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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
O Caim de José Saramago

Não foi Caim que matou Abel? Não será esta história fratricida violenta? No assassínio não há violência? Não é a história da Bíblia uma história da humanidade? Não está a história da Humanidade repleta de cenas de violência? Lembram-se da passagem bíblica em que um Deus furioso e vingativo mata todas as crianças egípcias numa aparente retaliação àquilo que estes haviam feito com as crianças judias do sexo masculino? Para mim, esta cena violenta manifestava a faceta desconhecida de Deus. Que culpa tinham as humildes crianças egípcias de uma ordem tenebrosa dada por um cruel faraó despótico que nada mais tinha em mente que acabar com uma terrível profecia que ameaçava a sua autoridade com o possível nascimento de um líder entre os judeus que devolveria este povo à liberdade, levando-o até à Terra Prometida? Nesta história havia algo que me fazia confusão: como poderia Deus, que supostamente ama igualmente todas as criaturas, matar, com uma presumível doença misteriosa, crianças inocentes cuja única culpa era estarem vivos, não lhes dando possibilidade de fuga? Até Moisés pôde escapar graças à estratégia da irmã. Deu-me pena a imagem daquelas inocentes crianças a apagarem-se sem que seus pais pudessem fazer o que quer que fosse para os salvar. Achei injusta aquela guerra divina contra os desarmados seres humanos e com o já previsível desenlace. Houve claramente um desequilíbrio de forças. Que pode um simples ser humano contra Deus? Nada! Esta história deixa isso bem claro!

Um dia destes uma amiga minha, que parece ter nascido para sofrer e ser perseguida, lia os salmos em busca de ajuda naquelas preces, comentava desabafando comigo: “Algumas passagens são tão violentas! Eu não quero que nada de mal aconteça a quem me faz mal, só quero que me deixem em paz!” Respondi, por meu lado, que talvez essa linguagem enérgica se prestasse a isso mesmo – a levar os seus perseguidores a deixarem-na em paz! Mas isto, como é lógico, é só uma opinião. É a nossa opinião. Todos nós temos uma opinião/interpretação sobre qualquer assunto até mesmo da Bíblia. O que não se compreende é o alarido criado à volta do livro de José Saramago. Este limita-se a criar uma obra a partir da sua interpretação. Não é ele livre de o fazer? Não vejo Deus zangado com ele, vejo um conjunto de seres humanos indignados com ele, só porque teve o arrojo de reinterpretar aquela passagem bíblica na criação de uma obra literária. Não percebo a atitude da igreja, pelo menos de alguns dos seus membros que mais não fazem do que aumentar a propaganda à dita obra. São eles que a fazem! Não é Saramago que precisa dela! Se olharmos friamente a questão dos dois livros, percebemos que nenhum deles sai desvalorizado desta questiúncula inútil. Cada um vale por aquilo que representa. Nada mais. E, sempre que um ser humano ler a Bíblia, terá direito à sua interpretação. Deus deu-lhe liberdade para isso. Se assim é, quem é o outro homem para lha tirar?

 



publicado por fatimanascimento às 20:05
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
A importância da literatura infanto-juvenil

Foi por aí que eu comecei. Tal como todas as pessoas da minha geração, li os livros dos escritores que enchiam as prateleiras das livrarias-papelarias da pequena vila onde morava. Na minha família não havia hábitos de leitura. O meu pai lia o jornal, nas pausas do emprego, que era fielmente entregue todas as manhãs. Em casa, só quando havia algum acontecimento extraordinário que abalava o mundo, o fazia investir na compra de um jornal. O dinheiro não abundava. A minha mãe não frequentou a escola, pelo que todo o dinheiro empatado em livros era um desperdício. À mesa conversava-se pouco, o cansaço, após um dia de trabalho, não permitia. Mas havia dias de lazer em que a tradição oral ocupava os tempos mortos. As histórias de vida, vividas por familiares chegados, ou pelos meus próprios pais, protagonistas de algumas bastante hilariantes preenchiam por alguns idílicos momentos. As minhas avós eram uma fonte de água límpida de onde jorravam as mais curiosas e interessantes histórias de vida, como também reproduziam as da tradição oral que alguém, outra, lhes havia contado. Fui uma das privilegiadas. Para além de uma ouvinte atenta deixava a minha imaginação mergulhar nas narrativas orais. Quanto aos livros, os primeiros que conheci, encontravam-se alinhados numa prateleira do quarto de uma vizinha de brincadeiras. Para além das histórias propriamente ditas, começaram por ser as imagens a mexer com a minha imaginação. Era como se, ao olhar para elas, eu deixasse o meu corpo físico para penetrar no universo daquela ilustração. E brincava com as personagens, no seu universo seguro e encantado. Começar a ler os livros sem gravuras foi mais difícil. Enquanto as minhas vizinhas liam pequenos romances de aventuras, eu parecia continuar agarrada àqueles livros infantis onde encontrara um mundo encantado e feliz. A mãe de uma dessas pequenas companheiras de brinquedos ficou escandalizada quando percebeu que eu ainda não lera um romance. Mostrou-me a conhecida prateleira de vários andares, dispostos de forma artística, onde os livros bocejavam, sonolentos, à espera da vontade curiosa de um hipotético leitor que se atrevesse a percorrer os tesouros neles guardados. Olhei-os desconfiada. Folheei-os rapidamente. Escolhi aqueles que tinham algumas figuras ilustrativas da estória contada. Comecei devagar, sem grandes expectativas. Mas, a certa altura, o entusiasmo começou a crescer e tornou-se voraz. Li quase todos os livros da biblioteca infanto-juvenil das minhas vizinhas. E tinham colecções! Já adolescente, procurava os livros nas livrarias. Descia as longas colinas crestadas sob um sol intenso, para as visitar! Já adulta, tentei reencontrá-los como se procura um velho e querido amigo! Alguns consegui, outros não. Mas ainda os busco… Nunca mais esqueci o nome das autoras dessas obras assim como o seu conteúdo. Não me lembro de nenhuma obra para adultos que me tenha marcado tanto como aquelas que eu li na infância e adolescência. As obras da literatura para adultos sucederam-se numa vertiginosa corrida a que já me habituara na infância e adolescência, quando lia na penumbra do meu quarto, à revelia da autoridade parental. Se também me marcaram? Claro que sim… mas não de uma forma tão vincada como aquela. Estas são como rostos na multidão: uns ficam marcados e outros esquecidos. Por tudo aquilo que já foi dito, há que dar mais destaque à literatura infanto-juvenil pela importância que assumem nas nossas vidas. Talvez, por isso mesmo, muitos pais dêem a ler os autores consagrados mundialmente aos filhos em idade precoce, por saberem a importância da leitura nestas idades… eu não!

 

 

 



publicado por fatimanascimento às 18:54
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
O valor relativo dos prémios

Sempre afirmei que a importância que se dá a algo, independentemente do que seja, não vale por si própria, mas pelo valor que lhe é dado. Veja-se, por exemplo, o valor dos metais preciosos que, para a cultura ocidental, tem imensa importância, ou veja-se a importância que tem para um indígena de uma tribo brasileira, ainda não contagiada pela cultura dita mais desenvolvida. Tudo é relativo. Será esta uma verdade aplicável a tudo? Há, na nossa vida como seres humanos, certos aspectos vitais, sem os quais não poderemos viver e não precisamos muito de pensar para sabermos quais são. A importância deles é enorme, uma vez que são essenciais à nossa sobrevivência, enquanto espécie. O resto tudo é relativo e são as pessoas que lhes dão essa importância, ou não.

Para mim, a maior recompensa para quem escreve, é sem dúvida a atenção e o prazer que a sua obra pode suscitar no público leitor. É talvez o maior prémio – o reconhecimento público. Todo o autor tem um sonho – ser lido. E cada livro tem o seu perfil de leitor. Por isso, cada leitor aprecia mais umas obras do que outras. E todos somos, antes de mais, leitores. E ser-se leitor é apreciar-se aquilo que se lê e emitir uma opinião que pode ser mais ou menos profunda – pode ir de um simples “gosto” ou “não gosto” às considerações extensas tecidas sobre a obra que se leu. Mas a obra que não me convenceu, pode convencer outras pessoas. Já li obras premiadas que não me convenceram assim como li outras que me apaixonaram e vice-versa. Já me aconteceu também ler obras cujas críticas me chamaram a atenção, e cansar-me a meio. Poderemos daqui deduzir algo sobre o valor da obra? A meu ver não… Tem a ver, sobretudo, com o leitor. Então como poderemos encarar os prémios? Se pensarmos bem, qualquer prémio é atribuído por um júri, que conta, muitas vezes, com meia dúzia de pessoas “abalizadas” que, mediante certos critérios, se pronunciam pela escolha de um autor. Como leitores, têm a sua palavra a dar, e nada mais. Há que respeitar as suas escolhas, quer nós concordemos ou não com elas. O que é bom para eles, pode não ser para outros. Paciência. Se as pessoas que escolheram fossem outras, a escolha premiada seria a mesma? Isso não interessa. É a opinião deles. Há que respeitar. A literatura não pertence a meia dúzia de “entendidos” no assunto, mas também ao público em geral, que tem sempre a última palavra. Todos somos apreciadores, todos fazemos as nossas escolhas, com ou sem prémios. Não será a escolha anónima, que leva à compra de uma obra, um prémio já?

 

Fátima Nascimento

 



publicado por fatimanascimento às 19:18
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Estilo

Antes de mais, devo dizer que entendo o estilo como uma forma particular de utilizar a língua, o que diz respeito a cada um. Depois, a língua foi criada foi criada para servir o homem e não o contrário. Aliás, foi o próprio homem que a criou para o servir na difícil arte de comunicar e, no vasto oceano que ela é, cada um tem a sua maneira de se exprimir, isto é, o seu estilo. Na escrita passa-se o mesmo. E a literatura não é, também, excepção.

Há já algum tempo atrás, tive a oportunidade de passar os olhos por uma entrevista realizada a um autor português muito conhecido que conheceu o sucesso, nacional e internacional, que se traduziu num volume de vendas considerável, o que me enche de orgulho, e, desde já, desejo-lhe a continuação. Segui a entrevista com muito interesse, dando igual importância às perguntas e às respostas, como sempre faço. A determinada altura, deparo-me com uma questão que me deixou perplexa. O jornalista perguntava ao autor o que pensava de determinadas críticas que colocavam em dúvida a qualidade literária do seu estilo. Deve ser a pior questão que se pode colocar a um autor. Para mim, só há duas posições a tomar perante o estilo dos autores: ou se gosta ou não se gosta. E é tudo. Depois a linguagem literária não é, a meu ver, unívoca mas plurívoca. Ninguém pode obrigar ninguém, nem deve, a escrever como qualquer outro autor cujo mérito é reconhecido por uma determinada classe cultural. O estilo é pessoal e, como tal, nunca poderá ser posto em questão. Cada um deve encontrar, no universo literário, a sua voz. Esta tem de ser genuína ou não chegará até ao leitor. Uma crítica destas só passa pela cabeça de pessoas paradas no tempo, com uma visão estreita da literatura, o que não deixa de me suscitar, ao mesmo tempo, uma certa compaixão e repulsa. Só o atrevimento de se pôr em causa a escrita do autor em causa, provoca-me arrepios. Revela uma pretensão enorme, da parte de quem critica. Penso que se tocou num terreno privado onde ninguém se deve pronunciar, mas limitar-se, unicamente a apreciar. Nem que seja por uma questão de respeito. Eu, e a respeito do estilo deste autor, devo dizer que não só gosto como respeito ou não teria comprado os seus livros. Depois, a batalha está ganha, se se olhar ao volume de vendas, o que mostra que o escritor encontrou muitos leitores que se revêem no seu estilo. E é isto que é importante. Ou não serão os leitores que dão a importância ao escritor? Ninguém tem valor até que alguém lho dê. Eles são o maior e o melhor prémio que um escritor poder ter. Este escritor conseguiu-o. Parabéns!

 



publicado por fatimanascimento às 10:53
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
O valor da obra literária

Há algum tempo atrás, vi um programa que falava de obras literárias e as razões que lhes davam tal epíteto estavam em discussão. Uns achavam que a obra literária deveria ter a ver com a forma como estava escrita, isto é, o estilo, outros achavam que isso tinha ver com o sucesso de vendas. Enquanto se esgrimiam opiniões e se confrontavam nomes, eu perdi-me um pouco nesta discussão abalizada, cada um defendendo-se com argumentos e factos. Pareceu-me uma discussão inútil entre fundamentalistas e revolucionários... A obra vale por si, e é tudo. O resto tem de se deixar à consideração do leitor. Este é decisivo na escolha da obra, quer os peritos da língua estejam ou não de acordo. E é sempre a ele que vai caber a última palavra. Estas discussões poderão, eventualmente, despertar-lhes a curiosidade sobre este ou aquele autor e, na próxima passagem por uma livraria, abrirão e lerão algumas frases, parágrafos, páginas... e logo decidirão se o que lá está escrito lhes diz algo ou se, pelo contrário, nada lhes diz. Nós somos muito influenciados pelos colegas e amigos que nos recomendam este ou aquele título. Somos influenciados pelo entusiasmo deles quando falam de determinada obra ou autor. Aconteceu comigo, recomendarem-me vivamente uma determinada obra, que contava já um número invejável de exemplares vendidos. Na contracapa, ilustres personalidades dos diversos quadrantes da nossa sociedade, teciam altos elogios à obra e à forma como a tinham devorado... eu, que ao princípio, acompanhara a mesma com algum entusiasmo, não consegui passar do segundo capítulo, farta de andar às voltas no enredo... O que a mim não agradou, e deverei ser uma minoria, agradou a muitos outros. Ora, quem sou eu para contestar o valor da obra? Só porque eu não gostei, ela não terá valor? Onde reside o valor de uma obra? Na maneira como está escrita? Como leitor, eu posso gostar mais da maneira como este ou aquele autor se expressa e é tudo. Não há mais volta a dar ao assunto. Não podemos, nem devemos, criticar as metáforas deste ou daquele autor, ou a frequência com este ou aquele repete a mesma palavra dentro de um parágrafo, ou os pormenores com que se depara na narrativa, o leitor que se deixa embalar pela narrativa, não repara nesses pormenores, os que não entram nela, esses sim, repararão em tudo. Até se darão ao trbalho de dizer o que se deve deixar ou retirar da obra, porque se considera a mais ou violento... é a obra, e, enquanto leitor, o desafio está perdido para esse tipo de leitor, que terá de procurar um outro tipo de obra. Eu, por meu lado, entendo que a obra deve ser fiel ao seu autor, independentemente das críticas que recebe. Porque editar uma obra é expôr-se, é arriscar. Conheço muitas obras, por outro lado, que me agradam bastante mas que, por qualquer motivo que me escapa, permanecem na obscuridade, independentemente do seu valor literário. Não tem a ver com o autor, tem a ver com a escolha do leitor, que já de si é limitada, uma vez que ele só pode escolher o que lhe chega às mãos e que já foi sujeito a avaliação e selecção, por parte dos editores. (Pode também ter a ver com a forma como é ou não é publicitada.) Estes, enquanto leitores, também têm os seus gostos e, como tal, fazem as suas escolhas. Tudo é subjectivo. Qualquer escolha é subjectiva, embora teimemos em justificar racionalmente tudo o que fazemos, até as escolhas. Mas uma certeza podemos ter, há sempre um perfil de leitor para cada obra. Por isso a internet é um espaço maravilhoso, porque dá oportunidades a todos aqueles que escrevem e queiram dar a conhecer aos outros. E, nas minhas madrugadas de insónia, já encontrei muitas pessoas cuja escrita me disse bastante... a própria net é uma editora, mas mais democrática. Tudo quanto se escreve, salvo as excepções, com as quais devemos sempre contar, se encontra lá. E é óptimo. Tive conhecimento de um escritor de blog que publicou há pouco um livro de papel...  Mas a net pode ser o futuro. Já pensaram nisto?

 



publicado por fatimanascimento às 20:22
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