opiniões sobre tudo e sobre nada...
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
Ditados populares

Há ditados que todos repetimos, muitas vezes sem pensar, e que não têm grande razão de ser. Todos os ouvimos de alguém e todos nos habituámos a aceitar como verdadeira a filosofia que encerram e nem sequer os questionamos. Há um que não me entra bem na cabeça e que sustenta que “A ocasião faz o ladrão”. Não é verdade. Pode haver muitas ocasiões mas, se a pessoa for honesta nunca se tornará ladrão só porque a ocasião se proporciona. Este lembra-me um ditado para desculpar os ladrões. Só falta acrescentar que coitados, não têm culpa, afinal os mauzões dos descuidados criaram oportunidades irresistíveis! Não faz sentido. E há muitos exemplos que poderemos ir buscar a situações da vida que provam isso mesmo. Contava uma pessoa conhecida, há uns dias atrás, que havia perdido o cartão multibanco juntamente com o código que partilhava a mesma bolsa. Só deram pela falta destes dois dias depois. Por precaução, e como nunca se sabe a que mãos poderiam ir parar, os donos foram cancelar a conta. Admirados, constataram que, quem achara o cartão e o código não havia mexido na conta e o extracto bancário mantinha-se inalterável desde a última vez que lhe haviam mexido. Passado algum tempo, o cartão havia de lhes ser restituído por um agente da polícia que o entregara no banco. Esta é um dos muitos exemplos reais que poderia citar. Mas não vale a pena. Cada uma das pessoas espalhadas por esse mundo fora poderia acrescentar um outro exemplo de vida. Isto mostra que não há necessariamente um ladrão em cada um de nós. Aquele ditado não é uma regra nem esta atitude uma excepção. Há pessoas assim, quer se queira aceitar ou não. E são pessoas assim que nos fazem ter ainda fé na humanidade. Que há outros que fazem justiça a este ditado? Mas não somos todos. Vamos esquecer estes e olhar para aqueles que valem a pena. Nem toda a ocasião faz o ladrão. O ladrão, mesmo que a ocasião não exista, arranja-a. E não vale a pena desculpá-lo. Há pessoas que preferem roubar a pedir. Talvez devessem pedir em vez de roubar. E os demais que se livrem das más influências. E o mal consegue ser persuasivo de várias maneiras. Devemos pensar sempre que há um caminho alternativo ainda que se desconheça.



publicado por fatimanascimento às 19:41
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
Revisão Constitucuional

Depois de 25 de Abril, lembro-me de ter ouvido dizer que ficámos com uma das constituições mais justa do mundo inteiro. Tinham-se ganho muitos direitos que, até então, tinham sido proibidos por lei. Houve quem dissesse até que tínhamos uma das mais avançadas da Europa em termos sociais. Por que é de sociedade que é feito um país, onde vive um povo, estratificado ou não, não deixamos de ser farinha do mesmo saco ou seja, ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós nos reduzimos a dois actos que nos mostram isso mesmo: o acto do nascimento e o da morte. Podemos nascer numa clínica de grandes recursos tecnológicos ou podemos ser enterrados em túmulos que parecem casas minúsculas com prateleiras de arrumação, mas o fim é o mesmo – o pó. Só durante vida nos ensinam uma sociedade estruturada em que uns fingem ser mais do que os outros. E tudo não passa disso mesmo – fingimento. Todos nós que nos encontramos neste mundo temos de encontrar um caminho onde haja lugar para todos. Socialmente isso não é possível. Quem teve a sorte (porque é de sorte que se trata) de nascer numa família endinheirada tem mais ou menos a vida garantida no que diz respeito à sua sobrevivência carnal, os outros não. Ora, se querem continuar a ter esses privilégios têm de olhar pelos outros que, quando chegaram já viram esse lugar ocupado. Restou-lhes um humilde lugar. Não tem nada de mal esse lugar ainda que pobre. O pior é quando essa sociedade que lhes é imposta não lhes garante as condições mínimas de sobrevivência a si e aos seus. E estas pessoas, largamente favorecidas pela sorte, têm o dever de olhar pelos demais. Não estou a falar de caridade. Longe disso. Sou da opinião que se “deve ensinar a pescar” e não a “dar peixe”. A não ser em casos críticos, como por exemplo em casos de fome. Todos aqueles que detêm o poder económico não devem deixar de respeitar os mais pobres, acusando-os, muitas vezes, de tudo e mais alguma coisa. Fazendo comparações a nível de inteligência, responsabilizando esta pela desigualdade. Não é verdade. É a sociedade desigual que encontramos e dois ou três indivíduos sem escrúpulos que conseguem enriquecer às vezes à custa dos bens alheios. O que não está certo é que depois do passo dado após o 25 de Abril se queira retroceder com pretextos para levarem o povo a crer que é o melhor para todos. (E isto sem uma consulta popular!) Ora, isto foi decidido sem lugar para negociações. Sejamos justos. A quem é que esta revisão constitucional vai privilegiar? Não é muito difícil de ver. Os trabalhadores e a sociedade em geral, sobretudo os mais desfavorecidos e sobretudo a classe média, vai pagar caro esta proposta de revisão constitucional caso ela venha a vingar. Quem faz uma proposta destas não pode ter uma ideia do que é viver neste país. Não tem ideia das dificuldades, não tem ideia de nada. A única ideia é a do capitalismo ganancioso que não olha a meios para atingir os fins. É a estes que a revisão constitucional vai proteger. Uma ideia: há tanto para fazer neste país a nível social, porque não começar por uma reforma social e, quando o país estiver mais equilibrado financeiramente, quando houver mais igualdade, então aí talvez se possa falar disso. Mas nem assim deixa de ser injusta, desleal e provocadora para aqueles que dão o seu melhor vestindo a camisola da empresa para a qual trabalha e que os abandona quando vêem a oportunidade de explorarem outros trabalhadores que, perante a extrema pobreza, se vendem por uma ninharia. Tudo isto com a conivência dos políticos. O capitalismo já deu com os burros na água, mas parece não ter aprendido. Parece estar mais ganancioso ainda. Dá-me a sensação que ele vai acabar com ele próprio. É uma espécie de escorpião que acabará por tirar a própria vida. Só que ele não consegue ver isso nem a classe política que só tem a ganhar aliando-se a eles. Talvez o recém-chegado à política deva ficar uns anos no banco até perceber o que se passa no país. Ou então, se querem ganhar eleições, terão de escolher outro líder. Este não convém ao país que temos.



publicado por fatimanascimento às 16:33
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010
O país a saque

Estou de férias. Poucas notícias leio, até porque sei que não me vou alegrar com elas. Ainda assim, vou dando uma olhadela e o resultado é o mesmo – desânimo. Lembram-se da história/lenda de Robin dos Bosques e dos seus companheiros? Estava-se numa Inglaterra  que vivia sob o poder do príncipe João, irmão do rei Ricardo, ausente numa cruzada. Ao contrário, de Ricardo, João era uma pessoa ambiciosa e sem escrúpulos. O povo vivia sob o efeito despótico desta regência, mal podendo respirar com tanto imposto e tanta injustiça. Foi então que surgiu aquela personagem que, não se identificando nada com a política do príncipe, resolveu unir-se a um bando que já vivia na marginalidade, restituindo ao povo o que lhe era indevidamente retirado. Todos os países passam por um ou outro momento das suas histórias por períodos mais ou menos negros como o registado naquele período inglês. Nós estamos a viver um mais ou menos parecido. Li há pouco uma notícia que dizia que a PT ficaria isenta do imposto relativo aos milhões ganhos com o tão badalado negócio da venda da participação da empresa portuguesa na empresa brasileira. Ela e os maiores accionistas da empresa! Só pagariam impostos os accionistas mais pequenos que pagariam no IRC, à percentagem de 21,5%, o imposto sob os lucros recebidos. (Se é que têm direito a parte desse lucro!) Ora, num país que enfrenta uma crise económica como a nossa, já com um sistema tributário tão injusto, não seria mais fácil, para todos, que todos pagassem, na devida proporção, os impostos ao estado que se diz tão carenciado? Para que nos servem empresas bem sucedidas se não cumprem os seus deveres para com o estado? Só para dizerem que criam postos de trabalho? É só este o único dever das grandes empresas para com o país? O resto, aquilo que não interessa – os impostos - fica para aqueles que já vivem com a corda na garganta? Depois, o que vão fazer com o dinheiro ganho na venda da participação à Vivo? Mesmo que o investissem, não sobraria ainda algum para pagar ao estado? O que não compreendo é a total ausência de obrigação que uma lei criada para tal a isenta do pagamento do imposto. Deveria pagar, ainda que pagasse muito menos já seria uma ajuda que aliviaria todos. Resta o povo e as pequenas e médias empresas… Se depois de sabermos que esta crise poderia ser contornada/enfrentada de outra forma, caso houvesse vontade política para tal, o que nos resta? A sensação que nada vai mudar… Os mais fracos continuam a ser os mais explorados e os mais fortes cada vez mais ricos e poderosos. Justiça social? Onde? Que utopia é essa? Até Robin dos Bosques parece ter saído da imaginação popular tão cansada de tantos e tantos séculos de abusos e sacrifícios!



publicado por fatimanascimento às 13:04
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Onde está o 25 de Abril?

Para quem viveu aqueles tempos, percebe que todos os direitos justamente conseguidos com a revolução se perderam com o tempo. Após aquela lufada de ar fresco, a marcha-atrás começou sub-repticiamente a delinear-se. Agora, evocam-se todos e quaisquer motivos que para retirarem esses direitos e todos tão obviamente reaccionários que não dá para perceber como é que os políticos que os utilizam conseguem acreditar ou pensar que alguém consegue acreditar em tais disparates. O povo cala-se, revolta-se em silêncio, desabafa-se nas conversas de café e é tudo, regressando depois a casa com a mesma sensação de impotência e descrédito perante um país no qual já não acreditam. Não é o país. São as pessoas que estão à frente dele. Não falo só de políticos. Trata-se de toda uma classe dominante, política e economicamente, que só olha para os seus interesses, esquecendo tudo o mais. E recorrem a tudo para manterem e consolidarem a sua posição. Mais nada interessa, mais ninguém interessa. Em cada proposta de mudança, se percebe isso. Tudo obedece a vectores económicos que justificam os meios. Percebe-se toda uma movimentação ascendente e descendente capaz de tudo para conseguir levar avante os seus propósitos que, mais ou mais cedo, são descobertos e denunciados (quando são). E é sempre tudo mentira! Mesmo perante as provas, as mentiras insinuam-se e transpiram pelas malhas da esperteza, tentando manter uma reputação mortalmente ferida. Perdeu-se a credibilidade, mas pedem-nos que acreditemos. Ninguém já tem ilusões quanto ao futuro. A vida não muda para quem depende do seu trabalho para sobreviver. Paga a crise enquanto outros se servem dela. Trabalha bastante em troca de salários que apenas cobrem as suas necessidades essenciais. Pediram-nos para fazer férias cá dentro para evitar a saída de divisas para o estrangeiro. Não estão a falar para a maioria dos portugueses, está claro, estão a falar para uma minoria. A maioria não consegue deslocar-se seja para onde for, sem pagar o preço elevado por ela. Ou seja, não o faz. Pelo menos, as famílias! Vou-me deixar de rodeios e falar de assuntos concretos. Vamos a uma famosa cadeia de restaurantes. Os jovens que lá trabalham, estão sujeitos a uma pressão e a uma ansiedade tremendas em troca de um salário miserável. Mas aceitam, ainda assim. É melhor do que nada. A sofreguidão pela necessidade do dinheiro leva à cegueira e esta conduz invariavelmente a vários tipos de exploração do homem pelo homem! Há mais pessoas a trabalharem nestas condições, nas mais diferentes actividades. Nada mudou, após estes anos todos e o que mudou está, lentamente, a voltar atrás. As revoluções são boas para abanar o sistema de vez em quando e para nos interrogarmos sobre o que está mal. Nada mais. Se não houver vontade de mudar, é tudo inútil. O que acontece a todos os homens de poder é a inevitável corrupção. Quando estreitam o cerco à fuga ao fisco, quando se consegue, questiono-me sobre se o fazem justamente a todas as empresas. Questiono-me também se esta exigência não deveria ser acompanhada de uma fiscalização adequada e eficaz que fizesse frente ao despesismo do estado. Não ouvimos permanentemente de derrapagens financeiras? Num mundo movido por interesses, não podemos esperar modificações significativas, com que todos intimamente sonhamos, desde que não haja vontade para tal. E não há! Mesmo com as revoluções, as mudanças são só momentâneas, as forças ocultas esperam só o momento necessário para se tornarem visíveis quando o momento adequado chegar. E os momentos de crise parecem ser os ideais para tal! É o momento onde vale tudo! Por isso, talvez, elas existam. E com mais frequência do que desejamos!



publicado por fatimanascimento às 16:32
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
Educar para o sucesso

Odeio esta expressão. Mas já a ouvi algumas vezes. Talvez demasiadas para o meu gosto. Não tenho nada contra nem a favor. São opções de vida. Neste caso, opções de educação. Posso concordar ou não mas é tudo. Educar para o sucesso nada tem de mal se for feito como deve ser, isto é, se tivermos sempre em conta a moralidade das situações. Passo a explicar: se tudo for feito como deve ser, nada há a apontar. Se a criança/adolescente tiver talento nada mais a fazer do que incentivá-la. Mas, quando se tem algum talento e se usam artimanhas para se conseguir o que se quer, aí, tudo é reprovável. Se juntarmos à educação para o sucesso a filosofia de Maquiavel  que defendo que “os fins justificam os meios” todos temos uma ideia das bases da educação para o sucesso. Ficamos também com uma ideia das pessoas que colocam em prática este tipo de educação. Vou ser mais explícita: imaginem um profissional que tem uma pedagogia tão extraordinária quanto eficaz. Esta pedagogia é natural nele. Tão natural que quase não se apercebe do tesouro que possui. Ao lado desse colega, há um outro que vai atentamente seguindo os seus passos. Assim que percebe como tudo funciona, muda de escola e põe em prática essa pedagogia aprendida gratuitamente com o outro. A sua ambição é tão desmedida que sistematiza o que aprendeu e candidata-se a um prémio com algo que não lhe pertence… Imaginem agora que este tem um filho com alguma queda para a escrita. Nada de especial. O suficiente para ter ganho um prémio num concurso da localidade onde o pai lecciona. Entretanto, conhecem um outro colega. Percebem que escreve e que a sua escrita causa impacto no leitor. Passam a correr para a casa deste numa “peregrinação” familiar em nome de uma suposta amizade que acaba por levantar suspeitas. Imaginem que, de repente, este profissional-escritor dá pela falta de um original. Aflito, começa a questionar-se sobre o paradeiro deste. Como as perguntas certas levam as conclusões também elas certas, percebe que aquelas “peregrinações” nada tinham de inócuo. Tudo tinha sido preparado antecipadamente com um objectivo bem definido. Dá o alerta e, acobardada, a família-ladra muda  de intenção. Não guarda já o original para o publicar em data apropriada, mas incentiva o filho mais novo a ler repetidamente o original para perceber como deverá escrever mais tarde para ter sucesso de vendas… Parece incrível, não? E se vos disser que tudo se passou? Dá para ter uma ideia do mundo em que vivemos, não dá? Estas pessoas não cobiçam o trabalho, cobiçam unicamente o sucesso dos outros. Basta aperceberem-se do valor dos outros para se aproximarem de forma a perceberem como poderão lucrar com isso. Às vezes, nem se apercebem do real valor, apercebem-se só que são diferentes… e como nas comparações saem inferiorizados, percebem logo o valor do outro. E, para cúmulo, estas pessoas de reconhecido valor, não foram educadas para o sucesso! Educar para o sucesso? Sim. Não há nada de mal nisso. Mas, como em tudo na vida, os meios são preciosos. São estes que fazem a diferença – em tudo!



publicado por fatimanascimento às 21:31
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