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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Palavra vs imagem

Há alguns anos atrás, costumava recostar-me na cabeceira da cama para ler alguns contos à minha filha mais velha – a Maria. Eram variados e ilustrados. Acontecia, muitas vezes, repetir os da sua predilecção, por exigência dela. Eu lia as histórias e ela acompanhava atentamente a narrativa pelas ilustrações. Uma noite dessas, ela interrompeu a leitura para me dizer que não estava a contar tudo! Olhei-a, incrédula! Não sabia ler ainda! Andava no infantário! De facto, algumas vezes, o cansaço levara-me a resumir as narrativas à sua linha condutora principal, contando o essencial para que a história tivesse lógica. Nunca reclamara! A certa altura, sentindo-me mal com a batota realizada, chegara mesmo a explicar-lhe o motivo que me levara a resumir as mesmas.

Ora, nessa noite, quando calmamente lhe lia uma das narrativas que ela seguia fielmente a mesma através das imagens, como sempre acontecia. Ainda não sabia ler. A certa altura, disse-me tristemente:

- Oh, mãe, não estás a ler tudo!

- Por que dizes isso? – observei admirada.

- Olha aqui! – observou apontando com o indicador alguns aspectos da ilustração – Tu não contaste isto, nem isto…

Fitei os desenhos, com curiosidade. Tinha razão. O ilustrador tinha contemplado os desenhos com pormenores que não constavam do texto. Expliquei-lhe isso mesmo. Não pareceu muito convencida. Continuámos a nossa aventura pelas páginas da história quando, a certa altura, ela se mexeu visivelmente incomodada. Eu estava a saltar linhas! Como?! Eu, a saltar linhas? Como assim?! Uma página ilustrada com aspectos que não constassem do texto, ainda ia lá, mas tantas…??? Amuou. Eu, perplexa, não sabia como descalçar a bota! Voltei a explicar-lhe que os pormenores da ilustração não estavam do texto da história. Parecia não querer saber! Por fim, como não resultasse pedi-lhe para me apontar os aspectos que eu, supostamente, tinha saltado. E ela não se fez rogada.

- Olha, não contaste este… não disseste que fez isto…

Eu olhava para o omisso texto sem saber se me devia zangar com o narrador se com o ilustrador! Quando, depois de muita luta, ela lá compreendeu e sossegou, tive uma ideia: eu contava a história e ela acrescentava os pormenores inseridos nas ilustrações. Assim foi. Até que, alguns anos mais tarde, se cansou ficando-se pela narrativa.

Algum tempo mais tarde, num teste de poesia, apresentei um pequeno poema ilustrado. Qual não foi a minha surpresa quando, grande parte das questões estavam mal respondidas. Ao olhar para a ilustração, percebi o erro! Tentei, contudo, indagar junto deles a razão do seu insucesso. Tinha sido a ilustração! Em vez de ler, muitos tinham seguido a ilustração! Resolutamente, retirei estas dos testes! Nunca mais! Daí em diante, deixaria tudo à imaginação/interpretação dos alunos. Mais recentemente, quando lia, numa “Hora do Conto”, “O Bojador” de Sophia de Mello Breyner Andresen, um colega, acompanhou com imagens retiradas da net, a minha representação. Nada podia surtir pior efeito nos alunos! Num momento que se queria imaginativo, a atenção passou para as imagens! Estava engraçada, a ideia, mas eles dispersaram-se completamente! Atiraram para segundo plano a audição da pequena peça para se focarem unicamente nas imagens. Nas outras turmas, porém, foi um sucesso. Imagens? Talvez na preparação para a leitura da obra ou para uma possível pós-leitura, mas nunca durante a mesma. Lógico que esta ideia não é regra, só experiência!


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publicado por fatimanascimento às 18:09
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
A imagem de Portugal no exterior

Li, há pouco, um artigo de opinião, onde um político conhecido dava conta da má impressão que os outros países da Europa têm do nosso país. Isto dá que pensar… Quem dá essa má impressão do nosso país?

A maior parte dos portugueses não tem dinheiro para se deslocar ao estrangeiro. Mas eles têm a possibilidade de se deslocarem cá… Tendo em conta que somos sempre, salvas as raras excepções, (que as há), muito acolhedores e simpáticos com os visitantes estrangeiros, não deve ser do pouco tempo que por cá passam que eles ficarão com essa má impressão. Os portugueses que abandonaram o nosso país, no intuito de encontrar, nos outros, uma vida melhor, estão, na sua maioria, bem vistos e perfeitamente integrados nas sociedades de acolhimento. Noutros campos, como o desporto, temos alguns desportistas que levaram o nome do nosso país aos quatro cantos do mundo (quem não conhece Cristiano Ronaldo ou o Figo?) Isto só para citar o futebol que continua a ser o líder dos desportos. Nas artes, também vamos conseguindo o espaço para levar até esses países o que por cá se faz… Não poderemos esquecer nomes que são já uma referência internacional (pelo menos na literatura, que são os mais conhecidos).

Resta-nos os campos da política, da justiça (que em certas esferas parece não funcionar) e da economia e finanças (casos BPN e BPP, os mais conhecidos). São estes campos que dão uma má imagem do nosso país ao resto do mundo, uma vez que o que se passa por cá também é notícia nos outros países… não admira! E como nada se prova nem se sabe nada em concreto, a não ser algumas declarações dos visados que parecem não ter outro fim que o de despistar quem ouve, e, quando ainda não se apuraram as responsabilidades do caso Freeport, já andam atrás dos responsáveis pelas fugas ao segredo de justiça… parece-me, no mínimo, estranho! Para já não falar do envolvimento de certas pessoas, ao que parece, já identificadas e ligadas à administração pública que, segundo declarações, estão envolvidos em negócios escuros não se fazendo nada para pôr cobro a tal situação. Isto não indicia nada de bom. É, no mínimo, assustador! Ora, constituindo estas notícias a maior parte do bolo informativo, (e as primeiras páginas dos jornais e a abertura dos noticiários), nos mais variados tipos de meios de comunicação no nosso país, sê-lo-ão também nos outros, não será difícil de perceber quem projectará tão má imagem do país no exterior. Às vezes, quando oiço notícias destas, tenho a sensação de que estão a falar, não do nosso país, mas de um país corrupto do terceiro mundo!

 



publicado por fatimanascimento às 21:22
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
A pretensão do ser

Tenho uma amiga extraordinariamente inteligente e sensível, que passou grande parte da sua vida a ajudar os outros. Desde familiares a conhecidos e amigos, todos foram tocados por aquele coração grande e profundo. A inteligência dela nunca precisou de provas, mas, inexplicavelmente, era precisamente a ela que exigiam essas provas. Incompreensivelmente, alguns membros da sua família, mesmo reconhecendo as suas qualidades intelectuais, sempre as negaram rotundamente comparando-a sempre depreciativamente com a irmã mais nova, ou dizendo em voz falsamente meiga, de quem finge que gosta, que o que ela conseguia devia-o a alguém. Nunca ela desconfiou do que se passava verdadeiramente à sua volta. Muito agarrada afectivamente à família que visivelmente não a merecia, ela sempre superou aqueles ataques, umas vezes velados outras vezes abertos, sem compreender exactamente o que se passava. Foi mais recentemente que estes ataques se tornaram mais frequentes e mais mortíferos. Chegaram a cortar-lhe o seu meio de subsistência, quando ela se encontrava só presa por umas cadeiras do último ano de faculdade. Passou um pouco por tudo. Para além das humilhações tão frequentes, vindas agora de todas as partes, a fome e as crises de depressão, quase acabaram com ela. Sobraram-lhe algumas, muito poucas, pessoas. Mesmo algumas dessas acabaram por a lesar de alguma forma, com palavras que ela não merecia. Agarrou os trabalhos que estavam ao seu alcance. Como todas as pessoas de alma grande e de grande valor, ela nunca se deu muito valor. Talvez porque tudo o que ela conseguia tão naturalmente, os outros obtinham-no com mais dificuldade, que ela sempre ajudava a superar, como se fosse algo natural, que lhe corresse no sangue. Um dia, ao falar com uma determinada pessoa do seu círculo de conhecidos e falando de si de uma forma simples e despretensiosa, como sempre fazia, ela reparou no efeito negativo que estava a provocar no seu interlocutor. A partir desse momento, ela observou outras pessoas, que não tinham metade do seu valor, reconhecia ela, na sua habitual forma de ser simples e despretensiosa, e percebeu na forma como elas se insinuavam junto dos outros, deixando-os deslumbrados. Aí, infelizmente, ela percebeu que se quisesse fazer passar a sua mensagem de forma eficaz, ela teria de usar as mesmas armas. A pessoa tem de se valorizar diante dos outros para que eles lhe dêem valor! Não basta ter valor, temos de fazer a pessoa acreditar nesse valor. Uma espécie de marketing pessoal para promoção da própria imagem. Aqui, podemos ver a sociedade que criámos, só agarrada ao parecer esquecendo-se que o fundamental é o ser. Agora, das duas uma: ou pactuamos com esta regra já institucionalizada nas relações humanas e contribuímos para esta palhaçada que se tornaram as relações humanas, ou demarcamo-nos pela diferença, continuando a seguir essa forma simples e despretensiosa de ser e sofrendo as consequências que daí advêm. A sociedade é clara na sua mensagem: ou te juntas a nós ou ficas sozinho, ou segues as regras ou perdes. Eu sei qual é a minha posição nisto tudo… mas não posso criticar quem, depois de já ter sofrido muito e aprendido, tenha, para se defender, nem que seja só neste caso de sobrevivência, de pactuar com essas mesmas regras. Fazer o quê? As pessoas não vêem mais e nem querem ver. Uma coisa é certa - nem ela (nem ninguém!) precisa de agir dessa forma comigo. E, quem já tentou, já sabe o resultado… eu desmonto toda a fachada e a pessoa acaba por cansar-se! Mas também há os falsos modestos que tentam, desta forma, passar a mensagem que não passa da outra forma. Nem assim dá comigo! A pessoa tem de ser aquilo que é, sem artifícios.

 

 



publicado por fatimanascimento às 11:07
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
A bondade e a estupidez

Há pessoas que insistem em confundir estupidez com bondade e o pior é que têm o poder de convencer os outros, pela vergonha, de que têm razão. Mas não é. Estupidez e bondade nada têm em comum. O que acontece é que a falta de valores leva a que as pessoas mal intencionadas procurem confundi-las na cabeça dos outros. Por exemplo, quando uma pessoa precisa de um favor – dinheiro – e outra lho cede de boa fé, não está a ser estúpida, está a ser boa. Agora, o que acontece é que nem sempre as que beneficiam desta bondade a honram cumprindo escrupulosamente as suas obrigações que são o pagamento total ou faseado da quantia emprestada. Tudo depende da pessoa a quem se empresta e da intenção desta. É nestas que está o problema e não nas outras. Mas é precisamente aqui que a porca torce o rabo e tenta virar-se o feitiço contra o feiticeiro, na maior parte das vezes: as boas pessoas pensam “Que horror! Já não se pode confiar em ninguém!”, ao passo que as más defendem que a pessoa que empresta é estúpida, pois ela não sabe que não se pode confiar em ninguém? A partir daqui geram-se as duas facções a pró e a contra que falam até o assunto se esgotar nas suas mentes. Entretanto, e apesar do que se possa dizer, a verdade é só uma: alguém emprestou e a outra parte não honrou o compromisso. E é nesta que se têm de concentrar as atenções. O que fazer nestes casos? A queixa na polícia é a maneira, ao que parece, mais sensata de resolver a questão. O que acontece é que as pessoas, doridas e com medo da reacção dos outros, evita tornar público o que aconteceu: têm dedo de passar por parvas. E, até certo ponto, são capazes de se sentir parvas, por terem acreditado na pessoa que, numa aflição, lhes pediu ajuda. Mas não são. Elas fazem o que qualquer pessoa, mais desligada do dinheiro, faz quando vêem alguém aflito – ajudam. O que tem de acontecer, e vai ser difícil mudar aqui as mentalidades tão viradas para a boa imagem pública, é obrigar as pessoas em dívida a cumprir as suas obrigações morais que já deveriam ter sido aprendidas em criança, não sendo assim, não maltratem quem apenas se limitou a fazer o que já poucas pessoas fazem: acreditar em alguém. E não há mal nenhum nisto; mal está nas pessoas que não honram os seus compromissos. São estas que têm de ser condenadas e não as outras. É contra estas que os ânimos têm de se acender. O problema é sempre a justiça tão limitada nos seus meios, mas como tenho defendido: nada é impossível. Entretanto, e enquanto não se resolve o problema ou problemas, ponham a culpa na pessoa certa: a incumpridora.



publicado por fatimanascimento às 10:29
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Sábado, 21 de Junho de 2008
Mundo de mentira

 

A mentira é uma arma hábil e forte, num mundo em que os fins justificam os meios. Então, quando se trata de vender, tudo parece estar mais do que justificado. Deparamo-nos com a mentira em todas as situações, e há mesmo frases que vomitam filosofias estranhas, capazes de iludir as mentes mais distraídas como “A verdade depende dos olhos que a vêem”. Não é verdade. Pelo menos, não deveria ser assim, uma vez que a verdade, independentemente do que queiram levar a crer, é só uma. Só aos mentirosos interessa esta maneira quase simpática de ver as situações quotidianas da vida, divertindo-se a colorir de tons mais ou menos carregados a realidade, falsificando a verdade. Nós convivemos com a mentira, no dia a dia, pelo que, erradamente, já nos habituámos a ela. Estamos a ver a pessoa a mentir, mas fingimos que acreditamos. Já não nos damos ao trabalho de mostrar que sabemos que ela está a mentir. A mentira está institucionalizada na nossa sociedade. As pessoas vivem da imagem, descurando o seu lado espiritual. As máscaras proliferam. O comércio não é excepção. Por exemplo, todos os dias, quase, nos deparamos com soluções miraculosas que visam rodear problemas de saúde que vêm sacudindo as pessoas, devido à alimentação errada que se vai praticando e à vida sedentária. Quando menos esperamos, lá está uma solução que as marcas arranjam, para, aparentemente, solucionarem os problemas, quando, de facto, só estão a rodeá-lo. É o caso dos alimentos denominados de “light” que contêm, na sua composição, elementos que fazem ainda pior à saúde. Para evitar que as pessoas deixem de consumir, as empresas, para continuarem com os lucros, põem no mercado maravilhas que acabam por arruinar, na mesma, a saúde das pessoas. Elas aproveitam-se da ignorância da maioria dos consumidores, para os enganar. Ora, sendo a saúde, a maior riqueza que nós temos, e a das empresas, o dinheiro, qual das duas vai vingar? O bom senso ou a ganância do lucro? Não será altura de estas empresas se preocuparem com produtos alternativos, mais saudáveis, em vez de andarem a enganar os consumidores? Podem continuar a fabricar esses produtos como até aqui, sem preocupações “light”, ou outras, pois ainda há pessoas que os podem consumir, mas não enganem ninguém… até porque a mentira tem pernas curtas. A verdade vem sempre, mais tarde ou mais cedo, à superfície, (raras são as vezes, em que isso não acontece, embora isso também suceda, quando as pessoas estão tão cegas que não querem ver), e geralmente, os que ingressam na mentira ficam sempre mal vistos, por mais cautelosos que os mentirosos sejam. Estes alimentos acabam por ser denunciados pelas pessoas que, em consciência, combatem estas e outras mentiras, (e bem hajam, por isso!) acabando as empresas por ser também prejudicadas, no aspecto em que elas mais temem – a imagem. Esta não corresponde à verdade, logo as pessoas não arriscam. Até por uma questão de saúde! Sempre que tenham dúvidas, ou desconfiem da fartura, perguntem ao vosso médico ou ao farmacêutico… sempre é uma solução, para evitar o engano!



publicado por fatimanascimento às 18:50
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