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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010
Políticas economicistas e …erradas!



Estamos a atravessar mais uma crise penosa que, ao que parece vai levar bastante tempo a ultrapassar. Mas, e se o economista americano tiver razão e houver mesmo uma alternativa menos dolorosa para todos? E se a Alemanha não tem mesmo o direito de nos exigir esta medida, uma vez que é, ela própria uma das responsáveis por esta crise? Então porquê insistir em velhas práticas?

O economista americano James K. Galbraith esteve no nosso país e falou da crise que atravessamos explicando como entrámos nela, dando pistas para a melhor maneira de sair dela e também mostrando como é difícil mudar de rumo mesmo percebendo o erro. Tive a oportunidade de ler a entrevista dada a uma revista portuguesa e, dado o seu interesse, penso que deve ser divulgada.

O primeiro ponto assente é que a crise instalou-se de armas e bagagens e, a continuar assim, poderá levar cerca de um século a ultrapassar. Os bancos continuam a esconder a verdadeira natureza dos problemas que os atingem, sendo que não divulgam os seus reais activos isto é querem mostrar uma liquidez acima da real, escondendo a real situação.

Esta crise resulta de um capitalismo desenfreado não obedecendo a quaisquer regras e escapando à supervisão estatal. E o que é preocupante é que, ainda assim, a tentativa de afastar os estados do controlo da economia continua activa. O que é preocupante é a cumplicidade estatal sobre tal medida.

A crise dos Estados Unidos atingiu a Europa na medida em que os bancos europeus e os fundos de pensões compraram o “lixo tóxico” americano e deveu-se a uma “explosão de créditos hipotecários corruptos” que começou em 2000 e terminaria na crise financeira conhecida. Defende este economista que os estados deveriam agir judicialmente contra os banqueiros corruptos e que o único país que teve a coragem para o fazer foi a Islândia. A resposta a esta passividade generalizada dos estados frente a estes banqueiros se deve a “ligações muito fortes” entre bancos e governos.

Fugindo do “lixo tóxico” concentram os seus esforços na compra da dívida dos estados mais fortes (EUA, Inglaterra, França, Alemanha) vendendo os “títulos de dívida” dos outros países (Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia).

A solução para esta crise tem de concentrar no “sistema financeiro global e (nos) mecanismos de financiamento do continente europeu”. Começa por salientar a importância da “compra (da) dívida de alguns países” pelo Banco Central Europeu. O que já está em curso. Esta medida levou à baixa dos juros. As medidas políticas tomadas para ultrapassar a crise, segundo este professor universitário, só vão conseguir que ela se prolongue ainda mais. Daqui só vai resultar “declínio económico”.

Defende a “expansão” do sector público um “sistema de reformas europeu”. Segundo esta ideia, as pessoas que trabalhassem o mesmo número de anos teriam direito à mesma pensão. Ao que parece, isto faria com que os países mais ricos tivessem de contribuir para isso. Defende também reformas institucionais mais longas e duradouras contrapondo-as com as medidas rápidas que não têm qualquer consequência em termos de mutação institucional o que leva à preservação do problema.

Dois dos problemas da Europa são os Tratados e o PEC. Segundo ele, as metas do PEC são para além de “arbitrárias” também “inconcebíveis” para um tempo de “crise financeira”.

Poderia e deveria “permitir-se uma dívida pública de 80% ou mesmo 100% do PIB” Segundo este economista a Europa está novamente confrontada com “objectivos económicos irrrealistas por via de um tratado, imposto por razões políticas”. Da primeira vez a vítima foi a Alemanha logo após a Primeira Guerra Mundial e, agora, são os outros países europeus. Defende uma revisão do tratado.

O problema da Europa passa pela supressão da “união aduaneira e monetária”  que é “um modelo económico inviável” uma vez que não há “um sistema orçamental integrado, comum”para se tornar (n)uma federação, e tinha um sistema de transferências orçamentais interno muito forte”. Toda esta dinâmica lhe foi útil antes e depois da queda do muro de Berlim. Há que alastrar esta realidade a toda a Europa.

Há um problema ainda de contabilidade europeu a favor da Alemanha e em detrimento dos outros países. A Alemanha tem uma balança comercial que lhe é francamente favorável dentro da “Zona Euro” o que afecta negativamente os restantes países que perdem na mesma proporção em que ela ganha. Ora, segundo o especialista ou a Alemanha acarreta com as “dívidas dos outros” países ou o “sistema vai tornar-se instável” e levará a consequências péssimas para a própria Europa como um todo. – “acaba-se a prosperidade”.

A solução está numa “ via … política mais sensata” que não tem de passar pela imposição de “condições ao resto da Europa”.

Tudo depende, ao que parece da vontade e sensatez política. Numa Europa com um historial de divergências e guerras conseguir-se-á esta vontade e esta sensatez tão necessárias à continuação? Acabará por cada país seguir o seu próprio caminho? O que acontecerá quando a Alemanha se tornar a grande potência económica como era antes da Segunda Guerra Mundial? O melhor é mesmo pensar numa Europa de fraternidade!!!



publicado por fatimanascimento às 14:05
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Sábado, 15 de Maio de 2010
Perigo de bancarrota

O que faz um país correr o risco de poder cair em bancarrota? É algo que me transcende! Como é que pode ocorrer uma situação destas? As pessoas que administram o país deveriam prevenir estas situações! A população farta-se de trabalhar, as empresas vão à falência. Ganhamos pouco, fartamo-nos de pagar impostos, e altos, e o país encontra-se em crise. Se estamos doentes descontam-nos os dias de baixa de tal forma que nos deixam à beira da bancarrota. E, agora, vêm-nos dizer que estamos em crise? De surgiu essa crise? Por que é que este país, que só conheceu breves períodos de prosperidade para logo mergulhar em longas e obscuras crises, nunca conheceu a verdadeira estabilidade? Não se pode culpar o povo que se mata a trabalhar e a quem não cabe a tarefa da administrar o país e/ou empresas. Como é que uns países passam quase ao lado de crises internacionais e outros não conseguem evitar cruzar-se com elas? Já percebemos que a recente crise financeira internacional se ficou a dever à desonestidade de pessoas sem escrúpulos altamente posicionadas na hierarquia financeira internacional. Mas o que faz com que um país seja tão dependente dessas crises? Como se entra numa derrapagem financeira? Como é possível gastar-se mais do que aquilo que a riqueza produzida no país permite? Como é possivel sair-se impune de uma situação destas, deixando à História a responsabilidade de repor a verdade sobre cada governante? Como é que os partidos se vão unir perante esta crise? Como vão legislar? Contra quem vão criar medidas? Até aposto que a resposta se antecipa à questão… é o povo que paga a irresponsabilidade dos governantes. Com tanto desemprego, resta explorar aqueles que ainda têm emprego… se não se lembrarem de retirar àqueles que já quase nada têm! No meio de tudo isto, as palavras do presidente checo, Vaclav Klaus, dirigidas ao presidente português, e que muitos consideraram pouco correctas mas que não deixam de ser significativas, ecoam nos meus ouvidos: “Como antigo primeiro-ministro e primeiro-ministro, nunca admitiria défices como hoje se registam em alguns países europeus” acrescentando que “as consequências desse acto sejam suportadas por quem o admitiu”. Duras palavras mas… não terá razão? Não será uma maneira de pôr ordem numa área que parece não ter regras?



publicado por fatimanascimento às 19:57
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Sábado, 3 de Outubro de 2009
O consumismo

Não fugimos à tendência geral. Estamos constantemente a ser bombardeados por propaganda que nos estimula ao consumismo. Mas, o que faz com que a propaganda seja tão eficaz assim junto das pessoas? O que leva as pessoas a deixarem-se deslumbrar pelo lado material da vida e que a publicidade tão bem explora? O que nos deixa um vazio tão grande nas nossas vidas, que necessitamos de preencher tão avidamente? Nunca fui uma consumidora compulsiva, até porque nunca tive dinheiro para tal. Também não há grandes bens materiais capazes de me deslumbrar a ponto de não resistir. Não me interessam. Passo bem sem muitos produtos que outros consideram fundamentais. Talvez por isso mesmo não precise de muito dinheiro para viver. Nunca precisei. As minhas necessidades restringem-se às mais básicas. Encontrei pessoas, ao longo da minha vida, que eram o oposto. Lembro-me de um casal, em particular, que me pediram dinheiro, para o “fiambrinho para o filho. Eles passavam com qualquer coisa mas para o miúdo não poderia ser assim.” Foi então que percebi como os meus filhos passavam bem com o simples pão com manteiga, nunca exigindo nada. Nunca me passaria pela cabeça pedir dinheiro a alguém para melhorar a comida dos meus filhos. Olhei para o miúdo que parecia pouco à vontade. Tive pena dele. Percebi tudo! Se a mãe e o padrasto não conseguiam gerir o dinheiro para eles, como o fariam com o rapazito, entregue aos avós paternos, que estava a passar uns dias com eles? Queriam cem euros ou mais. Prometeram devolver-me o dinheiro. Escusado será dizer que nunca mo devolveram. Nem mesmo quando precisei. Percebi que estava perante pessoas para quem o dinheiro nunca seria demasiado. São daquelas que se colarão a alguém ou prejudicarão alguém em benefício próprio. Não me enganei. Mais tarde, descobriu-se que enganavam a própria instituição, para quem trabalhavam, retirando pequenas somas de dinheiro. O contabilista deu por isso. Estava certo, mas desconfianças foram abafadas. Até porque o seu prestígio do casal dentro da instituição era grande. Mais tarde, conheci outros. Um desfile que terminou num ex-companheiro que, passando por cima da minha vontade, pegou em dois cartões de crédito que utilizou para além do limite. Mais tarde, apareceram outras dívidas. Algumas instituições financeiras avisadas por mim, que as coloquei ao corrente do que se passava, puderam safar-se de um indivíduo como ele. Outras, mais incautas e a ser vir a ganância das empresas, foram burladas por ele. Como explicar então a minha assinatura? Fácil! Como fui estúpida! Ele gabava-se de ser um perito na imitação de assinaturas. Aliás, gabava-se de imitar a assinatura de clientes, segundo ele, para evitar que os papéis andassem de trás para a frente, aliviando a burocracia. Como é fácil de perceber, não durou muito a relação. Está cheio de dívidas! O que é estranho é que tem dinheiro para as pagar! Não consigo perceber pessoas assim! Há pouco tempo apareceram para lhe penhorar o carro que lhe vendi porque não pagara a poucas mensalidades que faltavam! Como é possível haver pessoas assim? Como é possível que grandes empresas de telecomunicações aceitem parceiros a ganhar à comissão com um perfil destes? Não abona nada a favor delas! Será que não pensam estas pessoas? Como ficará a sua imagem se se descobrir a verdade? Sobretudo quando se vive da imagem… para enganar o próximo. Quanto às suas dívidas, estão à espera que as pague!



publicado por fatimanascimento às 09:53
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Sábado, 10 de Maio de 2008
O Fisco

 

O ano passado foi o ano activo do fisco. Teve a ver com a compra de imóveis. E teve graça… Nós que estamos habituados a cumprir com as nossas obrigações fiscais, e não temos meios de fugir a ele, já sabemos o que nos espera e, já há muito, que nos conformámos com isso. Há uns anos atrás, eu comprei a minha casa e insisti com o vendedor, até porque tinha o dinheiro a contar com a escritura, em cumprir com o dever fiscal. O empreiteiro negou-se terminantemente argumentando que, dessa forma, não valia a pena trabalhar porque o que ganharia com a venda do imóvel iria, quase todo, para as mãos do fisco.  Preferia não vender. A intervenção de uma pessoa, junto dele, alertou-o para o facto de ele estar a declarar muito pouco e que, dessa forma, seria alvo de uma inspecção, caso a houvesse. Ele subiu o valor da casa. Eu queria pagar tudo, porque não era muito mais. Chegados a este ponto, o homem quase voltou costas e se foi embora. Passados alguns anos, não muitos, ele foi intimado pelo fisco a pagar cerca de 15.000 euros. Eu, que não tive culpa nenhuma no assunto, tive de pagar, também. Por sorte, o valor não era alto, uma vez que o valor declarado por ele, estava perto do valor da casa. Paguei a dívida, bem com a minha consciência, por ter ficado livre de um encargo. Passados uns meses, recebi outra carta do fisco. “O que quererão eles desta vez?”, pensava com os meus botões, irritada. Não pagara já o que tinha a pagar? Ao que parece, não. Ainda havia o imposto de selo, que não ficara incluída na outra conta. A quantia, não sendo exagerada, não era, contudo, baixa, para os tempos que vão correndo. Guardei a carta. Passado algum tempo, paguei esta quantia no Multibanco, já em cobrança coerciva, tendo tratado tudo através do site do próprio fisco. Tudo regularizado. Encantada. Hoje de manhã, quando vou retirar o correio da caixa, fui surpreendida com uma nova carta do fisco. Acaso haveria ainda outro imposto a pagar para além do imposto de selo? Abri a carta. Através de uma redacção melíflua, o fisco aconselhava-me a pagar voluntariamente a dívida  (que já não existe!)”de valor relativamente pouco significativo”, para evitar “penhoras e vendas de bens” que “agravariam significativamente a dívida”.  Não li o resto. Fiquei, estupefacta, a olhar para o conteúdo da carta. Corri ao dossier onde guardo a papelada relativa a este e a outros assuntos, envolvendo dinheiro, como é o caso da factura da água, luz, telefone, etc.. Lá estava a carta, juntamente com a cópia impressa do modelo respeitante ao pagamento de dívidas fiscais, retirado do mesmo site, e com o papel do Multibanco, que prova o pagamento da dívida. Ora, este pagamento já foi efectuado no passado mês de Abril, como é que, passados quinze dias após o pagamento, ainda recebo uma carta destas? O sistema informático deles não tem cruzamento de informação que lhes permita verificar o pagamento da dívida, antes de enviar semelhante carta? Depois, acho que percebi porque é que, ao fisco, só interessaram as escrituras realizadas nos cinco anos anteriores: fizeram as contas e dava-lhes perfeitamente para obterem as receitas que precisavam para tapar algum buraco orçamental. Tenham cuidado os outros. Ainda ninguém está livre. Se houver outros buracos financeiros, a inspecção pode subir ainda mais uns anitos na escala do tempo. Só espero é que a justiça fiscal tenha sido igual para todos, e não se tenham ocupado só com alguns.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 09:26
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