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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Onde está o 25 de Abril?

Para quem viveu aqueles tempos, percebe que todos os direitos justamente conseguidos com a revolução se perderam com o tempo. Após aquela lufada de ar fresco, a marcha-atrás começou sub-repticiamente a delinear-se. Agora, evocam-se todos e quaisquer motivos que para retirarem esses direitos e todos tão obviamente reaccionários que não dá para perceber como é que os políticos que os utilizam conseguem acreditar ou pensar que alguém consegue acreditar em tais disparates. O povo cala-se, revolta-se em silêncio, desabafa-se nas conversas de café e é tudo, regressando depois a casa com a mesma sensação de impotência e descrédito perante um país no qual já não acreditam. Não é o país. São as pessoas que estão à frente dele. Não falo só de políticos. Trata-se de toda uma classe dominante, política e economicamente, que só olha para os seus interesses, esquecendo tudo o mais. E recorrem a tudo para manterem e consolidarem a sua posição. Mais nada interessa, mais ninguém interessa. Em cada proposta de mudança, se percebe isso. Tudo obedece a vectores económicos que justificam os meios. Percebe-se toda uma movimentação ascendente e descendente capaz de tudo para conseguir levar avante os seus propósitos que, mais ou mais cedo, são descobertos e denunciados (quando são). E é sempre tudo mentira! Mesmo perante as provas, as mentiras insinuam-se e transpiram pelas malhas da esperteza, tentando manter uma reputação mortalmente ferida. Perdeu-se a credibilidade, mas pedem-nos que acreditemos. Ninguém já tem ilusões quanto ao futuro. A vida não muda para quem depende do seu trabalho para sobreviver. Paga a crise enquanto outros se servem dela. Trabalha bastante em troca de salários que apenas cobrem as suas necessidades essenciais. Pediram-nos para fazer férias cá dentro para evitar a saída de divisas para o estrangeiro. Não estão a falar para a maioria dos portugueses, está claro, estão a falar para uma minoria. A maioria não consegue deslocar-se seja para onde for, sem pagar o preço elevado por ela. Ou seja, não o faz. Pelo menos, as famílias! Vou-me deixar de rodeios e falar de assuntos concretos. Vamos a uma famosa cadeia de restaurantes. Os jovens que lá trabalham, estão sujeitos a uma pressão e a uma ansiedade tremendas em troca de um salário miserável. Mas aceitam, ainda assim. É melhor do que nada. A sofreguidão pela necessidade do dinheiro leva à cegueira e esta conduz invariavelmente a vários tipos de exploração do homem pelo homem! Há mais pessoas a trabalharem nestas condições, nas mais diferentes actividades. Nada mudou, após estes anos todos e o que mudou está, lentamente, a voltar atrás. As revoluções são boas para abanar o sistema de vez em quando e para nos interrogarmos sobre o que está mal. Nada mais. Se não houver vontade de mudar, é tudo inútil. O que acontece a todos os homens de poder é a inevitável corrupção. Quando estreitam o cerco à fuga ao fisco, quando se consegue, questiono-me sobre se o fazem justamente a todas as empresas. Questiono-me também se esta exigência não deveria ser acompanhada de uma fiscalização adequada e eficaz que fizesse frente ao despesismo do estado. Não ouvimos permanentemente de derrapagens financeiras? Num mundo movido por interesses, não podemos esperar modificações significativas, com que todos intimamente sonhamos, desde que não haja vontade para tal. E não há! Mesmo com as revoluções, as mudanças são só momentâneas, as forças ocultas esperam só o momento necessário para se tornarem visíveis quando o momento adequado chegar. E os momentos de crise parecem ser os ideais para tal! É o momento onde vale tudo! Por isso, talvez, elas existam. E com mais frequência do que desejamos!



publicado por fatimanascimento às 16:32
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