opiniões sobre tudo e sobre nada...
Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Escutas

Se aconteceram, é grave. Se não aconteceram… também é grave. O que não se compreende é o silêncio! Mesmo sob o pretexto de não querer desviar as atenções da aborrecida propaganda eleitoral, que nada traz de novo, e na qual só meia dúzia de indivíduos acredita, perante uma enorme plateia de muitos outros desiludidos e cansados, o silêncio incomoda. E incomoda porque parece encerrar algo de grave. Quando se fala de escutas, fala-se de um abuso de autoridade sobre um direito fundamental que é o direito à privacidade – liberdade individual. Há aqui um verdadeiro ataque à liberdade pessoal e institucional. E o que é mais importante que a liberdade? Será este direito fundamental menos importante que a propaganda eleitoral? Eu não confio em pessoas capazes de se servirem de um esquema tão baixo (mas não é disto que a política é feita?) para servirem os seus próprios fins. Nada justifica este acto que, para além de ser cobarde, não deixa de ser revelador sobre as pessoas que os ordenaram ou executaram. Mas não se sabe muito bem o que aconteceu. O Presidente da República, que já teve intervenções nacionais, a nível social, bastante oportunas, alertando para os problemas existentes e para a necessidade de uma intervenção, o que me surpreendeu bastante pela positiva, (e também a muitos outros!) esconde-se agora atrás de um silêncio revelador. Se as escutas existiram, e tudo revela que sim (a existência do processo facultado ao jornalista) tinha de ser necessariamente denunciada, independentemente da altura, uma vez que os portugueses não conhecem a natureza dos políticos, e esta diz tudo sobre os possíveis futuros governantes. Se esta situação pode modificar a situação política do país? Não sei… só para os indecisos, uma vez que as massas continuarão, independentemente do que o seu partido faça, a apoiar o seu partido (à semelhança do que acontece com os clubes de futebol). O que não se compreende é o silêncio. Ou este silêncio terá como estratégia o esquecimento do caso após a apoteose das eleições? Este caso já se vem arrastando há algum tempo, sempre acicatado com as mesmas respostas – as explicações que virão a seu tempo. Só a insistência da comunicação social impede o seu esquecimento. Agora, inexplicavelmente, aparece a notícia do despedimento do assessor de imprensa do Presidente da República. Porque não aconteceu logo na altura, quando o caso se tornou público? Porquê este compasso de espera? Isto é revelador de que o caso não existiu e foi tudo uma artimanha política desse assessor? Então, como se cria um processo do nada? É precisa muita imaginação. E isto é característica nunca encontrada num político. Daqui vai sair uma imagem deteriorada do próprio Presidente da República. Só ele vai perder com todo este problema! Se não for prejudicado por um lado, será pelo outro, isto é se não for o povo a fazê-lo pagar pelo seu silêncio serão outros a castigá-lo quando e se o fizer. Não é fácil!



publicado por fatimanascimento às 12:54
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Sábado, 3 de Outubro de 2009
O consumismo

Não fugimos à tendência geral. Estamos constantemente a ser bombardeados por propaganda que nos estimula ao consumismo. Mas, o que faz com que a propaganda seja tão eficaz assim junto das pessoas? O que leva as pessoas a deixarem-se deslumbrar pelo lado material da vida e que a publicidade tão bem explora? O que nos deixa um vazio tão grande nas nossas vidas, que necessitamos de preencher tão avidamente? Nunca fui uma consumidora compulsiva, até porque nunca tive dinheiro para tal. Também não há grandes bens materiais capazes de me deslumbrar a ponto de não resistir. Não me interessam. Passo bem sem muitos produtos que outros consideram fundamentais. Talvez por isso mesmo não precise de muito dinheiro para viver. Nunca precisei. As minhas necessidades restringem-se às mais básicas. Encontrei pessoas, ao longo da minha vida, que eram o oposto. Lembro-me de um casal, em particular, que me pediram dinheiro, para o “fiambrinho para o filho. Eles passavam com qualquer coisa mas para o miúdo não poderia ser assim.” Foi então que percebi como os meus filhos passavam bem com o simples pão com manteiga, nunca exigindo nada. Nunca me passaria pela cabeça pedir dinheiro a alguém para melhorar a comida dos meus filhos. Olhei para o miúdo que parecia pouco à vontade. Tive pena dele. Percebi tudo! Se a mãe e o padrasto não conseguiam gerir o dinheiro para eles, como o fariam com o rapazito, entregue aos avós paternos, que estava a passar uns dias com eles? Queriam cem euros ou mais. Prometeram devolver-me o dinheiro. Escusado será dizer que nunca mo devolveram. Nem mesmo quando precisei. Percebi que estava perante pessoas para quem o dinheiro nunca seria demasiado. São daquelas que se colarão a alguém ou prejudicarão alguém em benefício próprio. Não me enganei. Mais tarde, descobriu-se que enganavam a própria instituição, para quem trabalhavam, retirando pequenas somas de dinheiro. O contabilista deu por isso. Estava certo, mas desconfianças foram abafadas. Até porque o seu prestígio do casal dentro da instituição era grande. Mais tarde, conheci outros. Um desfile que terminou num ex-companheiro que, passando por cima da minha vontade, pegou em dois cartões de crédito que utilizou para além do limite. Mais tarde, apareceram outras dívidas. Algumas instituições financeiras avisadas por mim, que as coloquei ao corrente do que se passava, puderam safar-se de um indivíduo como ele. Outras, mais incautas e a ser vir a ganância das empresas, foram burladas por ele. Como explicar então a minha assinatura? Fácil! Como fui estúpida! Ele gabava-se de ser um perito na imitação de assinaturas. Aliás, gabava-se de imitar a assinatura de clientes, segundo ele, para evitar que os papéis andassem de trás para a frente, aliviando a burocracia. Como é fácil de perceber, não durou muito a relação. Está cheio de dívidas! O que é estranho é que tem dinheiro para as pagar! Não consigo perceber pessoas assim! Há pouco tempo apareceram para lhe penhorar o carro que lhe vendi porque não pagara a poucas mensalidades que faltavam! Como é possível haver pessoas assim? Como é possível que grandes empresas de telecomunicações aceitem parceiros a ganhar à comissão com um perfil destes? Não abona nada a favor delas! Será que não pensam estas pessoas? Como ficará a sua imagem se se descobrir a verdade? Sobretudo quando se vive da imagem… para enganar o próximo. Quanto às suas dívidas, estão à espera que as pague!



publicado por fatimanascimento às 09:53
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