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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
O conforto da presença da água

A água não é só um elemento essencial à conservação da vida da terra, ela é também um elemento de bem-estar psicológico. Todas as pessoas que vivem perto do mar sentem isso, assim como aquelas que, só por vezes, se podem dar ao luxo de se deslocarem a locais tão privilegiados como os mencionados. Há muitos anos atrás, eu vivi numa pequena localidade cujo jardim municipal era atravessado por um pequeno rio. Este jardim acompanhava a extensão da avenida, e, embora mantenha muitas das características de então, foi aumentado em largura, aproveitada pela câmara aquando da venda de uns terrenos privados adjacentes. Uma das atracções desse jardim era sem dúvida a proximidade da água, e ainda é. A água cria um ambiente especial que faz com que todos se sintam bem, até mesmo aqueles que parecem não notar a sua presença. Este fim-de-semana, eu tive oportunidade de voltar a constatar isso mesmo – a importância do mar e da natureza em geral no equilíbrio mental das pessoas. Assim sendo, há que preservar esses mesmos locais de forma a que possam continuar a ser um bálsamo para a alma humana. Como em tudo, só depende da vontade humana e, como todos sabemos, há vontades para tudo. Há vontades que fazem preservar esses locais maravilhosos assim com há outras que parecem não ligar aos mesmos. É aqui que entra o problema da poluição com todos os problemas que acarretam consigo. Aquele maravilhoso jardim, onde brinquei tantas vezes, a partir de certa altura, deixou de ser isso mesmo para passar a ser uma espécie de esgoto ao ar livre. Foi então que as janelas das vivendas habitualmente abertas ao ar fresco das manhãs passaram a ficar quase permanentemente fechadas e os vidros cobertos de uma rede para travar as investidas dos incomodativos mosquitos. Nós, os miúdos, quando passávamos a ponte em direcção à escola eram raros os dias em que a poluição era tal que não nos atrevíamos a abrir a boca e tínhamos de tapar o nariz para nos defendermos do insidioso cheiro nauseabundo. Os peixes, e até a flora aquática tão viva, desapareceram transformando aquele rio numa espécie de rio fantasma onde se agitavam os restos mortais da outrora flora subaquática. A responsável era uma indústria do papel que poluía aquele rio logo à nascente e que por pouco não transformava aquela vila num local inabitável. A vila adoeceu com a morte do rio. Todas as pessoas evitavam aquela zona, tão desagradável. Mas, e como para tudo, a vontade humana, desta vez no bom sentido, devolveu àquele rio e, consequentemente, àquela vila a vida de que estava tão carenciada e, hoje em dia, é um local muito aprazível onde as pessoas se juntam para passarem umas agradáveis horas de lazer. Mas o perigo espreita sempre e as águas muitas vezes já não estão tão límpidas como no início do tratamento das mesmas. Também os mares estão ameaçados com a indústria poluente e lembro-me da praia onde passei muitos dos meus verões e que, a certa altura, e devido à falta de escrúpulos de certos empresários e/ou à ignorância dos mesmos, puseram em risco esses locais abençoados com a presença da água.



publicado por fatimanascimento às 21:02
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