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Domingo, 11 de Dezembro de 2011
Mercado paralelo do livro

Como sobreviver contornando as livrarias tão pesadas com obras que fazem as mesmas passar despercebidas.

 

Conheci dois poetas, há algum tempo atrás, que decidiram as suas vidas! Como tivessem dado com uma editora que nada fazia quanto ao escoamento dos seus livros, resolveram eles próprios deitar mãos à obra. Assim, e com protocolos firmados com os municípios, percorrem o mapa nacional, aos fins-de-semana, levando a cultura aos mais diversos pontos do país – a sua cultura! E como não poderia deixar de ser, têm bastante clientela porque o produto tem qualidade. Assim, e não correndo o risco de me enganar, são capazes de vender tanto como alguns autores conceituados e sempre tão divulgados pelos meios de comunicação social que rodam basicamente, e ao que parece, à volta de três ou quatro nomes. Eles fazem a sua própria publicidade, vamos utilizar um termo mais nobre (embora saiba que a nobreza reside no carácter das pessoas ao serviço das mais diversas funções) relações públicas, levando até ao leitor a sua obra, conversando sobre poesia e lendo os seus próprios textos. Assim, e como já devem ter entendido, eles não estão a enganar ninguém. As pessoas só compram se gostarem do que ouvem. Eles são os próprios críticos das obras cujos trechos puderam escutar e avaliar. E, depois de um serão bem passado, passam aos autógrafos e venda das obras. São comerciantes dos seus próprios “produtos” recebendo o dinheiro empatado na editora e acabando mesmo por ter algum lucro que cobre as despesas de deslocação e não só. Depois, o reconhecimento e a divulgação da obra expande-se pelo meio de comunicação mais antigo existente na terra – a publicidade boca a boca – e se, naquele serão, estiveram só cinquenta pessoas, no próximo estarão já oitenta ou mais, porque os presentes levam outros consigo! É uma forma original de se trabalhar neste país, onde, se queremos ver alguma coisa feita, temos de ser nós a realizá-la ou, se estivermos à espera, seja do que for, não fazemos absolutamente nada! Eles auto-promovem-se junto da população dos mais diversos concelhos e são respeitados enquanto autores. Vão ao encontro da população, enquanto que, alguns autores, no seu desinteresse ou vaidade ou até impossibilidade, esperam e querem que seja a população a ir até eles! É um esforço de louvar! Há alguma humildade, pelo menos aparentemente. Já espalhei a ideia e mais autores se mostraram disponíveis para fazer o mesmo! É uma ideia útil para quem quer recuperar o dinheiro investido. Desenganem-se aqueles que pensam que todo o autor editado o faz de forma gratuita. Isso só acontece com alguns! Muito poucos! As livrarias estão mais interessadas, e algumas editoras, na venda de produtos cuja triagem já foi feita noutros países, do que investir nos seus conterrâneos. Só aqueles que conseguiram sair do anonimato, têm ligar fixo nas prateleiras. Os outros ocupam a fila das prateleiras electrónicas. Mas a ideia parece ter pegado! Às vezes, é preciso só dar as ideias às pessoas, elas logo decidem o que querem fazer.

 

 

 



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Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Livrarias e vendas

As livrarias podem ter um papel fundamental no mercado livreiro, tornando-o mais transparente! É impossível perceber qual o número exacto de vendas realizados por estas. Só as editoras têm acesso a esta informação. Quando não se pode acreditar na palavra de uma editora, um autor não pode - porque não tem acesso – saber qual o volume real de vendas realizadas pelas livrarias. Ora, com as novas tecnologias, tudo se torna mais fácil e simples e, com boa vontade, transparente. As livrarias podem, no final de cada ano civil, colocar num site o volume de vendas correspondente a determinada obra. Cada autor poderia facilmente consultar e perceber se algum exemplar da sua obra foi comercializado ou não, podendo, a partir daí, perceber o que há-de esperar da editora, quando tocar a esta o pagamento dos direitos de autor. Saberá o editor o que terá de pagar e saberá, com certeza, o autor o que lhe competirá receber.

Sabendo que vivemos numa selva comercial, onde cada um procura tirar partido do outro, tentando ganhar o máximo tendo um mínimo de despesas ou responsabilidades para com os seus, cada vez se torna mais notório a necessidade de transparência. Quando algumas editoras querem pagar os direitos de autor em livros, impingindo a estes as suas próprias obras como moeda, parece que voltámos à Idade Média, onde à falta de dinheiro (não era cunhada em muitos feudos) as pessoas procediam à troca directa. Aqui não se trata de falta de moedas. Um editor recebe dinheiro do autor aquando da publicação da sua obra (raramente há editores que apostam nas obras, embora aconteça). Ora, esse dinheiro, vai cobrir grande parte dos gastos (às vezes a totalidade) tidos com a publicação de uma obra. Ainda assim, alguns editores, “porque os outros fazem o mesmo” querem tornar esta prática regular – pagar os direitos de autor em géneros! Ora, um autor não come livros, precisa do dinheiro para continuar a investir na publicação das suas obras ou até para si. É um direito, mais que legítimo, que lhe assiste e que só a desonestidade de alguns editores quer retirar, inventando práticas que, embora defendam que sejam correntes, não são honestas. Por tal, e porque penso que devemos salientar pela positiva os editores honestos, escrevi um artigo sobre este assunto que pôs os cabelos em pé a alguns editores que, embora não sendo, nem de longe nem de perto referenciados pela negativa, se manifestaram contra o facto de ter mencionado, pela positiva, uma editora que, acabado o ano civil, envia para os autores uma carta como volume de livros vendidos e a respectiva quantia de direitos respeitante a cada autor. Isto é honestidade. Tenho uma colega que vai editar por esta editora. “Paga direitos de autor” dizia-me ela, satisfeita!

É assim que se ganha nome no mercado! Não é com desonestidade! E não é encobrindo que se limpa o nome da empresa, é cumprindo! Por mais que se tente encobrir, estas histórias acabam sendo passadas de boca em boca pelas revoltadas vítimas!



publicado por fatimanascimento às 15:13
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Manuais e fichas

Há muitos manuais mas não há manuais perfeitos. Cada autor tem o seu perfil de livro que traduz no manual que cria. Este pode aproximar-se mais ou menos do modo de funcionar de alguns docentes que, ao examinarem as inúmeras propostas, e não há muito tempo para tal, escolhem aquela que lhes parece ideal para desenvolverem o seu trabalho com os alunos. Mas encontram-se sempre manuais que não satisfazem integralmente a exigência dos docentes e, assim, recorrem às fichas informativas e de trabalho para completarem aquilo que, nas suas cabeças, seria a melhor maneira de abordarem e tratarem determinado assunto. E o manual que é o ideal para a maneira de funcionar de um docente poderá não ser o melhor para outro. Assim, sempre que se inicia o ano lectivo, há aqueles que podem manifestar a sua satisfação para com o manual escolhido as passo que outros, e muitas vezes não são poucos, acabam por ficar desiludidos. Muitos deles, não encontrando em nenhum deles o manual preferencial, acabam por trabalhar com vários ao mesmo tempo, escolhendo para cada tema, o que acham preferencial para este ou aquele tema. Muitas vezes, não recorrem só a um mas a vários retirando deles as passagens que acham melhores recriando o universo que lhes parece mais favorável e que melhor se adapta ao seu modo de trabalhar. Isto põe em causa a existência dos manuais. Valerá a pena os pais gastarem dinheiro em manuais escolares? Não será um desperdício de dinheiro quando, muitas vezes, pouco ou nada se aproveita deles? Esta insatisfação estará relacionada com a avaliação e a necessidade de mostrar trabalho realizado? Pode ser que sim e pode ser que não. Afinal, sempre houve manuais rejeitados ao longo dos anos. Talvez rejeitados seja um termo muito forte, mas já houve casos de professores que se recusaram a trabalhar com o manual adoptado pelo grupo por não se identificar minimamente com o método utilizado pelo/s autor/es. Mas também é verdade que há necessidade, com o problema da avaliação a necessidade de criar materiais que, muitas vezes, mais não são que passagens retiradas de diversos manuais. Como parece não existir esse manual ideal, como fazer para evitar o desperdício de dinheiro? Das duas uma: ou não se compram manuais ou então estes não passarão de meros livros de consulta para a realização de fichas informativas. Nas escolas onde todos encontrem o manual mais adequado ao seu perfil de trabalho, aí, não será necessário e todos poderão realizar um trabalho conjunto satisfatório a todos os níveis. O manual é a base de qualquer trabalho. Se corresponder às expectativas dos utilizadores tanto melhor para as duas partes - alunos e professores – pois o trabalho resultante será muito mais agradável e renderá os seus frutos. E é para isso que todos trabalhamos – para o sucesso dos alunos.



publicado por fatimanascimento às 20:38
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
A importância da literatura infanto-juvenil

Foi por aí que eu comecei. Tal como todas as pessoas da minha geração, li os livros dos escritores que enchiam as prateleiras das livrarias-papelarias da pequena vila onde morava. Na minha família não havia hábitos de leitura. O meu pai lia o jornal, nas pausas do emprego, que era fielmente entregue todas as manhãs. Em casa, só quando havia algum acontecimento extraordinário que abalava o mundo, o fazia investir na compra de um jornal. O dinheiro não abundava. A minha mãe não frequentou a escola, pelo que todo o dinheiro empatado em livros era um desperdício. À mesa conversava-se pouco, o cansaço, após um dia de trabalho, não permitia. Mas havia dias de lazer em que a tradição oral ocupava os tempos mortos. As histórias de vida, vividas por familiares chegados, ou pelos meus próprios pais, protagonistas de algumas bastante hilariantes preenchiam por alguns idílicos momentos. As minhas avós eram uma fonte de água límpida de onde jorravam as mais curiosas e interessantes histórias de vida, como também reproduziam as da tradição oral que alguém, outra, lhes havia contado. Fui uma das privilegiadas. Para além de uma ouvinte atenta deixava a minha imaginação mergulhar nas narrativas orais. Quanto aos livros, os primeiros que conheci, encontravam-se alinhados numa prateleira do quarto de uma vizinha de brincadeiras. Para além das histórias propriamente ditas, começaram por ser as imagens a mexer com a minha imaginação. Era como se, ao olhar para elas, eu deixasse o meu corpo físico para penetrar no universo daquela ilustração. E brincava com as personagens, no seu universo seguro e encantado. Começar a ler os livros sem gravuras foi mais difícil. Enquanto as minhas vizinhas liam pequenos romances de aventuras, eu parecia continuar agarrada àqueles livros infantis onde encontrara um mundo encantado e feliz. A mãe de uma dessas pequenas companheiras de brinquedos ficou escandalizada quando percebeu que eu ainda não lera um romance. Mostrou-me a conhecida prateleira de vários andares, dispostos de forma artística, onde os livros bocejavam, sonolentos, à espera da vontade curiosa de um hipotético leitor que se atrevesse a percorrer os tesouros neles guardados. Olhei-os desconfiada. Folheei-os rapidamente. Escolhi aqueles que tinham algumas figuras ilustrativas da estória contada. Comecei devagar, sem grandes expectativas. Mas, a certa altura, o entusiasmo começou a crescer e tornou-se voraz. Li quase todos os livros da biblioteca infanto-juvenil das minhas vizinhas. E tinham colecções! Já adolescente, procurava os livros nas livrarias. Descia as longas colinas crestadas sob um sol intenso, para as visitar! Já adulta, tentei reencontrá-los como se procura um velho e querido amigo! Alguns consegui, outros não. Mas ainda os busco… Nunca mais esqueci o nome das autoras dessas obras assim como o seu conteúdo. Não me lembro de nenhuma obra para adultos que me tenha marcado tanto como aquelas que eu li na infância e adolescência. As obras da literatura para adultos sucederam-se numa vertiginosa corrida a que já me habituara na infância e adolescência, quando lia na penumbra do meu quarto, à revelia da autoridade parental. Se também me marcaram? Claro que sim… mas não de uma forma tão vincada como aquela. Estas são como rostos na multidão: uns ficam marcados e outros esquecidos. Por tudo aquilo que já foi dito, há que dar mais destaque à literatura infanto-juvenil pela importância que assumem nas nossas vidas. Talvez, por isso mesmo, muitos pais dêem a ler os autores consagrados mundialmente aos filhos em idade precoce, por saberem a importância da leitura nestas idades… eu não!

 

 

 



publicado por fatimanascimento às 18:54
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Sábado, 14 de Março de 2009
A leitura dos jornais

Há muito que deixei de ler a imprensa escrita, principalmente jornais. Não suportava as más notícias que abriam continuamente a primeira página, em letras garrafais, quanto mais as outras. Vivia numa espécie de reclusão voluntária, ouvindo somente, durante a longa viagem, ocasionalmente as notícias da rádio, que passam de hora a hora. Ficava satisfeita. Nada mais me interessava, só o essencial. Protegia-me, deste modo, da angústia que me causava a leitura, sempre com as notícias que denunciavam os graves problemas os humanos existentes no mundo, a todos os níveis. Há pouco, e devido aos incentivos criados pela mesma, (aquisição de livros a preço imbatível e oferta de dvd na compra dos jornais) recomecei a ler, devagar, escolhendo cautelosamente os artigos, entrevistas, reportagens… muitas delas com grande interesse, como não poderia deixar de ser, que levantavam questões sociais muito pertinentes. O entusiasmo regressou. (Os incentivos resultaram!) Sempre que leio é como se a simples leitura ajudasse a resolver positivamente esses problemas. Mas não é assim. O facto de a imprensa nos alertar para os factos, não faz de nós participantes directos na mudança, o que faz com que essas denúncias e o risco de vida que elas acarretam, para os jornalistas que as denunciam, um trabalho vão, uma vez que, dentro de pouco tempo, elas serão esquecidas. Será indiferença? Talvez… talvez as pessoas se estejam a defender como eu o fiz. Acho que existe aquele sentimento angustiante que leva a pensar que, apesar de todo o excelente trabalho realizado, o mundo continuará na mesma. É isto que angustia as pessoas e as faz desligar-se do que se passa à sua volta, não é a leitura dessas notícias (apesar de estarem fartas) é a sensação de que nada mudará e que tudo, de uma forma ou de outra, está perdido. Esta indiferença é uma forma de morte. É certo que as notícias se discutem nos cafés, nos cabeleireiros, mas raramente passam daí. Então o que se pode fazer? Exigir dos órgãos governamentais acção nesse sentido. Afinal, se eles foram eleitos, que se mostrem minimamente dignos do povo que representam e se esforcem por colocar em prática as suas aspirações mais legítimas. Sobretudo, as questões sociais têm de nos preocupar e devemos bater-nos por ajudar a encontrar soluções, que são o maior problema, uma vez que são estas que mais fazem falta e as que escasseiam. O aspecto social diz respeito a todos e não só a alguns. Talvez, como povo, precisemos de ser mais unidos para começar a actuar como tal. E se as notícias envolverem membros do governo ou outras personalidades directamente ligadas a cargos, aquelas que deveriam proteger os nossos interesses mais imediatos? (Estou a falar daqueles que deveriam, por exemplo, proteger o dinheiro dos depositantes que neles confiam, e que acabam por lesar, mostrando não ser dignos do cargo ocupado?) O que não podemos, nunca, sob pena de todos pagarmos por isso, é voltar as costas e mostrar indiferença, ainda que esta seja falsa. Há que lutar por um mundo melhor. Todos merecemos isso… E, depois, se alguns arriscam a vida, que direito temos nós de ignorar o seu esforço? Isto, partindo do princípio que as notícias chegam todas, sem excepção, até nós e não ficam retidas algures seja lá porque motivo for.



publicado por fatimanascimento às 08:13
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