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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
Espírio tribal

Um autor romano disse uma vez, sobre a parte mais ocidental do continente europeu, que os autóctones “não se governavam nem se deixavam governar”.

Depois de milhares de anos, olhamos para nós e percebemos que não evoluímos muito, neste aspeto. Para além dos problemas económicos em que o país se vê afundado ciclicamente, devido sobretudo à má gestão dos responsáveis governamentais com ou sem ajuda do contexto económico exterior. Temos de olhar para dentro e pensar seriamente nas notícias que vêm a público e que não deixam nada bem vistos a classe política (e não falo só dos governantes, toda ela). Se pensarmos também nas manifestações e nos cartazes apresentados, percebemos divisões (todos falam na primeira pessoa dos problemas) quando temos de nos concentrar no núcleo de problemas que mais nos afetam: a descriminação salarial e contributiva. Já tive mais do que uma oportunidade de dizer que não há trabalhos mais importantes do que outros. Todos são importantes. Mas a descriminação salarial insiste em dividir a população em duas classes: os de primeira e os de segunda. (Para Já não falar no eterno problema do desemprego). Quanto ao regime contributivo, os mais favorecidos salarialmente são os que menos contribuem numa desproporção incrível. Se aplicarmos este cenário a um regime de crise económica crítico, vemos estas diferenças injustas acentuarem-se desagradavelmente para aqueles que menos recebem e mais contribuem não só para pagar a crise e todos os erros alheios ao povo cometidos (antes, durante e depois do início dela) e, como dizia alguém, também para sustentar toda uma “aristocracia política” que se implantou no nosso país. Toda a gente sabe que a classe política enriquece. E vai-se sabendo como. E, para cúmulo, percebe-se que, apesar das certezas encontradas durante as investigações, não são punidos judicialmente como se um véu invisível os livrasse da cadeia. Todos conhecemos casos. Só alguns foram punidos e questiono-me como é que só alguns caíram na malha da justiça, quando outros continuam impunes, longe dos holofotes das notícias. Será por acaso?

Então, talvez devamos perceber o que é comum a todos e passar a exigir o mesmo. Só assim seremos ouvidos…. ou não? Pelo menos, psicologicamente falando, provoca mais respeito um povo que reclama a mesma coisa nas manifestações do que aquelas em que cada um fala dos seus problemas… Ou não será assim?



publicado por fatimanascimento às 18:24
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
Espírito natalício

Estou, mais uma vez longe de casa, numa vida errante que parece não conhecer fim. Nada tenho contra esta vida, para além dos contratempos familiares e financeiros: conhecem-se novas pessoas, novas formas de trabalhar… mas foi a segunda vez que passei a época natalícia longe da família. (O ano passado, devido ao horário de 5 horas letivas que não dava para pagar as despesas da estadia forçada.) Dado o contexto socioeconómico previsto para 2013, e dada a distância e o preço astronómico da gasolina, o dinheiro poderá fazer-me falta, assim, optei por ficar.

Nestas andanças, fazem-se amizades mais ou menos resistentes à corrosão do tempo. Há pessoas com as quais criamos inexplicavelmente empatia. É uma situação agradável, pois faz-nos sentir em casa,) Aconteceu-me este ano. Por volta do dia de Natal, tive a oportunidade de convidar uma colega, também deslocada dos familiares mais próximos, e que vive sozinha, para passar a véspera e esse dia tão especial comigo. A sua resposta surpreendeu-me como um punhal cortante: “ O Natal é para passar com a família e não com estranhos”. A resposta apanhou-me completamente desprevenida. Foi o choque. Estranhos? Para mim, ela era tudo menos uma estranha! Depois, não percebi quem era ali a estranha: se eu ou ela. Cheguei à conclusão que aquela frase se aplicava a ambas. Pus-me então a pensar no conceito redutor que este país (talvez mesmo mundo) tem de família. A família não vai além dos laços familiares, mesmo quando o contacto é fraco ou mesmo inexistente. Isto cria muita solidão, principalmente, nesta época. Na minha mente, este conceito é muito mais abrangente. Talvez porque, durante a minha vida, tenha encontrado pessoas que, apesar da falta desses laços, tão sobrevalorizados, são mais amigos que a própria família. Para mim, família são todas as pessoas que se entendem entre si e se dão bem. Para mim, isto deveria ser extensível à própria humanidade. Mas, é claro, há pessoas que não pensam assim e nem sentem desta forma. E, como em tudo, há que respeitar. Infelizmente, para a própria Humanidade, há pessoas que sentem os outros diferentes. Não é o meu caso. Não será o de muitos, mas parece ser o da maioria. Quem perde é a própria humanidade, com esta mentalidade. Não há exceções. Felizmente, para mim e para a minha pequenina, a minha senhoria e o filho tornaram-se a nossa família nesta terra. (Assim pensávamos nós. Assim foi até aí) Uma família de coração. E haverá melhor do que isto? Este é o verdadeiro conceito de família, pelo menos, para mim.



publicado por fatimanascimento às 14:06
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Onde está o espírito natalício?

No M~es passado, algum tempo antes do Natal, acudi, na companhia da minha filha mais nova, a um hipermercado para nos abastecermos dos produtos alimentares normais. O hipermercado estava anormalmente cheio de pessoas e crianças deslizando pelos corredores em busca da realização do sonho natalício. Aumentando fluxo de pessoas, a estes espaços, diminui o espaço para a movimentação individual e aumenta o ruído e o tempo de espera para o acesso aos serviços do talho, peixaria, caixa registadora e, no fim, e como não poderia deixar de ser, temos de enfrentar a fila para o embrulho de prendas. É precisamente nesta época, e olhando ao elevado número de pessoas, que ocorrem as situações mais rocambolescas como esta a que assisti. Estava uma fila considerável para este último serviço, quando uma senhora idosa, que tinha tirado a sua senha de vez, olhou para o quadro e viu o seu número nele inscrito. Avançou prontamente, quando se viu confrontada com a evidência de que o número estava enganado: a empregada enganara-se a marcar e passara um número à frente, que era o seu. Uma senhora jovem, dando conta do erro, avançou prontamente com uma enorme caixa presa nos braços. Não tendo dado conta do erro, a idosa protestou mas foi imediatamente afastada por aquilo a que se assemelhava a uma rajada de palavras pronunciadas de forma impaciente e violenta. A frágil velhota regressou à fila explicando o seu erro. O que mais me fez impressão não foi o erro em si. Todos erramos e todos fazemos confusões. O que mais me chocou foi a violência com que a jovem senhora se dirigiu à velhota. Com razão ou não, a violência, ainda que seja só oral, não deixa de ser violência e indispõe quem está à volta e assiste a estas cenas escusadas. E, depois, numa época que apela em tudo para o amor e a boa vontade, não deixa de ser ainda pior. Acho que é uma boa altura para domarmos o nosso lado negro deixando-o dar lugar a outros sentimentos mais límpidos, quanto mais não seja para destoarmos da forma como agimos e sentimos durante o resto do ano. Se não fizermos este exercício agora, quando o faremos?

Felizmente, a minha filha estava afastada, tentando embrulhar a sua prenda com o jeito próprio dos seus oito anos. Um casal assistia divertido às tentativas falhadas mas determinadas da criança e, a dada altura, vejo-os a servirem de ajudantes colocando-lhe a tesoura a jeito e cortando-lhe a fita enrolando-a nuns caracóis engraçados. A miúda regressou com os olhos brilhantes e muito orgulhosa do seu embrulho. Reforcei o agradecimento da minha pequenita. Não há palavras capazes de reconhecer a simpatia das pessoas que, não estando obrigadas a nada, se interessam pelas outras ajudando-as. Naquele momento, e no gesto do casal, e ainda que breves instantes, existiu ali o espírito natalício que contrastava com o reboliço criado pelas outras duas senhoras.



publicado por fatimanascimento às 10:41
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Escravidão

Há dois tipos de escravidão – a física e a espiritual. A escravidão física não ficou enterrada na História. Ainda hoje existe. Assume só outros contornos. O fim é o mesmo – exploração do homem pelo homem perspectivando o mesmo objectivo – dinheiro. Procura-se o menor investimento para se obter o máximo lucro. Para já não falar na maldade, projectada na crueldade, que lhe está subjacente. Não sei se em tempos de crise será pior. Apesar das dificuldades alguns patrões não querem baixar o nível de vida? É possível… Mas quem o faz, fá-lo independentemente da época que atravessemos. Tem a ver com a natureza das pessoas. Isto mostra que o mundo avança no tempo mas muitos dos seres humanos ficam atracados no cais da mentalidade retrógrada, avançando com valores desajustados à felicidade do ser humano, só porque isso lhe justifica os meios para atingir os ambicionados fins. Por isso, ouvimos nas notícias casos de trabalhadores apanhados nos mais diversos esquemas macabros por esse mundo fora. Alguns já foram descobertos mas ainda deve haver muitos mais ainda encobertos. Depois, como se isto não fosse suficiente, há ainda outra vertente que pode reduzir igualmente à escravidão – voluntária ou involuntariamente. Um exemplo da primeira terá a ver com esquemas religiosos que passam o tempo a extorquir dinheiro às pessoas que neles acreditam com toda a alma, entregando-lhes grandes somas de dinheiro, em busca de do milagre que tarda e não virá. A escravidão involuntária terá a ver com aquilo a que chamamos magia negra. Terá a ver com algumas pessoas que percorrem voluntariamente quilómetros até conseguirem alguém que aceda a fazer mal a uma certa pessoa ou pessoas. Alguns não vão tão longe, têm a possibilidade de o fazerem eles próprios. São aquelas “coisas” que todos sabemos intimamente que existem mas que teimamos em insistir, em alta voz, que não acreditamos. Mas há histórias que testemunham a sua existência. Qual delas mais dolorosa que a outra. Lembro-me de uma que me marcou particularmente. Tratava-se de um rapaz, bom aluno, que entrou para a faculdade. Alguém na família não teve a mesma sorte. De um momento para o outro, o rapaz ficou fisicamente paralizado e reduzido ao espaço de uma cama. Era a mãe que o tratava. Deixou mesmo de falar. Nenhum médico pode ou se atreveu a ajudá-lo. Depois de desistirem da ajuda física, os pais voltaram-se para a espiritual. E não foi fácil. Depois de muitos falhanços, lá encontraram uma pessoa que a ajudou. Agora, e depois de muito trabalho, o rapaz já tem uma vida normal. O que não se compreende é a hipocrisia das pessoas, teimando em não reconhecer algo que é tão velho quanto o próprio mundo. Eu acho que é cobardia. Mas enquanto isso continuar a persistir, nada se resolve. Só faz com que as pessoas presas a esquemas destes, se sintam mais à vontade para levar a cabo os seus macabros planos. Não são estas que me preocupam, mas a boas pessoas que se calam. É nelas que reside o verdadeiro perigo. Esta ideia não é minha mas Martin Luther King servindo também para aqui. Entretanto, há que ter um pouco de fé. Deus é o Princípio e o Fim e o Durante, apesar dos percalços que a vida nos possa trazer, seja pela mão seja de quem for. É Nele que temos de nos focar. E que Ele nos ajude…



publicado por fatimanascimento às 08:57
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