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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
Educar para o sucesso

Odeio esta expressão. Mas já a ouvi algumas vezes. Talvez demasiadas para o meu gosto. Não tenho nada contra nem a favor. São opções de vida. Neste caso, opções de educação. Posso concordar ou não mas é tudo. Educar para o sucesso nada tem de mal se for feito como deve ser, isto é, se tivermos sempre em conta a moralidade das situações. Passo a explicar: se tudo for feito como deve ser, nada há a apontar. Se a criança/adolescente tiver talento nada mais a fazer do que incentivá-la. Mas, quando se tem algum talento e se usam artimanhas para se conseguir o que se quer, aí, tudo é reprovável. Se juntarmos à educação para o sucesso a filosofia de Maquiavel  que defendo que “os fins justificam os meios” todos temos uma ideia das bases da educação para o sucesso. Ficamos também com uma ideia das pessoas que colocam em prática este tipo de educação. Vou ser mais explícita: imaginem um profissional que tem uma pedagogia tão extraordinária quanto eficaz. Esta pedagogia é natural nele. Tão natural que quase não se apercebe do tesouro que possui. Ao lado desse colega, há um outro que vai atentamente seguindo os seus passos. Assim que percebe como tudo funciona, muda de escola e põe em prática essa pedagogia aprendida gratuitamente com o outro. A sua ambição é tão desmedida que sistematiza o que aprendeu e candidata-se a um prémio com algo que não lhe pertence… Imaginem agora que este tem um filho com alguma queda para a escrita. Nada de especial. O suficiente para ter ganho um prémio num concurso da localidade onde o pai lecciona. Entretanto, conhecem um outro colega. Percebem que escreve e que a sua escrita causa impacto no leitor. Passam a correr para a casa deste numa “peregrinação” familiar em nome de uma suposta amizade que acaba por levantar suspeitas. Imaginem que, de repente, este profissional-escritor dá pela falta de um original. Aflito, começa a questionar-se sobre o paradeiro deste. Como as perguntas certas levam as conclusões também elas certas, percebe que aquelas “peregrinações” nada tinham de inócuo. Tudo tinha sido preparado antecipadamente com um objectivo bem definido. Dá o alerta e, acobardada, a família-ladra muda  de intenção. Não guarda já o original para o publicar em data apropriada, mas incentiva o filho mais novo a ler repetidamente o original para perceber como deverá escrever mais tarde para ter sucesso de vendas… Parece incrível, não? E se vos disser que tudo se passou? Dá para ter uma ideia do mundo em que vivemos, não dá? Estas pessoas não cobiçam o trabalho, cobiçam unicamente o sucesso dos outros. Basta aperceberem-se do valor dos outros para se aproximarem de forma a perceberem como poderão lucrar com isso. Às vezes, nem se apercebem do real valor, apercebem-se só que são diferentes… e como nas comparações saem inferiorizados, percebem logo o valor do outro. E, para cúmulo, estas pessoas de reconhecido valor, não foram educadas para o sucesso! Educar para o sucesso? Sim. Não há nada de mal nisso. Mas, como em tudo na vida, os meios são preciosos. São estes que fazem a diferença – em tudo!



publicado por fatimanascimento às 21:31
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Exma Senhora Ministra da Educação,

Estive de baixa durante algum tempo com uma dor ciática forte causada por uma artrose na base da coluna vertebral. Como a medicina tradicional trabalha com fármacos e repouso, não consegui voltar ao trabalho até há uns dias atrás. Agora que, com a ajuda dos fármacos e da medicina alternativa, já me consigo mover e, embora limitada nos movimentos pelas dores, vou regressar ao trabalho. O tempo que estive de baixa foi-me descontado, naturalmente, no salário mensal. Já antes tinha acontecido! É assumidamente assim! O que nunca na minha vida acontecera, foi receber uma quantia que não atingia o valor mínimo nacional. Foram descontando de acordo com as normas ditadas pelo ministério e deu nisto! Posso dizer-lhe a quantia exacta: 252 euros! Como deve calcular, o encargo mensal exige dinheiro para pagar a renda da casa, água, luz, telefone, internet, etc. E se lhe disser que o valor recebido não deu nem para pagar a renda? Depois de pagas as contas habituais, fiquei sem dinheiro para nada: comida e gasolina para me deslocar para o trabalho, já não falo dos medicamentos ou exames que não farei… e que os médicos da medicina tradicional exigiam para me poderem operar. Sim, porque, segundo as informações recebidas teria de passar pelo bloco operatório! Como faria se assim acontecesse?

Estamos num país onde os administradores das empresas públicas se negam a prescindir dos seus prémios (para não falar noutros) e nós, com os descontos por motivos de doença, tiram-nos o ordenado não nos deixando sequer dinheiro para comer. Tenho de reforçar a já longa lista das pessoas que recorrem ao Banco Alimentar Contra a Fome. Isto se quiser colocar comida na mesa aos meus filhos. E como vou trabalhar? Ainda não pagam as deslocações aos professores, ou já?! Já pensou nisto, senhora Ministra? Se não pensou é urgente que comece a pensar… A minha esperança, segundo um amigo meu, é que a Segurança Social reponha o montante em falta, pelo menos, para atingir o equivalente ao salário mínimo nacional!



publicado por fatimanascimento às 18:31
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Exame de Português do nono ano

Não sabia o que esperar deste exame e, como todas as pessoas, fiz uma ideia que não se distanciaria muito dos conteúdos leccionados, quer no que diz respeito aos conteúdos gramaticais quer no que diz respeito aos autores estudados. E ao folheá-lo fiquei, a determinada altura, espantada, ao dar de caras com o texto dramático nele apresentado. Agora que já se realizou, já posso falar dele. Após a conclusão do mesmo, e passados alguns dias, tive oportunidade de o folhear, em casa, na presença dos meus dois filhos mais velhos. Ela, sem qualquer problema, resolveu esse exame com facilidade e com a atenção que a caracteriza; ele, um aluno que não gosta de estudar, mas que se esforçou para a realização dele, teve mais dificuldades. Dedicou-se à epopeia Os Lusíadas de Camões e ao Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente. Um destes sairia no exame. Com a falta de atenção que o caracteriza, ele lá foi estudando o melhor que soube e pôde, com os muitos nervos que o dominam em situações de ansiedade. Para grande desânimo seu, o texto dramático, que deveria ser O Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, foi substituído por um que eles nunca tiveram oportunidade de ler. Isto, de certa forma, deixou-me também desanimada: para os alunos mais fracos, isto representou uma armadilha. Conhecedores do texto vicentino, eles conseguiriam sair-se muito melhor, creio eu. O texto já havia sido lido e analisado nas aulas e eles estavam mais familiarizados com ele, a linguagem, as personagens… Era mais uma oportunidade para eles, que, deste modo, terão visto logrado o seu objectivo – ter nota que os ajude a passar o ano e a concluir aquele que, para eles, representa a saída do ensino e a oportunidade de conseguirem optar pela aprendizagem de uma profissão que os possa ajudar a entrar no mercado de trabalho. Seria exigir muito, se pedirmos que, para bem destes alunos, tratem de respeitar os conteúdos da disciplina, aquando da realização destes exames nacionais? Seria mais justo para todos os alunos e, sobretudo, para aqueles que não gostam de estudar. (Porque há alunos que não gostam de estudar!) Ainda não percebi qual o critério que levou os elaboradores do mesmo a trocar o texto vicentino pelo outro, nunca antes visto pelos alunos… que será que lhes passou pela cabeça? Desçam à realidade, meus senhores, e tratem de perceber o que se passa no campo.



publicado por fatimanascimento às 14:49
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Ensinar e educar

Há quem opte por uma e há quem faça as duas. Tudo depende da pessoa. Se as pessoas sabem ensinar e não sabem bem como educar, é bom que optem por não o fazer; se há pessoas que sabem fazer bem as duas, então deverá fazê-lo. Há quem defenda que um bom professor deve fazer as duas. Um dia destes, falei com uma senhora que defendia isto mesmo. Ela própria, durante a sua experiência como professora, desenvolvera as duas áreas.  Eu também faço isso, mas sei que tudo depende das pessoas, primeiro que tudo e volto a reiterar que se a pessoa não sabe como educar (entenda-se educar no sentido de ajudar), então deverá restringir-se à área do ensino. E passo a explicar a razão que me leva a defender esta posição.

Um dia, um aluno de CEF veio ter comigo, pedindo a minha atenção para um assunto sério que o afligia e com o qual nitidamente não sabia lidar. Eu ouvi-o serenamente, até à parte em que ele me contou que já falara com outro colega e o que ele lhe aconselhara. Fiquei gelada e revoltada! Se tivesse sido o meu filho? Como é que um professor, ainda por cima de meia-idade, dá um conselho daqueles a um adolescente? Só se for para o prejudicar! Eu, muito pacientemente, fiz umas perguntas ao aluno, no sentido de o fazer entender que ele já sabia a resposta. De facto, sabia. Ele próprio percebeu que o conselho que o professor não lhe tinha dado o melhor conselho. De facto, tinha sido até o pior! Desculpei o professor em causa, evitando colocá-lo numa posição difícil em relação ao aluno, com aquelas desculpas esfarrapadas que encontramos, no sentido de evitar que um novo problema surgisse. Graças a Deus, o rapaz percebera que algo não estava bem naquele conselho e viera ter comigo. Percebi que para dar conselhos, educar, ajudar uma pessoa é preciso amá-la, antes de mais. Este professor, se não sabia ajudar, (e há pessoas que não sabem), deveria ter admitido isso mesmo e ajudá-lo a encontrar alguém que o soubesse fazer. Outros há, porém, que sabem educar/ajudar e fazem-no sem contudo ser entendido pelos progenitores. Há uns dias atrás, uma colega educou/ajudou um aluno a entender que fizera um disparate. Resultado: o pai foi à escola dizer à professora que se limitasse a ensinar que ele estava lá para educar. Pela atitude deste, percebeu-se que o aluno continuou a fazer o que quis e que não foi mais incomodado. Há alturas que, mesmo sabendo educar/ajudar, não vale a pena fazê-lo, porque há alguém que estraga tudo. E logo um pai, que deveria ficar agradecido com a atenção dispensada ao filho…

 



publicado por fatimanascimento às 19:00
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
O novo regime de faltas do aluno e a avaliação dos professores

Pois é… regulamentaram demais. Há situações na vida das pessoas que passam por uma liberdade pessoal, sem que ninguém tenha que regulamentar, no sentido de obrigar, as pessoas a agir desta ou daquela forma. Entraram no campo da liberdade de decisão das pessoas e têm a resposta. Nunca percebi a necessidade de regulamentar todos e quaisquer aspectos da vidados cidadãos, mesmo com pretexto da alegada irresponsabilidade pessoal, não se pode entrar na vida das pessoas para as obrigar a agir desta ou daquela forma. Faz parte da escolha pessoal, que todos, mais tarde ou mais cedo, temos de fazer. E ninguém é irresponsável ao ponto de se querer prejudicar. E nem esta pode ser desculpa para certas regulamentações. Não é assim que um governo democrático deve ou pode agir. Esta necessidade de excesso de leis regulamentadoras da vida das pessoas, é típica de toda a mentalidade totalitária. É contra este tipo de mentalidade, que se adivinha por trás de cada lei ou despacho, que as pessoas estão a protestar, sobretudo os jovens. Todos nós já fomos jovens, todos nós faltámos às aulas e não foi por isso que deixámos de aprender o que devíamos aprender e chegar onde tínhamos que chegar. Tudo depende da vontade, sempre circunscrita às circunstâncias da vida, mas tudo depende, essencialmente, dela. Depois, não é com excesso de regulamentação que se consegue seja o que for. Vamos ver. Dentro das escolas, há amizades e cumplicidades, assim como há antipatias e inimizades. Ora, falando da avaliação dos professores, quem vai realizar essa avaliação? São outros professores da mesma escola, e da mesma disciplina. Aqueles que são amigos, já sabem de antemão, as notas que irão ter; os outros, estão revoltados porque não acreditam numa avaliação feita por pessoas que não são isentas. (Cada vez mais me chegam notícias dando-me conta do mal estar que se vive nas escolas, entre professores.) Depois, há muita subjectividade na avaliação, e como tal, é impossível ser-se imparcial. O que é bom para um poderá não ser para outro. Uma amiga minha contava-me que, para motivar os alunos mais desinteressados, havia recorrido a uma estratégia, menos correcta do ponto de vista científico. O que é certo, é que a medida foi a mais correcta do ponto de vista pedagógico, pois motivou-os e eles lá conseguiram realizar o trabalho, com o mesmo resultado. Os mais rigorosos teriam condenado esta prática que tanto resultado deu e que outros apreciaram, como os alunos, aborrecidos de tanta teoria. É complicado! Depois, quando se pensa em avaliação, não se pode fazê-lo na teoria, mas pensar como deverá funcionar em termos práticos e isso, melhor do que ninguém, só quem está no terreno poderá fazê-lo. Agora, e pelo que foi dito, ficou claro que a ministra da educação terá de recuar em ambos. Mesmo no novo regime de faltas, agora rectificado por despacho recente, eu pergunto-me: se não tem peso nenhum, essa avaliação, na vida do aluno, porquê mantê-la? Eles já têm tanto com que se preocupar! Tanta disciplina inútil que só lhes serve para aumentar a carga horária, e pouco mais. Resta-nos esperar e ver o que vai acontecer com a revisão da avaliação dos professores, que o próprio ministério já admite fazer, desejando só que se façam remodelações sérias.



publicado por fatimanascimento às 20:10
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