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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Harold Pinter

Os livros trazem surpresas agradáveis. Não todos. Alguns. Tive a oportunidade de comprar um livro pequeno de poesia do autor Harold Pinter. Chegou-me às mãos num catálogo enviado por uma editora, por ocasião da celebração da entrega do prémio Nobel. Hesitei. Era-me totalmente desconhecido, mas ficou a curiosidade. Comprei o mais barato. E o mais estreito também. Arrumei-o na prateleira, junto de tantos outros, à espera de tempo para o ler. Contudo, ao folhear o livro, dei conta da foto debaixo da qual estavam algumas frases suas ali colocadas à laia de apresentação. Não poderiam ter escolhido melhor. Sempre senti curiosidade em conhecer a pessoa que está por trás das palavras. Mais importante do que as palavras, são as pessoas. Aquilo que elas são. Posso dizer que aquela meia dúzia de frases teve um impacto tão forte em mim quanto o conteúdo do livro. Já tivera outras experiências semelhantes. Estou a lembrar d’ “O Senhor do Anéis” em três grossos volumes que tive a infelicidade de emprestar a uma pessoas que nunca mais mos devolveu. Esta obra vinha precedida de uma espécie de nota introdutória que li com muito interesse. Nela, o autor contava as peripécias ocorridas no percurso da obra antes da mesma conhecer a madrugada da impressão. Sublinhei, a lápis, algumas partes que achei interessantes e que me acompanharam desde então. Nesta última, porém, a ideia prendeu-se a mim. Talvez porque me revi nelas. Na verdade que nelas impressa. Diz assim: “Em 1958 escrevi: não há grande diferença entre aquilo que é real e aquilo que é irreal, nem entre aquilo que é verdade e aquilo que é falso. Uma coisa pode não ser nem verdadeira nem falsa. Pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa. Acho que esta afirmação ainda faz sentido e se aplica ainda à exploração de realidade através da arte. Por isso, enquanto escritor defendo esta afirmação. Mas enquanto cidadão não, enquanto cidadão tenho de perguntar o que é que é verdade? O que é que é falso? - Harold Pinter, Abril 2002”. É isto que, enquanto cidadãos responsáveis devemos fazer. É uma obrigação moral. Para evitar que o mundo se transforme num esgoto humano cheio de lodo viscoso onde corremos todos o risco de nos afogarmos. Num mundo de mentiras e meia verdades e verdades destorcidas onde já quase ninguém é o que parece, corremos o risco de parecer algo que nada ou pouco tem a ver com a essência humana. Como detesto a mentira, acho que toda a mentira é uma traição, e vivo rodeada delas, não podia encontrar em melhor altura tais palavras! Alguém que, finalmente, declara alto e bom som o seu interesse pela verdade. São tão poucos! No seu caso acho que se pode afirmar que por trás de um grande autor, há uma grande pessoa! Há uma boa pessoa! A sua luz apagou-se no ano de 2008. Mas este homem interessante deixou uma obra que merece ser seguida com atenção.



publicado por fatimanascimento às 20:02
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Não bastam os que temos, têm de nos arranjar mais defeitos!

A verdade, ao contrário do que pensamos, nem sempre é descoberta. Nem com o passar do tempo… É desta esperança que os mentirosos, levados pelos mais diversos motivos, se revestem. Depois, há aquelas pessoas que, só pelo facto de existirem, parecem incomodar outras! Será este o motivo que leva algumas delas a prejudicarem outras com mentiras ruinosas e imaginativas?

  Aqui há muitos anos atrás, uma rapariguita conhecida, que morava relativamente perto de mim, filha de uma professora primária, depois de muito se aborrecer de ouvir a mãe mastigar o meu nome, e para se ver livre disso, porque a aborrecia bastante, resolveu pôr cobro a essa aparente admiração, contando uma estória que terminava, definitivamente, com tal incómodo! Nunca imaginou que a sua mentira transpirasse para fora das paredes da sua casa! Só queria que a mãe terminasse de a atormentar com o meu nome! Passado algum tempo, a O. veio ter comigo, contou-me a mentira que pregara à mãe, evitando contar-me, envergonhada, a patranha que criara, (não, não fora isso… repetia, respondendo laconicamente às minhas questões) e pedindo-me desculpa por tal, prometeu que iria ganhar coragem para lhe contar a verdade. Eu, desde que a verdade fosse reposta, não me importava. A questão é que a verdade jamais foi reposta, continuando a progenitora, como um autómato a repetir a estória a todas as pessoas com quem tem confiança, destruindo a fé delas em mim. E se ela não teve coragem de assumir a verdade, naquela altura, nunca mais fará. Tive, há relativamente pouco tempo atrás, oportunidade de ver a mãe actuar. Era patética a cena.! Rodando à volta de uma mesa de café, onde convivia com uma ex-professora de Português e seu marido, qual leão rodando à volta a jaula da apetecida carne, ela tentava descortinar o que se passava ali. Percebendo a má fé dos seus movimentos, tentei esconder o objecto da sua curiosidade. Não serviu de nada! Só largou a presa depois de perceber o que acontecia naquela mesa! Percebi o mau sentimento que se escondia por trás daquela dança estranha. Passados uns dias, compreendi tudo…. a D. L. já não respondia aos meus telefonemas ou mensagens. A mentira perdura e perdurará. Não sei quantas pessoas já foram contagiadas por tal veneno, mas sei que já são algumas!

  Encontrei a O., (jamais me esquecerei do seu nome) há dias, numa passadeira. Reconhecia-a imediatamente. Parei o carro para que ela passasse. Continua alta e esguia, os cabelos longos lisos esvoaçando à aragem da tarde. O mesmo nariz empinado… 

  Infelizmente, não foi a única!

  Anos mais tarde, uma moça minha conhecida, com quem tinha pouca confiança, resolveu também atacar a minha pessoa, desta vez, junto de uma professora de História do secundário, de quem fiquei amiga, depois de eu ter saído do colégio. O veneno foi de tal modo bem metido que ela, horrorizada, evita todo e qualquer contacto comigo. Mais ou menos na mesma altura, um ex-colega meu, amigo da mesma professora, passou também a ignorar-me. Sofri bastante. Ainda hoje não sei o que se disse para que a atitude das pessoas sofresse uma reviravolta destas. Mas deve ter sido grave! Não deixo, contudo, de pensar na atitude das pessoas amigas que, como tal, deveriam conhecer-me para perceber o que eu sou. Não compreendo como se deixaram manipular daquela forma! Talvez as manipuladoras sejam muito eficazes deitando mão a toda a informação que têm sobre a vítima de forma a darem lógica intrincada à sua estória…  

  Conheço estas duas, não sei se haverá mais. Já me conformei com a situação! Nada mais posso fazer! Pessoas que conhecem estas estórias, e sabem a verdade, já perceberam que é impossível inverter o rumo dos acontecimentos. E, embora muito indignadas com tamanha injustiça, guardam para si, o que é mais importante – a verdade!

 



publicado por fatimanascimento às 12:30
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Domingo, 5 de Abril de 2009
A verdade e as versões

A verdade existe? O que é a verdade? Existirá mesmo ou o que existe são simplesmente versões de um acontecimento? Existe muita confusão à volta deste tema…

A verdade existe. Ela está diante dos olhos de quem a vê. Sempre foi, é e será assim. Agora, existem muitas versões da verdade tantos quantos os mentirosos. Isto leva-nos a outra questão. O que é a mentira? Para mim, a mentira é a distorção da verdade nos seus vários graus. Sim, porque há aqueles que vão da distorção mais leve à mais acentuada. Até à invenção de uma estória que nada tem a ver com a realidade daquilo que aconteceu. A verdade é como a democracia ou a liberdade tão delicada que, ao mais leve deslize, se quebra. As pessoas querem fazer crer que a verdade não existe só as versões da mesma, não se dando conta do que essa afirmação representa. Ou, então, sabem e estão satisfeitas e alinham nisso. Na minha opinião a verdade existe, repito. Ela está diante dos nossos olhos e a mente e o coração reconhecem-na. Agora, tudo depende, e mais uma vez, para não dizer sempre, da natureza das pessoas que a vivem. Há aquelas pessoas que não têm medo da verdade, pelos mais variadíssimos motivos, e há aquelas que nada querem com ela, revestindo as suas vidas de mentiras agradáveis mas que nada têm a ver com a realidade, para poderem dormir descansadas. Algumas há que chegam a ser tão convincentes que acabam por convencer os outros da veracidade da sua versão. Estes são os mentirosos. Não conseguem viver sem distorcerem, de alguma forma, a verdade. E quando só o fazem ligeiramente acham já que são umas grandes pessoas. São aquelas cuja vida está tão marcada pela mentira, que já não sabem distinguir o que é verdade do que é mentira; nem querem! Agora, o perigo, para esse tipo de pessoas, reside naquelas que não alinham nas suas mentiras. São incómodas! Podem beliscar a pintura com que retocam cuidadosamente as suas máscaras cada dia. A máscara que mostra valores que, na realidade, não possuem. Aquela é tão cara para elas que estão dispostas a tudo para a manterem intacta. E valem todas as mentiras do mundo para a salvarem, porque sem ela estão perdidas aos olhos das pessoas que são diferentes delas e também daquelas que são iguais a elas, mas mais cuidadosas. Sim, a verdade existe e toda a gente sabe disso, embora não admitam, nem queiram admitir essa realidade. Já encontrei, na minha vida, progenitoras que fazem alinhar os filhos nos esquemas delas e, depois, quando chega o momento de eles se encontrarem com as suas consciências, arranjam, sempre meigamente, as mentiras mais incríveis para lhes aliviar o peso dos actos inglórios cometidos para que foram arrastados. E pensar que há pessoas que estão internadas e rotuladas de loucas…

 



publicado por fatimanascimento às 13:04
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Sábado, 21 de Junho de 2008
Mundo de mentira

 

A mentira é uma arma hábil e forte, num mundo em que os fins justificam os meios. Então, quando se trata de vender, tudo parece estar mais do que justificado. Deparamo-nos com a mentira em todas as situações, e há mesmo frases que vomitam filosofias estranhas, capazes de iludir as mentes mais distraídas como “A verdade depende dos olhos que a vêem”. Não é verdade. Pelo menos, não deveria ser assim, uma vez que a verdade, independentemente do que queiram levar a crer, é só uma. Só aos mentirosos interessa esta maneira quase simpática de ver as situações quotidianas da vida, divertindo-se a colorir de tons mais ou menos carregados a realidade, falsificando a verdade. Nós convivemos com a mentira, no dia a dia, pelo que, erradamente, já nos habituámos a ela. Estamos a ver a pessoa a mentir, mas fingimos que acreditamos. Já não nos damos ao trabalho de mostrar que sabemos que ela está a mentir. A mentira está institucionalizada na nossa sociedade. As pessoas vivem da imagem, descurando o seu lado espiritual. As máscaras proliferam. O comércio não é excepção. Por exemplo, todos os dias, quase, nos deparamos com soluções miraculosas que visam rodear problemas de saúde que vêm sacudindo as pessoas, devido à alimentação errada que se vai praticando e à vida sedentária. Quando menos esperamos, lá está uma solução que as marcas arranjam, para, aparentemente, solucionarem os problemas, quando, de facto, só estão a rodeá-lo. É o caso dos alimentos denominados de “light” que contêm, na sua composição, elementos que fazem ainda pior à saúde. Para evitar que as pessoas deixem de consumir, as empresas, para continuarem com os lucros, põem no mercado maravilhas que acabam por arruinar, na mesma, a saúde das pessoas. Elas aproveitam-se da ignorância da maioria dos consumidores, para os enganar. Ora, sendo a saúde, a maior riqueza que nós temos, e a das empresas, o dinheiro, qual das duas vai vingar? O bom senso ou a ganância do lucro? Não será altura de estas empresas se preocuparem com produtos alternativos, mais saudáveis, em vez de andarem a enganar os consumidores? Podem continuar a fabricar esses produtos como até aqui, sem preocupações “light”, ou outras, pois ainda há pessoas que os podem consumir, mas não enganem ninguém… até porque a mentira tem pernas curtas. A verdade vem sempre, mais tarde ou mais cedo, à superfície, (raras são as vezes, em que isso não acontece, embora isso também suceda, quando as pessoas estão tão cegas que não querem ver), e geralmente, os que ingressam na mentira ficam sempre mal vistos, por mais cautelosos que os mentirosos sejam. Estes alimentos acabam por ser denunciados pelas pessoas que, em consciência, combatem estas e outras mentiras, (e bem hajam, por isso!) acabando as empresas por ser também prejudicadas, no aspecto em que elas mais temem – a imagem. Esta não corresponde à verdade, logo as pessoas não arriscam. Até por uma questão de saúde! Sempre que tenham dúvidas, ou desconfiem da fartura, perguntem ao vosso médico ou ao farmacêutico… sempre é uma solução, para evitar o engano!



publicado por fatimanascimento às 18:50
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