opiniões sobre tudo e sobre nada...

Domingo, 9 de Novembro de 2008
Os achados arqueológicos

Há três meses atrás, fiz uma visita de estudo aquando da formação que realizei em Empreendedorismo no Turismo. Fomos a Tomar visitar alguns dos locais mais emblemáticos desta localidade: Convento de Cristo (onde tivemos a oportunidade de sermos acompanhados por uma senhora ligada àquele monumento, já faz muitos anos, e que nos deu uma óptima visão de todo o historial daquele edifício tão belo e imponente), a Sinagoga, onde pudemos entrar em contacto, de uma forma mais directa, com a realidade daquela religião tão irmã como é a judaica, a Igreja de S. João Baptista (que se encontrava encerrada) e a Mata dos Sete Montes que me pareceu um pouco votada ao abandono. Ainda na visita realizada ao convento de Cristo, a senhora que nos recebeu e acompanhou, respondeu a algumas questões colocadas pelo formador, sobre os recentes achados arqueológicos, mesmo ao lado do cemitério actual. Depois de termos cumprido integralmente o roteiro escalonado, ainda tínhamos algum tempo livre que aproveitámos cada um à sua maneira. Eu, o formador e dois colegas resolvemos aproximar-nos daqueles achados que tanto apelavam à nossa curiosidade e ao nosso coração. Fomos a pé, debaixo de um sol impiedoso e sufocante, combinando a desculpa a dar, caso fôssemos abordados por alguém. Visitámos a igreja do local, que eu sempre encontrara fechada e que, havia muitos anos, e após várias tentativas falhadas, desistira já de conhecer. Junto dessa igreja, estavam a realizar-se escavações que punham em estado de sítio as imediações da mesma. Deslocámo-nos com cuidado e aproveitámos para interrogar as pessoas directamente ligadas àquele achado. Trata-se de um cemitério medieval e vários túmulos estavam a ser escavados, na tentativa de se conhecer mais sobre aquela época. É, tanto quanto pude constatar, um achado importante que se estendia para lá das imediações daquela igreja. As estradas que se construíam à volta, limitavam aquele local outrora sagrado, ameaçando tapá-lo para sempre. Foi com emoção que vimos aquelas ossadas de antepassados nossos, descobertos. À frente do projecto, e nas imediações da igreja de Santa Maria, encontravam-se, salvo erro, dois arqueólogos, e o resto do pessoal, tanto quanto pude averiguar, era miúdos contratados, sem grande preparação, e o que era mais curioso, era a incessante pergunta sobre a hora de saída. Via-se que não estavam muito motivados, e a culpa não é deles. Vi, horrorizada, algumas ossadas serem inutilmente destruídas, embora tentasse avisar que, naquela altura, a ferramenta utilizada não era a adequada. Inútil ou demasiado tarde! Já faz tempo que deixei o curso de arqueologia, trocando-o por outro… mas, pelo que vi, quase nada mudou! Aqui o aspecto positivo a realçar, é o interesse suscitado que levou as autoridades locais a chamar os cientistas para que pudessem averiguar a importância dos achados. Até o acolhimento às pessoas de fora, não esqueçamos que o património é de todos e tem de se cultivar na população o amor por estes achados, não foi a melhor, por parte daqueles que lá trabalhavam, ligados ou não aos achados. Será que este país nunca mais acorda? Será que nunca mais se aprende a fazer as coisas correctamente? Medo? Não se vai a lugar nenhum sentindo medo por este ou aquele motivo…



publicado por fatimanascimento às 09:28
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
O desejo de Jesus: o projecto Alexandra Solnado

É com muita honra que falo aqui de um projecto que é o começo de uma nova relação com o Céu. Uma relação em tudo oposta à que, até aqui, conhecíamos. Esta nova relação, marca uma diferença fundamental da tradicional – até aqui tínhamos intermediários para chegar até ao Céu, a partir de agora, cada um tem acesso a Ele, desde que a sua vontade seja essa. A religião, tal como a vivemos, até aqui, desde que seja vivida com o coração, também é um meio para chegar ao Céu, assim como todos os meios são bons desde que o coração e a intenção sejam puros. Porém, este caminho é lento e nem sempre funciona, pelas mais diversas razões, todas relacionadas connosco, humanos, pelo que Jesus arranjou uma outra forma, desta vez mais directa, para comunicar connosco e essa forma aprende-se no projecto Alexandra Solnado. Tal como o Novo Testamento, que em nada vem anular o Antigo, também este projecto em nada contraria o que a igreja, na catequese, e não só, nos ensinou. Não há corte nenhum, há só uma nova forma de comunicação, mais directa e feita a partir de nós próprios. Neste projecto, Jesus ensina-nos a ligarmo-nos ao Céu, para recebermos toda a ajuda e o amor incondicional que Dele vem. Aprendemos que o templo não é necessário, esse espaço está dentro de nós e em qualquer parte do mundo, seguindo as directivas ditadas pelo Céu, neste caso, por Jesus, podemos aceder a Ele. Este projecto marca, sem dúvida alguma, uma viragem na forma de comunicarmos com o céu, e aqui reside a grande revelação. Qual o papel dos membros da igreja neste projecto? Desde sempre que a igreja se tem mantido fiel a certos rituais que chegaram até nós, e vai ser difícil encará-las de outra maneira. Mas a igreja é feita de homens e em toda a parte há homens de boa vontade, capazes de ouvir a palavra e reconhecê-la… mas também não podemos esquecer que a igreja somos todos nós, e que, também nós, temos de nos manter abertos à mudança, sobretudo quando ela vem de Jesus. Não vos vou falar aqui dos benefícios que teremos ao abrir o nosso coração a este projecto de Jesus, porque esses, cabe a cada um descobrir, por si. O que posso é chamar a atenção para a Verdade deste projecto. Jesus não nos abandonou. Ele está de facto connosco. Agora é só abrir o caminho até ele. Foi o que eu fiz. Comecei por ler as Mensagens de Jesus e descobri, com cérebro e com coração, a Verdade da Mensagem, as palavras de Jesus. Mais tarde, também aprendi e vivenciei as técnicas que Ele nos dá para contactarmos com ele. Por tudo isto, vos posso afirmar, sem sombra de dúvida, que vale a pena redescobrir Jesus. Estas mensagens são tão importantes para a nossa felicidade e ensinam-nos tanto, sobre tanta matéria, que nós sempre procurámos saber, que é uma fonte inesgotável de revelações, por muitos de nós já antes intuídas, e agora confirmadas, e também de novas descobertas. Por tudo isto e muito mais, mas muito mais mesmo, vale a pena ir ao encontro de Jesus.



publicado por fatimanascimento às 23:46
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Sábado, 8 de Setembro de 2007
Carta aberta à igreja... caso esteja interessada!

Devo dizer que este texto foi escrito, há cerca de quatro ou cinco anos atrás, e mostrei-a ao pároco da igreja da cidade onde moro, que me refutou algumas ideias e minimizou outras sem, contudo, ter uma explicação satisfatória para mim. Porquê a sua publicação agora? Talvez porque acredite sinceramente que, nestes últimos anos, nada deve ter mudado! E há que fazê-los pensar...

Ia baptizar a minha filha mais nova. Escolhi os primeiros padrinhos num momento impulsivo, originado pela dor, o abandono e a boa fé. Acabara de me separar. Pareciam-me os padrinhos ideais… Eles haviam sido baptizados,  haviam feito a primeira comunhão,  o crisma, eram católicos praticantes, (ele havia sido acólito) haviam casado pela igreja, enfim… tinham um percurso invejável que seduziria a igreja. Sim, porque a olhar às actuais exigências da igreja, ao escolher uns padrinhos assim, eu ficaria bem vista por ela. Só que … (e há sempre um  “só que”) estes “paradigmas sociais” nada tinham de cristãos. Tudo quanto fizeram de bom era só a olhar à imagem social que projectavam na sociedade. Descobri que, para além de não quererem ser os padrinhos, não gostavam de mim nem da criança de que iriam  apadrinhar. Descobri também que a sua amizade com o meu ex-marido, era de tal maneira estreita que os levava a contar-lhe tudo o que se passava em minha casa. Desfiz a amizade e encontrei os padrinhos que eu sempre desejara e que pensara já ter encontrado nos outros. Só que… (e também desta vez houve um “só que”), os padrinhos que eu escolhi eram da minha satisfação pessoal, mas não satisfaziam as exigências da igreja. O impedimento? O padrinho não era casado pela igreja. Apesar de ser um bom cristão, ser um bom marido e pai e um bom exemplo social, trabalhador e amigo e ter sido escolhido por mim que o conhecia, isso não era suficiente para a igreja católica.

   Olhando à minha volta, reparando na minha situação de divorciada, na quantidade de uniões de facto e de casamentos civis, como vamos escolher os padrinhos ideais? Eu, pessoalmente, conheço algumas pessoas felizmente casadas (e congratulo-me com isso!), mas só essas reunirão as condições sociais, morais e religiosas para serem padrinhos? Ninguém é perfeito. Há de tudo na nossa sociedade. E há muita hipocrisia e interesses que nada têm a ver com o cristianismo. Como vai a igreja ultrapassar esta barreira?  Vão passar a baptizar sem  padrinhos? Vão indicar eles os melhores padrinhos aos pais? Se assim for, com que critérios? Olha-se ao percurso católico sem olhar à pessoa, mesmo que esta seja um boa cristã? O que é mais importante, se o ideal é cada vez mais difícil de encontrar, (embora não impossível)?

   Os nossos padres têm de cumprir o que a igreja católica dita, mesmo quando não compreendem ou não concordam, e são eles que, ao lidarem com os seus paroquianos se vêem confrontados com situações que não podem ( ou não querem?) resolver? Eles não contornam a lei da igreja. Como pode a igreja ser tão intransigente, quando a nossa sociedade está a sofrer profundas modificações? Vão excluir as pessoas que não pactuem com a sua lei? Os divorciados não podem comungar. Porquê? Porque são DIVORCIADOS! Mesmo que não tenham escolhido esta situação, e se tenham visto forçados a aceitar o inevitável, isso não interessa, estão para todos os efeitos ROTULADOS! Isto não faz com que sejam piores católicos e cristãos, contudo, têm de aceitar, é a LEI! Só que a lei está a afastar os católicos das igrejas, e o que vão fazer com “igrejas às moscas”? Passam a ser meros monumentos, velhos testemunhos de uma fé outrora praticada e amada?

   O amor…, não deveria ser a igreja católica a igreja do amor, em vez de um conjunto de leis que nada têm a ver com os cidadãos?

   Se nós nos revoltarmos, o que poderá acontecer? A igreja senta-se pacientemente, como um pai à espera que pare a birra do filho.

   A igreja católica é a igreja baseada nos ensinamentos e exemplo de Jesus, e, que eu me lembre, ele nunca excluiu ninguém da sua companhia ou da sua fé. Nem mesmo Maria Madalena foi excluída por ele… embora o fosse pela sociedade do seu tempo. A igreja deveria fazer mais aquilo que me ensinaram as irmãs de S. José de Cluny: o que faria Jesus se estivesse no meu lugar? Este é o segredo de uma igreja católica fiel aos seus princípios. E quem melhor sabe do que Jesus?

A leiga,

Maria de Fátima Dias



publicado por fatimanascimento às 14:20
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