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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Onde está a autoridade?

 

A autoridade tem de ser muito bem doseada porque, qualquer tipo de excesso, pode cair em muitas formas de despotismo. Nunca acreditei na autoridade e sempre defendi que o ser humano só poderá ser feliz na liberdade responsável, onde cada um conhece os seus deveres e os seus direitos para com o próximo. Mas estamos longe disto… A sociedade, tal como a conhecemos, está hierarquizada e o poder político concentrado nas mãos dos que governam, suportados por uma máquina partidária, maioritária ou não, que os apoiam. Neste contexto, todo o governo tem deveres para com aqueles que governam e estes sabem onde se dirigir (falo dos organismos públicos dependentes da administração estatal) sempre que têm algum assunto a tratar, seja ele de que natureza for. É nesta interacção população-estado que se fundamenta qualquer país, sendo aquele a única autoridade máxima reconhecida, a nível político, cabendo-lhe a administração dos vários ministérios que dele dependem. O problema é quando aparece outro tipo de autoridade, dentro do próprio país, baseada em fortunas resultantes do tráfico de estupefacientes. Estas fortunas apoiam milícias que defendem os seus interesses frente a outras que actuam no mesmo ramo. Estas rivalidades levam, muitas vezes, à morte de pessoas influentes, pertencentes a estas famílias, abrindo caminho a vinganças sucessivas que poderão nunca mais acabar. É o que se passou recentemente no México, onde uma população aterrorizada assistiu a uma quantidade de mortes gratuitas, realizadas pelas supra mencionadas milícias, que abatem pessoas, sobretudo representantes da autoridade, conotados com alegados favorecimentos a um determinado cartel da droga, e aterrorizam outras numa cidade mexicana, junto à fronteira dos EUA. Fala-se de corrupção, desconhecendo-se a real dimensão desta. O terror espalhou-se entre os cidadãos e todos têm medo de falar, devido às possíveis retaliações. Mesmo os repórteres têm sérias dificuldades em obter informações, por mais inocentes que sejam, sempre encobrindo a identidade das fontes. A própria população olha-se com desconfiança temendo a presença de possíveis informadores/espiões… Ninguém tem dificuldade em imaginar esta situação se nos lembrarmos dos filmes que retratam as famílias mafiosas do princípio do século passado, só que, aqui, está a população de uma vila no meio da questiúncula. Enquanto o governo está a milhares de quilómetros da região, os cartéis são uma realidade que está bem perto daquela população. Não basta defender a população enviando um contingente de tropas, há que terminar com o poder dos cartéis, para evitar as retaliações à população. Agora, algumas questões se colocam: quem terá coragem para fazer frente a estas poderosas famílias ligadas ao narcotráfico? O governo?  Quem se candidata a ser um alvo das milícias desses cartéis ou de um atirador comprado? Onde está a autoridade capaz de combater o foco do problema e recuperar a segurança da população? Até onde grassa a corrupção? Esta situação não interessa a ninguém, nem ao governo, nem aos próprios narcotraficantes, que também perdem, mas quem mais sofre é a população indefesa, apanhada no meio… todas estas demonstrações de força não serão também uma forma de despotismo? O medo que se vive não é típico de uma sociedade despótica? O despotismo não existe só na sua forma política… e tem de ser combatido por todos.



publicado por fatimanascimento às 07:53
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