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Quarta-feira, 27 de Março de 2013
Faltas

Faltar ao trabalho tornou-se um crime. Não interessa o motivo. É-se tratado assim. E então se essa falta estiver situada entre um feriado e um fim de semana, é o caos. As declarações passadas pelas entidades de saúde atestando a nossa presença para consulta e indicando a hora de entrada e saída serve de controlo à autoridade veladora pelo cumprimento da lei. Já há muito que tal não me acontecia. Estive a residir numa casa alugada onde, depois das grandes chuvadas, uma insinuante infiltração invadiu o teto do quarto onde dormia molhando o chão e pingando na tábua da mesa de cabeceira cujo ruído se assemelharia à tortura do pingo. Foram noites húmidas e incómodas onde nem o desumidificador fazia alguma diferença. Embora permanecesse pouco em casa, durante o dia, ao final da tarde e à noite tinha um encontro com aquele teto perlado de gotas transparentes que espelhavam o cenário em redor. Esperando impacientemente a data da mudança para outra casa com melhores condições (e mais barata) tive de me submeter àquela humidade que me provocaria uma infeção respiratória. Na sexta-feira, sentindo-me entupida, dirigi-me ao Centro de saúde da localidade queixando-me desse e doutros problemas que vinham afetando a minha saúde. À despedida, e esquecendo-me que na véspera fora feriado, pedi a declaração de presença naquela entidade de saúde. Na segunda-feira, na secretaria da escola, foi o descalabro. O problema? A lei! Primeiro, a declaração só me justificava a falta da parte da manhã. Teria de meter um artigo 102 para justificar o resto da tarde. (A sexta é o pior dia, uma vez que tenho oito hora seguidas de aulas). Até que se lembraram que a quinta-feira anterior fora feriado. Outro drama. A lei exigia um atestado. Como fora consultada nas urgências, não tinha a certeza que me passassem o pretendido atestado. Desloquei-me ao centro explicando as dificuldades levantadas na escola. Por acaso, o médico estava lá e concordou em passar o documento. A sorte, foi ter resolvido tudo da parte da manhã que tinha livre senão teria de perder outro dia para arranjar justificação para o outro. Às vezes questiono-me a razão de tanta burocracia. parece que desconfiam de nós, a arraia-miúda. Ora, quem mal não tem, mal não pensa. E isto lembrou-me um caso que se passou comigo há muitos anos, quando precisei de falar com uma determinada pessoa, bem colocada dentro de um ministério. às dez e pouco ainda não tinha chegado. Às onze, a mesma situação, Resolvia dar um pouco mais de tempo para ver se conseguiria apanhar o senhor no seu emprego. Quando voltei a telefonar, já passava das onze e meia em por azar, o senhor já tinha saído para almoçar. A partir desse momento, percebi o motivo da desconfiança: quem não cumpre, julga que os outros fazem o mesmo. Está tudo explicado!


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publicado por fatimanascimento às 11:25
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Bullying no local de trabalho

Antes que venha outro estudo dos países frios mostrando, através de estudos, que algo que já se sabe e percebe como evidente é uma realidade, posso desde já começar por dizer que o fenómeno bullying, tão directamente ligado aos alunos das escolas, não se fica só por aí. Primeiro que tudo, gostaria de realçar a necessidade que alguns países têm de provar como real um problema que já há muito vem sendo sentido. Fazem estudos para tudo e nada e por tudo e por nada. O que, muitas vezes é óbvio ao olhar, tem, para eles, de ser provado por um estudo. O que não deixa de ser irritante. O que é mais irritante ainda é que estes problemas já se fazem sentir muito tempo antes de desses estudos, mas ninguém parece ligar sem antes aparecerem esses estudos. Então, o problema existe e é preciso ser mais estudado. Isto não deixa de ser estúpido. O problema há muito existente deveria ser logo reconhecido e então estudado. Com este compasso lento tarde ou nunca chegaremos a alguma conclusão. E antes que apareça esse estudo mostrando a existência de bullying nos locais de trabalho, posso, desde já, afirmar, que ele existe. O que se passa nas escolas não é senão um espelho do que se passa no mundo dos adultos. De facto, o bullying ou seja a perseguição violenta, longe de ser um fenómeno recente já tem barbas e cabelos brancos para além de uma pele engelhada. Já existia, pelo menos, no meu tempo. E se me recordo da perseguição, havia muitos tipos e formas de a fazer. A preferida é aquela que não deixa marcas e deixa as testemunhas na dúvida. Se é que há margem para dúvidas. Deve haver, isso sim, é medo. E não falo de miúdos só, falo de adultos também. Não é por acaso que este país tem um consumo elevado de ansiolíticos e outros medicamentos psiquiátricos. Não é exclusivo desse problema mas muitos deles estão directamente relacionados com este problema. E tenho ouvido relatos terríveis de perseguições em locais de trabalho, algumas delas inacreditáveis mesmo mas com um ingrediente comum: o gosto de fazer sofrer. É isto que torna difícil acabar com este problema. E o mais grave é que o medo de falar faz com que toda a gente, se possível, venha negar esse facto ou a aligeirar a questão como já aconteceu comigo, veiculando para a vítima a culpa da perseguição. Não se adaptam, dizem. O que se passa é que é difícil adaptarmo-nos a um ambiente que nos francamente hostil. Os perseguidores topam a fragilidade ou fragilidades da vítima para a atacarem. São também terríveis manipuladores, capazes de minar o território quando a vítima tenta bater em retirada, deixando-a completamente isolada. É que assim é mais fraca. E os perseguidores gostam delas bem fracas de forma a não oferecerem resistência. Assim não dá muito trabalho, só dá gozo. É isso mesmo. Este tipo de perseguições é realizada por pessoas sádicas e perversas que sentem poderosas quando infligem qualquer tipo de dor ao próximo. São pessoas horríveis, mas é o que há. E cada vez são mais numerosas ou então tornaram-se mais descaradas, visto a impunição ser total. E se formos discutir o que motiva estas perseguições, nunca mais sairíamos daqui, uma vez que se evocariam múltiplas razões, e se calhar todas falsas, porque, no fundo, a razão é só uma: a maldade humana que toma conta de algumas pessoas. E deve existir também noutros espaços, para além destes dois. Mas vamos ter de esperar por mais estudos. Só a partir daí vem o reconhecimento… e o resto.



publicado por fatimanascimento às 22:19
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Licenciados e desemprego

Aqui há uns anos atrás e depois de uma perseguição violenta, originada por invejas, tive de pedir a demissão do ensino. Procurei alternativas para os dois anos de penalização que me disseram que teria. Não era assim. E só o M. E. mais tarde me informaria disso. Toda a informação posta a circular era falsa. Só os contratados estavam sujeitos a essa penalização, caso renunciassem a um horário. E, ainda assim, defendiam que tudo dependeria da escola. Haviam aquelas que informavam e outras que não o faziam evitando prejudicar o professor contratado.

No centro de desemprego, e procurando uma especialização que pudesse mudar o rumo da minha vida, deparei-me sempre com o entrave da licenciatura que possuía. (Tinha mais que isso, mas não mencionei). Todos os cursos existentes eram só para aqueles que ainda não tinham completado a escolaridade. Eu queria um curso qualquer médio que me possibilitasse trabalhar como esteticista. Conhecia pessoas que o tinham tirado e tinham tirado proveito dele. Não havia nada para os desempregados licenciados! Sobretudo para aqueles que não tinham dinheiro para frequentar um curso particular. Atingíramos o patamar mais alto, logo éramos castigados por tal. Todos as medidas tomadas, a nível governamental, só contemplavam pessoas que, a dado momento das suas vidas, tinham desistido dos estudos. A determinado momento, e vendo que todas as outras saídas estavam bloqueadas para mim, desejei também não ter completado a escolaridade para, naquele momento, poder ter uma saída que me preparasse para uma saída profissional alternativa. Pela primeira vez, na minha vida, senti que, neste país, ser licenciado era uma maldição. Sobretudo para as pessoas que se encontravam desempregadas! Todas as portas se fechavam!

Ora, lá porque atingimos aquilo que é considerado a escolaridade máxima (que não o é) não quer dizer que não precisemos de ter uma outra alternativa capaz de nos preparar para entrada no mercado de trabalho, nem que fosse para trabalhar por conta própria. Precisamos é de um curso médio que nos prepare para tal pois somos capazes de nos sair tão bem quanto os outros! Temos é de ter outras alternativa. Um conselho: deixem de olhar para os nossos certificados de habilitações, se não têm empregos para nós, digam-nos quais as possibilidades existentes e deixem-nos escolher à nossa medida como fazem aos outros. Não nos descriminem só porque somos licenciados… já que não têm alternativas para estes.



publicado por fatimanascimento às 17:47
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Segurança no trabalho

Por muito que se faça, fica ainda sempre muito por fazer… Sempre que passamos por uma obra, vemos muitas regras de segurança, que mesmo não sendo peritos, percebemos que há falhas. Muitas vezes, começa pelo próprio patrão, que, tendo começado como trabalhador, já não observava quaisquer regras de trabalho. Depois, vem a adaptação ao material de protecção, e aos objectos usados na segurança dos trabalhadores… que, aliados à pressa de começar a trabalhar, ao cansaço, etc., acabam por ser descurados. Como alguém me dizia, há algum tempo atrás “Temos de começar uma hora mais cedo a trabalhar, só fazermos aquilo que eles querem!” Não é bem assim. Há objectos de sinalização que não é preciso tocar mais, quanto ao material com que se protegem, é só uma questão de hábito. E o problema reside aqui – no hábito! Falando com outra pessoa, cujo trabalho não implica os riscos do outro, sobre o aspecto da protecção e da segurança, ela conhecia toda a informação, mas, com a pressa, reconhecia que não as aplicava. Era tudo à pressa. Quando lhe falei no esforço do cumprimento dessas regras aprendidas, desde os primeiros tempos, que lhe facilitaria depois a vida, evitando possíveis futuros problemas de saúde, ela reconheceu que teria de fazer um grande esforço para não se esquecer de as cumprir. Isto lembra-me uma ideia defendida pela OIT, que defendia que esta sensibilização deve começar desde tenra idade. Os dois exemplos, acima ilustrados, vêm sublinhar essa mesma filosofia. Entendo que, mais do que regras, elas devem ser encaradas com a sensatez com que lavamos as mãos antes de comermos – uma necessidade. E esta sensatez deve guiar todos aqueles que trabalham, desde patrões a empregados. Todos ganham com essa preocupação. Os mais interessados serão os próprios trabalhadores cuja saúde pode ser afectada de forma que pode ficar incapacitado de trabalhar para o resto das suas vidas, e se olharmos às pensões recebidas do estado… Quanto aos patrões, é certo que também eles têm a ganhar, porque um trabalhador bem protegido, trabalha com mais desembaraço (facto observado pela OIT). Aqui há uns anos atrás, ainda não se ouvia falar tanto de segurança e já eu ouvia, ainda pequena, nas conversas dos adultos, as preocupações dos trabalhadores, cujo trabalho exigia o contacto com substâncias químicas, às quais se encontravam expostos, e dos medos que eles tinham dos acidentes. Como eu me lembro deste senhor, de meia-idade, que me mostrava a estreita arrecadação onde os frágeis recipientes de plástico, se encontravam arrumados e os apontava com o dedo, temendo tocar-lhes. O pior, dizia ele, era durante a mistura…

 A segurança é um aspecto que toca a saúde de todas as pessoas, desde o emprego aparentemente mais inócuo, ao que envolve mais riscos e esforços físicos, e o bolso de todos os contribuintes, pelo que deve ser respeitada. Todos temos a ganhar com isso.

 



publicado por fatimanascimento às 11:08
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Entrevistas e… entrevistadores!

 

Aqui há uns meses atrás, fui convocada para uma entrevista de emprego, numa firma bem conhecida, que abrira candidaturas para vários sectores. Nada de extraordinário que exigisse altas habilitações mas, como precisava de ter um trabalho que garantisse o salário, ao final do mês, candidatei-me, na disposição de dar o meu melhor, em troca do que estaria enquadrado no panorama actual que se vive no nosso país. Não estava em posição de exigir fosse o que fosse, uma vez que me demitira do meu anterior emprego e não recebia subsídio de desemprego ou qualquer outro subsídio.

   Apresentei-me um pouco antes da hora indicada. Alguns candidatos preenchiam aplicadamente alguns formulários, debruçados sobre eles, outros, cumprida a tarefa, esperavam simplesmente. Havia um atraso considerável, pelo que tive tempo suficiente de preencher um formulário que me fora entregue por um segurança, que se levantava regularmente da sua mesa, que lhe servia de secretária, para atender solicitações internas de natureza vária.

   No local, estavam dois entrevistadores, tanto quanto me foi dado perceber, um senhor alto e magro e uma senhora baixa e morena. Houve uma empatia imediata com o entrevistador masculino, muito solícito e amável para com os candidatos, algo nervosos; o contrário sucedeu com a entrevistadora que, mais vaidosa e algo arrogante, não me inspirou tanta confiança, nem aos outros, tanto quanto me apercebi. Percebi tratar-se de uma daquelas pessoas que, como o nosso povo diz “dá a chave de um celeiro a um pobre e verás um rei no seu reino”. A determinada altura, e por razões que me transcenderam, apanhei-a a observar-me, numa situação, algo ridícula, ligeiramente inclinada para trás, à porta da vasta sala, pretensamente escondida. Ao sentir-se observada, recolheu-se imediatamente no seu improvisado gabinete. Pensei para comigo que não gostaria de ser entrevistada por tal personagem.

Esqueci o assunto. Chegada a minha vez, lá estava a inusitada criatura a chamar-me, com a qual não simpatizei. Ultrapassando esse sentimento, respondi às questões colocadas, mostrando, honestamente, a minha disposição em trabalhar, independentemente da função que me fosse atribuída, do horário, da remuneração ou do esforço físico (não indiquei nenhum problema físico porque não o havia). Seria aquele o trabalho se me dessem oportunidade. O ensino faria parte do passado.

   Uma ideia ficou bem sublinhada – a minha vontade de trabalhar. Não foi suficiente para preencher os requisitos necessários para trabalhar como caixa, repositora de mercadorias, empregada de armazém, vendedora, etc..  Não sei, ainda hoje, quais foram os critérios utilizados nessa selecção. Eu não sou perfeita, ninguém é, mas ainda não percebi (talvez não seja para perceber!) o que se passou. Uma certeza eu tenho,  ninguém ma tira, e após a experiência que vivi naquele espaço, não posso deixar de ignorar esse facto – nem tudo depende só do entrevistado.

 



publicado por fatimanascimento às 19:20
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