opiniões sobre tudo e sobre nada...
Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Trabalhar até morrer!

Parece ser a sina dos professores! Não sei o que se passa nas outras profissões, mas nesta, o governo parece ter encontrado uma forma de diminuir a despesa pública, poupando na reforma destes. Depois de tudo o que já foi veiculado pelos diversos meios de comunicação social, a política seguida pelo governo parece não ter sofrido qualquer alteração, pelo que nada mais resta aos professores a não ser esperar que a morte os apanhe em pleno exercício das suas funções. Tenho uma colega que, depois de ter sido operada a um aneurisma, nunca mais ficou em condições de trabalhar. O ruído incomoda-a, sofre de fobia a multidões, demora imenso tempo a realizar um simples trabalho intelectual, que antes fazia com imensa facilidade, para já não falar no problema com a reacção adversa a certos medicamentos… Tem sido sempre seguida pela Junta Médica de Lisboa, que sempre atestou a sua incapacidade para o trabalho. Ora, vendo que o problema se mantém, e não havendo solução para o mesmo, ela solicitou a reforma por invalidez. Num contacto recente, havido com o M. E., foi informada de que a Caixa Nacional de Pensões está a dificultar a vida a quem pretende sair do ensino, por problemas de saúde. Foi também informada que terá de trabalhar, pelo menos 31 dias, (uma vez que está já há um ano com baixa médica), após a próxima avaliação médica, e independentemente da posição desta, ou entrará forçosamente em licença sem vencimento. A docente fez questão em explicar minuciosamente a gravidade da sua situação mas de lá foram categóricos quando afirmaram que não haveria volta a dar à sua situação. Não sei o que estarão a pensar os que assim decidiram a vida das pessoas, mas de certeza que não estão a tentar resolver o problema delas, estando antes a complicá-lo. Quando chegamos a este ponto, onde a sensibilidade falta e é substituída por um outro sentimento que nada tem a ver com a pessoa mas com interesses alheios a ela, percebemos que nada mais resta esperar de um organismo que, ao contrário do que haveria de fazer - proteger as pessoas – atira-as antes para um labirinto laboral do qual não sabem se sairão vivas. Uma das soluções que me ocorre, e que já defendi antes, é fazer-lhes o mesmo que eles nos fazem – dividi-los e perceber quem são os responsáveis pela tomada de tal decisão e mover-lhes um processo por ela. Não é o estado, são as pessoas que ignoram relatórios médicos sérios, em nome de políticas ditadas por mentes mesquinhas. Enviar pessoas doentes para o trabalho? Onde já se viu isto? Que espécie de governantes temos nós? Eu não me revejo neles… em nenhum deles!



publicado por fatimanascimento às 19:07
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Os preços dos dvds nas tabacarias e nos quiosques

Os jornais, de vez em quando, fazem-se acompanhar de ofertas, para estimular a compra dos mesmos. Ao conversar com o senhor onde raramente compro jornais ou revistas, devido à situação de desemprego em que me encontrei desde o dia 2 de Agosto até Janeiro deste ano, e só o faço agora, devido às ofertas que revistas e jornais fazem, com livros e dvds, que também promovem o gosto pela leitura, uma vez que dão possibilidades a muitos pessoas sem possibilidades económicas, jovens incluídos, de poder obter esse livro pela módica quantia de um euro apenas, embora junto com a revista, o preço a pagar seja consideravelmente mais alto, sempre é uma oportunidade para quem não pode dar quinze ou mais euros, por eles.

Sempre que um jornal se faz acompanhar de uma oferta, há sempre aqueles leitores que compram os jornais declinando a oferta que os acompanha. Por outro lado, há sempre aqueles que os procuram, e sabendo que há sobras, as pessoas procuram-nas nas tabacarias e nos quiosques. Estando esses dvds nas grandes superfícies a preços exorbitantes, para os salários praticados no nosso país, quando nos debatemos com aumentos de preços que aqueles mal podem cobrir, esses dvds são uma tentação para quem ama a sétima arte. Procurei-os em vários quiosques e tabacarias. O que me surpreendeu foram os preços que variam consoante os locais. Os preços podem ir do 1,95, 2,70 aos 3,7, 4,90 e alguns deles vão mesmo até aos 7 euros. Só compra quem quer ou pode, pelo que não há grande problema nisso. O que percebi é que cada ponto de venda, independentemente das justificações que dão, não tem um critério certo para o preço dos dvds, e eu averiguei isso mesmo, uma vez que entrei em vários. Agora, nesta situação, como em tudo, o comprador tem de se defender, consoante o dinheiro que tem, e não desesperar, uma vez que só tem de procurar o sítio que os vende mais barato, desde que tenha a sorte de os encontrar, pois quando o artigo é barato e bom, ele desaparece depressa. Mas não deixem de tentar… vale a pena quando se consegue! Eu já tenho meu ponto de venda onde encontro a oferta a um preço justo para as possibilidades da minha bolsa. Não vale a pena referir que sou uma cliente fiel, pois não?

 



publicado por fatimanascimento às 17:56
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009
O preço do dinheiro

Há já alguns anos atrás, devido à minha vida nómada, tive de comprar um carro. Como nada é eterno, o outro já tinha dado a sua corajosa contribuição para ela. Como toda a gente que precisa de comprar qualquer coisa, e tem tempo, entrei em várias lojas de carros, não só para admirar os carros, mas, e sobretudo, para ver os preços. Estes, dentro da linha económica que procurava, não variavam muito. O que variava era o preço do dinheiro. Recordo o senhor, ainda novo, que suava para vender o carro que me agradou, mas a financeira à qual estava associada a marca, naquela cidade, jogava com uns juros muito altos. Alargou o nó da gravata, enquanto deixava escapar entre dentes, num sopro, a necessidade urgente de encontrar outra financeira. Em desespero de causa, o senhor chegou mesmo a aconselhar a procurar uma loja da capital, da mesma marca automóvel, cuja financeira, com quem trabalhava, praticava uns juros mais de acordo com a realidade social do país. Ali, num pedaço de tempo, e mesmo apesar de nunca me ter debruçado sobre este assunto, compreendi que eram as financeiras e não as marcas propriamente ditas, pelo menos naquele caso, que eram, em grande parte, as responsáveis pela crise na produção automobilística.

Ainda há pouco, passei por um quiosque onde estava anunciada uma marca automóvel, que anunciava um modelo e o preço a pagar pelos audaciosos, que, e apesar dos tempos difíceis que atravessamos, apresentava um preço que rondava os 400 euros, precedido pela já conhecida expressão a partir de. Não está, aqui, em causa a marca ou o valor do modelo, mas o preço exigido só pode ser pago por meia dúzia de pessoas e elas poderão ser ou não apreciadoras da marca. Se a indústria automóvel já está em crise, tendo já havido despedimentos na mesma, estes preços não vêm ajudar, em nada, a mesma. Só vem prejudicar ainda mais. O que eu não compreendo é a lógica do mercado. Em tempos de crise, como a que atravessamos, este tipo de publicidade dirige-se a que camada social? Como é possível que o dinheiro continue tão caro? Acho que toda agente já percebeu que os grandes ganhos só existem em tempos de vacas gordas. E não me parece que sejam os juros altos que ajudem aos ganhos. Será que eles nunca ouviram falar de concorrência? Ou passa-se nas financeiras

o mesmo que se desconfiou já passar-se com as gasolineiras? Será que combinam entre elas o preço do dinheiro? Se assim for, elas vivem num mundo muito diferente do resto do país. Nem percebo bem onde querem chegar…

 



publicado por fatimanascimento às 12:50
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