opiniões sobre tudo e sobre nada...

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
Horários, escola e…polícia!

Todas as manhãs é o mesmo: tudo a despachar! Leva-se a mais nova à escola, que é a que entra mais cedo, e depois os mais velhos, que entram 15 minutos mais tarde. O portão da escola abre às 7.50 e fecha às 8 horas, hora de entrada na escola. No início, davam uma tolerância de 15 minutos que eu aproveitava para fugir à confusão de trânsito que se acumula diante do portão à hora da abertura. O mesmo acontece à porta do liceu onde deixo os mais velhos: há carros a iniciar a marcha, outros parados, outros a chegarem à procura de sítio para pararem, estorvando, o mínimo possível, os outros carros que querem só passar, só que o espaço é maior… Diante da escola primária, há sempre um agente da PSP, encarregado de controlar o trânsito, o que não é fácil, devido à confusão gerada, dia após dia. Porém, a atitude dos agentes da autoridade varia de pessoa para pessoa. Enquanto uns estão em cima dos condutores lembrando-os daquilo que eles estão fartos de saber – não podem parar diante do portão da escola mais do que o tempo de deixar sair os miúdos – e, quando isso acontece, o condutor tem de pegar na sua viatura e pará-la mais à frente, onde tiver lugar… O que não é simples, nem fácil… e gera mais confusão ainda! Há outros agentes que, desde que a passadeira esteja livre para as crianças passarem, e eles encarregam-se mesmo de assegurar a passagem das crianças, ao mesmo tempo que facilitam a árdua tarefa dos condutores, sem os importunarem, no que respeita ao tempo de paragem diante da escola para deixar os filhos… mostrando-se sempre compreensivos e interessados em ajudar. Já pensei, e para ajudar a evitar a confusão, de pedir à escola a continuação dessa tolerância o que evita a aglomeração de viaturas todas as manhãs ao portão daquela escola, com todas as consequências nefastas para os condutores e moradores daquela rua. Esta seria uma das soluções para evitar tal confusão, logo de manhã, o que põe os nervos em franja aos condutores, sempre preocupados e com alguns agentes sempre prontos a importunarem. Depois, e apesar da boa vontade de alguns agentes, levando-os a facilitar e a ajudar a gerir aquela confusão toda, é sempre aborrecido para todos… a melhor ideia mesmo é a da continuação dos 15m de tolerância!

Ainda hoje de manhã, eu apercebi-me de um agente que, numa outra rua, onde existe outra escola do ensino básico, cujo trânsito acaba por ser ainda mais complicado, a escrevinhar num papel e a olhar o relógio, para registar a altura da ocorrência!



publicado por fatimanascimento às 14:11
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Sábado, 24 de Maio de 2008
O plágio e os crimes de delito comum

 

Toda a pessoa que rouba tem ou não um motivo. Lembro-me de há uns tempos atrás ler uma entrevista com um médico da AMI que contava ter presenciado crianças pequenas a roubar para matar a fome, nos países pobres do leste asiático, e a forma como eram agressivamente maltratadas, pelos representantes da autoridade, quando eram apanhadas em pleno acto. Nestas circunstâncias, a necessidade justifica a legitimidade do acto. Embora nada justifique o roubo, compreende-se o acto desesperado destas crianças. Outros há, na nossa sociedade ocidental, que roubam pelos mais variados motivos e, quando são apanhados, e se prova o seu envolvimento no acto, são, quase invariavelmente, conduzidos à prisão. Mas há certos crimes, por incrível que pareça, que, mesmo provados, não dão cadeia. É engraçada a nossa justiça ocidental, quando avalia certos casos. É o que se passa, por exemplo, com o plágio. Trata-se, para todos os efeitos, de um roubo provado, mas é um crime de delito comum, que para além de uma indemnização ao criador, decidida pelo tribunal, não tem mais consequências. O plagiário nunca cumpre pena na cadeia. Se olharmos às razões do plagiário, raramente têm a ver com razões de sobrevivência as das crianças, desesperadas pela fome, que roubam os alimentos das lojas, tendo mais a ver com razões egoístas, relacionadas com dinheiro e fama. Não percebo porque é que estes casos têm um tratamento diferente dos outros e posso até afirmar que, enquanto não houver perigo do plagiário ir para a cadeia, este tipo de roubos não cessará. Será que é difícil de provar, em tribunal, este crime de delito comum? Não acredito nisso, uma vez que o plagiário acaba sempre por se trair de alguma forma na escrita, no enredo ou nas personagens. É fácil de descobrir uma obra roubada vítima de uma maquilhagem. Posso fazer ainda outra comparação: os ladrões de carros, quando roubam um carro, dão-lhe outra matrícula e outra pintura, para disfarçar a viatura roubada. Ora, em que é que este tipo de roubo é diferente daquele, para ser tratado de forma diferente pela justiça e pela sociedade? Dar-se-á mais importância à propriedade material do que à propriedade intelectual? Dever-se-á essa diferença de tratamento à classe social e cultural dos actores intervenientes nesses actos? Julgo que está na altura de repensar esta situação, a nível jurídico, porque só a vergonha da condenação social não chega, e as pessoas que roubam por motivos tão egoístas mostram não ter vergonha nenhuma ou que esta é largamente superada pela voraz ganância.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 08:04
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Entradas e saídas

O carro, para mim, é uma necessidade, pois preciso dele para me deslocar para o trabalho. Se não o tivesse, a minha vida estaria mais desafogada, porque não pagaria gasolina, seguro, manutenção mecânica (mudanças de óleo, revisões, inspecções, imposto de circulação, etc…) o que, no final mês e do ano, representa um gasto considerável, para o cidadão anónimo que depende só de um ordenado fixo ao fim do mês. Mas ele é uma necessidade num país onde os transportes, entre as diferentes localidades, são poucos e os horários incompatíveis com a vida das pessoas. Claro que este aspecto tende a aumentar o número de viaturas próprias, pelo que as auto-estradas são necessárias para fazer face a esse aumento e a esse escoamento de tráfego. Até aqui não há nada a assinalar de grave se não olharmos aos acessos a essas auto-estradas.

Na A23, no sentido Torres Novas - Abrantes, há uma saída que tem menos do que 500m de comprimento. Se juntarmos a isto, a entrada que se faz no mesmo curto espaço, vemos quanto é perigoso esse breve percurso. Quando saímos, e depois de uma curva acentuadíssima à direita, deparamos com o mesmo cenário. No mesmo espaço exíguo faz-se a entrada e a saída de viaturas, o que requer muita atenção da parte dos condutores, sobretudo daqueles que não conhecem aquele espaço. Um dia de grande afluxo de viaturas, quando me preparava para sair da A23 por esse espaço, deparei-me com uma cena insólita – o trânsito estava bloqueado. As viaturas, camiões aí incluídos, que entravam na A23 estavam paradas, à cautela, esperando o momento oportuno para entrar na auto-estrada enquanto as que saíam, a conta gotas, o faziam com muito cuidado também, gerando ali uma grande confusão. Quando me vi parada em plena A23, na faixa da direita, a minha reacção imediata foi a de accionar os quatro piscas, enquanto olhava pelo retrovisor, esperando pelo primeiro carro que chocaria com a traseira do meu, uma vez que nada informava os condutores da confusão que se gerara ali… felizmente a faixa da esquerda estava livre, pelo que os condutores mais desprevenidos e que se deslocavam a velocidades consideráveis próprias das auto-estradas, se metiam por ela fora. Os condutores que, como eu, saíam ali, esperavam atrás do meu carro, numa fila já com uns metros consideráveis. Um perigo!

Ainda na A23, no mesmo sentido Torres Novas – Abrantes, mas ainda antes daquela, junto à saída da A1, há uma entrada - saída também peculiar. A saída faz-se mais à esquerda, enquanto a entrada é mais à direita, divididas por um canteiro de cimento e uma placa azul redonda indicando a entrada. Há uns anos atrás, quando vinha de Alcanena, numa noite já avançada na hora, em pleno Inverno e com nevoeiro, à qual se juntava a falta de luz, vinha a conversar com uma colega, a quem dera boleia para casa, quando com a falta de luz e o nevoeiro, tive de adivinhar onde se encontrava a entrada da A23. Calculei mal e desci a saída cautelosamente encontrando pela frente um camião surgido da curva que me apitou e me encandeou com os faróis. O susto foi enorme em ambas as viaturas. Fiz marcha-atrás dando graças a Deus por nada de grave ter acontecido. Quando oiço, na rádio, falar de pessoas que se enganam e são apanhadas em sentido contrário nas auto-estradas penso no que me aconteceu, e como é fácil enganarmo-nos, tal como os acessos estão feitos. E, quando enganos destes acontecem, vão pedir-se explicações e acusam-se as pessoas que se distraem e esquecem-se daqueles que fizeram tão mau trabalho… dando aso a tantos problemas! É que estes não são chamados à responsabilidade, nem lhes exigem que corrijam os erros que fizeram, pelo que temos de ser nós a ter a atenção que os outros que construíram tais acessos não tiveram, ou então serão os problemas dos acidentes e tudo quanto isso arrasta de mau para o utente.



publicado por fatimanascimento às 13:25
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