mapa anual de remoinhos, desde 07 de Junho de 2008
ip-location
HELP TIBETE!
opiniões sobre tudo e sobre nada...

Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014
Obamacare
Grande furor. Grande expectativa. Desilusão! Injustificado furor! Lei pouco ambiciosa! Mas se esta desencadeou tamanho furacão, imagine-se uma mais radical!

Na memória a tentativa de Clinton. Pretendia a reforma do sector da saúde. Não me lembro do desfecho. Lembro a luta. Nada mais. Pela tentativa de Obama, não conheceu êxito. Anos depois. Obama tenta uma lei. Parecida. O mesmo objectivo. Aprovação difícil. Uma explicação. Grandes interesses económicos por trás de tal recusa. Incompreensível a posição dos republicanos. Não do Tea Party. Ala direita extremista dos republicanos. Não surpreendem ninguém. Pela positiva. Defende os direitos dos privilegiados. Com uma visão estreita ou inexistente do mundo.
Esta medida vai beneficiar os pobres. (Pensei ser mais ousada pela oposição recebida. Nada disso.) Também a classe média. Esta medida não seria necessária não fosse a pobreza e as carências da classe média americana. Não percebo. Politicamente, os Estados Unidos, país reconhecido como maior potência económica mundial, tem um programa de saúde que lembra um país do terceiro mundo. Os mais pobres não têm possibilidade de pagar os seguros. Estão desprotegidos. Tentativa de Obama de colmatar uma falha grave num país assumido como defensor dos direitos humanos. E o direito à saúde? Não está defendido na Carta dos Direitos Humanos? O partido republicano americano não leu essa parte? Só os mais ricos estão abrangidos por seguros caríssimos. A classe média alta, quando se trata de doenças crónicas ou fatais, pode também perder tudo nos tratamentos caros de longa duração, reduzindo-se a uma pobreza forçada. Continuo a não perceber os republicanos pactuantes com o boicote da aprovação do orçamento. O que os leva a colocar em perigo o próprio país? A defesa dos interesses financeiros já referidos? Os seguros ganham muito dinheiro com o programa actual de saúde. Por que não continuam os grandes magnatas com o sistema de seguros e deixam criar o “Obamacare” para as classes mais desfavorecidas? Que ideais maquiavélicos dominam os políticos americanos de direita? Quem se revê, a não ser os mais ricos ou os racistas, na posição dos republicanos? Quem vota nestes políticos? (E têm medo de perder votos? Como li algures?) Não me revejo nesta ideologia. Sendo a nação americana uma nação solidária, são os primeiros a ajudar outros povos em dificuldades, não saberão que a caridade começa em casa? Esta posição republicana só vem favorecer a imagem do presidente Obama e do partido democrata. Ficam para a História como os defensores dos mais desprotegidos. E a História julga os actos friamente. Na distância do tempo. Como querem os políticos republicanos ser recordados? Ou são indiferentes a esse aspecto? Se assim for, o caso é mais grave do pensava. Pertencem à classe dos que “têm medo mas não têm vergonha”. Há pessoas assim em todos os sectores da sociedade. Do mundo. Pessoas que jamais deveriam ocupar cargos políticos ou outros quaisquer. Não fazem diferença nenhuma. Só empatam. Não deixam criar um mundo melhor. Um mundo onde todos tenham um lugar. São o prolongamento mesquinho do passado. Injusto. Cruel. Infame.


publicado por fatimanascimento às 23:15
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Exma Senhora Ministra da Educação,

Estive de baixa durante algum tempo com uma dor ciática forte causada por uma artrose na base da coluna vertebral. Como a medicina tradicional trabalha com fármacos e repouso, não consegui voltar ao trabalho até há uns dias atrás. Agora que, com a ajuda dos fármacos e da medicina alternativa, já me consigo mover e, embora limitada nos movimentos pelas dores, vou regressar ao trabalho. O tempo que estive de baixa foi-me descontado, naturalmente, no salário mensal. Já antes tinha acontecido! É assumidamente assim! O que nunca na minha vida acontecera, foi receber uma quantia que não atingia o valor mínimo nacional. Foram descontando de acordo com as normas ditadas pelo ministério e deu nisto! Posso dizer-lhe a quantia exacta: 252 euros! Como deve calcular, o encargo mensal exige dinheiro para pagar a renda da casa, água, luz, telefone, internet, etc. E se lhe disser que o valor recebido não deu nem para pagar a renda? Depois de pagas as contas habituais, fiquei sem dinheiro para nada: comida e gasolina para me deslocar para o trabalho, já não falo dos medicamentos ou exames que não farei… e que os médicos da medicina tradicional exigiam para me poderem operar. Sim, porque, segundo as informações recebidas teria de passar pelo bloco operatório! Como faria se assim acontecesse?

Estamos num país onde os administradores das empresas públicas se negam a prescindir dos seus prémios (para não falar noutros) e nós, com os descontos por motivos de doença, tiram-nos o ordenado não nos deixando sequer dinheiro para comer. Tenho de reforçar a já longa lista das pessoas que recorrem ao Banco Alimentar Contra a Fome. Isto se quiser colocar comida na mesa aos meus filhos. E como vou trabalhar? Ainda não pagam as deslocações aos professores, ou já?! Já pensou nisto, senhora Ministra? Se não pensou é urgente que comece a pensar… A minha esperança, segundo um amigo meu, é que a Segurança Social reponha o montante em falta, pelo menos, para atingir o equivalente ao salário mínimo nacional!



publicado por fatimanascimento às 18:31
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
O ideal e a realidade

Há aspectos da vida em que os dois nem se tocam. A sociedade agita as bandeiras do ideal de vida que nada tem a ver com a realidade. Depois, quando algo acontece mostrando isso mesmo, que os ideais são abandonados porque não se criaram infra-estruturas capazes de apoiar a vida das pessoas para que as suas vidas decorram sem sobressaltos. O que acontece quando algo corre mal? A tendência é a de apontar o dedo às pessoas confrontadas, muitas vezes, com problemas ou terríveis tragédias nas suas vidas. Geralmente, quem julga e condena os outros, encontra-se rodeado de um exército de auxiliares que apoia as diversas facetas das suas vidas. Agora, e os outros que, sem qualquer ajuda, se vêem a braços, para além do trabalho e, muitas vezes, dos problemas daí subsequentes, têm ao seu cuidado crianças e idosos que, à falta de autonomia, se encontram dependentes dos outros. Alguns deles com problemas de saúde física e psicologicamente graves. Não é fácil. Estes problemas trazem agravantes, se pensarmos na falta de dinheiro e do tempo, uma vez que as faltas ao trabalho são cada vez mais difíceis, ainda que justificáveis, o medo de perder a única fonte de rendimento… nada facilita a vida das pessoas. Depois, onde deixam as crianças e os idosos quando vão trabalhar? Vivendo numa sociedade materialista onde o trabalho é visto como uma fonte de rendimento, na primeira e na última fase das nossas vidas, encontramo-nos desprotegidos. Se não quiserem modificar nada a nível do emprego, então há que criar ou incentivar a criação de centros capazes de apoiar as famílias que têm a seu cargo idosos e crianças, para que estejam protegidos, durante a ausência dos adultos jovens. Para já não falar da falta de atenção a que estão sujeitos todos aqueles que não produzem (para não falar do trabalho infantil) ou deixaram, em determinado momento das duas vidas, de produzir, que se resignam a uma vida de prateleira, esperando as migalhas da atenção e dividindo-as com outros mais pequenos. Não é fácil uma situação destas para ninguém. A solução do lar é a mais fácil mas também a mais dispendiosa. Os infantários, quando existem, são poucos e limitativos ou privados e caros… Há que multiplicar as soluções. Só quando estas existirem e estiverem ao alcance de todos é que se pode apontar o dedo seja a quem for. Até lá, criem primeiro as condições. Ou, então, as pessoas que criticam que ajudem…

 

 

Fátima Nascimento

 

 



publicado por fatimanascimento às 21:19
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Segurança no trabalho

Por muito que se faça, fica ainda sempre muito por fazer… Sempre que passamos por uma obra, vemos muitas regras de segurança, que mesmo não sendo peritos, percebemos que há falhas. Muitas vezes, começa pelo próprio patrão, que, tendo começado como trabalhador, já não observava quaisquer regras de trabalho. Depois, vem a adaptação ao material de protecção, e aos objectos usados na segurança dos trabalhadores… que, aliados à pressa de começar a trabalhar, ao cansaço, etc., acabam por ser descurados. Como alguém me dizia, há algum tempo atrás “Temos de começar uma hora mais cedo a trabalhar, só fazermos aquilo que eles querem!” Não é bem assim. Há objectos de sinalização que não é preciso tocar mais, quanto ao material com que se protegem, é só uma questão de hábito. E o problema reside aqui – no hábito! Falando com outra pessoa, cujo trabalho não implica os riscos do outro, sobre o aspecto da protecção e da segurança, ela conhecia toda a informação, mas, com a pressa, reconhecia que não as aplicava. Era tudo à pressa. Quando lhe falei no esforço do cumprimento dessas regras aprendidas, desde os primeiros tempos, que lhe facilitaria depois a vida, evitando possíveis futuros problemas de saúde, ela reconheceu que teria de fazer um grande esforço para não se esquecer de as cumprir. Isto lembra-me uma ideia defendida pela OIT, que defendia que esta sensibilização deve começar desde tenra idade. Os dois exemplos, acima ilustrados, vêm sublinhar essa mesma filosofia. Entendo que, mais do que regras, elas devem ser encaradas com a sensatez com que lavamos as mãos antes de comermos – uma necessidade. E esta sensatez deve guiar todos aqueles que trabalham, desde patrões a empregados. Todos ganham com essa preocupação. Os mais interessados serão os próprios trabalhadores cuja saúde pode ser afectada de forma que pode ficar incapacitado de trabalhar para o resto das suas vidas, e se olharmos às pensões recebidas do estado… Quanto aos patrões, é certo que também eles têm a ganhar, porque um trabalhador bem protegido, trabalha com mais desembaraço (facto observado pela OIT). Aqui há uns anos atrás, ainda não se ouvia falar tanto de segurança e já eu ouvia, ainda pequena, nas conversas dos adultos, as preocupações dos trabalhadores, cujo trabalho exigia o contacto com substâncias químicas, às quais se encontravam expostos, e dos medos que eles tinham dos acidentes. Como eu me lembro deste senhor, de meia-idade, que me mostrava a estreita arrecadação onde os frágeis recipientes de plástico, se encontravam arrumados e os apontava com o dedo, temendo tocar-lhes. O pior, dizia ele, era durante a mistura…

 A segurança é um aspecto que toca a saúde de todas as pessoas, desde o emprego aparentemente mais inócuo, ao que envolve mais riscos e esforços físicos, e o bolso de todos os contribuintes, pelo que deve ser respeitada. Todos temos a ganhar com isso.

 



publicado por fatimanascimento às 11:08
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Trabalhar até morrer!

Parece ser a sina dos professores! Não sei o que se passa nas outras profissões, mas nesta, o governo parece ter encontrado uma forma de diminuir a despesa pública, poupando na reforma destes. Depois de tudo o que já foi veiculado pelos diversos meios de comunicação social, a política seguida pelo governo parece não ter sofrido qualquer alteração, pelo que nada mais resta aos professores a não ser esperar que a morte os apanhe em pleno exercício das suas funções. Tenho uma colega que, depois de ter sido operada a um aneurisma, nunca mais ficou em condições de trabalhar. O ruído incomoda-a, sofre de fobia a multidões, demora imenso tempo a realizar um simples trabalho intelectual, que antes fazia com imensa facilidade, para já não falar no problema com a reacção adversa a certos medicamentos… Tem sido sempre seguida pela Junta Médica de Lisboa, que sempre atestou a sua incapacidade para o trabalho. Ora, vendo que o problema se mantém, e não havendo solução para o mesmo, ela solicitou a reforma por invalidez. Num contacto recente, havido com o M. E., foi informada de que a Caixa Nacional de Pensões está a dificultar a vida a quem pretende sair do ensino, por problemas de saúde. Foi também informada que terá de trabalhar, pelo menos 31 dias, (uma vez que está já há um ano com baixa médica), após a próxima avaliação médica, e independentemente da posição desta, ou entrará forçosamente em licença sem vencimento. A docente fez questão em explicar minuciosamente a gravidade da sua situação mas de lá foram categóricos quando afirmaram que não haveria volta a dar à sua situação. Não sei o que estarão a pensar os que assim decidiram a vida das pessoas, mas de certeza que não estão a tentar resolver o problema delas, estando antes a complicá-lo. Quando chegamos a este ponto, onde a sensibilidade falta e é substituída por um outro sentimento que nada tem a ver com a pessoa mas com interesses alheios a ela, percebemos que nada mais resta esperar de um organismo que, ao contrário do que haveria de fazer - proteger as pessoas – atira-as antes para um labirinto laboral do qual não sabem se sairão vivas. Uma das soluções que me ocorre, e que já defendi antes, é fazer-lhes o mesmo que eles nos fazem – dividi-los e perceber quem são os responsáveis pela tomada de tal decisão e mover-lhes um processo por ela. Não é o estado, são as pessoas que ignoram relatórios médicos sérios, em nome de políticas ditadas por mentes mesquinhas. Enviar pessoas doentes para o trabalho? Onde já se viu isto? Que espécie de governantes temos nós? Eu não me revejo neles… em nenhum deles!



publicado por fatimanascimento às 19:07
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
 O que é? |  O que é?


mapa mensal desde 7 de Junho de 2008
ip-location
mais sobre mim
contador
Free Web Counters
Free Counter
Março 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Obamacare

Exma Senhora Ministra da ...

O ideal e a realidade

Segurança no trabalho

Trabalhar até morrer!

O direito a estar doente

Turismo natureza: benefíc...

A cabeça e os problemas d...

Mundo de mentira

Ingrid Betancourt

arquivos

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Agosto 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

tags

todas as tags

favoritos

A manifestação de Braga

links
leitores on line
online
URGENTE!
www.greenpeace.pt
sapo
blogs SAPO
subscrever feeds