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Sábado, 11 de Agosto de 2007
O caso de Maddie e de tantas outras crianças...

   Este é mais um caso chocante, envolvendo desaparecimento de uma criança, para juntar a todos os outros que já conhecemos e outros que o mundo desconhece. O que mais me assusta, é ver como as crianças desaparecem sem deixar rasto… nas mais variadas idades, deixando as autoridades completamente desorientadas. E isto não se passa só aqui, mas parece ser assim em todo o mundo. Parece que o fim dos enredos policiais só existem mesmo nos romances policiais, nos casos reais, bem, os reais ficam a meio…

   O caso Madie, lembrou-me um que eu vivi aqui há uns anos com a minha filha do meio. Tinha-me separado há pouco tempo, e tinha ido ao supermercado com os meus três filhos, a mais pequena dos quais tinha poucos meses. Como estávamos com pressa, eu colqouei a cadeirinha do bebé no carro, colocámos as compras na bagageira e, quando nos preparávamos para partir, os dois mais velhos lembraram-se que tinham de arrumar o carrinho das compras, tarefa que coube à minha filha do meio e o mais velho foi buscar um saco que deixara guardado no balcão das informações do supermercado, quando entráramos. Eu, que esperava pelos dois, decidi, a determinada altura, retirar o carro do sítio onde estava estacionado, e colocá-lo a jeito de sair, logo que eles chegassem. Foi o melhor que me poderia ter passado pela cabeça. De repente, quando olho pelo espelho retrovisor, vejo um indivíduo ruivo, gordo a aproximar-se da minha filha, ao que parecia para lhe pedir alguma informação. Não liguei. Voltei a olhar pelo retrovisor para cobrir o regresso deles, quando vejo a minha a minha filha a ser conduzida pelo tal indivíduo, que já lhe havia posto familiarmente o braço pelos ombros e se inclinara para lhe dar um beijo na face. Eu estranhei aquilo que me pareceu um abuso. Saí imediatamente do carro e gritei à miúda o que se passava. Ele fez-lhe ainda algumas perguntas, e saiu apressadíssimo do pé dela, deixando a miúda tão confusa como no momento em que a abordara pela primeira vez. Ela, então com oito anos ainda (quase nove), confusa ainda, contou-me que lhe parecia que a levava em direcção ao carro dele, já não me lembro a que pretexto, e quando a interroguei porque é que ela ia, respondeu-me que pensava tratar-se de familiares do pai que ela não conhecia ainda, e que residiam em França a maior parte do tempo. Fiquei aterrada! Percebi imediatamente o que se tinha passado! Graças a Deus, eu tinha retirado o carro do estacionamento, graças a Deus, o homem levara-a por aquele caminho, de onde pude ver o que se passava e agir prontamente, graças a Deus…

   Ainda a propósito deste assunto, li, aqui há uns anos atrás, um artigo sobre os casos de pedofilia na Bélgica que me chocou profundamente. Tinha chegado a Santa Apolónia para apanhar o comboio que me levaria a casa nesse fim de semana e, como ainda tinha tempo, resolvi comprara a revista Paris Match, que trazia, ainda me lembro, na capa a fotografia do malogrado John-John Kennedy e da sua mulher que haviam falecido naquele trágico acidente aéreo. Eu, ao abrir a revista, e depois de ler o que acontecera ao casal, continuei a folhear a revista e encontrei aquilo que nem na capa me lembro de estar anunciado: uma reportagem sobre os casos de pedofilia na Bélgica. Tratava-se daquilo que me pareceu o depoimento de vários polícias que haviam trabalhado afincadamente na rede pedófila e, quando se estavam a verificar resultados, isto é, quando começaram a ver que a investigação conduzida por estes profissionais estava a dar resultado, e os culpados estavam prestes a serem descobertos, e que esses culpados estavam muito bem posicionados na hierarquia social, esses profissionais foram inexplicavelmente afastados das investigações e substituídos por outros, cuja função levou ao impasse das investigações. Ao ler a descrição de tudo quanto aqueles corajosos jornalistas fizeram para sair daquele país com vida, aconselhados pelos não menos corajosos e íntegros polícias, percebi o perigo todo…

   A solução para casos destes, passa pela criação de uma polícia especializada nestes casos, independente, paga directamente pelos contribuintes, interessados na resolução destes casos. Como nos casos das associações por quotas, fundações… Eu sentir-me-ia mais segura, não se porquê… ou talvez saiba.



publicado por fatimanascimento às 11:48
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1 comentário:
De Lua de Sol a 16 de Agosto de 2007 às 03:36
Querida amiga, fiquei atónita! Não é que desconheça a actuação desses doentes, mas ainda não tinha ouvido o relato de uma por parte de alguém "conhecido"! É um perigo, realmente. O que me deixa confusa e aflita é o facto de como as crianças, coitadinhas, ingénuas na sua pureza, se deixam enredar nessas situações. A tua filha quase com 9 anos estava a ser enganada, ainda bem que estavas perto! Como sabes, também tenho 3, duas raparigas e um rapaz, com idades muito próximas e quando saio à rua, confesso que chego a "stressar" por querer ver sempre os três, o que às vezes é difícil, como podes imaginar. Um corre para um lado, outro para o outro e se fôr preciso ainda há um terceiro a esconder-se por brincadeira. À primogénita, que já está com 6 anos, há alguns dois anos que a comecei a alertar para não falar com estranhos e não aceitar nada. Achei muita graça, uma vez que ia com ela na rua, de mão dada, e uma senhora de idade lhe quis oferecer um rebuçado. Ela recusou e olhou para mim, como quem diz: "a senhora não é conhecida!". Fiquei mais descansada, até porque ela é muito gulosa. Mas ainda ontem, no café, vi uma cena que me chamou a atenção. Na mesa ao lado, estava um senhor de idade, que meteu conversa com o meu filho Do Meio, que fez agora 3 anos, e lhe deu um papel e uma caneta para ver se ele sabia desenhar. Não se passou nada, estavamos ali e não quer dizer que o senhor fosse mal intensionado, mas fiquei perplexa como o meu filho foi a correr e se sentou na mesa do senhor, assim...
Com as crianças todo o cuidado é pouco. Elas nem imaginam o que por aí há...


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