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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
O novo regime de faltas do aluno e a avaliação dos professores

Pois é… regulamentaram demais. Há situações na vida das pessoas que passam por uma liberdade pessoal, sem que ninguém tenha que regulamentar, no sentido de obrigar, as pessoas a agir desta ou daquela forma. Entraram no campo da liberdade de decisão das pessoas e têm a resposta. Nunca percebi a necessidade de regulamentar todos e quaisquer aspectos da vidados cidadãos, mesmo com pretexto da alegada irresponsabilidade pessoal, não se pode entrar na vida das pessoas para as obrigar a agir desta ou daquela forma. Faz parte da escolha pessoal, que todos, mais tarde ou mais cedo, temos de fazer. E ninguém é irresponsável ao ponto de se querer prejudicar. E nem esta pode ser desculpa para certas regulamentações. Não é assim que um governo democrático deve ou pode agir. Esta necessidade de excesso de leis regulamentadoras da vida das pessoas, é típica de toda a mentalidade totalitária. É contra este tipo de mentalidade, que se adivinha por trás de cada lei ou despacho, que as pessoas estão a protestar, sobretudo os jovens. Todos nós já fomos jovens, todos nós faltámos às aulas e não foi por isso que deixámos de aprender o que devíamos aprender e chegar onde tínhamos que chegar. Tudo depende da vontade, sempre circunscrita às circunstâncias da vida, mas tudo depende, essencialmente, dela. Depois, não é com excesso de regulamentação que se consegue seja o que for. Vamos ver. Dentro das escolas, há amizades e cumplicidades, assim como há antipatias e inimizades. Ora, falando da avaliação dos professores, quem vai realizar essa avaliação? São outros professores da mesma escola, e da mesma disciplina. Aqueles que são amigos, já sabem de antemão, as notas que irão ter; os outros, estão revoltados porque não acreditam numa avaliação feita por pessoas que não são isentas. (Cada vez mais me chegam notícias dando-me conta do mal estar que se vive nas escolas, entre professores.) Depois, há muita subjectividade na avaliação, e como tal, é impossível ser-se imparcial. O que é bom para um poderá não ser para outro. Uma amiga minha contava-me que, para motivar os alunos mais desinteressados, havia recorrido a uma estratégia, menos correcta do ponto de vista científico. O que é certo, é que a medida foi a mais correcta do ponto de vista pedagógico, pois motivou-os e eles lá conseguiram realizar o trabalho, com o mesmo resultado. Os mais rigorosos teriam condenado esta prática que tanto resultado deu e que outros apreciaram, como os alunos, aborrecidos de tanta teoria. É complicado! Depois, quando se pensa em avaliação, não se pode fazê-lo na teoria, mas pensar como deverá funcionar em termos práticos e isso, melhor do que ninguém, só quem está no terreno poderá fazê-lo. Agora, e pelo que foi dito, ficou claro que a ministra da educação terá de recuar em ambos. Mesmo no novo regime de faltas, agora rectificado por despacho recente, eu pergunto-me: se não tem peso nenhum, essa avaliação, na vida do aluno, porquê mantê-la? Eles já têm tanto com que se preocupar! Tanta disciplina inútil que só lhes serve para aumentar a carga horária, e pouco mais. Resta-nos esperar e ver o que vai acontecer com a revisão da avaliação dos professores, que o próprio ministério já admite fazer, desejando só que se façam remodelações sérias.



publicado por fatimanascimento às 20:10
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