opiniões sobre tudo e sobre nada...
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Preconceitos

Na nossa sociedade, e embora sejamos conhecidos como um povo de brandos costumes, existem ainda muitos preconceitos que estão cristalizados e profundamente enraizados. Um dos que permanece bastante aceso, é o sentimento de pavor que nos provocam as pessoas de etnia cigana. Eu sei que há imensas histórias que nos levam a manter-nos em estado de alerta contra as pessoas desta etnia. Eu própria assisti, pessoalmente, em Lisboa, junto do Fórum Picoas, a uma cena bastante desagradável, e outras se passaram, aqui há muitos anos, comigo. Eu e a minha colega e amiga de faculdade, a Elsa, assistimos a tudo. Uma senhora comprou uma camisola de manga curta a uma cigana que vendia ilegalmente na rua, e deu-lhe os mil escudos que a vendedora lhe pedia pela camisola. Não sabemos ao certo o que esta fez ao dinheiro, mas o que é certo, é que depois de mais conversas, acabou por lho pedir novamente. A senhora que só tinha aqueles mil escudos na carteira, que até mostrou a mesma à vendedora, não sabia que volta havia de dar ao assunto, sendo já acusada de ter enganado a cigana. Não sei ao certo como tudo terminou, mas julgo que a senhora foi levantar o dinheiro para pagar à vendedora, uma vez que outros cidadãos da mesma etnia se iam juntando, aparentemente curiosos acerca do que se passava. Não me vou alongar mais em exemplos. Acho basicamente que todos nós já vivemos ou já ouvimos histórias que os prejudica aos nossos olhos. Mas por uns pagam os outros, é sempre assim. Para mim, que já sofri, na pele, alguns incidentes com eles, não me levou, contudo, a marginalizá-los, mas tenho algum receio que tento a todo o custo ultrapassar. Como? Avaliando, na medida do possível, as pessoas que tenho à frente. E, isto, porque se sofri alguns contratempos com ciganos, sofri muito mais com pessoas que não pertenciam a esta etnia ou a outra cultura ou raça. E ainda não me dei mal, com esta posição. Há dois anos atrás, uma família cigana comprou a casa ao lado da minha. No início, houve um certo receio, uma vez que ninguém conhecia a família. Depressa começaram a correr notícias de que eram boas pessoas. E são. São o tipo de vizinhos que todas as pessoas gostariam de ter – educados, discretos, solidários. Quando tive um problema com o portão grande de acesso à garagem, que ficara encravado no cimento, foram eles que me ajudaram. Agora, que tenho a casa à venda, e já esteve quase vendida, uma vez que o preço é acessível e a casa óptima, as pessoas, ao descobrirem que os vizinhos são ciganos, desistem imediatamente da compra. E tudo devido ao preconceito. Não interessa se são boas pessoas ou não, são de etnia cigana e para eles basta. Nem sequer têm a inteligência de pedir informações sobre eles aos vizinhos, ou à polícia, para saberem de possíveis desacatos nesta zona da cidade, nada. Assim que chegam aqui para ver a casa e se deparam com eles ou com as carrinhas de trabalho, desistem do negócio! Tanto pior para eles. Ainda estou à espera das pessoas inteligentes, capazes de ver para além dos rótulos que colocam nas pessoas e de olharem somente àquilo que as pessoas são. Porque é de pessoas que se trata, não de raças, credos ou religiões. Pessoas más existem em todo o lado independentemente daquelas três variantes. Quando será que as pessoas vão entender isso?



publicado por fatimanascimento às 07:42
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Sábado, 8 de Setembro de 2007
A questão das religiões

(Ainda a propósito... Outro texto aproximadamente da mesma altura do outro, este acho que foi escrito em 2005, uma vez que o recuperei de um caderno de uma das disciplinas da  pós-graduação que fiz nesse ano.)

 

Falar de religião ou religiões não é, forçosamente, falar de fronteiras. Bem pelo contrário, as religiões, todas elas, em vez de dividirem a população mundial, deveriam uni-la. Como? Embora a prática seja específica de cada religião, e a arquitectura dos templos varie segundo o país/cultura ( as mesquitas, as sinagogas, os templos budistas, etc., toda a população mundial com uma cultura média as consegue reconhecer pelas suas características específicas), contudo, a mensagem é uma só: O AMOR A DEUS, A SI PRÓPRIO E AO SEU SEMELHANTE. Porque será que esta mensagem é tão difícil de compreender, aceitar e pôr em prática?

   Eu nasci numa família de classe média baixa, religiosa q. b., fui baptizada, tive uma educação a condizer – frequentei um colégio fundado pelas irmãs de S. José de Cluny – fiz a primeira comunhão e terminei com o crisma. Para além do amor a Deus, da profunda mensagem de Jesus e do seu incomparável exemplo, sempre me ensinaram a respeitar os outros, independentemente da sua raça, credo, cultura, condição social, etc., e é isso que eu tenho tentado fazer durante toda a minha vida.

   Ora, eu tive a oportunidade de conhecer pessoas de outras religiões e de conhecer algumas das suas “Leis”. Sim, porque parece que algumas das religiões têm também as suas leis. Uma das que mais me chocou, foi a da Igreja de Cristo dos Últimos Dias ( é mais ou menos este o nome dela) quando uma amiga minha muito querida me disse que eu, pelo facto de ser católica, nunca poderia entrar numa igreja deles, nem mesmo pelo casamento dela. (Eu não me importaria (e até gostaria) de a acompanhar à igreja dela, nesse dia, e até noutras datas festivas. Porque não?) Nessa altura, eu fiquei contente ao perceber como nós, católicos, mantemos as nossas igrejas abertas a todas as pessoas, sem excepção. É esta abertura de espírito que eu admiro nas religiões, sejam elas quais forem.

   Uma das pessoas que eu mais admiro e gosto, para além do nosso Papa João Paulo II, é o nosso Dalai Lama, há tantos  anos exilado na Índia, e cuja atitude perante o que se passa no seu país, o Tibete, e perante o mundo inteiro que teima em ignorar essa situação é exemplar. Não me repugnaria entrar num templo budista e rezar com eles. Porque não? A linguagem religiosa é una e todos nós, os que rezamos, fazemo-lo pelo bem, seja em que idioma for, seja em que ponto do mundo for.  Ou não será assim?

   O que mais me assusta e me deprime, são as leis religiosas, a forma como se interpretam e se cristalizam nela. Ora, o mundo está em contínua mudança, para melhor e para pior, como toda a mudança, como poderemos olhar para uma sociedade através de uma lei que já nada tem a ver com ela?

   Ao falar com um conhecido meu, um padre e pessoa que eu estimo e estimarei sempre, quanto mais não seja pelos velhos tempos, ele dizia-me que o movimento adepto das leis está a tomar um novo vigor, e deu-me como exemplo as outras religiões, nomeadamente o fundamentalismo muçulmano. Ele não foi muito feliz na escolha e fiz-lhe notar o que se passava com os fundamentalistas. Lembrei-lhe o ódio e o medo que espalhavam por todo o mundo, até nos seus próprios países. Se seguir a lei religiosa é sinónimo de intransigência, medo, exclusão, incompreensão, intolerância, etc., então, os séculos que se aproximam não auguram nada de bom para nós, os fiéis.

A leiga,

Maria de Fátima Dias

 



publicado por fatimanascimento às 14:34
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Carta aberta à igreja... caso esteja interessada!

Devo dizer que este texto foi escrito, há cerca de quatro ou cinco anos atrás, e mostrei-a ao pároco da igreja da cidade onde moro, que me refutou algumas ideias e minimizou outras sem, contudo, ter uma explicação satisfatória para mim. Porquê a sua publicação agora? Talvez porque acredite sinceramente que, nestes últimos anos, nada deve ter mudado! E há que fazê-los pensar...

Ia baptizar a minha filha mais nova. Escolhi os primeiros padrinhos num momento impulsivo, originado pela dor, o abandono e a boa fé. Acabara de me separar. Pareciam-me os padrinhos ideais… Eles haviam sido baptizados,  haviam feito a primeira comunhão,  o crisma, eram católicos praticantes, (ele havia sido acólito) haviam casado pela igreja, enfim… tinham um percurso invejável que seduziria a igreja. Sim, porque a olhar às actuais exigências da igreja, ao escolher uns padrinhos assim, eu ficaria bem vista por ela. Só que … (e há sempre um  “só que”) estes “paradigmas sociais” nada tinham de cristãos. Tudo quanto fizeram de bom era só a olhar à imagem social que projectavam na sociedade. Descobri que, para além de não quererem ser os padrinhos, não gostavam de mim nem da criança de que iriam  apadrinhar. Descobri também que a sua amizade com o meu ex-marido, era de tal maneira estreita que os levava a contar-lhe tudo o que se passava em minha casa. Desfiz a amizade e encontrei os padrinhos que eu sempre desejara e que pensara já ter encontrado nos outros. Só que… (e também desta vez houve um “só que”), os padrinhos que eu escolhi eram da minha satisfação pessoal, mas não satisfaziam as exigências da igreja. O impedimento? O padrinho não era casado pela igreja. Apesar de ser um bom cristão, ser um bom marido e pai e um bom exemplo social, trabalhador e amigo e ter sido escolhido por mim que o conhecia, isso não era suficiente para a igreja católica.

   Olhando à minha volta, reparando na minha situação de divorciada, na quantidade de uniões de facto e de casamentos civis, como vamos escolher os padrinhos ideais? Eu, pessoalmente, conheço algumas pessoas felizmente casadas (e congratulo-me com isso!), mas só essas reunirão as condições sociais, morais e religiosas para serem padrinhos? Ninguém é perfeito. Há de tudo na nossa sociedade. E há muita hipocrisia e interesses que nada têm a ver com o cristianismo. Como vai a igreja ultrapassar esta barreira?  Vão passar a baptizar sem  padrinhos? Vão indicar eles os melhores padrinhos aos pais? Se assim for, com que critérios? Olha-se ao percurso católico sem olhar à pessoa, mesmo que esta seja um boa cristã? O que é mais importante, se o ideal é cada vez mais difícil de encontrar, (embora não impossível)?

   Os nossos padres têm de cumprir o que a igreja católica dita, mesmo quando não compreendem ou não concordam, e são eles que, ao lidarem com os seus paroquianos se vêem confrontados com situações que não podem ( ou não querem?) resolver? Eles não contornam a lei da igreja. Como pode a igreja ser tão intransigente, quando a nossa sociedade está a sofrer profundas modificações? Vão excluir as pessoas que não pactuem com a sua lei? Os divorciados não podem comungar. Porquê? Porque são DIVORCIADOS! Mesmo que não tenham escolhido esta situação, e se tenham visto forçados a aceitar o inevitável, isso não interessa, estão para todos os efeitos ROTULADOS! Isto não faz com que sejam piores católicos e cristãos, contudo, têm de aceitar, é a LEI! Só que a lei está a afastar os católicos das igrejas, e o que vão fazer com “igrejas às moscas”? Passam a ser meros monumentos, velhos testemunhos de uma fé outrora praticada e amada?

   O amor…, não deveria ser a igreja católica a igreja do amor, em vez de um conjunto de leis que nada têm a ver com os cidadãos?

   Se nós nos revoltarmos, o que poderá acontecer? A igreja senta-se pacientemente, como um pai à espera que pare a birra do filho.

   A igreja católica é a igreja baseada nos ensinamentos e exemplo de Jesus, e, que eu me lembre, ele nunca excluiu ninguém da sua companhia ou da sua fé. Nem mesmo Maria Madalena foi excluída por ele… embora o fosse pela sociedade do seu tempo. A igreja deveria fazer mais aquilo que me ensinaram as irmãs de S. José de Cluny: o que faria Jesus se estivesse no meu lugar? Este é o segredo de uma igreja católica fiel aos seus princípios. E quem melhor sabe do que Jesus?

A leiga,

Maria de Fátima Dias



publicado por fatimanascimento às 14:20
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
À coragem dos repórteres fotográficos....

 

Sempre que preciso de uma foto para ilustrar o tema sobre o qual escrevo, recorro ao trabalho de repórteres fotográficos que percorrem o mundo, mostrando dele o melhor e o pior que acontece um pouco por todo o lado. Para além do amor à fotografia, há também toda uma dedicação ao trabalho e à verdade, procurando registá-la em imagens que gravam para sempre, determinado momento desta longa e atormentada história humana. Estes homens chegam a arriscar a própria vida, entrando em determinados locais proibidos e perigosos só para captar imagens que testemunhem a veracidade das palavras daqueles sobreviventes corajosos que contam os horrores só registados pelos seus olhos. Só eles, com a sua coragem como arma, e a sua máquina fotográfica incansável marcadora de registos de horrores humanos, conseguem com poucas imagens o impacto que milhares de palavras não atingem. Nas palavras há sempre a dúvida, nas imagens há a verdade incontestável. Estes homens trocam a vida confortável e a segurança das suas vidas, e temporalmente, as suas famílias por outras que também precisam deles. E há cada registo que dói, fundo na alma, pela evidência do sofrimento e do desespero captados nos gestos, nos olhares, nos rostos de todos aqueles a quem tocou viver experiências que ultrapassam a capacidade de compreensão humana. A intenção destes homens é a de acordar os nossos espíritos adormecidos pela rotina da vida para o que se passa no mundo do qual nós também fazemos parte, e a intenção deles é a de acordar os povos de todo o mundo para a necessidade de se fazer ouvir no sentido de ajudar não só todos os seres afectados por esses horrores, criados pelos seus semelhantes, mas também para ajudar a modificar e até evitar estas situações no futuro. Mas a consciência humana parece ter arranjado mecanismos para ultrapassar estes choques originados pelas imagens e, após uma certo tempo, voltam a adormecer, como se nada se tivesse passado. Depois, há que contar também com o esquecimento que se segue sempre a esse estado de indiferença. Mesmo sabendo disto, estes homens continuam a sua incansável batalha de acordar as teimosas e indiferentes consciências tão fracas e manipuláveis. A minha admiração pelo seu arriscado trabalho que, muitas vezes, lhes custa não só a própria vida como também a vida das suas próprias imagens que não chegam aos olhos das adormecidas consciências.



publicado por fatimanascimento às 05:32
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Madre Teresa de Calcutá e a... fé!

Madre Teresa não precisa de apresentações. A sua dedicação humanitária, junto dos mais pobres, abriu-lhe o caminho dos corações de todos nós. Tenho a certeza que ninguém ficou indiferente ao seu duro trabalho. E não deve ser fácil trabalhar num dos países mais pobres do mundo, assistindo a tanta miséria e sofrimento, a tanta maldade e prepotência e, sobretudo, sofrer isso tudo, no dia a dia, sem desistir… é obra. O que ninguém pode saber, por nunca ter vivido uma experiência dessas, e, por isso só pode fazer mesmo uma mínima ideia, é do sofrimento pessoal que esse trabalho deve envolver e o consequente desgaste físico e psicológico, e não só. E isto durou a maior parte da sua vida. Quando ouço falar das suas dúvidas de fé, durante cinquenta anos, a mim, pessoalmente, isso não me admira nada. Neste mundo, já quase nada sobra da mensagem de Deus, quanto mais encontrar no ser humano, tão preocupado com falsos valores, esse mesmo Deus. Quem se sente seguro no mundo como ele está actualmente? E se se sentem assim tão seguros, como conseguem explicar tanta segurança, que ainda assim não chega nem para as necessidades reais? E, naquele lugar, lutando contra tanta injustiça social, contra a degradação humana, e contra sabe-se lá mais o quê, quem pode alguma vez, alguém julgá-la por ter tido dúvidas? Só por ser freira? As freiras não são seres humanos? A provação por que ela passou foi grande, e a todos os níveis. Quem tem o direito de julgá-la, quando não fez nem um décimo daquilo que ela realizou? Faço uma ideia mínima das decisões que teve de tomar, das pressões a que esteve sujeita, do imenso trabalho a que teve de fazer face… Mas, se olharmos aos factos, o que me surpreende é nunca ter desistido, e para não se desistir de algo tão importante como o que estava fazer, e num mundo que lhe era completamente adverso, é preciso ter… fé! O que eu quero dizer, é que, no fundo, a fé esteve sempre lá, apesar de tudo… porque, para lutar como ela lutou, é preciso acreditar no que fazia, e num mundo melhor… e isto é ter, mais uma vez, fé! Para já não falar de que a dúvida, seja a que nível for, é sempre saudável… é bom questionarmos o que nos rodeia e não só, pelo menos, nela, isso deu resultado, pois a sua fé saiu reforçada! E a prova disso é a sua obra…

Com a sua morte, apagou-se mais uma luz, neste mundo onde a escuridão é cada vez maior.



publicado por fatimanascimento às 04:28
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