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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Livrarias, livros e gestão

Estamos a atravessar um túnel do qual levaremos algum tempo a ver a luz do sol e, quando finalmente o virmos, vai ser sempre uma breve aberta no farto céu cinzento, para, logo de seguida, mergulhar noutra. O que pode variar é o grau de gravidade da mesma. Se olharmos para trás, para a nossa história económica, o país viveu, salvas as devidas excepções, imerso em crises. Esta é só mais uma. A crise afecta sempre todos os sectores da sociedade. Ainda há pouco tempo, alguém me perguntava se eu não tinha medo de lançar os meus livros neste período de crise, quando grandes livrarias fecham as portas. Pergunta pertinente. Eu própria conheci uma livraria, também muito conhecida, que fechou as portas da loja que possuía num centro comercial da minha zona. Eu própria frequentava essa livraria com regularidade, embora nem sempre comprasse. A partir de uma certa altura, espantei-me com o tipo de produtos que ali colocaram à venda. Havia livros técnicos que talvez tivessem saída nos grandes centros, mas que, ali, nada tinham a ver com o perfil de leitor que frequentava aquele espaço. Ao falar com uma ex-empregada da conhecida livraria, ela própria não se dava conta do que sucedera. Sempre se lembra de haver vendas. O que acontecera é que, a partir de certa altura, elas haviam diminuído consideravelmente. Era verdade. E tinha a ver com o tipo de livros que puseram à venda, e que não diziam nada ao possível comprador. Eu ainda me lembrava de um livro que andava para comprar há algum tempo, procurando uma aberta num mês menos pesado, no que se refere a facturas e, quando voltei lá, já haviam vendido todos os exemplares. Portanto, os livros vendiam-se, assim como os dvds, e outro material, desde que o comprador encontre aquilo que realmente procura. Eu também fiz assim. Quando há crises, e estas implicam desemprego e a consequente falta de poder de compra, o sector da cultura é o que mais sofre. Se olharmos para a classe média enfraquecida, ela só poderá ter em vista a sobrevivência, pelo que só poderá pensar no tecto e na comida. A roupa, essa, sempre há quem ofereça o que já não usa. Mas as outras classes, as que estão acima dela, essas poderão continuar a comprar e geralmente continuam. Sim, porque a crise não afecta todos da mesma forma. Depois, e olhando aos livros expostos na prateleira, as edições parecem suceder-se a um ritmo vertiginoso. Os autores conhecidos continuam a vender. O que é bom. Quanto aos outros, os que são pouco conhecidos, esses debatem-se sempre com o problema da falta de divulgação. Enquanto essa barreira não for ultrapassada, com crise ou sem ela, o autor encontrará sempre a pior barreira – a falta de divulgação. Seja em que época for.



publicado por fatimanascimento às 20:25
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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Falar de outros

Dizer mal tornou-se algo banal e parece querer alastrar-se a todos os aspectos da vida e, o que é mais grave, fala-se abertamente mal do que os outros fazem. Todos nós somos leitores e temos a nossa opinião sobre determinado livro que lemos, e, basicamente, gostamos ou não, por este ou outro motivo, e comentamos com amigos. Nada mais. Outra coisa é falarmos de um colega de profissão, falando da sua obra em termos depreciativos, e para mais, dizê-lo durante uma entrevista sua, e perante uma plateia de admiradores seus, e na presença de órgãos da imprensa…

Refiro-me a uma entrevista, que li recentemente, de um escritor português, de reconhecido mérito, e que conta com a admiração de muitos leitores nacionais e estrangeiros, para já não falar dos prémios nacionais e internacionais com que já foi presenteado. Nada tenho a dizer das respostas da sua autoria, não fosse uma única nota que colocou mau tom naquela entrevista, quando se referia a um outro escritor, nomeadamente ao último livro deste. Fiquei chocada porque, sinceramente, não esperava. E não esperava dele. E como na minha profissão, a minha posição foi sempre ajudar os outros, (mesmo quando terceiros falavam mal), ajudando-os, mesmo às escondidas, e outras vezes, com a cumplicidade de outros colegas, não percebo esta atitude, que não destoa, do que vulgarmente se passa por aí. Mas dele… eu não esperava isto. Não é por ser o escritor que é, porque sei que antes de sermos escritores, pedreiros, professores, actores, etc, somos, antes de tudo, pessoas. Eu não o conheço como pessoa, talvez tenha dito aquilo que realmente pensava, pois nunca me passou pela cabeça, o contrário. Só que não foi o momento, nem o sítio mais adequado para o fazer… Poderia ter esperado por um momento mais oportuno, onde pudesse falar calmamente com o escritor em questão e explicar-lhe porque não gostara do livro. Teria sido mais proveitoso. Também não sei a que se refere exactamente, quando diz que aquele é uma “m…”, mas não gosto de pensar que as coisas só têm uma maneira de ser feita, gosto mais de pensar que há mais do que uma, e que a literatura não é excepção. Depois, é só a sua opinião… e pelo número de volumes vendidos, há muitos leitores, seguidores do escritor visado, que gostam e que também precisam de ser respeitados. Sempre defendi que, independentemente da obra e do escritor que lhe deu vida, está também o gosto de um leitor, que por ser anónimo, passa despercebido, mas existe. Não vamos criar questiúnculas à volta daquilo que o outro faz, respeitemo-lo, simplesmente, gostemos ou não do que faz. Pelo menos publicamente.

 



publicado por fatimanascimento às 17:23
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
As “figuras públicas” e a informação

 

Várias figuras públicas, de várias classes sociais, culturais, desportivas, etc. queixam-se continuamente do mesmo – do assédio mediático às suas vidas privadas, para já não falar das mentiras acerca delas que, muitas vezes, são impingidas aos leitores. As denominadas “figuras públicas” conquistaram o estatuto e o conforto financeiro que a maioria dos portugueses não tem e ambiciona. Daí a curiosidade de saber como é que as pessoas com dinheiro e fama vivem, não se interessando minimamente se essa curiosidade acaba por prejudicar a vida das suas “figuras públicas”. Estas revistas acabam por ser uma fuga aos problemas e à rotina quotidiana daqueles que fielmente as lêem. O problema não está só nos leitores nem na sua curiosidade que acabam sempre por ser a causa do cansaço dessas “figuras públicas”, que quase nem podem sair à rua, sem serem importunados por fotógrafos. O problema é ainda mais grave e reside também no tipo de jornalismo que se faz. Há bom e mau em tudo e também a imprensa “cor-de-rosa” não é alheia a esse fenómeno. Há revistas sérias e outras menos sérias. As revistas sérias limitam-se a informar, enquanto as outras se acostumaram a distorcer os factos. Desde que venda, vale tudo, mesmo que para chamar a atenção do público consumidor deste tipo de revistas, se tenha de mentir. Já não é a primeira vez que vejo este tipo de jornalismo com títulos fantásticos que, muitas vezes, não correspondem à verdade. Quando se tem uma revista como a espanhola que eu costumava ler, muito sóbria na informação que disponibiliza aos seus leitores, e se vê outras menos sérias, quer sejam portuguesas ou espanholas, com títulos de gosto duvidoso, percebe-se bem a diferença entre elas. E quando se lê uma revista séria, e já se sabe o que se passa, e depois, se depara com outras, e se tem a oportunidade de ler estas últimas, questionamo-nos como é que não há mais processos em tribunal. De facto, se olharmos para o passado, temos o exemplo de uma revista portuguesa que foi obrigada, por decisão judicial, a pagar uma avultada indemnização a uma “figura pública” estrangeira, devido a informações publicadas sobre a mesma, acabando mesmo, depois, por falir. As revistas mais sérias, essas, acabam ganhando a confiança das “figuras públicas” que lhes abrem as portas de sua casa, ultrapassando em prestígio as fronteiras do seu país, abrindo noutros países delegações que fazem réplicas dessa mesmas revistas, enquanto outras têm de se contentar com as informações de fontes anónimas e, ainda por cima, mal informadas, para além de possíveis queixas em tribunal. Os leitores têm também de começar a distinguir “o trigo do joio”, e perceber quais as revistas fidedignas e as que não têm qualquer interesse informativo, se querem ser respeitados por este tipo de informação. Mas isto já está a acontecer e nota-se que algum público começa já a cansar-se deste tipo de revistas menos sérias, porque ele é o principal lesado, a par com as vítimas dessa desinformação, de tal tipo de jornalismo. Ninguém gosta de ser enganado ou ver as pessoas injustamente humilhadas, mesmo que estas sejam “figuras públicas”. Bem, já não digo nada, talvez haja, dentro do público leitor, um pouco de tudo e para tudo… e isso é mau tanto para os que desinformam como aqueles que são desinformados e… para aqueles que vêem a sua vida distorcida na praça pública. A verdade é que ninguém ganha com este mau jornalismo. Quanto ao leitor, pode-se afirmar que ele é aquilo que lê.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 11:27
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
criadores e plagiadores

Sem ideias não há nada. E é precisamente este aspecto que distingue o criador do plagiador – as ideias. Há criadores com uma imaginação inesgotável e há outros com pouca. Os primeiros, os criadores, esses, pegam numa folha em branco e deixam escorrer nela a imaginação. Os outros, os que têm pouca imaginação, mas gostam de escrever, (porque todos escrevemos, uns sobre a realidade que nos envolve, os outros sobre uma realidade toda ou quase toda ela fictícia), e há duas espécies: os honestos e os desonestos. Os primeiros, pegam na vida e buscam nela inspiração, e, a partir daí, criam todo um enredo entretecido de realidade e ficção ou pegam em situações hipotéticas e fictícias, tecendo, a partir delas, todo esse mesmo enredo. Depois, vêm os outros, os desonestos, aqueles que pouco ou nada têm a dizer, ou aqueles que têm algo a dizer, mas que não têm coragem para o fazer, pelas mais diversas razões, havendo ainda aqueles que têm uma linha contínua de criações, sem grandes desvios significativos, que pretendem algo mais ambicioso. São este tipo de criadores que precisam de uma ajuda, para concretizarem algo na vida. Geralmente essa ajuda vem, salvo algumas excepções, que as há, de ideias subtraídas a outros, das mais diversas maneiras. Procuram, através das ideias dos outros, conseguir a tão almejada notoriedade que, julgam eles, não conseguem dentro da linha seguida por eles. É, talvez, essa ganância desmesurada, aliada a uma vaidade, também ela desmesurada, que faz com que os plagiadores se atrevam e corram riscos de um dia se verem desmascarados. Lá diz o nosso povo que, “quem o alheio veste na praça o despe” e, salvo raras excepções, assim acontece. O que acontece é que estas raras excepções se vão tornando, cada vez mais, frequentes. Estes criadores acham que nunca irão ser descobertos e, depois, se tal acontecer, já têm os bolsos cheios de dinheiro, que, muitas vezes, é o móbil principal de tal atitude. São eles que se podem incluir no grupo dos que “têm medo mas não têm vergonha”. Enquanto se prova esse plágio e não prova, já eles ganharam muito dinheiro com a obra editada, pelo que o crime acaba sempre por compensar, de alguma forma. Depois, surge também, dentro do plágio, a eterna questão – quem é o verdadeiro criador da obra, aquele que teve a ideia ou o plagiador que a copiou e a desenvolveu à sua maneira? A questão poder-se-á colocar de outra forma, o que é mais importante – a escrita ou a ideia? Por mim, eu posso responder que o mais importante é a ideia/imaginação, sem a qual não há nada. E provar que é a este criador que pertence a ideia é sempre difícil em termos judiciais, mas não é impossível. Depois, há várias maneiras de se fazer justiça – o leitor tem também uma palavra a dizer.



publicado por fatimanascimento às 15:33
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
O valor da obra literária

Há algum tempo atrás, vi um programa que falava de obras literárias e as razões que lhes davam tal epíteto estavam em discussão. Uns achavam que a obra literária deveria ter a ver com a forma como estava escrita, isto é, o estilo, outros achavam que isso tinha ver com o sucesso de vendas. Enquanto se esgrimiam opiniões e se confrontavam nomes, eu perdi-me um pouco nesta discussão abalizada, cada um defendendo-se com argumentos e factos. Pareceu-me uma discussão inútil entre fundamentalistas e revolucionários... A obra vale por si, e é tudo. O resto tem de se deixar à consideração do leitor. Este é decisivo na escolha da obra, quer os peritos da língua estejam ou não de acordo. E é sempre a ele que vai caber a última palavra. Estas discussões poderão, eventualmente, despertar-lhes a curiosidade sobre este ou aquele autor e, na próxima passagem por uma livraria, abrirão e lerão algumas frases, parágrafos, páginas... e logo decidirão se o que lá está escrito lhes diz algo ou se, pelo contrário, nada lhes diz. Nós somos muito influenciados pelos colegas e amigos que nos recomendam este ou aquele título. Somos influenciados pelo entusiasmo deles quando falam de determinada obra ou autor. Aconteceu comigo, recomendarem-me vivamente uma determinada obra, que contava já um número invejável de exemplares vendidos. Na contracapa, ilustres personalidades dos diversos quadrantes da nossa sociedade, teciam altos elogios à obra e à forma como a tinham devorado... eu, que ao princípio, acompanhara a mesma com algum entusiasmo, não consegui passar do segundo capítulo, farta de andar às voltas no enredo... O que a mim não agradou, e deverei ser uma minoria, agradou a muitos outros. Ora, quem sou eu para contestar o valor da obra? Só porque eu não gostei, ela não terá valor? Onde reside o valor de uma obra? Na maneira como está escrita? Como leitor, eu posso gostar mais da maneira como este ou aquele autor se expressa e é tudo. Não há mais volta a dar ao assunto. Não podemos, nem devemos, criticar as metáforas deste ou daquele autor, ou a frequência com este ou aquele repete a mesma palavra dentro de um parágrafo, ou os pormenores com que se depara na narrativa, o leitor que se deixa embalar pela narrativa, não repara nesses pormenores, os que não entram nela, esses sim, repararão em tudo. Até se darão ao trbalho de dizer o que se deve deixar ou retirar da obra, porque se considera a mais ou violento... é a obra, e, enquanto leitor, o desafio está perdido para esse tipo de leitor, que terá de procurar um outro tipo de obra. Eu, por meu lado, entendo que a obra deve ser fiel ao seu autor, independentemente das críticas que recebe. Porque editar uma obra é expôr-se, é arriscar. Conheço muitas obras, por outro lado, que me agradam bastante mas que, por qualquer motivo que me escapa, permanecem na obscuridade, independentemente do seu valor literário. Não tem a ver com o autor, tem a ver com a escolha do leitor, que já de si é limitada, uma vez que ele só pode escolher o que lhe chega às mãos e que já foi sujeito a avaliação e selecção, por parte dos editores. (Pode também ter a ver com a forma como é ou não é publicitada.) Estes, enquanto leitores, também têm os seus gostos e, como tal, fazem as suas escolhas. Tudo é subjectivo. Qualquer escolha é subjectiva, embora teimemos em justificar racionalmente tudo o que fazemos, até as escolhas. Mas uma certeza podemos ter, há sempre um perfil de leitor para cada obra. Por isso a internet é um espaço maravilhoso, porque dá oportunidades a todos aqueles que escrevem e queiram dar a conhecer aos outros. E, nas minhas madrugadas de insónia, já encontrei muitas pessoas cuja escrita me disse bastante... a própria net é uma editora, mas mais democrática. Tudo quanto se escreve, salvo as excepções, com as quais devemos sempre contar, se encontra lá. E é óptimo. Tive conhecimento de um escritor de blog que publicou há pouco um livro de papel...  Mas a net pode ser o futuro. Já pensaram nisto?

 



publicado por fatimanascimento às 20:22
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