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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Revoltas no mundo árabe

Lembram-se daquela célebre frase “o que é mais importante liberdade ou igualdade”? Nunca percebi porque temos de escolher. Teorias! Liberdade significa agir com responsabilidade. Igualdade significa, pelo menos, não haver miséria. Ora, o que vemos por esse mundo fora, são sociedades com liberdade e desigualdade ou com falta de liberdade e desigualdade. Nos dois casos a desigualdade que, em muitos casos, são sinónimo de miséria, está sempre presente. Nunca conseguimos encontrar uma sociedade onde as duas coexistam. O ideal seria reunir as duas ideias e obteríamos uma sociedade ideal onde todos se sentiriam bem. Seria uma sociedade sem revoltas ou qualquer outro tipo de convulsão social. Uma sociedade onde o bem-estar levaria à confraternidade. Ora, o que vemos, actualmente, no mundo árabe, são populações fartas de miséria. E se associarmos à miséria a falta de liberdade, então nada resta que seja digno do ser humano. Mas a miséria é também um motor de sublevação das populações. Talvez, por isso mesmo, nalguns países árabes (muito poucos) os dirigentes estão a arranjar soluções apressadas capazes de satisfazer os ânimos exaltados das pessoas que governam. Essas soluções passam, de alguma forma, pela distribuição de riqueza pelos mais pobres. E é isso que estão a fazer, não porque deve ser assim, mas porque querem somente acalmar a fúria das populações com medo de perder o poder ao qual estão agarrados. Se assim for, não vai durar muito, só o tempo de enganar os súbditos. Bem só talvez até à próxima sublevação. As pessoas podem ser pobres mas não são parvas. (Depois, existe sempre o perigo destes povos serem conduzidos por pessoas de má fé, que os cegam acabando por enterrá-los noutro tipo de miséria e ditadura onde só as caras mudam. O engano pode durar muitos anos mas não para sempre.) Ora, havendo tanta riqueza na terra, dá perfeitamente para a distribuir de uma forma mais igual. A prova é que, quando é preciso, sai uma medida social capaz de satisfazer os revoltosos. Então por que não surgiu esta ideia mais cedo? Os povos, por mais ignorantes que sejam, têm também ambições e sonhos que não devem ser descurados pelos governantes, sejam eles quais forem. Se assim fosse, não estaríamos a braços com uma grave crise social com o aumento da chegada de imigrantes à Europa que a devem encarar como uma espécie de El Dorado, mal percebendo que nós temos liberdade mas que também sofremos do mesmo mal: a desigualdade que talvez não seja é tão gritante como a deles mas que, em termos de comparação, e salvaguardadas as devidas distâncias, não está muito longe. Afinal, a atitude dos governantes é a mesma. Só as realidades são diferentes. Temos liberdade para nos manifestarmos mas não nos serve de nada. Nada muda mesmo. Só mesmo a fúria da população parece mover os governantes o que não deixa de ser triste. E seria tão simples se houvesse boa vontade! Talvez esta revolta generalizada sirva de lição para os governantes dos países com bastante riqueza e que, daqui para a frente, vejam que a liberdade nada é sem a igualdade e a igualdade nada é sem a liberdade. São caras ao povo, seja ele qual for. Mesmo que desconheçam o significado das palavras, sabem ou sentem, na dura realidade do dia-a-dia, a sua falta. Falo de quem não possui nada disto, é claro. E nós, na Europa, que nos consideramos superiores aos restantes países do mundo, não vamos aprender nada com eles? Afinal, vivemos numa sociedade cada vez mais desigual.



publicado por fatimanascimento às 10:13
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