opiniões sobre tudo e sobre nada...

Sábado, 2 de Julho de 2011
Já começou.

Já começou a crise e já começou a insensibilidade dos Bancos! Todos os que têm empréstimos em bancos já viram as suas vidas agravadas com o aumento da mensalidade! Como se não fossem suficientes os outros aumentos, junta-se mais um. A crise, que não foi originada pelo povo português, nem sabemos de quem é a culpa, porque nestes casos ninguém averigua culpas ou responsabilidades. Não existem. E se se conhecem algumas, não dão em nada. Chegámos a um ponto em que todos os governantes se sabem governar-se a si próprios mas não parecem ser competentes para administrar o dinheiro do país. Os ricos cada vez estão mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A violência aumenta com os assaltos arriscados e tornam-se cada vez mais temerários. Ainda há pouco, uma ourivesaria, dentro de uma grande superfície, foi assaltada. Não roubaram muitas peças, só as mais valiosas, ao que parece. Entraram com um jipe blindado na grande superfície, rebentando com as portas do supermercado, e dirigiram-se à loja cobiçada. Foi o que me contaram, numa das poucas visitas àquela grande loja, onde faço algumas compras. Isto não é por acaso. Tudo em uma causa. O empobrecimento social, com os despedimentos em massa, não são totalmente indiferentes a estes casos. As pessoas vêem-se na rua, sem meios de subsistência e com as mesmas despesas a caírem regularmente em casa. Alguns resignam-se e sofrem mas há outros que se revoltam com a situação e não querem saber de nada nem de ninguém quando lhes fizeram o mesmo. E são aqueles que nada têm a ver directamente com a sua situação que pagam os erros dos outros – dos responsáveis. E neste panorama há muitos implicados, quase todos eles administradores incompetentes. Uma coisa é certa: em Portugal não há empresários, há patrões. E é esta a mentalidade que acaba com toda e qualquer actividade económica existente neste país. É esta mentalidade que arrasa também com as finanças de qualquer país. Não sei onde vamos parar. Talvez a algum lado bom, agora que temos o FMI a espreitar por cima do ombro daqueles que se ocupam das finanças. Mas estes também não têm qualquer sensibilidade para com as necessidades sociais dos portugueses. Vejam-se as revoltas gregas. São pessoas que diariamente sentem o aperto do cinto imposto. São estas que verdadeiramente sofrem as consequências directas da crise. E não se consegue viver assim. Dá cabo da moral e da esperança das pessoas em geral. E se se perdem estas duas, pouco ou nada há a fazer. E há outras soluções. Kenneth Galbraith sobre o qual já escrevi, tem ideias boas, mas é daqueles a quem ninguém escuta. Por que será? Poderia dizer-se que é um proscrito. Ouvem mas não escutam. Ninguém pretende mudar seja o que for, desde que haja alguém a ganhar com isso. E há coisas sobre as quais nem se pensa até. Todos se limitam a imitar sem questionar qual o melhor caminho. Talvez porque o que verdadeiramente lhes interessa é o lucro, não as pessoas. E enquanto isto durar, irá haver sempre convulsões sociais. Haverá sempre descontentes. Revoltados mesmo ou até depressivos!



publicado por fatimanascimento às 21:27
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Sábado, 16 de Outubro de 2010
Compra da dívida pública do país pelos próprios portugueses e outras questões

Há uns tempos atrás, lia uma entrevista com o economista John Galbraith que achei de tal maneira interessante que escrevi um artigo sobre ela. Para além de tudo o que disse e que achei extraordinariamente interessante, estava também a ideia acima colocada. Ora, num momento em que se fala tanto de dívida pública do país ao estrangeiro e das medidas mais duras que estão ainda para ser aprovadas e que não tardam a sair, e tendo escolhido a Europa medidas que nada mais fazem do que mergulhar os países mais afectados pela crise numa profunda crise de abatimento psicológico da sua população (ele próprio falava disto na entrevista) por que é que os países não escutam as suas palavras e vendem a dívida à sua própria população? Segundo o próprio perito, ele colocou já esta questão aos funcionários do Fundo Monetário Internacional que não souberam responder-lhe. Então a ideia é pertinente. Então, como é que ninguém teve esta ideia antes? Ou será que teve mas, como todas as que saem do que é tradicionalmente feito, caiu em saco roto? Qual é, afinal, o problema de a população do próprio país comprar a dívida do mesmo em vez de a compra ser feita por pessoas desconhecidas, gananciosas e sem escrúpulos? O país não sairia a ganhar? O país não somos nós? Quem melhor do que nós está interessado na salvação do país? Outra questão que me intriga: por que é que o que procedimento da Islândia (embora a votação tenha sido renhida: cinco votos a favor e quatro contra ) - o primeiro-ministro vai ser julgado em tribunal por ter mergulhado o país na profunda crise em que se encontra – não pode ser alargado aos restantes países? Este já é um passo importante que abriu as portas a futuras possibilidades. Os governantes – e outros - não podem sair impunes da má gestão do país que mais não é do que o dinheiro do povo. Por que é que aquele senhor norte-americano, cujo nome não me lembro, responsável pela ideia do lixo económico comprado pelos vários bancos, em vez de génio, como já se lhe referiram numa reportagem, não percebem que é um vigarista e oportunista que merece estar atrás das grades? Será que é por ter enriquecido com a ideia de enganar os outros - e ser responsável pelo enriquecimento de alguns que apostaram e perceberam a ideia dele, que não lhe deitam a mão? Por que é que Madoff está preso, e caiu em desgraça, e o outro continua em liberdade, sendo o responsável pela abominável situação em que deixou alguns países? Por que não emitem um mandato de captura? O que é que acontece na mentalidade das sociedades capitalistas que faz com que a justiça não seja eficaz para alguns? Enquanto a justiça não actuar, e continuar assim, durante mais algum tempo, os países e toda a economia em geral, vai estar sempre “no fio da navalha” que o mesmo é dizer, vai estar sempre a saque. E sempre que isto suceder, vamos estar sempre mergulhados em crises mais ou menos profundas, com as mesmas soluções exigindo sempre mais daqueles que têm menos, em nome não sei do quê… talvez de nada! Talvez este vazio judicial interesse a alguns… talvez muitos… nunca se sabe…



publicado por fatimanascimento às 15:03
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010
Políticas economicistas e …erradas!



Estamos a atravessar mais uma crise penosa que, ao que parece vai levar bastante tempo a ultrapassar. Mas, e se o economista americano tiver razão e houver mesmo uma alternativa menos dolorosa para todos? E se a Alemanha não tem mesmo o direito de nos exigir esta medida, uma vez que é, ela própria uma das responsáveis por esta crise? Então porquê insistir em velhas práticas?

O economista americano James K. Galbraith esteve no nosso país e falou da crise que atravessamos explicando como entrámos nela, dando pistas para a melhor maneira de sair dela e também mostrando como é difícil mudar de rumo mesmo percebendo o erro. Tive a oportunidade de ler a entrevista dada a uma revista portuguesa e, dado o seu interesse, penso que deve ser divulgada.

O primeiro ponto assente é que a crise instalou-se de armas e bagagens e, a continuar assim, poderá levar cerca de um século a ultrapassar. Os bancos continuam a esconder a verdadeira natureza dos problemas que os atingem, sendo que não divulgam os seus reais activos isto é querem mostrar uma liquidez acima da real, escondendo a real situação.

Esta crise resulta de um capitalismo desenfreado não obedecendo a quaisquer regras e escapando à supervisão estatal. E o que é preocupante é que, ainda assim, a tentativa de afastar os estados do controlo da economia continua activa. O que é preocupante é a cumplicidade estatal sobre tal medida.

A crise dos Estados Unidos atingiu a Europa na medida em que os bancos europeus e os fundos de pensões compraram o “lixo tóxico” americano e deveu-se a uma “explosão de créditos hipotecários corruptos” que começou em 2000 e terminaria na crise financeira conhecida. Defende este economista que os estados deveriam agir judicialmente contra os banqueiros corruptos e que o único país que teve a coragem para o fazer foi a Islândia. A resposta a esta passividade generalizada dos estados frente a estes banqueiros se deve a “ligações muito fortes” entre bancos e governos.

Fugindo do “lixo tóxico” concentram os seus esforços na compra da dívida dos estados mais fortes (EUA, Inglaterra, França, Alemanha) vendendo os “títulos de dívida” dos outros países (Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia).

A solução para esta crise tem de concentrar no “sistema financeiro global e (nos) mecanismos de financiamento do continente europeu”. Começa por salientar a importância da “compra (da) dívida de alguns países” pelo Banco Central Europeu. O que já está em curso. Esta medida levou à baixa dos juros. As medidas políticas tomadas para ultrapassar a crise, segundo este professor universitário, só vão conseguir que ela se prolongue ainda mais. Daqui só vai resultar “declínio económico”.

Defende a “expansão” do sector público um “sistema de reformas europeu”. Segundo esta ideia, as pessoas que trabalhassem o mesmo número de anos teriam direito à mesma pensão. Ao que parece, isto faria com que os países mais ricos tivessem de contribuir para isso. Defende também reformas institucionais mais longas e duradouras contrapondo-as com as medidas rápidas que não têm qualquer consequência em termos de mutação institucional o que leva à preservação do problema.

Dois dos problemas da Europa são os Tratados e o PEC. Segundo ele, as metas do PEC são para além de “arbitrárias” também “inconcebíveis” para um tempo de “crise financeira”.

Poderia e deveria “permitir-se uma dívida pública de 80% ou mesmo 100% do PIB” Segundo este economista a Europa está novamente confrontada com “objectivos económicos irrrealistas por via de um tratado, imposto por razões políticas”. Da primeira vez a vítima foi a Alemanha logo após a Primeira Guerra Mundial e, agora, são os outros países europeus. Defende uma revisão do tratado.

O problema da Europa passa pela supressão da “união aduaneira e monetária”  que é “um modelo económico inviável” uma vez que não há “um sistema orçamental integrado, comum”para se tornar (n)uma federação, e tinha um sistema de transferências orçamentais interno muito forte”. Toda esta dinâmica lhe foi útil antes e depois da queda do muro de Berlim. Há que alastrar esta realidade a toda a Europa.

Há um problema ainda de contabilidade europeu a favor da Alemanha e em detrimento dos outros países. A Alemanha tem uma balança comercial que lhe é francamente favorável dentro da “Zona Euro” o que afecta negativamente os restantes países que perdem na mesma proporção em que ela ganha. Ora, segundo o especialista ou a Alemanha acarreta com as “dívidas dos outros” países ou o “sistema vai tornar-se instável” e levará a consequências péssimas para a própria Europa como um todo. – “acaba-se a prosperidade”.

A solução está numa “ via … política mais sensata” que não tem de passar pela imposição de “condições ao resto da Europa”.

Tudo depende, ao que parece da vontade e sensatez política. Numa Europa com um historial de divergências e guerras conseguir-se-á esta vontade e esta sensatez tão necessárias à continuação? Acabará por cada país seguir o seu próprio caminho? O que acontecerá quando a Alemanha se tornar a grande potência económica como era antes da Segunda Guerra Mundial? O melhor é mesmo pensar numa Europa de fraternidade!!!



publicado por fatimanascimento às 14:05
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010
PEC e justiça social

Quando ouvi falar em agravamento de impostos e congelamento de salários, corte em pensões e subsídios, pensei no alívio que seria se fosse acompanhado de uma justiça social e uma baixa de preços! A primeira desilusão foi ouvir alguém apregoar o contrário: as medidas eram socialmente injustas! Não aprofundaram o assunto, afinal a classe política é uma das beneficiárias destas medidas! Os gestores que auferem de salários principescos também não se manifestaram. Pelo menos, desta vez! Tudo vai continuar como até aqui! Vai pagar a crise quem menos tem culpa dela: os mais desprotegidos – o povo! Já pagámos a alta factura da ajuda aos bancos. Vamos ainda pagar a factura total (inclusive os belíssimos salários que os próprios deputados aprovam). Se este país é de todos é justo que todos contribuam para o equilíbrio das contas públicas! Ora, por que é que tem de ser só o povo, que não administra nada mais do que os seus pobres recursos, e bem, a pagar tão alta factura? E os que administram o próprio país e permitem um endividamento destes? Já que têm que tomar medidas que as saibam tomar! Se têm de fazer cortes e aumentar os impostos, ao menos que as façam de modo a baixar consentaneamente os preços, para que as pessoas consigam sobreviver neste país! Como é que se pode viver num país onde os que mais ganham têm ajudas de custo e aqueles que menos ganham ainda têm de se confrontar com gastos inerentes à profissão e com descontos brutais no salário mensal quando têm o azar de ter um problema de saúde? Quem governa não faz a mínima ideia do sacrifício que é viver diariamente confrontados com decisões de pessoas que não fazem a mínima ideia do que é viver sempre com a corda na garganta! Claro que entre mortos e feridos alguém há-de escapar, lá diz o ditado, mas as consequências estarão lá. Serão inevitáveis! Mas ninguém parece querer perceber seja o que for socialmente falando! Há que pedir sacrifícios? Vamos aos mesmos. Não protestam! Se protestarem logo se cansam! Por que não acordam em retirar parte dos prémios ou dos salários dos gestores públicos? Afinal, ao que parece, um desses salários daria para pagar o salário anual dos operários de uma empresa com “267 empregados”! Dá para perceber a desproporção, não? Afinal, o salário deles sai das facturas mensais pagas com o nosso miserável salário mensal! Então, por onde devemos começar? Num país, onde se ganha tão pouco, como se pode permitir tal desproporção? Será que ninguém percebe que isto está mal? Onde está o governo sempre tão ligeiro em tomar medidas negativas para o povo quando só se atreve a “aconselhar, sugerir” (ou lá o que seja) a redução dos prémios dos gestores públicos? Do que é que o governo tem medo?



publicado por fatimanascimento às 14:13
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Terça-feira, 9 de Março de 2010
Bancos e juros

Não ligo muito às notícias. Não espero nada de novo. Nenhuma medida arrojada e justa capaz de lidar com a situação de crise que se vive. Tudo velho, tudo previsível. A única notícia que verdadeiramente me espantou foi a relacionada com Caixa Geral de Depósitos, os ordenados e os juros das contas dos depositantes. O que há de comum entre os três? Sou uma leiga, mas imagino…

  Quando o governo tomou a medida de congelar os salários, a C. G. D. mostrou vontade de constituir uma excepção, pensando pedir ao governo que a tire dessa medida. Fico contente. É sinal que a instituição bancária conhece um bom momento em termos financeiros que a torna uma ilha segura no revolto oceano de crise. É capaz de assegurar o aumento de salários sem prejuízo para si. Achei extraordinário, mas aceitei. Hoje de manhã, quando me dirigia para o trabalho, ouvi a notícia da possibilidade da diminuição do juro das contas dos clientes daquele Banco. Quando cheguei a casa da minha mãe, lá estava a carta anunciadora da possível descida dos juros. Sempre era verdade! Fiquei confusa. Então a instituição não está a passar por um momento económico bom? Não pensam inclusive em aumentar os salários dos seus empregados? Então como se justifica esta mexida nos juros das contas dos clientes? Não posso deixar de pensar que poderão as três poderão estar relacionadas. Para aumentar os salários, a instituição tem de ir buscar o dinheiro a algum sítio para cobrir aquela despesa. Não serão os juros das contas dos depositantes os sacrificados? Todos já percebemos que a crise é só paga por alguns. Só alguns se sacrificam realmente em nome da crise ou seja lá do que for, pagando de todas as formas possíveis e imaginárias. Esta situação não será uma delas? Não estarão a fazer aquilo que sempre devem ter feito: a mexer no dinheiro que não lhes pertence ganhando em função daquilo que lhes apraz? Não foram abusos como estes que nos mergulharam na crise que involuntariamente nos vemos obrigados a viver? Quando vão parar estas situações? Quando se encontrar uma alternativa às instituições bancárias ou quando mudar a mentalidade daqueles que administram quantias inimagináveis de dinheiro sem serem atingidos por aquela sede gananciosa que lhes cria falsos pretextos para abocanhar aquilo que não lhes pertence? Será que o país ganha realmente com atitudes destas? Como estas situações se poderão certamente multiplicar por milhares, ganhará o mundo ou a própria humanidade com este tipo de acções?



publicado por fatimanascimento às 09:20
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