opiniões sobre tudo e sobre nada...

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
Os preços dos produtos nas gasolineiras

A auto-estrada é um meio rápido de chegar ao destino sem demoras, uma vez que evita todos os inconvenientes que aqueles que usam a estrada para se locomoverem conhecem bem. De tantos em tantos quilómetros, as gasolineiras proporcionam espaços onde as pessoas podem descansar um pouco, (alguns mesmo agradáveis!) antes de prosseguirem a viagem, o que contribui uma agradável viagem. Mas como em tudo há um aspecto que ensombra estes locais, aparentemente tão acolhedores – os preços dos produtos que se encontram lá à venda. Como todos conhecemos o valor médio dos produtos, que se encontram à venda nestes e noutros locais, podemos fazer uma comparação e perceber que há uma grande disparidade. Mesmo um simples pacote das bolachas mais baratas à venda no mercado, chegam a atingir, nas lojas das gasolineiras, preços que ultrapassam a nossa imaginação. Mesmo quando nos damos ao trabalho de dar uma volta por lá, procurando algum produto que tenha escapado àquela subida exorbitante de preços, fica desanimado. Ali, todos os produtos sofreram altas percentagens de aumento. Um simples chocolate que, noutras superfícies comerciais atingem preços abaixo do euro, ali, nas lojas de conveniência, chegam a ultrapassar largamente essa barreira do euro. É claro que há pessoas para quem aqueles preços não são significantes, mas para a maioria das pessoas, que são aquelas que trabalham por conta de outrem e cujos ordenados não ultrapassam, em muitas situações, o ordenado mínimo nacional, esses preços não estão ao alcance das suas bolsas. Assim as paragens não ultrapassam mais que o tempo suficiente para meter gasolina e pagar na caixa, aumentando a ansiedade de deixar a auto-estrada e de chegar o mais rapidamente possível, no sentido de as pessoas poderem fazer aquilo a que se vêem privadas nestes espaços, como tomar um simples café ou comer algo que evite a longa viagem feita com os estômago vazio. Eu, sinceramente, só de olhar para os preços dos produtos expostos, nem quero imaginar quanto custará uma ligeira refeição nesses locais. Assim, faço um sacrifico e espero a tão ansiada chegada ao destino, onde posso comer calmamente a preços mais justos. É assim que eu faço, agora que estou a trabalhar numa escola situada a imensos quilómetros de distância. Não me dão alternativa… ou descem os preços, (e daqui eu não vejo grandes inconvenientes, uma vez que preços mais baixos, serão sinónimo de maiores vendas) ou o estado poderia dar oportunidade a outras superfícies de se estabelecerem também ao longo das auto-estradas e, desde que pratiquem preços mais equilibrados, não vejo grandes inconvenientes, a não ser a quantidade de saídas e entradas que se abrem nas margens da auto-estradas, nada mais. A concorrência só iria fazer bem àqueles injustos preços elevados…  



publicado por fatimanascimento às 19:17
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Domingo, 30 de Novembro de 2008
A crise e a desigualdade social

Sempre me lembro deste país estar em crise. Conhece alguns momentos de serena prosperidade, para logo mergulhar numa qualquer obscura crise. Eu pergunto-me até que ponto estas crises não estarão relacionadas com a desigualdade social. Cada vez estamos mais dependentes do dinheiro. Antes, para cozinhar, bastava recolher da horta ou dos terrenos alguma lenha para acender o fogão, hoje precisamos de dinheiro para comprar o gás, seja ele engarrafado ou canalizado, e por aí fora… Para fazer frente a esta dependência, há que ter uma fonte de rendimentos contínua, para ter esta fonte, há que ter emprego, no mínimo. Mas vamos sonhar mais alto, e vamos sonhar com uma sociedade onde todas as pessoas têm uma vida desafogada, com dinheiro que lhes permita pagar as contas, e ainda para poupar ou para investir onde quisessem. Se assim fosse, não haveria crise. Tudo o que se produzisse, desde que tivesse qualidade e um preço razoável, teria escoamento. Se assim fosse, não estaríamos tão aterrados com a concorrência da nova potência económica emergente, como é a China. Não é este país que tememos, mas os produtos que são colocados nos mercados mundiais a um preço imbatível, apresentando alguma qualidade. Há quem acuse este país de fabricar produtos sem qualidade, e há mesmo clientes que falam deles num tom depreciativo, e todos ainda nos lembramos do último escândalo alimentar com origem nele. Mas a verdade é que eles vendem e é notória a sua ascensão no mercado nacional, o que não deixa de provocar alguma inveja, um sentimento mundial, que tem especial incidência no nosso país. Ora, se não há possibilidade compra, se muitos dos produtos estão fora do alcance da maioria dos compradores, e mesmo receando a tal duvidosa qualidade, que muitos apregoam, não há escolha possível. A economia ocidental está a deparar-se com a sua própria morte. Fábricas continuarão a fechar e lojas terão de importar do estrangeiro, sempre com o espectro da concorrência chinesa, (que se alastrará a todos os domínios da economia), cujos preços são imbatíveis. Eu não estou contra os chineses ou a economia chinesa. O que me preocupa é a falta do poder de compra que nem os aliciantes produtos das financeiras conseguem ultrapassar, uma vez que vivem dos juros altos que cobram e que as pessoas não podem pagar. Não havendo poder de compra, a solução não está em investir nos bancos dinheiro dos impostos, talvez passe pelo equilíbrio do poder de compra, ou melhor, por uma igualdade social. Assim, quem tem dinheiro, tem poder de escolha, quem não tem, terá de se socorrer das ofertas de mercado acessíveis à sua bolsa. Ninguém se pode queixar. Depois, e olhando aos preços praticados nas mais diversas lojas, dir-se-ia que estão completamente fora da realidade nacional. Até os preços das lojas chinesas estão fora já do alcance de muitos bolsos!

 

 



publicado por fatimanascimento às 15:15
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
A natureza das pessoas e as descobertas científicas

Todas descobertas científicas e/ou tecnológicas nem são boas nem são más. São mais uma consequência natural da evolução humana que põe a mente humana ao serviço dessa mesma evolução. Também a evolução não se pode caracterizar de boa ou má. Isso vem depois. Tudo depende da utilização que se lhe dá. Poderemos até ir mais longe e defender que toda e qualquer descoberta é boa, dependendo tudo o mais da forma como é utilizada. Não temos de ter cautela com elas mas sim com as pessoas que as utilizam mal. Mais uma vez esbarramos com o eterno problema que é a natureza humana. Assim como há pessoas que utilizam essas descobertas para o seu bem e o do próximo, há outros que transformam (mas não são só as descobertas, é tudo!) essas descobertas num suplício para os outros. Todos nós temos em mente exemplos que conhecemos e que ilustram aquilo que digo. São as pessoas perversas que tornam o mundo um local inseguro para viver e logo, criam a desconfiança, quando a há, porque como se costuma dizer, quem mal não tem mal não pensa, o que torna muitas pessoas vítimas de outras sem escrúpulos. Estou a referir-me à internet, mas poderia referir-me a mil outras descobertas científico-tecnológicas que não iria mudar em nada aquilo que defendo, infelizmente. A internet é um meio privilegiado de comunicação que nós não conhecemos ainda muito bem, pelo menos no que às regras diz respeito e ao funcionamento. Não sabemos quem está por trás ou que pretende, mas, para já, é um veículo óptimo de comunicação que permite aproximar povos, culturas, etc., naquilo que poderá ser enriquecedor para o ser humano em todos os aspectos. Mas, como sempre, há aqueles seres humanos que nada têm de humano, a não ser a face que lhes serve de máscara, e que se aproveitam dela com fins obscuros. Já existe nos EUA, e não sei se já noutros países também, uma polícia da internet, que socorre as vítimas dos mais variados acossos e dos mais variados burlões. Ainda há pouco, surgiu uma denúncia de algumas vítimas de e-mails que denunciam certos abusos como por exemplo de um com que me deparei e que falava de uma homem em fim de vida que queria doar alguns milhões a instituições de caridade justificando a sua presença nos e-mails como o único recurso para fugir a uma família gananciosa, na qual não poderia confiar. O que é certo é que estes mails, acompanhados de fotos para criarem nas suas vítimas a confiança desejada, já deram alguns frutos negativos, chegando, ao que parece, algumas das suas vítimas a pagar com a sua própria vida. A intenção é a de extorquir dinheiro às vítimas, procurando fazê-las levar a crer que o dinheiro que investem é para pagar ou desbloquear os milhões que estão no seu nome. Isto é, procuram levar a crer que o dinheiro tem de viajar por avião sob alçada da ONU, para evitar que seja aberto pelas autoridades do país destinatário, e que esta exige determinada quantia para colocar o seu selo na “encomenda”. Não é preciso ser-se muito esperto para perceber que a coisas não se passam bem assim, mas os menos informados podem ser levados a crer que isto se pode passar e pensar que poderá ser verdade. E este é só um exemplo em, provavelmente milhões ou mais, (porque temos de multiplicar sempre para termos uma ideia do que se passa por aí!) e para os quais temos de estar alertados.

O mundo só se tornará um local mais seguro quando o ser humano se redescobrir a si próprio e à sua missão aqui na terra. E enquanto o dinheiro for o fim para o qual vive muita gente, não olhando a meios para atingir os seus fins, há que olhar sempre por cima do ombro…

 



publicado por fatimanascimento às 12:36
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
O problema das universidades privadas

Já não é de agora o problema das universidades privadas. Quando não são elas, devido a problemas de digladiação interna, a fechar as portas, são outros problemas. Não consigo entender estes problemas, uma vez que as universidades particulares estrangeiras gozam de grande prestígio. Tudo depende, e isso está claro, das pessoas que estão à frente delas. Será que só em Portugal é que as universidades privadas não têm futuro? Lembro-me, aqui há uns anos atrás, do problema da Universidade Livre que, passados alguns anos de existência, encerrou as portas para dar lugar a duas novas: A Universidade Lusíada e a Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”. O problema deveu-se a questões de ordem interna. Foi um período de grande incerteza para os alunos que a frequentavam. Alguns conseguiram mesmo entrar na universidade pública tendo, ainda assim, sido penalizados e forçados a matricularem-se no primeiro ano. Outros matricularam-se nas novas universidades geradas na morte da outra. Houve um período de grande insegurança que desferiu um rude golpe no prestígio neste tipo de universidades geradas no capital privado. Mais tarde, e como se recordam, surgiram outros problemas com a Universidade Independente e, agora, ao que parece, com a Moderna e a Internacional. Não tenho nada contra as universidades privadas, até bem pelo contrário. Acho que elas foram a resposta possível às necessidades existentes na altura e ainda agora, uma vez que o estado não tem capacidade de reposta para a procura de vagas no ensino público. E elas além de alternativas são uma oportunidade também que evita que os nossos alunos procurem as estrangeiras, esvaziando-se assim o país de valores que outros certamente aproveitarão. O único problema aqui será a qualidade do ensino e, como em tudo, o estado tem de fazer um controlo não só às privadas como às públicas. Desde que haja qualidade no ensino e refiro-me particularmente à informação/preparação científica dos alunos para o mercado de trabalho, não vejo inconveniente na existência dessas universidades privadas. Isso só prestigiará o país. Agora, há que se fazer um esforço no sentido de honrar a confiança dos alunos e dos pais, assim como do estado no sentido de preparar os alunos para os desafios profissionais que eles irão encontrar. As universidades privadas não podem, não devem ser só um meio lucrativo de ganhar dinheiro, descurando tudo o resto. Esta filosofia é o caminho da perdição de qualquer instituição de ensino. Depois, não vamos generalizar estes problemas, há universidades privadas que realizam um bom trabalho e é neste sentido que se caminha para o sucesso e o prestígio das universidades privadas. Como contava uma colega minha, aqui há uns anos atrás, quando ouvia outra, saída da universidade pública, queixar-se que não estava preparada para leccionar certa matéria aos alunos, porque não tinha dado aquela matéria na sua faculdade, (que, por acaso, até era pública), e numa altura em que as universidades privadas eram olhadas com desconfiança, ela sentiu-se cheia de orgulho por ter tirado o curso na privada, e respondeu:” Eu dei. Também… tirei o curso numa universidade privada!” Ficou de ajudar a colega. Depois, houve um caso que ainda hoje não sei explicar muito bem, ou melhor, só encontro uma explicação: há também alunos que passam nas faculdades de muita forma, menos trabalhando… Quando penso numa professora, que frequentara a faculdade de uma universidade pública de grande prestígio no país e trocava a gramática toda quando ensinava os alunos…



publicado por fatimanascimento às 18:34
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
A bondade e a estupidez

Há pessoas que insistem em confundir estupidez com bondade e o pior é que têm o poder de convencer os outros, pela vergonha, de que têm razão. Mas não é. Estupidez e bondade nada têm em comum. O que acontece é que a falta de valores leva a que as pessoas mal intencionadas procurem confundi-las na cabeça dos outros. Por exemplo, quando uma pessoa precisa de um favor – dinheiro – e outra lho cede de boa fé, não está a ser estúpida, está a ser boa. Agora, o que acontece é que nem sempre as que beneficiam desta bondade a honram cumprindo escrupulosamente as suas obrigações que são o pagamento total ou faseado da quantia emprestada. Tudo depende da pessoa a quem se empresta e da intenção desta. É nestas que está o problema e não nas outras. Mas é precisamente aqui que a porca torce o rabo e tenta virar-se o feitiço contra o feiticeiro, na maior parte das vezes: as boas pessoas pensam “Que horror! Já não se pode confiar em ninguém!”, ao passo que as más defendem que a pessoa que empresta é estúpida, pois ela não sabe que não se pode confiar em ninguém? A partir daqui geram-se as duas facções a pró e a contra que falam até o assunto se esgotar nas suas mentes. Entretanto, e apesar do que se possa dizer, a verdade é só uma: alguém emprestou e a outra parte não honrou o compromisso. E é nesta que se têm de concentrar as atenções. O que fazer nestes casos? A queixa na polícia é a maneira, ao que parece, mais sensata de resolver a questão. O que acontece é que as pessoas, doridas e com medo da reacção dos outros, evita tornar público o que aconteceu: têm dedo de passar por parvas. E, até certo ponto, são capazes de se sentir parvas, por terem acreditado na pessoa que, numa aflição, lhes pediu ajuda. Mas não são. Elas fazem o que qualquer pessoa, mais desligada do dinheiro, faz quando vêem alguém aflito – ajudam. O que tem de acontecer, e vai ser difícil mudar aqui as mentalidades tão viradas para a boa imagem pública, é obrigar as pessoas em dívida a cumprir as suas obrigações morais que já deveriam ter sido aprendidas em criança, não sendo assim, não maltratem quem apenas se limitou a fazer o que já poucas pessoas fazem: acreditar em alguém. E não há mal nenhum nisto; mal está nas pessoas que não honram os seus compromissos. São estas que têm de ser condenadas e não as outras. É contra estas que os ânimos têm de se acender. O problema é sempre a justiça tão limitada nos seus meios, mas como tenho defendido: nada é impossível. Entretanto, e enquanto não se resolve o problema ou problemas, ponham a culpa na pessoa certa: a incumpridora.



publicado por fatimanascimento às 10:29
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