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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012
Conhecimentos e saber

Há casos que são verdadeiramente ridículos. Tanto assim que quando são denunciados publicamente, ficamos sem perceber como é que poderão situações destas acontecer. Estamos a falar de firmas contratadas pelo estado para a realização de trabalhos de construção. Desta vez, teve a ver com um percurso rodoviário que todos conhecem como o túnel do Marquês. Quando se contrata uma empresa dentro do que se costuma designar por Parcerias público-privadas, tem-se em mente que aquela realizará um trabalho digno da contraproposta financeira acordada entre ambas as partes e que, quase sempre, acabam por ultrapassar as quantias inicialmente fixadas entre ambas as partes. São as tão badaladas derrapagens orçamentais. Estas, confiamos, têm o saber necessário capaz de fazer um trabalho satisfatório. Ora, muitas pessoas, depois do arranjo do túnel, já dera pelas familiarizadas fossas de escoamento de águas pluviais. Muitas se espantaram com a falta de tão necessária infraestrutura. Mas ninguém fez nada, para além dos habituais comentários pouco agradáveis referentes às pessoas que haviam feito tão mal trabalho. Finalmente, houve um senhor, com coragem para enfrentar as câmaras de televisão e os responsáveis da obra, chamando-os à atenção para tão fraca prestação. Afirmava, e com razão, a diferença de conhecimentos resultantes dos anos de estudos que aqueles responsáveis tinham comparando-os com a sua pouca escolaridade realçando a falta de visão ou distração daqueles. Ele estava admirado como as obras haviam sido concluídas sem que as indispensáveis infraestruturas estivessem prontas. E o resultado daquela obra, seria, como muito bem o provou, a inundação do túnel, em caso de enxurrada, pois as águas não tinham por onde escoar.

Esta foi só uma das muitas obras que se vão fazendo por esse país fora sem, aparentemente, o mínimo de critério. Isto revela que os estudos universitários não dão inteligência e visão a ninguém. Aquela nasce ou não com a pessoa, dá-me a sensação. Já encontrei pessoas ignorantes muito inteligentes e pessoas cultas muito estúpidas, o que não deixa de ser aflitivo.

A universidade prepara as pessoas para a vida com o saber necessário capaz de as fazer desenvolver dignamente a sua atividade mas não pode fazer mais… resta saber se os altos encarregados da obra tinham tirado o curso ou se, à semelhança do que se vem passando, obtiveram muitas equivalências ou nem sequer acabaram o curso… Neste país, tudo é possível! Haja “cunhacimentos” e as pessoas estão safas independentemente da sua existente ou inexistente competência…

 



publicado por fatimanascimento às 19:44
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Domingo, 8 de Março de 2009
O saber e a pedagogia

De um lado o M. E. a defender a pedagogia, do outro lado, o líder sindical a defender a ciência e o saber. Foi esta a ideia com que fiquei depois de uma das várias rondas negociais entre as duas partes… Não percebo estas posições, uma vez que os dois têm razão. O ensino precisa do saber e é este o objectivo último que se pretende atingir sempre que um aluno entra no ensino até que sai. Porém, a pedagogia é também importante, uma vez que esta é um veículo de transmissão do conhecimento. E é muitas vezes nesta, que o ensino falha. Ninguém põe em causa o conhecimento de um licenciado, e muito menos o M. E., mas a atitude deste dentro da sala de aula, pedagogicamente falando. O ensino não é só a mera transmissão e avaliação de conhecimentos, pelo menos não deveria ser. Assim, todas as pessoas podem ser professores. O único desafio, no ensino, é a pedagogia. É encontrar o melhor caminho para chegar até ao aluno. É aqui que reside o verdadeiro desafio. É esta que dá verdadeiramente trabalho, uma vez que cada dia exige um esforço diferente, e que é, muitas vezes, a responsável pelo clima de harmonia dentro da sala de aula. Se hoje uma turma trabalha bem de uma maneira, amanhã, por qualquer motivo, já se terá de encontrar outra estratégia… é preciso saber auscultar o comportamento da turma, para se poder escolher o método adequado, que resultará, numa prática benéfica para ambas as partes. Mas, primeiro, é necessário duas condições básicas, para se ter sucesso no ensino: gostar e aprender a gostar do potencial humano que está diante deles e dominar cientificamente os conteúdos a leccionar. A partir daqui, é só dar livre curso à imaginação… a pedagogia adequada acaba por surgir. Nuns, de uma forma mais natural, noutros, de uma forma mais trabalhosa… mas surge. Depois, a partilha de ideias, entre professores, é algo muito profícuo. Estou a lembrar-me de alguns exemplos, veiculados pelos meios de comunicação, bem sucedidos, de professores que trabalham em escolas problemáticas, e que conseguem desenvolver projectos interessantes com os alunos, levando-os ao objectivo último do ensino que é o conhecimento. Enquanto outros se limitam a culpar os alunos ou os professores pelo insucesso. E há tantas maneiras de o fazer… é só dar livre curso à imaginação. O problema é quando os professores pagam caro pela diferença pedagógica, isto é, quando a sua estratégia ultrapassa as paredes da sala de aula e não é compreendida pelo próximo que questiona a viabilidade da sua prática. Aqui, toda a gente tem medo… e limita-se a seguir as práticas até aqui seguidas ou arrisca-se a pagar pela sua audácia. Mas é a pedagogia que dá mais trabalho, uma vez que nos acompanha no quotidiano, não é a ciência…



publicado por fatimanascimento às 11:29
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Tradição

 

Um dia destes, regressava de Lisboa, quando encontrei uma senhora de idade, com uma vida extraordinária, que entabulava conversa com todos os que se sentaram à sua volta. O que é extraordinário, é a quantidade de conhecimentos que mostrava possuir. “Tem este problema?”, perguntava, “Beba chá de folha de…”. Parecia possuir um conhecimento extraordinário sobre as plantas e as suas propriedades medicinais, que ia tão longe quanto a sua memória lho permitia. Isso fez-me pensar na cultura popular e da importância na nossa identidade, enquanto povo, para além de todo um conhecimento que sobreviveu séculos e que, ainda hoje, ainda nos é útil. Antes, muita da nossa cultura popular, para não dizer quase toda, chegou até nós graças às conversas de lareira entre pais e filhos, netos e avós que, nas noites frias e chuvosas de Inverno ou ao luar, nas noites claras e mornas de verão, sentados à porta nas pequenas cadeiras de madeira, que se arrastavam para todo o lado. (Hoje em dia, os locais, consoante a movimentação e a confiança das pessoas, podem ser os mais variados, até o comboio!) Estes momentos eram fundamentais na transmissão desses conhecimentos e a principal razão pela sua resistência à natural corrosão do tempo e é só olharmos para os contos populares, lendas, cantigas, provérbios, anedotas, etc., que ainda hoje encantam a imaginação das nossas crianças, arrancadas a esses momentos e, de certa forma, desenraizadas da cultura popular, uma vez que a velocidade da vida actual não o permite. De toda a tradição popular, a que menos aprecio são as crendices que, para mim, se prendem a laços de mentira e de medo e que, graças à ciência, foram desmistificadas, concedendo às pessoas maior liberdade e confiança. Lembro-me, por exemplo, de algumas crendices referentes, por exemplo, ao período e à higiene pessoal da mulher ou as referentes às superstições e os consequentes e possíveis azares daí provenientes, que em nada contribuem para a felicidade do ser humano. Finalmente, gostaria de acrescentar que tradição não entra em choque com a inovação. Acredito mesmo que, e estou a pensar no caso concreto do artesanato, se ao que tradicionalmente se faz, se alguém se lembrar de juntar o desenho de uma flor típica do local a um bordado, na minha opinião, isso só iria valorizar o próprio artesanato local. Para mim, a tradição, na passagem dos séculos, tem sempre algo de inovador, mesmo que tal nos passe despercebido. Só assim a tradição tem razão de ser. Ela não pode ser um entrave à imaginação das pessoas, mas servir de base a algo um pouco mais arrojado do que se fez até ali. Depois, o próprio povo é de opinião que, quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto… que tem a ver com a contribuição que cada um dá de si próprio, dentro daquilo que aprenderam.

 

Fátima Nascimento

 



publicado por fatimanascimento às 10:26
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