Acabaram as aulas. Sucederam-lhes as reuniões de avaliação com toda a burocracia que as caracteriza. (Para já não falar das primeiras reuniões que tiveram de se desenrolar a par das actividades lectivas ainda a decorrer nas escolas, uma vez que as restantes turmas só acabariam as aulas mais tarde.) São imensos papéis! Com a informatização do sistema, todo o trabalho parece recair sobre uma só pessoa – o Director de Turma. Este, a braços com toda a burocracia, assume, muitas vezes, a responsabilidade por toda a documentação envolvida no processo. O que não está certo, uma vez que toda a documentação é da responsabilidade de todos os elementos do Conselho de Turma. Lembro-me das reuniões, há alguns anos atrás, em que toda a documentação era distribuída uniformemente pelos docentes das mesmas, sendo toda ela preenchida e revista pelos participantes. Esse tempo, em muitas reuniões, parece ter terminado. Terá a informatização do processo toda a responsabilidade por esta situação? A resposta é claramente negativa! As pessoas são, mais uma vez, as responsáveis por ela. Depois as atitudes variam claramente de uns Conselhos de Turma para outros. Enquanto nuns, a documentação é distribuída por todos os docentes – a pedido destes – noutros tudo parece estar a cargo de uma só pessoa, com toda a responsabilidade que isso acarreta, esperando calmamente os restantes docentes pelo desenrolar da reunião. Trata-se, mais uma vez, de simpatias que formam grupos dentro das escolas. Enquanto numa reunião, o processo se desenrolava distribuído por diversos docentes: dois responsáveis por uma acta, um pelas sínteses ditadas pelos demais, etc., numa dinâmica que não dava para perceber exactamente qual deles era o Director de Turma, noutra, a situação mudava completamente de figura! Enquanto numa era tal a movimentação que um colega presente comentava que tinha perdido o fio à meada, noutra, o responsável da reunião não sabia para que lado se voltar! Enquanto que numa reunião os docentes que estavam de fora não percebiam exactamente em que poderiam ajudar, tentando evitar atrapalhar o esforço desenvolvido pelos voluntários, noutras reinava o trabalho desenvolvido pelo Director de Turma e o secretário, e noutras ainda, nem isso, recaindo tudo sobre aquele! Enquanto numas ninguém precisava de distribuir trabalho, noutras nem pediram documentação para preencher. Se formos a observar o que aconteceu, verificamos que o grupo de amizades estava a apoiar o incondicionalmente docente responsável pela reunião, para que o trabalho fosse levado a bom termo! O espírito de entreajuda foi espantoso! Dir-se-ia mesmo um verdadeiro espírito de equipa! O que é lamentável é que tal só se verifique nalguns conselhos de turma e pelo motivo errado!
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