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Quinta-feira, 12 de Março de 2009
A opinião de ninguém sobre alguém

Não é de agora. Não é a primeira vez. Sempre se ouviu falar de corrupção entre as pessoas que ocupam postos de trabalho de grande responsabilidade neste país. Não há novidade nenhuma nas notícias que vêm a público. Com o tempo, só as caras expostas vão mudando, sendo o resultado sempre o mesmo – nada. A polícia só apanha o peixe miúdo. A propósito, todos se lembram da captura do adolescente que, tal como tantos outros neste país, retirava músicas da net? Pois, capturas, se as esperam, só destas. Toda a gente percebeu que, a partir de uma certa esfera social, a justiça parece ser cega, surda e muda. Ninguém faz nada, mesmo conhecendo-os. (Ah, peço desculpa. Esqueci-me do senhor vale e Azevedo, que fugiu para Inglaterra, e que a justiça portuguesa se vê em apuros, para reaver). Isto mesmo foi reconhecido por uma pessoa bem conhecida que falava de elementos ligados ao próprio estado. O que foi que lhe responderam? Se ele tinha conhecimento, que apresentasse queixa. Ninguém disse que, se havia suspeitas, deveriam fazer-se investigações para apurar a verdade dos rumores. Já nem falar sabem. Também não é preciso. Embora eu ficasse mais descansada. Dá a ideia que vivemos num país sem rei nem roque. Onde os meninos protegidos fazem tudo e nada lhes acontece. Ninguém se importa, ou se interessa, pelo que o povo pensa. Também não interessa. Ele faz o que lhe mandam. Nada mais interessa. E é assim que deve continuar… para bem dele! Com algum descuido, ainda lhe acontece como àquele rapaz! Depois, há aqueles que opinam de uma forma curiosa, sobre estes acontecimentos de uma forma curiosa. Não sei porque motivo. São pessoas desconhecidas que afirmam que não podem censurar essas pessoas que se aproveitam dos seus cargos para enriquecer de forma ilícita porque, se estivessem no lugar deles, teriam a mesma atitude. Talvez essas pessoas, cujas vigarices foram descobertas, e as outras que se mantêm ainda na sombra, tenham essa mesma opinião sobre o povo em geral, que eles tomariam a mesma atitude se tivessem oportunidade para tal e, por isso, se mostrem tão descuidados. Quando ouvimos esta opinião de alguém, que não é ninguém socialmente falando, embora tenha essa pretensão, sobre aqueles que, por actos ilícitos foram apanhados nas malhas da justiça, está aberta a corrida para a meta da corrupção. Seguindo esta ordem de ideias, as falsas partidas não interessam, só conta quem chega primeiro. Sim, porque aquela pessoa acabou de legitimar aquilo que corre já para essa meta – a corrupção. O que me intriga é a moral que os elementos do estado têm em julgar os outros, apanhá-los e castigá-los, quando eles fazem o mesmo com uma única diferença – o que para uns é crime para outros é mentira. É sempre difamação ou perseguição de forças obscuras. O que me irrita é pensar na moral das pessoas que denunciam estes casos e só o fazem nas alturas das eleições. Isto não abona nada também a favor do perfil deles. Fazem o que está correcto com as intenções erradas. Em quem podemos confiar? Isto mostra bem a cobardia existente neste país. Está bem vivo aquele ditado popular que diz que “quem rouba um tostão é ladrão, quem rouba um milhão é barão”. Por tudo o que foi aqui dito, a corrupção grassa com a bênção de muitos apoiantes populares, que são da mesma natureza. Querem outro ditado que defende a filosofia da corrupção? Aqui vai – “Quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é tolo ou não tem arte”. Há muita gente que o utiliza para legitimar os seus actos. A honestidade não interessa. Morreu pobre…



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Sábado, 27 de Outubro de 2007
O fim da Casa Pia?

Desde o último escândalo Casa Pia, e agora com estas últimas denúncias, a tutela do Estado sobre as crianças órfãs, é, novamente, questionável. Quem é o Estado? Para mim, o estado é uma cadeia difusa de rostos, um emaranhado de pessoas cuja responsabilidade no que se passa neste país é quase totalmente desconhecida. Digo quase, porque as pessoas são boas, mas não são estúpidas e têm uma ideia dos culpados, mas só em parte. O que eu quero dizer é que a culpa morre quase sempre solteira. Sempre que se dá um escândalo destes ou existem denúncias, os procedimentos são demorados e inconclusivos. E, depois, para mim, sempre que há denúncia de um caso, está claramente provado que o Estado não tem capacidade de tomar sob a sua tutela estas crianças. Como é que, depois do escândalo Casa Pia, ainda há denúncias destas? O que é que foi feito para evitar novas situações destas? Estas novas denúncias levam a crer que nada, naquela instituição, sofreu qualquer alteração, para evitar novos casos. Pelo menos não foram tomadas as medidas adequadas, já que, se as houve, não surtiram efeito.

   No caso da Casa Pia, a instituição é destinada a educar e a proteger as crianças que lhe são confiadas. E, de facto, não lhes falta nada, nada que o dinheiro possa comprar. Falta-lhes, talvez, o carinho e a protecção de alguém que os ame, os acompanhe individualmente no seu desenvolvimento pessoal até à idade, altura em que possam e saibam decidir por si próprios, e dar, então, um rumo às suas vidas. As crianças com falta de carinho e amor são as mais vulneráveis nesta selva humana, onde impera a lei do mais forte, física e psicologicamente. Com elas, trabalham pessoas que, findo o seu trabalho, regressam às suas casas e às suas famílias. Famílias de que carecem estas crianças. Um rosto que as acompanhe e que substitua o pai ou a mãe que tiveram mas não conheceram, em muitos casos. O que eu quero dizer, é que a instituição tem de repensar a sua estrutura e os seus meios para atingir os seus objectivos. Depois, há imensos exemplos, vindas de instituições privadas que podem servir de exemplo a essa mesma reestrutura. Refiro-me ao caso particular das aldeias SOS, onde as crianças são confiadas a um adulto que é, para todos os efeitos, o pai ou a mãe, dessa ou dessas crianças, e que as acompanha e lhes dá o amor, o carinho e a protecção de que elas tanto necessitam, para crescerem de forma equilibrada e sã. Pergunto-me se não é disto que as crianças da Casa Pia, pelo menos aquelas afectivamente mais carentes e desamparadas psicologicamente, precisam para se evitar mais casos de pedofilia. Não vamos ter a veleidade de pensar que, com estas medidas, vamos acabar com os pedófilos, que certamente terão de buscar ajuda, seja ela de que natureza for, provavelmente médica, (uma vez que a prisão não cura), ou com os gananciosos que, à custa da integridade física e psicológica de crianças, ganham dinheiro com tal negócio. Mas, pelo menos, ficamos com a consciência tranquila, sabendo que, onde se detectou o problema, resolveu-se. O que temos de fazer, e todos nós somos o Estado, uma vez que contribuímos para ele com os nossos impostos, na medida das nossas possibilidades, é exigir a prevenção de casos como estes tristemente conhecidos da Casa Pia, com medidas adequadas.



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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Atenção às pessoas que nos rodeiam!

   Já aqui falei dos novos valores morais espalhados pela nossa sociedade e que alimentam a vaidade humana e a fome de poder e de notoriedade e tudo o que hipoteticamente vem com eles. Do que eu não tinha dado realmente conta é do preço alto que muita gente parece ser tentada a pagar para conseguir isso tudo. E toda a gente parece ter um preço, a única diferença está na quantia mais ou menos elevada pela qual se vendem. E vendem-se pelas mais variadas razões, desde as mais mesquinhas às mais egoístas. E esta gente não tem consciência, poderemos perguntar. Ter, elas têm mas passam a vida a passar uma esponja de pretextos e justificações por ela para dormirem sossegadamente à noite. Depois, se olharmos à nossa volta as revistas, desde as mais sérias às mais banais, fazem o elogio das pessoas bem posicionadas na nossa sociedade, com retratos e um relato das suas vidas e daquilo que elas conseguiram na vida. Dá a sensação que não há mais nada no mundo a não ser estas pessoas: actores, cantores, empresários, jogadores… Chega a ser tão cega a fixação por estas pessoas, que elas são até incomodadas na sua privacidade. Não quero, com isto, tirar o valor a ninguém. Mas a vida é muito mais do que isto: fama e dinheiro. Mas tal parece escapar à maioria das pessoas que lêem estas revistas. Mas o que é mais grave é que muita gente frustrada passa a vida a sonhar com isto mesmo e até chegam ao ponto de não olhar a meios para conseguir o que quer. Então, sucedem-se as cenas mais caricatas a que assistimos, infelizmente, no nosso dia-a-dia, de pessoas a prejudicarem outras de toda a forma e feitio só porque pensam que, dessa maneira, conseguem atingir os seus objectivos egoístas. Vemos muitas pessoas a trabalhar, não só pelo prazer de desenvolver um trabalho bom mas também para conseguirem alguma notoriedade com ele. Nesta ganância de dinheiro e notoriedade, corre-se o risco de só olhar para cima com admiração, olhar à volta o que nos rodeia e quem nos rodeia com cobiça, e de esquecer daqueles que nada têm e que também fazem parte da vida, mas que nós tentamos ignorar por ser uma situação onde ninguém gostaria de estar. Como a ganância é muita e as pessoas esquecem-se que há muito para fazer, ou não querem ver, porque dali não vem notoriedade, (pensam elas), elas vivem fixadas na ideia de como chegar até essa fama, essa notoriedade tão amadas e que são a nova religião social. Para tal, elas furam por todo o lado, não olhando a meios para atingirem os seus fins… e dão-se casos lamentáveis de plágio, (como eu vivi ainda há pouco) de pessoas que, vestindo a máscara da amizade, se infiltraram na minha casa para conseguirem uma cópia de um conto que eu estava a escrever e que é o meu primeiro (ver http://fati-voos.blogspot.com ou http://narrativa.blogs.sapo.pt ). Como os outros, esquecem-se essas pessoas, não são parvos, acabam, mais cedo ou mais tarde, por os apanhar. O que eu acho um crime, é quando se dão exemplos destes a crianças e adolescentes, que têm o direito de conhecer outros valores muito mais nobres. E há que ter atenção às pessoas que nos rodeiam e a quem abrimos a porta da nossa casa, pois são essas as que nos podem prejudicar mais! Eu, que sempre deixei as portas e janelas abertas, noite e dia, agora, até as portadas das janelas eu fecho, quando escurece...



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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
Valores morais de outrora, de agora… e de amanhã!

Os valores morais não são monopólio de ninguém nem de uma determinada época. Eles sempre existiram, existem e existirão mesmo depois do nosso desaparecimento. Estes são-nos transmitidos pelo exemplo daqueles que nos antecederam… depois, cabe-nos a nós dar o exemplo aos nossos filhos, e assim por diante! Os observadores mais pessimistas da nossa sociedade defendem que nada é já como antes e que os valores são aparentemente respeitados sem estarem contudo interiorizados e que perderam o peso de antigamente. Bem, eu julgo que foi sempre assim… é que tudo é relativo, quando se trata do ser humano! Não há pessoas boas e pessoas más… todos somos bons e maus, salvo raras excepções! Todos nós agimos melhor ou pior a determinadas situações! Assim, ao longo do tempo houve decerto seres humanos melhores e outros piores no que respeita às atitudes que tomaram durante as suas vidas. Houve sempre seres humanos mais escrupulosos do que outros e cujas vidas se pautaram mais pelo bem que fizeram aos outros do que pelo mal e outros que se destacaram mais pelo mal que fizeram ao próximo. Os nossos avós e pais tiveram exemplos disso e todos temos exemplos disso nas nossas vidas… ou conhecimento de vidas onde aconteceram situações dessas! Há pessoas que parecem ter esses valores na massa do sangue enquanto outros os parecem respeitá-los sem contudo os terem interiorizado e, ao menor descuido, lá estão eles a arranjarem desculpas para justificarem os maus actos. Depois, há aquelas pessoas que são de um trato fácil, voz doce, simpaticíssimas… que escondem uma personalidade ambígua que lhes permite assumir os mais variadíssimos papéis sem se traírem e, quando damos por elas, já é tarde! São as pessoas para quem só elas contam ou aqueles de quem elas gostam, ou que são iguais as elas, e nada mais. São estas pessoas que dão valor a tudo o que seja prestígio, poder, dinheiro… e sacrificam tudo e todos a esse desejo… para já não falar da inveja que os leva a odiar aqueles que conseguiram e que eles conheceram, nalguma etapa das suas vidas, e que se lhes referem sempre com uma expressão irónica ou uma história que os possa diminuir aos olhos dos outros. Ora isto sempre aconteceu, acontece e sempre acontecerá! Nós não temos é o direito de colocar todos no mesmo saco! Mas como distingui-los? Todos sabem quais são os valores morais que a sociedade vê com bons olhos e todos aqueles que não os seguem esforçam-se por parecê-lo e com estes há que ter cuidado com eles! Quando eles ou elas são muito certinhos… das duas uma: ou são mesmo assim ou aparentam ser assim! Que Deus nos guarde das aparências… Há por exemplo uma expressão que eu nunca entendi e que é ”No amor e na guerra vale tudo”… eu nunca conseguiria amar um homem cuja conduta não se pautasse por uma alto padrão moral. Nunca conseguiria amar um homem que tivesse afastado os outros pretendentes de uma forma desleal. Está em causa não só a conduta dessa pessoa como também a própria pessoa! Enquanto houver expressões destas e pessoas que as sigam à risca (estou a lembrar-me de outra “quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é tolo ou não tem arte” ou é honesto ou tem consideração pelo próximo, acrescentaria eu) só porque alguém lhes ensinou que era assim, não podemos pensar em evolução das mentalidades! Há que pensar bem naquilo que nos ensinam também e não aproveitarmo-nos delas para justificarmos os nossos maus actos! Eu nunca pensaria em ter qualquer dessas atitudes só porque mas tinham ensinado! Mas eu, sou eu…


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publicado por fatimanascimento às 20:02
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