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Domingo, 11 de Abril de 2010
Jornais sem jornalistas?

Esta foi uma frase que me deixou a pensar. Alguém disse que, qualquer dia, os jornais limitar-se-iam à acção de uma pessoa, isto é, só uma pessoa poderia montar um jornal. Penso que se referia a um jornal digital. Não concordei e não concordo. Um jornal, sobretudo com a magnitude que lhes reconheço, nunca será possível ser realizado apenas por uma só pessoa. Se falarmos de um folheto informativo limitado, dedicado a só uma só especialidade, onde os factos nos aparecem relatados em segunda ou terceira mão, talvez. Mas quem conta um conto acrescenta sempre um ponto. Ora, acreditando na verdade pura e nua onde está a credibilidade dos factos relatados? Imaginemos também panfletos ou pequenos formatos digitais dedicados a determinados ideais (sejam eles quais forem) onde as pessoas se limitam a escrever as suas ideias… é fácil para uma pessoa, mas não é jornalismo, é propaganda. É preciso saber separar o trigo do joio.

Houve uma evolução na comunicação e toda a gente sabe que o computador e a internet vieram revolucionar a mesma. Muita da informação está à distância de um simples clique. Tornou-se fácil, tornou-se cómodo e tornou-se rápido. Não precisamos de sair de casa. No entanto, a informação essencial e diária não é exaustiva e só nos jornais podemos encontrar informação mais aprofundada e completa. Embora tenha havido uma revolução na forma de divulgação, a aquisição da informação não se faz através de uma varinha mágica. Há, no local (seja ele qual for) um profissional responsável pela mesma que tem a responsabilidade de informar, da forma mais fiel possível, a situação num dado local geográfico do globo, seja ela de que natureza for. No entanto, directa ou indirectamente, a notícia está sempre relacionada com o ser humano, sempre actor ou vítima de algum facto. Só a ele interessam as notícias e os jornais não existem senão para si. Portanto, o elo humano entre a notícia e o acontecimento é indispensável, a não ser que as máquinas, em caso de risco de vida, possam substituir o homem, enviando as imagens impossíveis de colher devido ao perigo. Estas notícias chegam às redacções e são desenvolvidas conforme as actualizações que vão chegando. Ora, havendo tanto acontecimento no mundo (e tudo serve de informação e reportagem) e havendo interesse na sua divulgação, é impossível a um homem só, mesmo ajudado pela tecnologia, abarcar e tratar tanta informação. Depois, há sempre notícias que só os humanos conseguem trazer a lume. Por isso, jornais sem jornalistas? Impossível! Não acredito num homem só fazendo todo um trabalho sem ajuda de outro. Seria um jornal com muito pouca informação. O toque humano é, portanto, indispensável. Para mim, é claro que se deve investir nos meios humanos para se ter uma informação minimamente credível. O que me preocupa não é isso, são as forças financeiras ocultas que estão, muitas vezes, por trás dos jornais. O ideal seria estes conseguirem serem auto-suficientes financeiramente. Como tal não é possível (desconheço o motivo, talvez as despesas sejam incomensuráveis) optou-se pelo investimento na comunicação. Não há mal nenhum em ter um suporte financeiro por trás dos meios de comunicação desde que a liberdade de informação seja garantida. Todo o empresário inteligente (que os há, felizmente!) sabe que uma informação plural só pode favorecer a sociedade e a humanidade. O que me preocupa são os outros, os controladores que interferem no que deve ou não ser objecto de notícia. É talvez aqui que devemos concentrar a nossa atenção.



publicado por fatimanascimento às 17:17
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