que as pessoas, sobretudo os mais novos, conheçam a História do século XX, não esperem que elas vão procurar informação. Salvas raras excepções, não o fazem. O melhor é começar mesmo pelas escolas. Se continuamos com programas extensos como aqueles que existiam, nunca chegaremos à República e, muito menos, ao nosso 25 de Abril. E, quando chegam, é já no final do ano, sem tempo seja para o que for. No que me diz respeito, julgo que teria sido interessante estudar essa época.



publicado por fatimanascimento às 18:03
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
À esquerda, pois então!

Li, numa revista, um artigo de Mário Soares onde alertava para os perigos de, nesta eleição, poderem os partidos de esquerda, (mais à esquerda!) ganharem votos. Agora, já fala de possíveis alianças com o Bloco de esquerda. Talvez tenha razão! A população está cansada e desanimada. Foi vítima de dois partidos que os desiludiram profundamente. As mudanças verificadas não protegeram, bem pelo contrário, criaram insegurança a um nível bem grato aos portugueses – os postos de trabalho. Era sintomático. Ninguém espera que as pessoas com dois dedos de testa pensem que as mudanças verificadas são para seu bem. A frágil situação económica do país não é um problema recente mas de há muitos anos! Não é com políticas como as que foram levadas a cabo que se melhora a situação económica do país. Só se prejudica a confiança dos portugueses no país e nos políticos que os governam. As duas caras concorrentes já são conhecidas dos portugueses que também têm queixas. O que quero dizer é que já mostraram do que eram capazes, e não deixaram os portugueses satisfeitos. Todos esperam governantes capazes de ouvir e de agir em conformidade aos seus anseios não políticos com personalidade arrogante que só pensam mo país e nos portugueses em épocas eleitorais. Depois, entre um e outro não se percebem grandes diferenças, capazes de marcar positivamente a precariedade social em mergulhou o país. Todos perceberam que só uma mudança forte, isto é, de votos poderá fazer alguma diferença no governo do país. É disto que, na minha opinião, Mário Soares falava. O risco, porém, não é grande. Os votos na minha opinião, vão estar muito distribuídos pelos vários partidos que por aí surgiram. Também não acredito na maioria para o actual primeiro-ministro. Ninguém arrisca! Será uma era onde os outros partidos, aqueles que militam mais à esquerda ou outros, de mostrarem o que valem, na defesa dos direitos mais fundamentais dos portugueses. É na Assembleia da república onde poderão mostrar a sua diferença. Se pactuarem com os partidos dominantes em matérias que vão contra esses direitos, esses partidos serão entendidos como uma continuação dos outros, deixando de ter notoriedade aos olhos dos portugueses, falo dos portugueses que nada têm a ver com os ânimos inflamados das massas partidárias apoiantes. Votos mais à esquerda? Talvez… Mas nada lhes vale se não souberem estar à altura.



publicado por fatimanascimento às 09:49
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Domingo, 28 de Junho de 2009
O trânsito e as regras

Engraçado… venho, há já algum tempo, a observar alguns comportamentos hesitantes, no que diz respeito a algumas regras de trânsito que acabam por ser anedóticos, sem contudo me ter decidido a escrever sobre este assunto. Talvez porque já me sinta confusa com tanta confusão! Lembram-se daquelas regras que entraram com furor na vida dos condutores para, depois, alguém vir dizer que já não é assim ou que só assim em certos casos? Acontece que alguns não ouviram esta última informação, pelo que continuam a obedecer a tal regra… é o que acontece no entroncamento junto do bairro onde moro. Há um triângulo, cuja base está voltada para uma estrada e cujo vértice aponta para outra, à esquerda, desembocando esta perpendicularmente naquela. Os condutores que sobem a estrada, para voltar à esquerda, fazem-no de duas maneiras: há aqueles dão a direita ao lado do triângulo e aqueles que sobem mais um pouco, para darem a esquerda ao outro lado do triângulo. Às vezes, encontramos dois carros parados, um a querer dar a esquerda à forma geométrica e outro, mais acima, a querer dar a esquerda. Não deixa de ser cómico! Muitas vezes, ficam à espera, embaraçados, procurando deixar ao outro a iniciativa. Se acrescentarmos a estes outros que se deslocam em sentido contrário, o que dá a direita ao triângulo, não atrapalha os veículos que se cruzam, à passagem do triângulo, que passam pela faixa de estrada deixada livre à sua esquerda. O pior ficam aqueles que, ao quererem dar a esquerda ao triângulo, desenhado no chão, atrapalham as viaturas que circulam em sentido contrário. Quem quer voltar à esquerda, para apanhar a estrada principal, encontra uma hesitante viatura no seu caminho. Aquele tem de parar para que a hesitante viatura o contorne, pela direita. Se acrescentarmos uma outra que vem da estrada principal e quer virar para a outra, no triângulo, encontra as duas viaturas a obstruírem a entrada, para já não falar dos camiões… Sabendo que há espaço para duas viaturas em ambos os lados do triângulo, para que as viaturas se cruzem sem problemas, mesmo para um camião e uma viatura ou para dois camiões, com jeito, não entendo porque se dá a esquerda ao triângulo do chão. Há casos tão complicados que, por momentos confusos, pensamos circular num país do Terceiro Mundo! Afinal, como é? Dá-se ou não a esquerda aos triângulos do chão? E em relação às placas, dá-se a direita ou a esquerda? É que a confusão é grande, a olhar o número cada vez maior de pessoas que fazem de uma maneira e da outra. Que alguém ponha cobro a esta situação antes que aconteça alguma desgraça. E isto não se resolve com polícia, mas com esclarecimento.



publicado por fatimanascimento às 13:57
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