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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Patrões, empregados e tempos de crise

A diferença entre patrões e operários é óbvia, à partida: uns têm uma posição de liderança enquanto os outros ocupam a de liderados, isto é, limitam-se a executar as suas tarefas o melhor que sabem e podem, vestindo a camisola da empresa e sabendo que o bem daquela é o bem deles. Mas não é suficiente para aqueles. Embora a diferença esteja definida, a verdade é que, se esquecermos esta, vemos uma equipa inteira a trabalhar como um corpo só, para o sucesso do projecto. E tudo corre bem até ao momento em que começam a surgir, mesmo que aparentemente, problemas. Aqui as posições divergem claramente tornando-se, muitas vezes, opostas e irreconciliáveis. E se observarmos o mercado de trabalho, não podemos deixar de perceber as diferentes posições de ambos. É lógico que, para tudo, há excepções e temos sempre de contar com elas, para não cairmos no erro de sermos injustos para com quem não merece.

Enquanto por parte de alguns patrões vemos que a sua única preocupação é o ganho que poderão ter com as empresas, fechando-as, muitas vezes, porque não são tão rentáveis como esperavam para, depois, abrirem noutro local do mundo, vemos trabalhadores que, mesmo não sendo pagos, regressam fielmente todos os dias aos seus locais de emprego para desempenharem a sua função dentro da empresa.

E são estes que, quando a empresa declara falência, se mantêm defronte do edifício, ao estilo de velório, esperando aquilo que lhes é devido e que nunca chegam a receber; e não falo só da perda do emprego mas, e muitas vezes, do dinheiro que lhes é devido e que nunca mais vêem.

Depois, ainda vêm estes tempos de crise, oportunamente explorados por alguns governos (que nos meteram nesta crise com más administrações) para retirarem os poucos benefícios conquistados pelos trabalhadores, em anos anteriores. Entre governos assim e patrões inumanos estão os trabalhadores espartilhados. O futuro, que bem poderia ser mais brilhante, porque há outras maneiras de resolver esta crise (assim houvesse vontade) vai ser bem negro, para os trabalhadores que o mesmo é dizer – o povo!



publicado por fatimanascimento às 14:15
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
Revisão Constitucuional

Depois de 25 de Abril, lembro-me de ter ouvido dizer que ficámos com uma das constituições mais justa do mundo inteiro. Tinham-se ganho muitos direitos que, até então, tinham sido proibidos por lei. Houve quem dissesse até que tínhamos uma das mais avançadas da Europa em termos sociais. Por que é de sociedade que é feito um país, onde vive um povo, estratificado ou não, não deixamos de ser farinha do mesmo saco ou seja, ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós nos reduzimos a dois actos que nos mostram isso mesmo: o acto do nascimento e o da morte. Podemos nascer numa clínica de grandes recursos tecnológicos ou podemos ser enterrados em túmulos que parecem casas minúsculas com prateleiras de arrumação, mas o fim é o mesmo – o pó. Só durante vida nos ensinam uma sociedade estruturada em que uns fingem ser mais do que os outros. E tudo não passa disso mesmo – fingimento. Todos nós que nos encontramos neste mundo temos de encontrar um caminho onde haja lugar para todos. Socialmente isso não é possível. Quem teve a sorte (porque é de sorte que se trata) de nascer numa família endinheirada tem mais ou menos a vida garantida no que diz respeito à sua sobrevivência carnal, os outros não. Ora, se querem continuar a ter esses privilégios têm de olhar pelos outros que, quando chegaram já viram esse lugar ocupado. Restou-lhes um humilde lugar. Não tem nada de mal esse lugar ainda que pobre. O pior é quando essa sociedade que lhes é imposta não lhes garante as condições mínimas de sobrevivência a si e aos seus. E estas pessoas, largamente favorecidas pela sorte, têm o dever de olhar pelos demais. Não estou a falar de caridade. Longe disso. Sou da opinião que se “deve ensinar a pescar” e não a “dar peixe”. A não ser em casos críticos, como por exemplo em casos de fome. Todos aqueles que detêm o poder económico não devem deixar de respeitar os mais pobres, acusando-os, muitas vezes, de tudo e mais alguma coisa. Fazendo comparações a nível de inteligência, responsabilizando esta pela desigualdade. Não é verdade. É a sociedade desigual que encontramos e dois ou três indivíduos sem escrúpulos que conseguem enriquecer às vezes à custa dos bens alheios. O que não está certo é que depois do passo dado após o 25 de Abril se queira retroceder com pretextos para levarem o povo a crer que é o melhor para todos. (E isto sem uma consulta popular!) Ora, isto foi decidido sem lugar para negociações. Sejamos justos. A quem é que esta revisão constitucional vai privilegiar? Não é muito difícil de ver. Os trabalhadores e a sociedade em geral, sobretudo os mais desfavorecidos e sobretudo a classe média, vai pagar caro esta proposta de revisão constitucional caso ela venha a vingar. Quem faz uma proposta destas não pode ter uma ideia do que é viver neste país. Não tem ideia das dificuldades, não tem ideia de nada. A única ideia é a do capitalismo ganancioso que não olha a meios para atingir os fins. É a estes que a revisão constitucional vai proteger. Uma ideia: há tanto para fazer neste país a nível social, porque não começar por uma reforma social e, quando o país estiver mais equilibrado financeiramente, quando houver mais igualdade, então aí talvez se possa falar disso. Mas nem assim deixa de ser injusta, desleal e provocadora para aqueles que dão o seu melhor vestindo a camisola da empresa para a qual trabalha e que os abandona quando vêem a oportunidade de explorarem outros trabalhadores que, perante a extrema pobreza, se vendem por uma ninharia. Tudo isto com a conivência dos políticos. O capitalismo já deu com os burros na água, mas parece não ter aprendido. Parece estar mais ganancioso ainda. Dá-me a sensação que ele vai acabar com ele próprio. É uma espécie de escorpião que acabará por tirar a própria vida. Só que ele não consegue ver isso nem a classe política que só tem a ganhar aliando-se a eles. Talvez o recém-chegado à política deva ficar uns anos no banco até perceber o que se passa no país. Ou então, se querem ganhar eleições, terão de escolher outro líder. Este não convém ao país que temos.



publicado por fatimanascimento às 16:33
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Onde está o 25 de Abril?

Para quem viveu aqueles tempos, percebe que todos os direitos justamente conseguidos com a revolução se perderam com o tempo. Após aquela lufada de ar fresco, a marcha-atrás começou sub-repticiamente a delinear-se. Agora, evocam-se todos e quaisquer motivos que para retirarem esses direitos e todos tão obviamente reaccionários que não dá para perceber como é que os políticos que os utilizam conseguem acreditar ou pensar que alguém consegue acreditar em tais disparates. O povo cala-se, revolta-se em silêncio, desabafa-se nas conversas de café e é tudo, regressando depois a casa com a mesma sensação de impotência e descrédito perante um país no qual já não acreditam. Não é o país. São as pessoas que estão à frente dele. Não falo só de políticos. Trata-se de toda uma classe dominante, política e economicamente, que só olha para os seus interesses, esquecendo tudo o mais. E recorrem a tudo para manterem e consolidarem a sua posição. Mais nada interessa, mais ninguém interessa. Em cada proposta de mudança, se percebe isso. Tudo obedece a vectores económicos que justificam os meios. Percebe-se toda uma movimentação ascendente e descendente capaz de tudo para conseguir levar avante os seus propósitos que, mais ou mais cedo, são descobertos e denunciados (quando são). E é sempre tudo mentira! Mesmo perante as provas, as mentiras insinuam-se e transpiram pelas malhas da esperteza, tentando manter uma reputação mortalmente ferida. Perdeu-se a credibilidade, mas pedem-nos que acreditemos. Ninguém já tem ilusões quanto ao futuro. A vida não muda para quem depende do seu trabalho para sobreviver. Paga a crise enquanto outros se servem dela. Trabalha bastante em troca de salários que apenas cobrem as suas necessidades essenciais. Pediram-nos para fazer férias cá dentro para evitar a saída de divisas para o estrangeiro. Não estão a falar para a maioria dos portugueses, está claro, estão a falar para uma minoria. A maioria não consegue deslocar-se seja para onde for, sem pagar o preço elevado por ela. Ou seja, não o faz. Pelo menos, as famílias! Vou-me deixar de rodeios e falar de assuntos concretos. Vamos a uma famosa cadeia de restaurantes. Os jovens que lá trabalham, estão sujeitos a uma pressão e a uma ansiedade tremendas em troca de um salário miserável. Mas aceitam, ainda assim. É melhor do que nada. A sofreguidão pela necessidade do dinheiro leva à cegueira e esta conduz invariavelmente a vários tipos de exploração do homem pelo homem! Há mais pessoas a trabalharem nestas condições, nas mais diferentes actividades. Nada mudou, após estes anos todos e o que mudou está, lentamente, a voltar atrás. As revoluções são boas para abanar o sistema de vez em quando e para nos interrogarmos sobre o que está mal. Nada mais. Se não houver vontade de mudar, é tudo inútil. O que acontece a todos os homens de poder é a inevitável corrupção. Quando estreitam o cerco à fuga ao fisco, quando se consegue, questiono-me sobre se o fazem justamente a todas as empresas. Questiono-me também se esta exigência não deveria ser acompanhada de uma fiscalização adequada e eficaz que fizesse frente ao despesismo do estado. Não ouvimos permanentemente de derrapagens financeiras? Num mundo movido por interesses, não podemos esperar modificações significativas, com que todos intimamente sonhamos, desde que não haja vontade para tal. E não há! Mesmo com as revoluções, as mudanças são só momentâneas, as forças ocultas esperam só o momento necessário para se tornarem visíveis quando o momento adequado chegar. E os momentos de crise parecem ser os ideais para tal! É o momento onde vale tudo! Por isso, talvez, elas existam. E com mais frequência do que desejamos!



publicado por fatimanascimento às 16:32
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Segurança no trabalho

Por muito que se faça, fica ainda sempre muito por fazer… Sempre que passamos por uma obra, vemos muitas regras de segurança, que mesmo não sendo peritos, percebemos que há falhas. Muitas vezes, começa pelo próprio patrão, que, tendo começado como trabalhador, já não observava quaisquer regras de trabalho. Depois, vem a adaptação ao material de protecção, e aos objectos usados na segurança dos trabalhadores… que, aliados à pressa de começar a trabalhar, ao cansaço, etc., acabam por ser descurados. Como alguém me dizia, há algum tempo atrás “Temos de começar uma hora mais cedo a trabalhar, só fazermos aquilo que eles querem!” Não é bem assim. Há objectos de sinalização que não é preciso tocar mais, quanto ao material com que se protegem, é só uma questão de hábito. E o problema reside aqui – no hábito! Falando com outra pessoa, cujo trabalho não implica os riscos do outro, sobre o aspecto da protecção e da segurança, ela conhecia toda a informação, mas, com a pressa, reconhecia que não as aplicava. Era tudo à pressa. Quando lhe falei no esforço do cumprimento dessas regras aprendidas, desde os primeiros tempos, que lhe facilitaria depois a vida, evitando possíveis futuros problemas de saúde, ela reconheceu que teria de fazer um grande esforço para não se esquecer de as cumprir. Isto lembra-me uma ideia defendida pela OIT, que defendia que esta sensibilização deve começar desde tenra idade. Os dois exemplos, acima ilustrados, vêm sublinhar essa mesma filosofia. Entendo que, mais do que regras, elas devem ser encaradas com a sensatez com que lavamos as mãos antes de comermos – uma necessidade. E esta sensatez deve guiar todos aqueles que trabalham, desde patrões a empregados. Todos ganham com essa preocupação. Os mais interessados serão os próprios trabalhadores cuja saúde pode ser afectada de forma que pode ficar incapacitado de trabalhar para o resto das suas vidas, e se olharmos às pensões recebidas do estado… Quanto aos patrões, é certo que também eles têm a ganhar, porque um trabalhador bem protegido, trabalha com mais desembaraço (facto observado pela OIT). Aqui há uns anos atrás, ainda não se ouvia falar tanto de segurança e já eu ouvia, ainda pequena, nas conversas dos adultos, as preocupações dos trabalhadores, cujo trabalho exigia o contacto com substâncias químicas, às quais se encontravam expostos, e dos medos que eles tinham dos acidentes. Como eu me lembro deste senhor, de meia-idade, que me mostrava a estreita arrecadação onde os frágeis recipientes de plástico, se encontravam arrumados e os apontava com o dedo, temendo tocar-lhes. O pior, dizia ele, era durante a mistura…

 A segurança é um aspecto que toca a saúde de todas as pessoas, desde o emprego aparentemente mais inócuo, ao que envolve mais riscos e esforços físicos, e o bolso de todos os contribuintes, pelo que deve ser respeitada. Todos temos a ganhar com isso.

 



publicado por fatimanascimento às 11:08
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Filhos de ninguém

Têm família como todos e que, por sinal, até os amam. São filhos de pais separados, que iniciaram uma vida por separado. Não há divórcio. Os filhos estão entregues aos avós e aos tios. Quando se quer tratar de algum assunto, relacionado ou não com a escola, não se sabe bem quem tem a autoridade sobre os miúdos. Sei de um caso. Mas decerto que há muitos mais. O pai vive longe e a mãe tem um emprego incompatível com os horários dos organismos estatais: começa a trabalhar quando os outros se levantam e termina muito depois. Não sabe se consegue um intervalo para ir tratar do assunto da transferência da filha. São só alguns minutos, se conseguir estar à hora da abertura da secretaria. Como encarregada de educação, tem de ser ela a dar início ao processo. Ao princípio mostrou-se contrariada e pouco esperançada em conseguir tal espaço de tempo, mas vai falar com o patrão, para ver se consegue deixar tudo tratado. A adolescente não quer continuar em casa dos avós, onde vive também um tio, que é o contacto da escola. A miúda faltou quase duas semanas e a mãe não justificou as faltas. A escola ameaçou o tio, único contacto deixado na escola, com a GNR. O tio, aflito e preocupado, tentou telefonar para a sobrinha na tentativa de a fazer regressar à localidade onde moram. A miúda não quis. A mãe ficara de justificar as faltas. Não fez. Daí a pressão da escola. Depois de todos falarem, tios, mãe, pai, filha… lá se resolveram pela transferência. Todos de acordo. Só falta mesmo a mãe tratar de tudo. Espero que o faça amanhã sem falta. É o melhor para todos. Este é um caso relativamente simples de uma adolescente que já passou por muito, mas que, felizmente, tinha muita gente a gostar dela e a protegê-la. Outros há que não têm essa sorte e ninguém se interessa por eles, deixando-os num total abandono. Vidas de tantos e tão graves problemas e sobrevivência que já não há paciência para outros que surjam. Eu compreendo. Só quem não passa por eles não sabe dar o valor. Há muita coisa a mudar na sociedade para conseguirmos vidas mais estáveis e equilibradas. Podemos começar com a compreensão dos patrões quando se trata de tratar de assuntos familiares, sejam eles de educação ou de saúde. O trabalho não é tudo e não pode substituir a vida familiar ou relegá-la para um segundo plano. Um trabalhador compreendido e com tempo para tratar dos seus assuntos é um trabalhador reconhecido, satisfeito e com mais vontade de investir na sua empresa.



publicado por fatimanascimento às 16:06
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