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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
O roubo dos gravadores

Foi, no mínimo, bizarro! Acho que nos anais da história das entrevistas presenciais não consta nada parecido. Vi a imagens gravadas e li a entrevista. O que me ficou na memória, foi sorriso mau desenhado no rosto do entrevistado que parecia ter plena consciência do que fazia. O que justifica o acto cometido. Está claro que os jornalistas insistiram nas questões que, provavelmente para eles, não tinham ficado esclarecidas. E estavam interessados no passado dele. Um passado resolvido nos tribunais e outro à espera de resolução. As questões apertavam o cerco ao deputado, tornando-se cada vez mais certeiras, impedindo o entrevistado de continuar com as respostas evasivas que tivera até ao momento do furto. Se bem me lembro, as respostas reenviavam sempre as questões para o caso resolvido em tribunal. Ora, o facto de uma pessoa sair de um tribunal ilibado não é, só por si, garantia de justiça, como todos sabemos. Residiu aqui o busílis da questão. Como não aguentasse a pressão e não soubesse o que responder para além do que já tinha respondido (que o mesmo é dizer nada) e, provavelmente, temendo ter-se incriminado em algum aspecto, durante a mesma, resolveu a situação com o roubo dos registos. Dá a sensação que, ao contar o sucedido a algum colega, este o deve ter alertado para o problema mediático que constituiria tal acto. Passo seguinte, vemos um deputado a desculpar-se lendo um texto que o tornava uma vítima da situação. Ora, ele foi vítima do sei próprio acto. E dele ficou uma certeza: à falta de respostas passa-se à acção. O que não compreendo, devo confessar, é o apoio dos colegas. Este será um indício de que teriam tomado uma atitude semelhante perante o desenrolar dos acontecimentos? Então, o roubo tornou-se, agora, um acto lícito? Ou só o é quando praticado por certos indivíduos? Confesso que cada vez estou mais desiludida com o meio político! Parece-me um meio muito sujo! Pelo menos, é a imagem que passam para o exterior!



publicado por fatimanascimento às 21:10
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Sábado, 24 de Abril de 2010
Esquemas

Que a mesquinhez grassa no mundo já ninguém duvida uma vez que as pessoas mesquinhas proliferam como as ervas daninhas. Assim, não será difícil encontrarmos histórias que ilustrem essa mesquinhez e as consequências da mesma. A mesquinhez não é, em princípio, um fim em si mesma mas um meio para atacar ou prejudicar de alguma forma alguém. Tenho uma história de pessoas mesquinhas. Conheci uma senhora que, para além de colega de uma outra escola, era também vizinha. Aproveitando-se da sua capacidade de manipulação, envolveu dois miúdos na consecução de um plano bem arquitectado. Sabendo que, como pessoa, estimulava a leitura nos miúdos e que nunca recusaria um livro a uma criança, pediu a uma miúda, que estava a passar férias em casa de uns parentes vizinhos que me pedisse alguns livros emprestados. A miúda pediu-me os livros dos cinco que eu tinha comprado com o dinheiro que eu poupava das minhas magras mesadas. Eu estranhei que ela conseguisse ler tudo de uma vez. Convidei-a a levar a levar um de cada vez. Insistiu que lia tudo num instante. Acedi após muita insistência. A minha filha mais e o meu filho preveniram-me que não a achavam grande leitora. Mais tarde, essa colega, à laia de boazinha, contou-me que os livros tinham ficado esquecidos em cima do passeio e que a filha mais nova tinha feito o favor de os levar para casa. Ora, só que os levou para a casa errada. Devia tê-los entregue na minha! E da sua casa nunca mais sairiam! Desculpas sucessivas de esquecimento, aparentemente leais, foram-se repetindo para chegar à conclusão de que queriam ficar com os meus livros. E não por serem pobrezinhos! Comecei a juntar as peças do puzzle e descobri a artimanha. Fiquei furiosa! Mais tarde, o primo da miúda que me havia pedido os livros andava a jogar à bola com o meu filho e outro vizinho e a bola ia sucessivamente para ao eucaliptal. Só que, da última vez que lá foi parar, ela veio rota. Tinha sido chutada pelo meu filho. O rapaz não parava de pedir o dinheiro da bola ao meu filho. Chegando mesmo a ameaçá-lo indirectamente. Perdi a paciência e disse-lhe que chamasse o miúdo. Disse-lhe que lhe dava o dinheiro da bola quando ele me trouxesse os livros que haviam sido emprestados por mim à prima dele. Abriu a boca espantado. Mas tinha sido a prima não tinha sido ele! Estava à responsabilidade dele e da sua família uma vez que estava a passar férias em casa dele. Era a ele e à sua família que tinha de pedir contas!

“A minha prima nem gosta de ler!”, afirmou. Foi aqui que tive a certeza absoluta do que acontecera! Percebi que era impensável pedir os livros à mulher por quem se deixara manipular mais a prima! Não envolvera as filhas, envolvera os filhos de terceiros para se desvincular e aos seus de qualquer pista que os implicasse directamente. Não sei quanto à miúda que nunca mais vi, mas enquanto ao rapaz acho que não se vai meter noutra! Serviu-lhe de lição! Nem vai poder confessar jamais o que aconteceu, uma vez que a mulher manipuladora e as filhas lhe caem logo em cima! Só sei que o esquema é estar à espera que um dia eu seja famosa, para poderem vender aquela cerca de meia-dúzia de livros da colecção dos cinco porque têm a minha assinatura de quando andava no ciclo preparatório! Vai ter de esperar algumas gerações até o conseguir depois desta denúncia! Mas vai haver sempre, um dia, mesmo conhecendo esta história, alguém que não vai ter escrúpulos e vai comprar os ditos livros, sem conseguir resistir à tentação de ter um livro com essa assinatura! A roda da vida movimenta-se mas as pessoas continuarão na mesma! Percebendo como funciona aquela mulher, consigo imaginar a forma como os atraiu à armadilha: com desafio à laia de brincadeira! E é esta mulher professora!



publicado por fatimanascimento às 07:16
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Sábado, 24 de Maio de 2008
O plágio e os crimes de delito comum

 

Toda a pessoa que rouba tem ou não um motivo. Lembro-me de há uns tempos atrás ler uma entrevista com um médico da AMI que contava ter presenciado crianças pequenas a roubar para matar a fome, nos países pobres do leste asiático, e a forma como eram agressivamente maltratadas, pelos representantes da autoridade, quando eram apanhadas em pleno acto. Nestas circunstâncias, a necessidade justifica a legitimidade do acto. Embora nada justifique o roubo, compreende-se o acto desesperado destas crianças. Outros há, na nossa sociedade ocidental, que roubam pelos mais variados motivos e, quando são apanhados, e se prova o seu envolvimento no acto, são, quase invariavelmente, conduzidos à prisão. Mas há certos crimes, por incrível que pareça, que, mesmo provados, não dão cadeia. É engraçada a nossa justiça ocidental, quando avalia certos casos. É o que se passa, por exemplo, com o plágio. Trata-se, para todos os efeitos, de um roubo provado, mas é um crime de delito comum, que para além de uma indemnização ao criador, decidida pelo tribunal, não tem mais consequências. O plagiário nunca cumpre pena na cadeia. Se olharmos às razões do plagiário, raramente têm a ver com razões de sobrevivência as das crianças, desesperadas pela fome, que roubam os alimentos das lojas, tendo mais a ver com razões egoístas, relacionadas com dinheiro e fama. Não percebo porque é que estes casos têm um tratamento diferente dos outros e posso até afirmar que, enquanto não houver perigo do plagiário ir para a cadeia, este tipo de roubos não cessará. Será que é difícil de provar, em tribunal, este crime de delito comum? Não acredito nisso, uma vez que o plagiário acaba sempre por se trair de alguma forma na escrita, no enredo ou nas personagens. É fácil de descobrir uma obra roubada vítima de uma maquilhagem. Posso fazer ainda outra comparação: os ladrões de carros, quando roubam um carro, dão-lhe outra matrícula e outra pintura, para disfarçar a viatura roubada. Ora, em que é que este tipo de roubo é diferente daquele, para ser tratado de forma diferente pela justiça e pela sociedade? Dar-se-á mais importância à propriedade material do que à propriedade intelectual? Dever-se-á essa diferença de tratamento à classe social e cultural dos actores intervenientes nesses actos? Julgo que está na altura de repensar esta situação, a nível jurídico, porque só a vergonha da condenação social não chega, e as pessoas que roubam por motivos tão egoístas mostram não ter vergonha nenhuma ou que esta é largamente superada pela voraz ganância.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 08:04
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Ingrid Betancourt

                      

 

 

Há já um certo tempo que me interessei por esta mulher doente, um magro espectro daquela mulher que eu adivinho ter sido idealista, recta e determinada nas suas convicções políticas e sonhos. Ela sonhou com uma Colômbia diferente e, muito provavelmente, teria conseguido realizar o seu sonho, se lhe tivessem dado a oportunidade que merecia. Não conseguiu. Foi raptada, pelas FARC, em 23 de Fevereiro de 2002, exactamente numa região da Colômbia que nenhum candidato à presidência se lembraria de visitar, por medo. Ela foi. A coragem, até nesta decisão, é marcante na personalidade de Ingrid que, antes, já a mostrara, quando denunciou publicamente o mal que infestava o seu país, mesmo apesar das ameaças e da dor de se ver separada dos filhos, ela não desistiu da sua posição. Todo o seu comportamento mostra o bem que ela iria fazer por ele, se lhe tivesse sido dada uma hipótese. Passados seis anos de cativeiro, alguns reféns já foram libertados, ela não. Porquê? Olhando para o povo daquele país, facilmente se adivinha que ele só teria a ganhar com alguém como ela à frente do país. A quem é que ela não interessa então? As FARC, depois de tudo o que se sabe sobre elas, não estão propriamente nas boas graças da opinião pública, internacionalmente falando, pelo que a sua libertação só iria, forçosamente, melhorar a sua imagem. (De facto, as suspeitas de tráfico de droga, de roubo de gado, sequestro, a integração de adolescentes nas suas forças, entre outras acusações, não criará especial simpatia no povo colombiano, quanto fará na opinião pública internacional.) Incompreensivelmente, elas continuam ainda assim, a mantê-la em cativeiro… embora sabendo que ela está doente e que, a sua condição física pode, a qualquer momento, sofrer um fatal revés, perdendo elas, desta forma, a sua refém mais mediática. A partir desse momento, elas correrão o risco de ficarem entregues a elas mesmas, e a braços com a justiça internacional e com a má vontade ou indiferença dos outros povos, perante a sorte deles. Pelo que já ficou dito, as FARC nada ganham com a manutenção de Ingrid em cativeiro. . Então, volto a colocar a questão já antes formulada por mim – Quem é que poderá estar interessado na continuação do sequestro de Ingrid Betancourt? Para quem é que ela poderá ser ainda uma ameaça? Segundo um ex-refém das FARC, ela continua a sonhar com a presidência colombiana, apesar de tudo…



publicado por fatimanascimento às 10:19
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
Conto "O Roubo" (alargado)

caros leitores,

 

o meu conto foi alargado e submetido a uma revisão da pontuação, para além de ter novo título "A sombra da vida", contudo não o poderei publicar aqui uma vez que o espaço não dá. Se o quiserem ler como está agora, terão de fazer o favor de se dirigirem a

http://fati-voo.blogspot.com

http://fati-voos.blogspot.com

http://rochedos.paginas.sapo.pt

 

http://penhascos.no.comunidades.net

entre

entre outros... e fiz também uma edição limitada do meu conto que ofereci a amigos e conhecidos que me pediram.

um abraço forte,

fátima nascimento



publicado por fatimanascimento às 11:14
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