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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Não pertencer a lugar nenhum…

Sempre defendi que a nossa “casa” é o local onde nos sentimos bem. Entenda-se casa como um local qualquer do mundo. O que interessa é sermos felizes. Mas é isto que não acontece. Os locais mais parecidos com o paraíso estão a corromper-se. E não me venham dizer que tudo depende de nós. Não, não é assim. E tenho conhecimento de imensos casos que sustentam esta minha afirmação. Cada vez há mais pessoas que não se integram, que vão para o trabalho forçadas, parecendo espectros ambulantes, comandadas por medicamentos que lhes dão o ânimo há muito desaparecido. Cada vez há mais pessoas com problemas… Ora, o que faz com que nos sintamos em “casa” é o amor, nas suas mais variadas manifestações – amizade, solidariedade, etc. Se olharmos para o casamento onde este sentimento é unilateral. O que ama sente-se em casa (pelo menos até se aperceber de que não é amado), o outro não. Sendo este um sentimento quase em vias de extinção, uma vez que parece não ir muito além dos laços fortes entre pais e filhos, logo, percebemos que não é difícil sentir que não pertencemos a lugar nenhum. Quando nem neste ínfimo núcleo da sociedade se encontra esse sentimento, facilmente se compreende que, e independentemente do que possa ter acontecido em séculos anteriores, (o que não justifica tudo, para não dizer que não justifica nada), estamos a passar por uma crise social muito grave, onde o sentimento que nos faz sentir como membros de uma sociedade parece estar a esgotar-se. Já não olhamos o próximo como uma extensão de nós próprios, mas como uma possível ameaça, depois de muitas más experiências com pessoas sem escrúpulos. A nossa fé no ser humano está a desaparecer. Não quero com isto dizer que não haja pessoas boas, que as há, e são quase invariavelmente estas as maiores sofredoras, mas calam-se. Não é por acaso que se ouve dizer que as pessoas más são felizes e as outras não. Não será difícil de perceber a razão. Há pessoas que, só por existirem, parecem incomodar os outros que não perdem tempo a demonstrar-lhes a sua antipatia, até nos mais ínfimos pormenores, quando não os prejudicam. Assim é difícil sentirmo-nos em casa. Só quem prejudica se sente em casa, já que nunca o faz sozinho, estando sempre acompanhado de um exército protector. Isto não se aplica só às relações laborais, mas a todas as outras. Só encontro o tipo de relação ideal nas tribos americanas ainda não corrompidas com os falsos valores. Mas até estas correm o risco de serem dizimadas. Olhando para as suas relações, sente-se um equilíbrio a todos os níveis que não se consegue em qualquer outra parte do mundo já corrompido. Tenho um amigo que já não vejo há muitos anos. Ele tirou o mestrado (e não sei se o doutoramento) e, segundo vozes conhecidas, não abdicou do seu sonho: viver com as tribos amazónicas. No início não percebi porque é que alguém com aquele percurso académico se queria esconder nas florestas amazónicas. Primeiro, o amor de uma mulher que se refugiou lá, depois, o equilíbrio e o bem-estar que lá se vivem. E há tanto a aprender deles… Os que não podem fugir, têm de se ir contentando com os comprimidos que lhes dão forças para aguentar o quotidiano que pouco ou nada lhes diz e encontrar compensações para enfrentar o ambiente fortemente negativo em que se encontram envolvidos. Como me dizia alguém sobre a vida “ Não é como nos filmes: O Bem nem sempre ganha; às vezes, é ao contrário, ganha mais vezes o Mal.”



publicado por fatimanascimento às 14:03
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