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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014
Alhos, cebolas e ferraduras

Regresso à minha infância. Tempo indeciso. Local preciso. Cenário estranho. Personagens duvidosas.

Brincadeira em casa de uma vizinha. Normalidade aparente. Duas cabeças debruçadas sobre uma precária construção de lego. Poucas peças. Os minúsculos bonecos de plástico. O interesse. A alegria. A personagem vivida na boneca.

Súbita interrupção. Um homem ansioso. Perdido. Alucinado. Feroz. Sinal gestual para a filha. O acordo tácito. Altura de ir! Vens! E trá-la! A minha confusão. A miúda acompanha o pai. Olhar saudoso lançado às bonecas. Recusa íntima. Aviso? A continuação da narrativa imaginária. A minha boneca. O meu eu plástico. O movimento da boneca no cenário infantil escondida entre o polegar e o indicador. O fio da narrativa tecendo novos meandros. Nova interrupção. Vozes  adultas alteradas. Presença da miúda mesmo necessária? A minha presença exigida pelo homem. A miúda tem de estar aqui. Sim! A impaciência da mulher. A voz masculina alterada pelo medo. Insistência. O meu nome suspenso do ar agitado. O meu afastamento relutante. O abandono saudoso da brincadeira. O corredor obscuro. A agitação no hall de entrada. Paragem à entrada. O meu atrevimento morre à entrada. Cenário macabro. Estupefacção. Porta estranhamente decorada. Réstias de cebolas. Réstias de alhos. Ferraduras suspensas de fitas e descuidadamente pintadas de cinzento. As incorrecções  geradas pelo uso deficiente da improvisada maquilhagem. O nervosismo masculino. A aflição na fronteira da loucura. A presença da filha e da mulher à esquerda. O contágio do nervosismo. A dança do homem no espaço vazio. Não se mexam. Redistribuição do espaço. A miúda empedernida. Só a mente funciona. Os sentidos alertados. A bandeira vermelha erguida. A insegurança. A incompreensão. A minha estátua. O avantajado traseiro esticado na minha direcção. Os olhos colados à abertura do correio. A pala perpendicular ao ângulo da porta. O sol inundando a rua empoeirada com os dentes brancos salientes. A vontade de encontrar aquele sol. O arrefecimento do espírito. O tremor da voz masculina. Está achegar! Está a chegar! Para a mulher e a filha. Estão a sentir? Negação da cabeça. Os olhos fixos no filme ausente. Admiração. Não? Eu sinto. Nervosismo acentuado. Como é que vocês não sentem? As duas vozes femininas. Eu não sinto nada. A minha confusão. Incompreensão. A minha figura aprisionada. A mente aguçada pelo instinto. Que se passava? Estariam à espera de alguém? Um homem? Seria mau? Porque teria de estar ali? Acordo dos pensamentos. Novamente a voz masculina. Está rua! Agora já devem sentir! O aceno afirmativo das duas colaboradoras. A voz da mais velha. Agora já sinto! Corroboração da mais nova. A minha mente aprisionada no corpo sem vontade. A minha incompreensão. A minha aflição. O desejo do refúgio do lar vazio. A impossibilidade de me mexer. O terror vomitado do homem. Os cruéis lábios finos tensos de medo. O rosto despido dos imprescindíveis óculos. As faces lívidas. A observação cautelosa da superfície do meu crânio com a mesma mal disfarçado ódio. Regresso à posição vigilante. A pala da abertura do correio baixa como uma cortina. A coragem escondida nos bolsos das calças imensas. O proeminente estômago ameaçando a carpete da entrada. Levantamento arriscado do pesado corpo. Sinal com a mão. Os outros dois seres atentos. Quatro estátuas suspensas nas malhas do tempo. O meu desconcerto. Incompreensão. Impaciência. Um teatro macabro fraco enredo. Desconhecimento do meu papel naquele cenário. Subitamente. O movimento das estátuas humanas. O alívio. O sussurro. Já passou! As mãos agitadas como vassouras. O triunfador sorriso sereno para a esposa e a gaiata. Uma frase corre aos meus ouvidos. A calvície reluzia. Eu disse que conseguia! A miúda sem se conseguir mexer. O alerta da mulher. Esquecera a minha estátua. Já podia ir. Sem necessidade de me prender. A corrida para casa. As queixas. A indiferença da minha mãe. Omissão da situação ao meu pai. Polícia. O medo das possíveis zangas. Revelação ao meu pai. Cólera justa. Decisão. Caminho para a casa do vizinho. Passo determinado. A segurança da atitude. Recebido à porta. Responsabilização do adulto. Tentativas de explicação infrutíferas. Não é a sua filha! Queria ver se fosse! Palavras atiradas à cara do prevaricador. A ameaça. As largas costas vencidas pelo medo.

Dias mais tarde. Em casa. Palavras da mulher. Avisei-te. Resposta. Pensei que a mulher o segurava. Consegue sempre! Ainda a mulher. Mas isto foi muito grave. A voz do marido. Espero que isto não se espalhe. A mesma voz de suporte afectivo. Ninguém fala disto! Insistência do meu carrasco espiritual. Mas os colegas. Os familiares. Narrativa dos acontecimentos ao meu tio. O irmão mais velho do meu pai. Aos meus avós. A mesma revolta. Apoio ao meu pai. Condenação da minha mãe. Condenação dos vizinhos. Apoio familiar ao meu pai. Sensação de segurança retomada. A justiça feita. O pai. O defensor da sua filha. O meu justiceiro.



publicado por fatimanascimento às 12:38
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A maneira errada de chamar a atenção...

Já todos fizemos isso… já todos fizemos asneira com isso e já metemos os outros em sarilhos por causa dessa necessidade que todos nós, especialmente na infância, de querer chamar a tenção dos crescidos. O que alguns talvez não soubessem, ou não quisessem saber, era das consequências que essa maneira errada de chamar a atenção pode trazer sobre alguém… O que nos leva a tomar tais atitudes? Não sei… jugo que cada um encontrará a resposta dentro de si, por mais complexa que ela possa ser. Mas que existe esta forma errada de chamar a atenção existe com consequências mais ou menos graves ninguém duvida. Também há excepções: aqueles que nunca tiveram muita atenção e já perderam essa esperança de alguma vez virem a tê-la e que se remetem ao seu lugar onde permanecem esperando, muitas vezes, que os deixem passar despercebidos, uma vez que a atenção que lhes era atribuída estava longe de ser a ambicionada. Passou-se um caso destes comigo. Havia uma vizinha e ex-colega minha que era nitidamente a preferida do pai (era a mais nova de dois filhos) que esperava grandes feitos daquela filha. Era a melhor aluna, para mim, embora houvesse outras também muito boas, que muitas vezes, a ultrapassavam nas notas. Aquando da realização do exame da quarta classe, ela ficou doente, e pediram-me que lhe desse um recado sobre o artefacto manual, que deveria vir quase feito de casa, uma vez que o tempo disponibilizado para a realização do mesmo era pouco. Era a última prova, uma vez que todas as outras já haviam sido realizadas. Eu era e sempre fui muito distraída, pelo que me esqueci de transmitir a mensagem. Na véspera do exame, à noite lembrei-me, já tarde, e pedi para ir a casa dela. A minha mãe não deixou. No dia seguinte, eu esqueci-me como que por magia, e só quando uma colega nossa se juntou ao grupo eu aterrei. A aflição tomou conta de mim. Essa colega resolveu prontamente o problema emprestando à lesada um artefacto que começara a fazer, mas que deixara a meio. Tinha um defeito mínimo. Uma das professoras que fazia parte do júri notou, mas a minha professora diminuiu o efeito da descoberta. Fui trucidada pelos pais dela, quando estes descobriram que eu tinha tido uma nota superior à da filha. Acusaram-me de a ter prejudicado intencionalmente. Eu e umas colegas tínhamos ido a casa dela levar a notícia da passagem. Fui escorraçada logo seguida das colegas impressionadas com a cena. Até a minha mãe se viu envolvida no escândalo! Mais tarde, quando falaram com a professora, ela explicou-lhes e mostrou-lhes como a filha falhara, ingloriamente, na prova escrita de matemática. Os pais, passados de alguns dias, perceberam o que se passara e falaram com ela. O pai, que sempre me odiara, inexplicavelmente, explicou à filha que embora ela estivesse a passar por uma fase que necessitava de mais atenção, não tivera razões para arranjar todo aquele problema, que até eu sabia que ela era a favorita do pai e mostrou-lhe como ela falhara no raciocínio devido à insegurança de não se ter preparado devidamente para ela. Ela aproveitara-se da situação e do ódio do pai por mim para armar aquela cilada. Fui ilibada das acusações, mas foi difícil. Não foi a primeira e não foi a última que sofri, mas tive a sorte de a verdade vir sempre ao cimo, graças a pessoas preocupadas com a injustiça dos acontecimentos. Tive sorte! Foi graças a essas pessoas atentas que eu saí menos traumatizada dessa e de outras situações, mas esta maneira errada de chamar a atenção continua ainda e continuará pelo que há que estar atento para evitar que tanto os ofensores como os surpreendidos ofendidos possam ultrapassar com o mínimo de sequelas essas situações. Afinal, são só crianças… e estão a aprender a viver! A preocupação deverá estar na prevenção e correcção deste tipo de situações, evitando que elas cheguem à vida adulta. Não preciso de explicar a razão…

A minha filha mais nova é que tem razão quando diz “Mãe, mimo!” quando precisa de carinho. É tão mais simples!

 



publicado por fatimanascimento às 11:59
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Situações insólitas

Há situações no mínimo insólitas e incompreensíveis! Desapareceu uma criança há quase meio ano, sem deixar rasto, do sul do país, deixando toda a população portuguesa, e não só, consternada. O que é que todos esperam quando algo assim sucede? Que todos os esforços se conjuguem para encontrar o mais rapidamente a criança ou para descobrir o que lhe aconteceu. Mas a que é que assistimos? A duas polícias que, em vez de juntarem esforços para resolverem este caso o mais rapidamente possível, trocam comentários que em nada ajudam a solução deste triste caso. Eu compreendo que deve ser emocionalmente intenso e esgotante esta investigação, uma vez que parece não haver pistas, mas a culpa não é, certamente, das forças policiais portuguesas, que, como toda a pessoa no seu emprego, dá o seu melhor. Não é só a imagem dessas forças policiais que está em causa, como também a do próprio país que, aqui, pode mostrar, ou não, a sua capacidade para resolver este caso. O caso Joana, (e não só), que ainda levanta muitas dúvidas, não contribui também para a serenidade das forças policiais, que não chegaram, ao que parece, a nenhuma prova conclusiva, tanto quanto sei. Depois, a imprensa inglesa não está a ser branda com a nossa polícia judiciária, acusando-a de não ter cumprido bem a sua função, o que não favorece igualmente, em nada, esta investigação. Agora, todas as pistas são boas, e têm de ser seguidas, não se devendo deixar nenhuma de lado, pelo menos enquanto não se provar que determinada pista é falsa. Depois, cada polícia pode seguir as suas pistas, mesmo que as forças policiais não estejam todas de acordo em relação às mesmas a seguir. O que não se compreende é que as polícias, andem de candeias às avessas, com acusações que nada contribuem para a resolução deste caso. O que se espera delas, não é demissões ou afastamentos de pessoas que conhecem bem o caso, e precisam-se de todas as pessoas para o resolver, mas da conjugação dos seus esforços. Quanto à comunicação social, ela terá de se afastar um pouco do caso, e esperar, pacientemente, que haja notícias interessantes e conclusivas sobre a evolução da investigação, tentando afastar, deste caso, toda a emoção, provavelmente, resultante da pressão a que as forças policiais estão a ser sujeitas. Esperemos é que a serenidade regresse à investigação, porque está a sorte de uma menina em jogo e a justiça que tem e deve ser feita. E todos queremos ver este caso resolvido o mais rapidamente possível, não é? Para isso, tem de haver serenidade…



publicado por fatimanascimento às 06:27
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
O conceito português de esmola

    Há alguns dias atrás, voltava eu a casa depois de um dia de praia, com muito vento e um sol brando, quando parei propositadamente em Leiria, para tirar algumas fotos a uma igreja dessa cidade. Passei, olhei, gostei do ângulo, estacionei o carro, peguei na máquina digital e saí. Quando caminhava de olhos postos nela, procurando esse ângulo tão desejado, mal reparei num rapazinho magro e baixo, de olhar avaliador que me olhava de forma oblíqua. Pedia esmola. Eu respondi rapidamente que não tinha nada comigo. E era verdade. Ele repara nisso. Atrás dele, uma senhora ainda jovem, de cabelo desgrenhado, empurrava um carrinho de bebé, cheio de roupa enrolada e atada em trouxas e, no cimo daqueles rolos, uma criança chorava amargamente. Fiquei impressionadíssima, mas continuei o meu caminho seduzida por aquele ângulo. Quando regressei, que ficara para trás, falava com dois homens cuja estatura fazia três a quatro vezes a dele. Impressionou-me aquele menino-homem de olhar fixo e modos desembaraçados, sem medo, replicando, de forma inteligente, àqueles homens que o ouviam e o olhavam divertidos. A mãe parara o carrinho atafulhado e tentava acalmar a criança mais pequena, que parecia seriamente incomodada com algo. Tocou-me a ternura daquela mãe, que conseguia, por momentos, acalmá-lo. De repente, dando pela falta do mais velho, voltou a trás à procura do mais velho, que desaparecera do horizonte da sua vista. Chamou-o impacientemente. O rapaz largou lentamente a esquina, com os seus calções e a sua camisola de manga curta demasiado largos esvoaçavam ao vento daquele final da tarde, respondendo ao apelo maternal. Mas algo parecia prendê-lo àquela conversa e o fez voltar para trás… A criança mais pequena, retomara o choro convulsivo, o que fez a mãe recuar. Já dentro do carro, eu pedi à minha filha mais velha a minha mala, que se encontrava no banco traseiro, e que contasse o dinheiro da carteira, enquanto eu arrumava cuidadosamente a máquina nas duas bolsas protectoras. Olhei novamente em frente. A mãe esperava impacientemente o mais velho, que regressava no seu passo seguro e confiante. O rapaz, de olhar arguto, já pusera os olhos num casal ainda novo, que, ao dar-se conta dele, pôs os olhos no chão, ignorando-o. Saí do carro e dirigi-me com dois dos quatro euros que tinha na carteira, e dei à senhora um para o mais pequeno e o outro dei-o ao mais velho, cujos bolsos tilintavam de moedas de um, dois, cinco… Arrependi-me, pela primeira vez, do meu desprendimento ao dinheiro, que me fazia andar sempre com o essencial na carteira. Fiz-lhes algumas perguntas sobre a vida deles às quais a mãe respondia com um português distorcido próprio dos estrangeiros. Pouco entendi. Percebi que a criança mais pequena se queixava de dor de ouvidos e que viviam nas imediações do hospital daquela cidade. O rapazito, manejando muito melhor a nossa língua, tentava colmatar as falhas, que eram muitas, do discurso da mãe. Desejei-lhes felicidades, esperando que a sua situação possa melhorar o mais rapidamente possível. Antes de voltar costas, recomendei ao mais velho que continuasse a olhar pela mãe e o irmão. Os olhos fixos e destemidos prometeram-me isso. Eles agradeceram mais a atenção do que a parca esmola que lhes dera, e que deveria cobrir uma magra parcela das suas necessidades mais básicas. Fiz as contas de cabeça, pensando em voz alta. Daria, pelo menos, para dois litros de leite, do mais barato, e algum pão. Como eu gostaria de ter feito mais! Como eu gostaria de ter uma varinha de condão para modificar estas situações! De momento, dada a conjuntura económica que nos faz andar com a corda ao pescoço, não é possível… mas, quem sabe, talvez um dia! Por enquanto, vai-se tentando remediar uma situação ou outra, na medida do possível...



publicado por fatimanascimento às 20:07
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Adopção: quem quer correr o risco?

É raro ouvir as notícias, pelas mais diversas razões, mas quando isso acontece, arrependo-me. É como se nada neste país funcionasse como deve ser… mas agora falo de algo que mexe imenso comigo e que são as crianças. Neste caso uma criança em particular que está a ser disputada por duas famílias: a adoptiva e a biológica, (o pai). Segundo o que entendi, esta criança existe devido à determinação da mãe biológica porque, pela vontade do pai, que não quis assumir a responsabilidade, ela provavelmente não existiria, ou passaria fome, pois, segundo a mãe biológica, ela não tinha dinheiro para comprar uma lata de leite para a criança (e nós, pais, sabemos o preço delas!). É então que resolve dar a criança para adopção, quando esta era ainda um bebé de tenra idade… a criança foi criada pelos pais adoptivos, como se se tratasse da sua própria filha e ela não conhece a existência de outros… é a eles que ela está habituada, é a eles que ela trata por pai e mãe, a família que ela conhece é a dos pais adoptivos, a escola e os amigos são os que ela conhece até agora. Tem, ao que parece, tudo o que necessita e que determina a felicidade de uma criança. De repente, o pai adoptivo, após umas provas ADN, (que foram determinantes no sentimento paternal que até então parece não ter existido!) resolve que quer ser pai e quer tomar conta da criança. Eu não sei o que diz a lei a respeito da adopção em geral, nem o que diz  respeito a este caso em particular, mas, para mim, que desconheço isso tudo, presumo que deve colocar em primeiro plano os interesses da criança, defendendo o que é melhor para ela. Não interessa o que os pais querem ou deixam de querer, ou as suas boas intenções… ora, uma coisa eu sei, eu não queria ser criança e estar nesta situação! Tenho o meu mundo alicerçado e, de repente, aparece alguém que o quer desmoronar… que vai querer ficar comigo, que me leva para uma outra localidade (para longe da família que conheço) me apresenta outra família com a nomenclatura que eu ligo a outras caras, uma nova casa, um novo quarto, uma escola com mais caras estranhas, … nem quero continuar! Agora, dizem-me os defensores do pai biológico: então ele não tem direito à filha? Sim, com certeza, mas de outra maneira… Ele tem direito à criança no sentido de ela saber da sua existência (assim como da existência da mãe biológica) e de a ver, quando a quiser visitar, e sempre que quiser… mas não tem o direito de a arrancar à família que a criou e ama como se fosse dela, não é bom para ninguém… Que direitos mais têm os pais biológicos sobre os adoptivos? Qual é a diferença entre eles? Ou a lei faz essa diferença? Pais são aqueles que amam, respeitam, educam, … e protegem a criança. Eu, se tivesse uma filha adoptada e soubesse que ela estava bem, só estaria agradecida à família que contribuíra para esse bem-estar físico, psicológico e psíquico… Nunca a entregaria ao pai biológico! Mas, claro, esta é só a minha humilde opinião! Agora, eu coloco uma questão: depois desta situação, e de outras semelhantes, quem quer arriscar uma adopção?



publicado por fatimanascimento às 13:49
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