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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
O problema das estatísticas

A nossa vida parece resumida a estatísticas. Há-as para tudo. É um pouco como se o a vida no mundo social se resumisse a isso. Então a comunicação social parece não falar de outra coisa de vez em quando, sobretudo quando os assuntos são balanços, sejam eles de que naturezas forem. A reacção das pessoas, que ouvem estas afirmações, é de reserva e alguma surpresa (às vezes, o mesmo acontece comigo) embora algumas, creio eu, sem pensar, admitam em voz alta que “Ainda dizem que não há dinheiro!” Parece que as estatísticas estão a distorcer um pouco a realidade. Se, por um lado, falamos de desemprego e pobreza, por outro as estatísticas parecem mostrar uma sociedade secretamente rica. E talvez seja essa a interpretação correcta. A olharmos para as declarações entregues nas finanças, somos todos pobres. Então de onde vêm essas estatísticas que mostram despesas assombrosas? É claro que o país não é rico. Aqueles que criam e/ou contribuem para a riqueza do país são poucos para sustentarem uma máquina estatal enorme e, por ironia, são os que ganham menos (tirando os cargos de direcção). Depois, grande parte das firmas privadas faliu. Como se compreendem então certas estatísticas? Como se compreendem as deste ano referentes à época natalícia? É claro que as explicações poderão ser muitas. Eu presenciei uma que talvez ajude a explicar grande parte do que se passa neste país. Enquanto, nas grandes superfícies viam os carrinhos relativamente vazios, sujeitando-se ao essencial, outros enchiam-se de brinquedos e outras prendas compradas para a época. Se se compra mais, não se pode falar da generalidade dos portugueses, mas somente de alguns. Não tenhamos ilusões. Esta crise, assim como tantas outras pelas quais já passámos, não afectam todas as pessoas por igual. Os que ganham muito continuam na mesma, nada muda para eles. Assim o que uns não podem comprar, outros compram em quantidades suficientes pelos outros. O mesmo se aplica às viagens exóticas tão badaladas no final de cada ano civil. Alguém consegue perceber que um desempregado escolha um local exótico ou outros para passar essa noite? Cá para mim, as estatísticas não reproduzem a realidade social total só a parcial. Por favor, não passem ideias erradas às pessoas! Elas também sabem pensar! Enfim, algumas…



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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
A ascensão da extrema direita na europa

Um dos aspectos que mais me preocupa é a extrema-direita e o relativo sucesso político que está a ter em certos países um pouco por toda a Eurpa. As eleições não deixam margem para dúvidas: está a cair nas boas graças das populações. Eu ponho-me a pensar como é possível! Nós, os países latinos europeus, e não só, e a Alemanha, a URSS e os países satélites desta, em particular, temos na nossa História, um passado ditatorial de que ainda há memória. Acho que ninguém quer correr o risco de voltar a passar pelo mesmo e todos os problemas que encerram as ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda: perseguições, denúncias, prisões, execuções, desaparecimentos, etc.. O que incomoda ainda mais, são os países ditos cultos, deixarem-se manipular por ideias que nada têm a ver connosco enquanto seres humanos e que em nada nos favorece, bem pelo contrário. Pensando melhor, há de tudo, misturado nessa vaga de apoio às ideias de extrema-direita. Ainda assim, continuo sem perceber essa posição. Só mesmo a má vontade poderá levar as pessoas a votarem em partidos que se insurgem contra determinadas culturas, raças ou etnias. Dentro desta vaga que assola a Europa, e dentro dela, surgem posições extremistas, que já começaram com o exemplo da França e da má vontade contra a etnia cigana que levou à extradição maciça dos ciganos húngaros e romenos supostamente não integrados na sociedade gaulesa. (Parece que se esqueceram que a integração não depende só de uma das partes, mas da vontade das duas.) Tirou a posição extremista ao partido de extrema-direita francês, agora liderado pela filha de Le Pen que anda perdido sem saber por onde deve pegar. Este deixou de ter um pretexto para mobilizar a má vontade de alguns franceses, provavelmente menos esclarecidos nestas questões das ditaduras. Depois, da Hungria, onde o partido, também de direita, tem um certo peso, chegam notícias nada reconfortantes: estão a pensar colocar os ciganos repatriados em locais próprios que podem ser interpretados de muita forma. A liberdade, a pouco e pouco, parece estar a escoar-se por entre os nossos dedos, como areia fina. A pretexto do fundamentalismo dos países muçulmanos corremos o risco de nos perdermos num outro também de contornos macabros. Há muitas formas de lidar com supostos perigos e as democracias, já no passado, mostraram-se perfeitamente capazes de lidar com eles. E ganharam sempre! Não precisamos de ditaduras para nada. Só quem não passou por elas e não viveu o peso que constitui uma ditadura na vida diária das pessoas, pode pensar numa como solução como essa, seja para o que for.



publicado por fatimanascimento às 21:20
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Só acontece aos outros?

As aulas de Formação Cívica são, muitas vezes, encaradas pelos alunos como uma forma de passar o tempo e de sobrecarregar o seu horário já tão preenchido. Estamos no início do ano lectivo. A abordagem à disciplina tem de ser forte. Foi o que fiz. Começámos por fazer uma abordagem à designação, interrogando-nos sobre o seu significado, abordando mesmo singularmente cada palavra que a compõe. Depois, varremos a nossa sociedade e passámos a nossa vista sobre todos os acontecimentos nacionais e mundiais para chegarmos à conclusão de que vivemos numa sociedade onde a insegurança predomina. E esta insegurança não se combate com polícia! Descemos um pouco mais ao interior das questões para perceber que nem a polícia está acima de suspeitas! Tudo isto provado em casos do conhecimento geral. Do geral passámos às experiências pessoais também reveladoras da sociedade em que vivemos. Percebemos a nossa fragilidade perante as ameaças que infestam a nossa sociedade. Ninguém está livre de que lhe aconteça o mesmo que aos outros. Ninguém é mais esperto que ninguém. Todos estamos sujeitos ao mesmo. Procurámos encontrar soluções pessoais capazes de acautelar e evitar que problemas desses nos afectem. A resposta foi elucidativa, ninguém está preparado para enfrentar o mal que fustiga as sociedades humanas à escala mundial e que todos conhecemos. Pelo menos conhecemos alguns. (Haverá outros que desconhecemos?) E destes que conhecemos, há sempre métodos desconhecidos utilizados para apanhar a presa. A melhor é apanhá-la isolada. É a selva revivida na nossa sociedade. Nunca viram aqueles documentários sobre animais onde os predadores isolam a vítima para a caçarem, enquanto o resto da manada foge com medo e indiferente ao que acontece abandonando o seu membro à sua sorte? Aqui acontece o mesmo. Só com uma diferença – os animais matam para comer. Nas sociedades humanas vive-se à custa da escravidão e esta tem várias facetas! O objectivo? O dinheiro. Alguns sobrevivem também à custa do próximo. À questão sobre o que deveriam fazer, ficar fechados em casa sem poder sair? Nem pensar! Não nos é permitido! Temos de seguir vivendo olhando sempre por cima do ombro e com cautela redobrada porque os golpes vêm, muitas vezes, das pessoas de quem menos desconfiamos. Temos de continuar, sim, arriscando. Porque cada dia que passa é um risco que corremos. O que não lhes disse, porque já passava da hora e estavam já atrasados para a aula seguinte, é que a diferença está em nós. Naquilo que escolhemos fazer, nas atitudes a tomar…Nós podemos fazer a diferença. Mas também não é fácil, se olharmos ao destino trágico de todos aqueles que fizeram, de alguma forma a diferença. À questão sobre a necessidade deste espaço semanal, de quarenta e cinco minutos, responderam afirmativamente. Dá para pensar…



publicado por fatimanascimento às 20:55
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
A importância da formação das crianças

Não posso ir muito além da árvore genealógica mais recente, porque não conheço mais…. Mas o que tenho é excepcional, pelo que não tenho de ir muito mais além. As recordações não vão além dos meus avós. Sobretudo o meu avô… que integridade e que linearidade! Nunca me lembro de conhecer uma pessoa mais honesta na minha vida! São numerosas as histórias que contam sobre ele! Até em Portalegre! E esta história, em particular, já é contada pela segunda geração. O meu pai saiu a ele. Foi desenhado nas mesmas linhas. Também há histórias sobre ele. Eu saio ao meu pai. Não há histórias sobre mim. Nem faço questão que haja. O que posso dizer é que não é nada fácil ser-se assim. Poucas pessoas nos compreendem ou nos aceitam como somos, uma vez que em todos os caminhos sempre há desvios. É uma rectidão muito vincada, sem desvios. As pessoas têm medo. Sinto isso, mas não ligo. Vivo o meu dia-a-dia sem me preocupar com a vida dos outros, a não ser no único sentido de ajudar, quando posso e sei. E nada mais. A seriedade é um vínculo na personalidade uma vez que os exemplos são sempre muito exigentes e estão sempre muito vivos. Depois, seguiu-se a formação religiosa ( e não só) que me foi dada pelas irmãs de S. José de Cluny, no Colégio de Santa Maria, e que eu procuro pôr em prática no meu dia-a-dia. Tudo foi determinante na minha formação. E a todos o meu reconhecimento por isso. Agora, cabe a mim falar desse tipo de formação tão determinante na vida de qualquer pessoa. Esta formação de raiz, e não só de aparência, é decisiva em qualquer pessoa. Não é só o ficar bem, é necessário criar estes valores para que possamos viver numa sociedade mais justa e mais consciente, quanto mais não seja para evitar casos como os que me têm tocado viver, estes últimos tempos, devido a essa mesma falta de formação de algumas (muitas!). Passa-se um caso com um meu ex-companheiro a quem ajudei, a determinada altura da sua vida, quando mais precisava, e que não está a cumprir com os seus deveres, até agora. Dei-lhe e dou-lhe o benefício da dúvida, mas já lhe tivesse apanhado mentiras… A minha posição em nada mudou: continuo a acreditar no que há de melhor nele. Depois, há aqueles que andam divididos por que lhes foram inculcados certos valores por um dos pais e outros pelo outro. Então, acontece isto: agem mal e ficam com problemas de consciência, porque não querem tomar uma posição dissonante, mesmo não concordando com o que se passa. Não deixam de ser boas pessoas, mas também não deixam de ser más. E são adultos sofredores. Entre a minha mãe e o meu pai há diferenças na maneira de ser, mas eu decidi-me por uma, e não me afastei dela. Não fiquei dividida, como acontece com alguns. Agora, o exemplo que eu dou aos meus filhos é aquele que me deram a mim e que eu julguei ser o mais recto. Que pena não haver mais pessoas assim! Seria tão mais fácil para todos!



publicado por fatimanascimento às 10:41
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
A pretensão do ser

Tenho uma amiga extraordinariamente inteligente e sensível, que passou grande parte da sua vida a ajudar os outros. Desde familiares a conhecidos e amigos, todos foram tocados por aquele coração grande e profundo. A inteligência dela nunca precisou de provas, mas, inexplicavelmente, era precisamente a ela que exigiam essas provas. Incompreensivelmente, alguns membros da sua família, mesmo reconhecendo as suas qualidades intelectuais, sempre as negaram rotundamente comparando-a sempre depreciativamente com a irmã mais nova, ou dizendo em voz falsamente meiga, de quem finge que gosta, que o que ela conseguia devia-o a alguém. Nunca ela desconfiou do que se passava verdadeiramente à sua volta. Muito agarrada afectivamente à família que visivelmente não a merecia, ela sempre superou aqueles ataques, umas vezes velados outras vezes abertos, sem compreender exactamente o que se passava. Foi mais recentemente que estes ataques se tornaram mais frequentes e mais mortíferos. Chegaram a cortar-lhe o seu meio de subsistência, quando ela se encontrava só presa por umas cadeiras do último ano de faculdade. Passou um pouco por tudo. Para além das humilhações tão frequentes, vindas agora de todas as partes, a fome e as crises de depressão, quase acabaram com ela. Sobraram-lhe algumas, muito poucas, pessoas. Mesmo algumas dessas acabaram por a lesar de alguma forma, com palavras que ela não merecia. Agarrou os trabalhos que estavam ao seu alcance. Como todas as pessoas de alma grande e de grande valor, ela nunca se deu muito valor. Talvez porque tudo o que ela conseguia tão naturalmente, os outros obtinham-no com mais dificuldade, que ela sempre ajudava a superar, como se fosse algo natural, que lhe corresse no sangue. Um dia, ao falar com uma determinada pessoa do seu círculo de conhecidos e falando de si de uma forma simples e despretensiosa, como sempre fazia, ela reparou no efeito negativo que estava a provocar no seu interlocutor. A partir desse momento, ela observou outras pessoas, que não tinham metade do seu valor, reconhecia ela, na sua habitual forma de ser simples e despretensiosa, e percebeu na forma como elas se insinuavam junto dos outros, deixando-os deslumbrados. Aí, infelizmente, ela percebeu que se quisesse fazer passar a sua mensagem de forma eficaz, ela teria de usar as mesmas armas. A pessoa tem de se valorizar diante dos outros para que eles lhe dêem valor! Não basta ter valor, temos de fazer a pessoa acreditar nesse valor. Uma espécie de marketing pessoal para promoção da própria imagem. Aqui, podemos ver a sociedade que criámos, só agarrada ao parecer esquecendo-se que o fundamental é o ser. Agora, das duas uma: ou pactuamos com esta regra já institucionalizada nas relações humanas e contribuímos para esta palhaçada que se tornaram as relações humanas, ou demarcamo-nos pela diferença, continuando a seguir essa forma simples e despretensiosa de ser e sofrendo as consequências que daí advêm. A sociedade é clara na sua mensagem: ou te juntas a nós ou ficas sozinho, ou segues as regras ou perdes. Eu sei qual é a minha posição nisto tudo… mas não posso criticar quem, depois de já ter sofrido muito e aprendido, tenha, para se defender, nem que seja só neste caso de sobrevivência, de pactuar com essas mesmas regras. Fazer o quê? As pessoas não vêem mais e nem querem ver. Uma coisa é certa - nem ela (nem ninguém!) precisa de agir dessa forma comigo. E, quem já tentou, já sabe o resultado… eu desmonto toda a fachada e a pessoa acaba por cansar-se! Mas também há os falsos modestos que tentam, desta forma, passar a mensagem que não passa da outra forma. Nem assim dá comigo! A pessoa tem de ser aquilo que é, sem artifícios.

 

 



publicado por fatimanascimento às 11:07
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