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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
Fogos

Ainda mal começou a época quente e já há notícias de fogos que, ao que parece, não são tão pequenos quanto isso. Há muitas causas prováveis. Uma delas poderá ser a trovoada com os seus mortíferos raios. Como é que um país tão pequeno consegue ter tantos fogos? Como é que ainda não aprendemos com o passado? Como é que nos endividamos tanto sem termos ideia concreta para onde vai o dinheiro? Como é ele gasto? Afinal, ninguém presta contas do que acontece ao dinheiro dos nossos impostos. Não vemos materializar-se nada onde possamos dizer que o dinheiro dos nossos impostos (erradamente denominados de dinheiros públicos) foi bem empregue. Vamos às corporações de bombeiros. Os carros que têm de combate a fogos já são velhos e não dão muito rendimento. As ambulâncias conseguidas têm a ajuda de particulares ou da própria população, sensibilizada para o caso. Peço as minhas desculpas? Como não sabemos para onde vai o nosso dinheiro? Então e o tão badalado caso dos submarinos? Pois, têm toda a razão. Só que os submarinos não apagam fogos. Não sei que fogo é que pôs o então Ministro da Defesa numa aquisição cuja polémica ainda não acabou. Quando faltam meios para combater perigos reais, vai-se investir num perigo, quando muito, imaginário? O único perigo conhecido é a descarga, ao largo das águas territoriais portuguesas de barris de chumbo cheios de lixo radioactivo altamente tóxico. Quem estaria interessado na costa de um país com meia dúzia de quilómetros e que, com a elevação da temperatura mundial, um dia, não passará a ser mais do que uma praia espanhola? O perigo real está entre a população. Em terra. E aqui ninguém que ganha o ordenado mínimo ou outros que ganham mais ou menos vêm o seu dinheiro ser aplicado a favor do combate àquilo que já se transformou numa praga portuguesa todos os verões. Mais, apetrechando a corporação de bombeiros não os estamos a ajudar, estamos a ajudar-nos a nós. Não nos interessa o que se passa na costa, interessa-nos o que se passa junto de nós e, como não temos os meios necessários, não podemos deixar de protestar. Primeiro os perigos reais, depois os outros. Há que exigir mais daqueles que nos governam e deixam o país à beira da bancarrota. Mostrem-nos onde empregaram o nosso dinheiro. Mostrem-nos as vossas contas. Mostrem-nos materiais onde empregaram o nosso dinheiro e que é de utilidade pública. Não queremos contribuir para a desertificação do país. Mas o dinheiro dos impostos mal investido, pode levar a isso mesmo. Há uma boa prática que não posso deixar passar ao lado: a reflorestação. Mas esta parece que não conhece mais nenhuma espécie árvore para além do eucalipto! Todo o terreno livre, após os incêndios, parece estar sobrecarregado desta planta. Então e as outras espécies? A reflorestação só pensa na indústria de papel? Vamos passar a ser uma floresta de eucaliptos com fins estreitamente económicos? Se assim for, temos uns governos míopes que em nada contribuem para o bem do país. E não me venham falar dos Rendimentos atribuídos às famílias mais desfavorecidas, porque as há, procurem o problema noutros sítios. Talvez naquelas pensões e salários milionários num país onde o ordenado mínimo está ainda abaixo dos quinhentos euros mensais. E quem mais contribui para a riqueza nacional são os que são precisamente mais mal pagos? Depois, disto, o que poderemos esperar mais das pessoas que nos governam? Vamos deixar arder o resto do país? Até D. Dinis ainda se revolta e aparece por aí trazido pelas brumas do passado (não é o D. Sebastião) para pedir contas aos actuais governantes. Um pouco como acontece no Natal do Scroodge… ele seria o fantasma do passado, claro está!

Ainda me lembro de atravessar, num verão passado, um fogo que grassava nos dois lados da fronteira sul portuguesa. Deixaram-nos passar aconselhando-nos prudência. Ainda recordo a estrada estreita, aberta na encosta da colina e das chamas se cruzarem no ar acima do tejadilho do nosso carro. Fomos, juntamente com mais dois ou três carros portugueses, os últimos com permissão para passar, os restantes ficaram retidos na fronteira por bombeiros espanhóis e alguns populares. Só quem não viveu um pesadelo desses pode não fazer caso do que é realmente importante!



publicado por fatimanascimento às 19:11
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