opiniões sobre tudo e sobre nada...

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Quadros pequenos, livros estreitos

Temos tendência para avaliar as obras de arte, entre outros aspectos, pelo seu tamanho. Esta é uma ideia errada. Há quadros pequenos dotados de um encanto que não se encontra em muitos grandes! Depois, e dando ouvidos aos especialistas, é muito mais fácil pintar um quadro grande do que um pequeno! É difícil colocar em ponto pequeno o que se consegue facilmente realizar num tamanho superior. Há pouco tempo, tive oportunidade de verificar isso mesmo. Tive a oportunidade de admirar um quadro pequeno cuja pintura se exprimia em pequenas e elegantes formas geométricas, que respeitavam a forma de peixes. Observei também outro onde, as formas mal definidas de conjugavam, em perfeita harmonia, com outras geométricas. Eram de um encanto extraordinário! Percebendo que a maior fatia do público não dava grande valor aos quadros pequenos, caí no erro de sugerir ao pintor que realizasse outros em ponto grande. Eu tinha razão, mão deveria era ter feito tal sugestão! Calei-me envergonhada. Ele não estava errado ao preferir quadros pequenos aos grandes! O que se tem, pelo contrário, de fazer, de é de insistir neles para ajudar as pessoas a perceberem que o valor entre uma quadro grande e pequeno é igual. Falamos do aspecto pictórico, é claro. Temos de deixar de ter, perante a arte, uma ideia materialista. A arte vale pelo que é e não pelo tamanho que tem! Há que mudar a mentalidade das pessoas mas, como tudo nesta vida, leva o seu tempo! Às vezes, demasiado! No caso dos livros passa-se o mesmo. Um romance para ser digno desse nome tem de ser, forçosamente, volumoso. Qualquer livro tem de ser volumoso para ter valor! Do que se esquecem as pessoas é que, para encontrar nele encanto, não é preciso quantidade, é necessária a qualidade também. E encontramos pequenos romances, contos, novelas, etc. que têm um encanto que não encontramos em muitos enredos volumosos! O que se tem de fazer é de manusear a obra e perceber até que ponto a linguagem nos seduz. Há que ir às livrarias/galerias e mais do que procurar títulos/pintores, há que abrir/ver obras conhecidas ou desconhecidas e perceber até que ponto elas nos seduzem a ponto de as querermos comprar ou se têm o efeito oposto não nos dizendo absolutamente nada, podendo criar em nós um sentimento de rejeição. O que é bom para mim, não é necessariamente para outro. Já aconteceu seguir a opinião de outras pessoas e acontecer a obra não me dizer nada, não conseguindo avançar além dos primeiros capítulos. Quando lá chego! Depois, há também uma aprendizagem a ter em consideração, e o que agora não me agrada não quer dizer que, daqui a pouco tempo, não me agrade. Como tudo, e como seres humanos que somos, estamos em constante aprendizagem. E esta quer dizer, muitas vezes, evolução, quando é feita no bom sentido.

 

 

Fátima Nascimento

 



publicado por fatimanascimento às 20:05
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Os preços dos dvds nas tabacarias e nos quiosques

Os jornais, de vez em quando, fazem-se acompanhar de ofertas, para estimular a compra dos mesmos. Ao conversar com o senhor onde raramente compro jornais ou revistas, devido à situação de desemprego em que me encontrei desde o dia 2 de Agosto até Janeiro deste ano, e só o faço agora, devido às ofertas que revistas e jornais fazem, com livros e dvds, que também promovem o gosto pela leitura, uma vez que dão possibilidades a muitos pessoas sem possibilidades económicas, jovens incluídos, de poder obter esse livro pela módica quantia de um euro apenas, embora junto com a revista, o preço a pagar seja consideravelmente mais alto, sempre é uma oportunidade para quem não pode dar quinze ou mais euros, por eles.

Sempre que um jornal se faz acompanhar de uma oferta, há sempre aqueles leitores que compram os jornais declinando a oferta que os acompanha. Por outro lado, há sempre aqueles que os procuram, e sabendo que há sobras, as pessoas procuram-nas nas tabacarias e nos quiosques. Estando esses dvds nas grandes superfícies a preços exorbitantes, para os salários praticados no nosso país, quando nos debatemos com aumentos de preços que aqueles mal podem cobrir, esses dvds são uma tentação para quem ama a sétima arte. Procurei-os em vários quiosques e tabacarias. O que me surpreendeu foram os preços que variam consoante os locais. Os preços podem ir do 1,95, 2,70 aos 3,7, 4,90 e alguns deles vão mesmo até aos 7 euros. Só compra quem quer ou pode, pelo que não há grande problema nisso. O que percebi é que cada ponto de venda, independentemente das justificações que dão, não tem um critério certo para o preço dos dvds, e eu averiguei isso mesmo, uma vez que entrei em vários. Agora, nesta situação, como em tudo, o comprador tem de se defender, consoante o dinheiro que tem, e não desesperar, uma vez que só tem de procurar o sítio que os vende mais barato, desde que tenha a sorte de os encontrar, pois quando o artigo é barato e bom, ele desaparece depressa. Mas não deixem de tentar… vale a pena quando se consegue! Eu já tenho meu ponto de venda onde encontro a oferta a um preço justo para as possibilidades da minha bolsa. Não vale a pena referir que sou uma cliente fiel, pois não?

 



publicado por fatimanascimento às 17:56
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
A difícil arte de mudar…

Não sei se é só aqui, no nosso país,… não sei se é só agora. Mas há uns anos para cá que me tenho apercebido da dificuldade que existe em mudar seja o que for. Não falo de grandes assuntos, mas de pequenos. Mas imagino que, se nos pequenos assuntos é difícil, então nos grandes dever ser maior… ou talvez não. Talvez isto só se passe neste mundo singelo que é o nosso dia-a-dia. As pessoas, quando começam a trabalhar e se habituam a agir de uma maneira, têm certa dificuldade, perante uma pequena mudança, decidir qual a atitude correcta a tomar em determinada situação. E isto passa-se um pouco por todos os serviços com que tenho contactado. Lembro-me de casos simples de solucionar e o problema e os receios que esses mesmos casos simples levantavam antes de se resolverem. Lembro-me do caso das mudanças de residência dos alunos. Quando os alunos, durante o acto da inscrição, davam uma morada e a seguir, quando alguns papéis mais recentes chegavam às mãos dos directores de turma com outra, a indecisão em escolher a morada certa… Quando mudei de residência, informei os correios e alguns serviços dessa mesma mudança, e mesmo assim, a correspondência continua a dirigir-se para a morada antiga. É claro que, os novos inquilinos têm a paciência de a entregarem em casa dos meus pais e esta situação arrastou-se até há bem pouco tempo… e já me mudei há cinco! Agora, e mais recentemente, o caso das facturas da net. O meu antigo companheiro pediu factura electrónica a consultar na área do cliente. Já comuniquei aos serviços que, para mim, não pode ser assim e que me reenviassem a conta mensal pelos CTT, que pagaria no Multibanco. Esta mudança foi feita em Abril e escusado será dizer que, sempre que pretendo receber a factura a tempo e horas, tenho de telefonar para os serviços, reclamando essa mesma factura, de forma simpática, como sempre faço, explicando que não entendo a demora, uma vez que esse pedido já foi feito uns meses antes. A resposta é sempre a mesma: que a factura está na área de cliente onde a posso consultar, com todos os dados para efectuar o pagamento. Volto sempre a pedir que ma enviem pelos CTT, explicando que esse pedido já havia sido feito por mim, há alguns meses atrás. Depois, vêm as nefastas consequências: cartas ameaçando o corte se o pagamento da última factura não for paga! Para evitar mais gastos, e vendo a vida como ela está, o melhor será mesmo esperar por ela e evitar mais gastos… Mas o que me continua a intrigar é a dificuldade da mudança. Sempre que há uma escolha a fazer faz-se pela mais antiga, como é o caso das moradas, quando têm de decidir entre a mais antiga ou a mais recente, e quando se trata de modificações nos serviços, como é o caso da factura da net, após várias informações da minha parte, no sentido de mudarem a situação pré-existente. É desmoralizante… Será que a informação, dentro dos serviços, não fica registada ou não é passada? O que se pode fazer para mudar esta situação e evitar este problema? Talvez uma maior atenção seja o começo para a mudança no sentido certo…



publicado por fatimanascimento às 22:21
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Domingo, 8 de Junho de 2008
Mal eles sabiam…!

 

Provavelmente, os artistas plásticos, principalmente os mais antigos, nunca imaginaram o valor que as suas obras atingiriam uns séculos depois, no mercado legal, e não só, e, muito menos, a cobiça que elas despertariam nos ladrões de arte e no mercado paralelo. São muitas as obras que aparecem frequentemente em leilão nas grandes casas de renome internacional, pertencentes a colecções de arte particulares, cujos donos, por apuros financeiros ou outros problemas, tiveram de se desfazer delas. Estas irão ser compradas por outros amantes e coleccionadores com o objectivo de aumentar as suas colecções de arte. Alguns, porém, têm a sorte de se verem expostos num museu, onde podem ser apreciadas pelos inúmeros visitantes oriundos de todas as partes do mundo. Mas nem todas as obras de arte ficam por aqui, uma vez que muitas são roubadas, tanto a particulares como a museus (a estes, ao que parece, é mais difícil) para alimentarem todo um circuito comercial paralelo, destinado a satisfazer o ego de algum coleccionador privado maníaco. Quanto mais conhecido é o artista, seja ele mais recente ou mais antigo, maior cobiça desperta no mercado tanto legal como ilegal, estando, dessa forma, mais sujeito à procura e a um valor financeiro alto e, logo, à cobiça dos ladrões. É o que acontece com Picasso, por exemplo. Todo o artista precisa de vender, mas nem todos podem comprar, pois muitas das obras atingem valores incomportáveis para a bolsa de um cidadão comum. Isso torna, a meu ver, a arte plástica uma arte de elite, o que limita o reconhecimento público da obra do autor. Isto acontece com os artistas do nosso tempo. Quando penso naqueles que nos antecederam, também eles tiveram necessidade de vender, embora nem todos conseguissem o reconhecimento merecido ou o dinheiro necessário para a sua sobrevivência. Mal eles sabiam…! A maioria deles, tanto os contemporâneos como os antigos, são mais conhecidos de nome do que pelo conhecimento da sua obra e, quando parecem conhecer, esse conhecimento resume-se a uma ou duas obras, muitas vezes, aquelas que aparecem nas fotos dos manuais ou em livros de arte que resultam caríssimos à maioria das bolsas e que só se poderão encontrar em bibliotecas.

O roubo, para além de prejudicar o próprio proprietário, que muitas vezes evita divulgar a posse de certas obras para evitar tentações, prejudica toda uma cultura mundial que fica mais pobre, uma vez que muitas das obras de culto desaparecem para sempre, talvez escondidos nalguma colecção particular, nalguma parte do mundo, depois de terem sido adquiridas no mercado paralelo. Ora, toda a arte é feita para ser apreciada e, como tal, os museus públicos (ou mesmo privados) são o local ideal para uma obra de arte. Estes reúnem as duas vertentes – a cultural e a financeira. É uma forma de rentabilizar a própria colecção, se, ao pagar, (e estou convencida de que não precisa de ser um valor alto) tiver a recompensa para a manutenção e até uma forma de poder investir em mais obras e também de prestar um serviço cultural ao país e ao mundo. É que ver uma réplica da obra na foto de um manual não é o mesmo que apreciar a obra original. Eu lembro-me da emoção que senti ao ver o “Moisés” de Miguel Ângelo, no Museu do Vaticano, e ao seguir todas aquelas magistrais linhas esculpidas pelo pintor/escultor; sobretudo a força que se desprendia da figura parecendo que, a qualquer momento, ele se levantaria para gritar qualquer ordem. O mesmo senti ao ver a “Pietá” que reflecte bem o sofrimento, a resignação e a impotência de uma mãe face à morte de um filho querido. Todas estas emoções só se podem, quando se pode, sentir na contemplação da obra de arte. Talvez pelo peso e o volume de certas obras estas não estejam tão sujeitas à cobiça dos ladrões de arte! Depois, se se deixar de sobrevalorizar estas obras, ou outras, talvez acabe a cobiça e os roubos. As obras de arte têm de ser encaradas de maneira diferente como simples obras de arte que são e não como um elemento de prestígio pessoal. Talvez assim as obras sejam mais respeitadas.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 09:44
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