opiniões sobre tudo e sobre nada...

Sábado, 16 de Maio de 2009
O fim de mais uma era…

Já se vem falando desde há algum tempo. Primeiro, não passavam de previsões nas quais não se perdia muito tempo a pensar. Depois, passaram a avisos sérios vindos de cientistas profundamente preocupados com a situação do planeta, mais concretamente a poluição, e com o desaparecimento de algumas espécies animais e vegetais. Agora, fala-se de uma intervenção urgente junto de algumas zonas já muito afectadas pela acção humana, para evitar o desaparecimento de algumas espécies únicas em todo o mundo. Ao longo da história do nosso planeta vimo-nos confrontados com desaparecimentos e estou a lembrar-me de um, em particular, talvez por ser o mais conhecido – o dos dinossauros. Mas esta foi, segundo se pensa, um desaparecimento que se deveu a um acontecimento excepcional, que levou à extinção desses animais. Depois desse, houve outros, não já devidos só à acção da evolução natural, mas algo mais premente – a acção humana. Só que esta, desde há uns anos para cá, tem sido determinante na vida do planeta, condicionando-o de uma forma alarmante. O que antes levava alguns milhares de anos a extinguir-se, na força da evolução ou não, agora, basta alguns anos, não muitos, para se atingir esse patamar de extinção. O que parece esquecer ao homem, encerrado em selvas de betão e cimento, e afastado da natureza, é que essa acção acabará por afectar o próprio ser humano, de muitas maneiras, algumas das quais só avaliadas após a própria extinção, se isso for possível. Não falo só da riqueza assente na pluralidade de espécies, refiro-me também àquilo que a própria natureza tem para nos dar, bem-estar psíquico e físico. Não poderemos contar, para sempre, com a actividade química desenrolada nos laboratórios, até porque há substâncias que só se podem encontrar na própria natureza. E, em termos humanos, é tudo preocupante, porque embora sejamos, muitos de nós, adeptos de tratamentos baseados em substâncias retiradas da natureza, a sua procura frenética poderá levar à ruína da própria natureza. O que mudou, ao longo da evolução humana, foi a relação com a natureza. Ante, estávamos dependentes dela, e tínhamos consciência disso mesmo, agora, continuamos dependentes, mas parece que deixámos de ter consciência disso. Agimos em prol do enriquecimento, sujamos o planeta em nome do emprego, do enriquecimento e da própria evolução, esquecendo-nos de que há outras formas, igualmente boas ou até melhores, de evoluir. O que acontece é que, enquanto houver alguém a ganhar, de alguma forma, com esta acção irresponsável e indiferente, em relação à natureza, nada irá mudar. O que é urgente perceber é que o planeta é a nossa casa, e se ela estiver suja, como poderemos nós ter saúde? Acredito na vida noutros planetas. Para mim, o espaço é infinito, pelo que mais longe ou mais perto deverá haver outros sistemas solares com vida mais ou menos idêntica à nossa. O que mais me custa perceber, é que devemos ser os únicos a contribuir para a extinção da vida no nosso planeta, a nossa incluída. Aproximamo-nos, sim, do fim de mais uma era e, ao que parece, a uma velocidade estrondosa. Os responsáveis directos? Nós, os seres humanos.



publicado por fatimanascimento às 10:37
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Domingo, 5 de Abril de 2009
A verdade e as versões

A verdade existe? O que é a verdade? Existirá mesmo ou o que existe são simplesmente versões de um acontecimento? Existe muita confusão à volta deste tema…

A verdade existe. Ela está diante dos olhos de quem a vê. Sempre foi, é e será assim. Agora, existem muitas versões da verdade tantos quantos os mentirosos. Isto leva-nos a outra questão. O que é a mentira? Para mim, a mentira é a distorção da verdade nos seus vários graus. Sim, porque há aqueles que vão da distorção mais leve à mais acentuada. Até à invenção de uma estória que nada tem a ver com a realidade daquilo que aconteceu. A verdade é como a democracia ou a liberdade tão delicada que, ao mais leve deslize, se quebra. As pessoas querem fazer crer que a verdade não existe só as versões da mesma, não se dando conta do que essa afirmação representa. Ou, então, sabem e estão satisfeitas e alinham nisso. Na minha opinião a verdade existe, repito. Ela está diante dos nossos olhos e a mente e o coração reconhecem-na. Agora, tudo depende, e mais uma vez, para não dizer sempre, da natureza das pessoas que a vivem. Há aquelas pessoas que não têm medo da verdade, pelos mais variadíssimos motivos, e há aquelas que nada querem com ela, revestindo as suas vidas de mentiras agradáveis mas que nada têm a ver com a realidade, para poderem dormir descansadas. Algumas há que chegam a ser tão convincentes que acabam por convencer os outros da veracidade da sua versão. Estes são os mentirosos. Não conseguem viver sem distorcerem, de alguma forma, a verdade. E quando só o fazem ligeiramente acham já que são umas grandes pessoas. São aquelas cuja vida está tão marcada pela mentira, que já não sabem distinguir o que é verdade do que é mentira; nem querem! Agora, o perigo, para esse tipo de pessoas, reside naquelas que não alinham nas suas mentiras. São incómodas! Podem beliscar a pintura com que retocam cuidadosamente as suas máscaras cada dia. A máscara que mostra valores que, na realidade, não possuem. Aquela é tão cara para elas que estão dispostas a tudo para a manterem intacta. E valem todas as mentiras do mundo para a salvarem, porque sem ela estão perdidas aos olhos das pessoas que são diferentes delas e também daquelas que são iguais a elas, mas mais cuidadosas. Sim, a verdade existe e toda a gente sabe disso, embora não admitam, nem queiram admitir essa realidade. Já encontrei, na minha vida, progenitoras que fazem alinhar os filhos nos esquemas delas e, depois, quando chega o momento de eles se encontrarem com as suas consciências, arranjam, sempre meigamente, as mentiras mais incríveis para lhes aliviar o peso dos actos inglórios cometidos para que foram arrastados. E pensar que há pessoas que estão internadas e rotuladas de loucas…

 



publicado por fatimanascimento às 13:04
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
A grande lição do pequeno

Aconteceu há muitos anos, mas ainda é actual. Ele entrou na sala, fixámo-nos. Foi instintivo. Uma antipatia natural surgiu no meu coração. No dele também. Ele pensou que iria ter problemas até ao final do ano. Eu ignorei esse sentimento, para continuar o meu trabalho. Como sempre, a massa de cabeças alinhada à minha frente, das quais sobressaíam inúmeros pares de olhos avaliativos, não tinha qualquer diferença. Eu tinha uma missão, e nessa missão não havia diferenças a realçar. Havia, sim, que respeitar as diferenças de cada um, nada mais. Recordo-me que foi um ano em que percorri inúmeras vezes aqueles corredores ladeados de carteiras. Sempre que um aluno, na resolução de um exercício, me pedia ajuda, lá ia eu, sempre pronta a ajudar. Esse aluno era um deles. Ele exigia a minha presença para que o pudesse ajudar a ultrapassar as suas dificuldades. Aproveitava também para colocar algumas questões que não estava à vontade para fazer diante dos colegas. Correu tudo bem. No final do ano lectivo, ele deixou a corrente dos colegas escoar-se pela porta da sala e aproximou-se de mim, para me agradecer. Eu fiquei admirada. Não havia nada a agradecer. Pagavam-me para estar ao serviço deles. Foi então que ele confessou, recordando aquele primeiro dia de aulas: sentiu que eu não simpatizara com ele. Pensara que teria de travar uma penosa guerra comigo até ao final do ano. Ficara admirado com o meu desempenho. Eu ultrapassara aquele sentimento que, pensara ele, iria dificultar a nossa convivência. Mas, percebera, com agrado, que aquele sentimento desaparecera logo a seguir ao momento em que nos havíamos descoberto pela primeira vez. Ele testara-me de todas as maneiras e eu havia ultrapassado com êxito todas as provas. Ele não percebera como é que eu conseguira. Naquele momento, e conhecendo-me melhor, ele compreendera tudo. Isso era natural em mim. Eu obrigava-me a gostar de todos os alunos por igual. Foi então que ele me deu um surpreendente conselho: deveria continuar a fazê-lo na escola, mas só com os alunos, mas que não fizesse o mesmo na vida, fora daquelas paredes. Aconselhou-me a estar atenta ao meu instinto, para evitar que os sofrimentos passados se repetissem no futuro. Ainda me lembro da forma como ele me fitava, como se os seus olhos pudessem ler as linhas do sofrimento que se enleavam na minha alma. Confessou que gostara de mim e de trabalhar comigo. Fiquei profundamente agradecida e emocionada àquele adolescente a quem a vida já ensinara tanto. Aqui está uma boa velha lição que não devo esquecer mais…



publicado por fatimanascimento às 20:38
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008
Coisas deste e do outro mundo

O mundo parece dividir-se entre aqueles que têm contacto e aqueles que não o têm. Depois, há aqueles que, para além do contacto, têm espíritos e aqueles que só têm o contacto, isto é, aquelas pessoas que vêem e falam com eles. Finalmente, há aqueles que não têm contacto, mas que sabem que esse mundo dos espíritos existe, pois os pais ensinaram-lhes isso e há aqueles a quem os pais optaram por não falar. Depois, há aqueles indivíduos que têm espíritos com eles, mas que não têm contacto com eles. Eu estou inserida no último grupo. Sempre tive grandes e bons espíritos que me acompanharam, e dos quais nunca tive consciência, pois esse mundo havia sido vedado à minha educação, por escolha dos meus pais, mais da minha mãe. Apesar da ignorância em que estava imersa, e das atitudes mais absurdas com que me deparava sempre tocava em tal assunto, eu sempre tive consciência, (sempre senti) que tinha algo que outros cobiçavam ou usavam. Mais tarde, alguns familiares contaram-me tudo, e estou-lhes eternamente agradecida pelo terem-no feito. Modificou alguma coisa na minha vida? Não! Mas deu para entender muitos acontecimentos maus que ocorreram na minha vida, e para os quais eu não tinha explicação. Nada beneficio ou beneficiei com a presença desses espíritos, sobretudo de um, o maior que tinha (tenho) comigo e que todos consultam menos eu. O que me deu sempre muita raiva, foi a má utilização que lhe deram, no sentido de me prejudicarem. Desde pequena que algumas vizinhas de infância começaram a limpar a minha memória daquilo que elas viam que iria constituir um momento grande na minha vida. Na minha vida adulta, muitas outras pessoas ligadas à minha profissão (ou não), continuaram o mau trabalho que elas iniciaram, prejudicando-me para que não conseguisse o êxito, que sempre ignorei, mas que elas haviam descoberto, algures, no meu futuro. Embora me tivessem vedado esse mundo, ele esteve sempre presente no mal que me foram fazendo ao longo da vida. E houve muito. Mais do que a imaginação ou o conhecimento de muitos pode atingir. Sei que vou continuar a ser perseguida pelo tal mal, toda a minha vida, uma vez que os predadores nunca se cansam ou fartam. Então aqueles que, para além do contacto, têm espíritos com eles, nunca vão parar, pois raros são os espíritos que por aí andam e que sejam boa índole. Se assim não fosse, estariam no céu. Depois, enquanto os fins justificarem os meios, estamos todos sujeitos ao mal. Ao longo da minha vida, fui também tomando conhecimento de casos que começaram por ser de inveja, para acabarem quase com a vida das pessoas invejadas. Muitas delas foram socorridas por pessoas que dedicam as suas vidas a curar esse tipo de males e que merecem mais consideração pelo benefício que trazem aos outros. É claro que há aldrabões em todas as profissões e neste caso também os há, e é preciso estar atento a isso, mas se ignorarmos estes, acho que todos reconhecem a boa causa a que estas pessoas anonimamente se dedicam. Eu tive a oportunidade de conhecer algumas, e de provar o bom trabalho que realizam na ajuda ao próximo. Agora, uma maneira de minorar, (já não digo acabar, porque isso está só nas mãos de Deus), seria falar abertamente, sem tabus, destes assuntos, porque quando dizemos que essas “coisas” não existem, ou que não acreditamos, estamos a pactuar com o mal, porque quem não sabe dos males provocados pela via espiritual, não se sabe defender deles nem procurar pessoas acreditadas que as possam ajudar, e, dessa forma, estamos a pactuar, consciente ou inconscientemente com o mal. A neutralidade, neste campo, não existe… E eu que o diga, ou os meus filhos que têm sido também grandes vítimas…



publicado por fatimanascimento às 09:12
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Domingo, 30 de Novembro de 2008
Lançamento do meu segundo livro

Caros leitores,

é com prazer que anuncio a publicação do meu segundo livro, intitulado “O Espelho da Vida”, que vai ser lançado, no próximo dia 02 de Dezembro, pelas 18 horas, na Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no Entroncamento. A singela cerimónia está aberta a todos os interessados.

Abraço,

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 15:22
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