mapa anual de remoinhos, desde 07 de Junho de 2008
ip-location
HELP TIBETE!
opiniões sobre tudo e sobre nada...
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Pacto de Estabilidade e Crescimento

Estamos na mesma como a lesma. A um período de desafogo (que são geralmente curtos) surge um longo período de aperto financeiro que se repercute no quotidiano das pessoas. Estamos mergulhados numa crise à qual somos completamente alheios. A única culpa que nos pode ser imputada é a de contribuir para a riqueza, muita ou pouca, (a que está ao nosso alcance) do nosso país, com o trabalho realizado. Essa actividade rende dinheiro à empresa que vende o produto da sua empresa no mercado interno ou externo. O dinheiro apurado é colocado nos Bancos (sempre directos colaboradores daquelas). Esse dinheiro confiado a essas instituições estará, julga-se, seguro; isto é, as pessoas à frente daquelas instituições são, para além de profissionais competentes, têm todas as características necessárias capazes de assegurar os interesses dos seus clientes. Se todas estas características estão asseguradas, não entendo a crise despoletada por algumas destas instituições bancárias que nos mergulharam na escuridão financeira. Se juntarmos a isto a fuga fiscal para os denominados offshores que existem um pouco por todo o mundo e que evitam às empresas a justa contribuição fiscal para os respectivos estados, favorecidos pelas mesmas instituições bancárias deixando os trabalhadores por contra de outrem carregar com a gigantesca carga fiscal que se repercute em todas as facetas da vida das pessoas anónimas, penso que, neste momento, se formos minimamente honestos, percebemos que não há motivos para acreditarmos nos bancos, ou melhor, nas pessoas que estão à frente deles. Histórias de corrupção envolvendo já não pessoas altamente posicionadas dentro da hierarquia bancária, mas simples empregados bancários estão a ser denunciadas. Infelizmente, chegámos a um ponto que já não se pode escolher os trabalhadores (todos) apenas pelo conhecimento (esse ganha-se) mas pela honestidade para não corrermos o risco de retomar constantemente o estigma da “história interminável”. Da crise, criada pela irresponsabilidade de pessoas que deveriam ser as primeiras a velar pelos interesses da instituição para a qual trabalham e que lhe devem lealdade, só podemos concluir nada podemos esperar, a não ser a desconfiança em relação a eles que, apesar dos erros, ainda recebem a bênção de verem o estado a remendar os seus erros, saindo ilesos dos erros que, para mim, não são completamente alheios. Não acredito em ingenuidades no campo financeiro (há sempre alguém enrolado). Acredito em falta de honestidade. Só quando as pessoas tiverem consciência de que devem todos contribuir igualmente, dentro da desigualdade social, para o bem de todos, poderemos construir um país de que nos poderemos orgulhar. Para tal, há que haver toda uma reforma de mentalidades. Até lá, (se é que vai alguma vez acontecer essa mudança), teremos de penar, como o fizemos durante séculos. O PEC só se fará à custa daqueles que já quase nada têm e que se verão ainda mais espartilhados. Nem os políticos mais determinados conseguem acabar com a peste da fuga fiscal daqueles que mais poderiam contribuir sem que saíssem muito prejudicados. “Quanto mais têm mais querem”, diz o nosso povo. Realmente, a ganância não tem limites! Não me reconheço nesses seres humanos! Vejamos o caso das farmacêuticas. Será que necessitam mesmo de colocar à venda os seus produtos a preços quase inacessíveis para a maioria das pessoas, justificando os mesmos com os anos gastos com a investigação? E se um dia chegarmos a um tempo de crise tal que as pessoas não tenham dinheiro para comprar esses medicamentos? O que farão então as farmacêuticas? Ou será muito difícil imaginar uma situação destas? Já conheço muitas pessoas que abdicam de mais de metade dos fármacos receitados pelos médicos, resumindo-se ao essencial, numa tentativa desesperada de poupar algum dinheiro… Depois, se olharmos aos terríveis efeitos secundários, talvez seja melhor procurar alternativas, quando as há.



publicado por fatimanascimento às 13:59
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

mapa mensal desde 7 de Junho de 2008
ip-location
mais sobre mim
contador
Free Web Counters
Free Counter
Agosto 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


posts recentes

sociedade e desigualdade

“Vai abrir a porta, filha...

Verdade, jornalismo e… co...

Refugiados

Esquerda unida

Evolução

Eleições e pensamento

Fiadores

Nova forma de trabalho es...

Combater a natureza com a...

arquivos

Agosto 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Devemos ser mesmo maus na...

A manifestação de Braga

links
leitores on line
online
URGENTE!
www.greenpeace.pt
sapo
blogs SAPO
subscrever feeds