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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
As “figuras públicas” e a informação

 

Várias figuras públicas, de várias classes sociais, culturais, desportivas, etc. queixam-se continuamente do mesmo – do assédio mediático às suas vidas privadas, para já não falar das mentiras acerca delas que, muitas vezes, são impingidas aos leitores. As denominadas “figuras públicas” conquistaram o estatuto e o conforto financeiro que a maioria dos portugueses não tem e ambiciona. Daí a curiosidade de saber como é que as pessoas com dinheiro e fama vivem, não se interessando minimamente se essa curiosidade acaba por prejudicar a vida das suas “figuras públicas”. Estas revistas acabam por ser uma fuga aos problemas e à rotina quotidiana daqueles que fielmente as lêem. O problema não está só nos leitores nem na sua curiosidade que acabam sempre por ser a causa do cansaço dessas “figuras públicas”, que quase nem podem sair à rua, sem serem importunados por fotógrafos. O problema é ainda mais grave e reside também no tipo de jornalismo que se faz. Há bom e mau em tudo e também a imprensa “cor-de-rosa” não é alheia a esse fenómeno. Há revistas sérias e outras menos sérias. As revistas sérias limitam-se a informar, enquanto as outras se acostumaram a distorcer os factos. Desde que venda, vale tudo, mesmo que para chamar a atenção do público consumidor deste tipo de revistas, se tenha de mentir. Já não é a primeira vez que vejo este tipo de jornalismo com títulos fantásticos que, muitas vezes, não correspondem à verdade. Quando se tem uma revista como a espanhola que eu costumava ler, muito sóbria na informação que disponibiliza aos seus leitores, e se vê outras menos sérias, quer sejam portuguesas ou espanholas, com títulos de gosto duvidoso, percebe-se bem a diferença entre elas. E quando se lê uma revista séria, e já se sabe o que se passa, e depois, se depara com outras, e se tem a oportunidade de ler estas últimas, questionamo-nos como é que não há mais processos em tribunal. De facto, se olharmos para o passado, temos o exemplo de uma revista portuguesa que foi obrigada, por decisão judicial, a pagar uma avultada indemnização a uma “figura pública” estrangeira, devido a informações publicadas sobre a mesma, acabando mesmo, depois, por falir. As revistas mais sérias, essas, acabam ganhando a confiança das “figuras públicas” que lhes abrem as portas de sua casa, ultrapassando em prestígio as fronteiras do seu país, abrindo noutros países delegações que fazem réplicas dessa mesmas revistas, enquanto outras têm de se contentar com as informações de fontes anónimas e, ainda por cima, mal informadas, para além de possíveis queixas em tribunal. Os leitores têm também de começar a distinguir “o trigo do joio”, e perceber quais as revistas fidedignas e as que não têm qualquer interesse informativo, se querem ser respeitados por este tipo de informação. Mas isto já está a acontecer e nota-se que algum público começa já a cansar-se deste tipo de revistas menos sérias, porque ele é o principal lesado, a par com as vítimas dessa desinformação, de tal tipo de jornalismo. Ninguém gosta de ser enganado ou ver as pessoas injustamente humilhadas, mesmo que estas sejam “figuras públicas”. Bem, já não digo nada, talvez haja, dentro do público leitor, um pouco de tudo e para tudo… e isso é mau tanto para os que desinformam como aqueles que são desinformados e… para aqueles que vêem a sua vida distorcida na praça pública. A verdade é que ninguém ganha com este mau jornalismo. Quanto ao leitor, pode-se afirmar que ele é aquilo que lê.

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 11:27
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