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Domingo, 26 de Setembro de 2010
Protestos sociais

O mundo está a acordar. Nem mesmo a necessidade premente de conseguir um emprego que possa manter as pessoas numa sociedade governada pelo dinheiro, pode apagar da mente os direitos inerentes aos trabalhadores. Numa sociedade ocidental governada pelo capitalismo, o trabalhador é sempre o lado mais fraco, ainda que nos queiram iludir do contrário. Dependente de um trabalho, muitas vezes precário, sujeito a abusos de toda a espécie e sob a ameaça constante do possível desemprego, vê-se cada vez mais desprotegido submetendo-se a condições de trabalho que nada dignificam a condição humana: tanto a do empregador como a do empregado. As empresas, obedecendo à lei do mercado, procuram o máximo rendimento conseguido com o mínimo investimento. Uma das soluções escolhidas é a de fechar a empresa num determinado país, ou abrir num outro, onde a mão-de-obra é mais barata. Isto passa-se um pouco por todo o mundo. Só que o mundo, graças à informação, e também ao discernimento dos trabalhadores, percebem que a vida não tem de ser assim. É o que se passou recentemente na China. O regime comunista, ali implantado, não é mais do que um capitalismo disfarçado. As condições de trabalho continuam tão precárias como antes da implantação do mesmo, o que mostra claramente que não é a ideologia que interessa mas as pessoas que a implementam. Os trabalhadores, fartos de tanta exploração e de horários que mais se assemelham aos do início da revolução industrial europeia, acabaram por se revoltar. E já não era sem tempo! Foram precisas algumas desgraças para que os ânimos se exaltassem exigindo medidas. O mundo ocidental, cujas empresas são cenários desta revolta, provavelmente preocupados com a imagem passada para o ocidente, reagiu imediatamente aumentando os salários. A miopia ocidental é castrante! Como é possível olhar para um ser humano e reduzi-lo à simples condição de produtor de riqueza e pensar sanar o problema com um simples aumento de salário?! As pessoas têm de ter uma vida própria. Não são animais de gaiola, ainda que tentem dourar as grades. O ser humano é um ser livre: precisa de ter uma vida própria! O exemplo da China é um aviso às empresas que fogem para outros pontos do globo à procura de mão-de-obra barata que possam explorar implacavelmente: essa estratégia tem tendência a desaparecer, porque o ser humano pode ser ignorante mas não é necessariamente estúpido. Pode levar algum tempo, mas chega sempre lá. Ora, isto provoca algumas convulsões sociais que pode ser o rastilho para o rebentamento de algumas bombas sociais por esse mundo fora.

É incrível como chegámos tão longe no tempo com uma atraso tão grande nas mentalidades!



publicado por fatimanascimento às 08:53
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Sábado, 25 de Setembro de 2010
Injustiça

Todo o processo de avaliação é injusto. Ainda que pensemos o contrário! Ou queiramos pensar assim! Talvez, por isso, odeie o mesmo e tenha muito cuidado quando procedo à avaliação de um aluno. Este ano observei um caso que me incomodou bastante. O M.E. poderá proceder à emenda do mesmo (ou não), de qualquer forma, para este aluno, é demasiado tarde! É um aluno com capacidades mas não gosta de estudar nem do ensino que o obriga a memorizar ou a trabalhar conteúdos que em nada vão ao encontro dos seus interesses. Começou o ano lectivo mal registando, logo no início do primeiro período, algumas negativas. No segundo período, levantou alguns níveis e no terceiro chumbou com… duas negativas!! Subiu a todas as disciplinas menos àquelas duas. Não tinha notas para tal. Depois, o M. E. ditou que os alunos só poderiam prosseguir estudos se não obtivessem notas negativas às disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa. Estou a falar do 9º ano, obviamente! O esforço heróico deste aluno não foi devidamente compensado. Levantou a todas as disciplinas, menos a estas duas! Nos exames não conseguiu levantar o nível as estas duas disciplinas. O que me entristece são as normas do próprio M. E. que não se compreendem. Primeiro, a Língua Portuguesa é uma disciplina transversal, é avaliada em várias disciplinas. Senão vejamos. As disciplinas, salvas as línguas estrangeiras, são leccionadas recorrendo os docentes à língua materna. Os manuais são, na sua maioria, escritos em português. Os testes são feitos recorrendo a questões formuladas em português. Se o aluno passou a todas as outras disciplinas é porque soube interpretar e responder correctamente às questões dos testes. Se assim não fosse, não obteria o nível positivo às mesmas! O que acontece é que o aluno só chumbou na literatura leccionada na aula e prevista nos conteúdos assinalados pelo M. E.! Em todas as outras disciplinas onde o Português é língua transversal, passou! Não é injusto? Esta avaliação não ajudou o aluno mas tão pouco favorece, a meu ver, o M. E.. Senhores, não valerá a pena pensar sobre este assunto? Vamos continuar a deixar que este tipo de avaliação continue a prejudicar alunos que já não gostam de estudar, mesmo depois do esforço realizado e esquecendo as restantes disciplinas? Se este aluno pretende um curso profissional, não poderia, após o sucesso alcançado nas outras disciplinas, conseguir um desempenho satisfatório a nível do Português no futuro? A resposta encontra-se, muito provavelmente, nos conteúdos que parecem manter-se inalteráveis. Isto é, os autores estudados parecem continuar a ser os mesmos… Por exemplo, se há miúdos que detestam Eça de Queiroz porquê insistir neste autor (ou noutros) se há mais ou por que não substituí-los por textos jornalísticos num contexto de ensino mais prático e utilitário? Por que não abrir o leque de ofertas? Porquê insistir sempre nos mesmos? Há que repensar urgentemente este assunto. Quanto mais não seja para evitar futuras injustiças! Tenho uma outra aluna com três negativas que, tendo feito os quinze anos da escolaridade obrigatória no passado mês de Março, pode ainda conseguir a tão almejada progressão nos estudos propondo-se a exame a duas das disciplinas nas quais obteve níveis inferiores a três. Esta possibilidade é óptima. Então e o outro aluno? Aquele que se esforçou e conseguiu levantar a nota a todas as disciplinas menos àquelas duas? Só lhe resta esperar mais um ano! Não é injusto? Depois, estando a insistir sempre nestas duas, não estaremos a promover o abandono escolar após a conclusão do 9º ano, uma vez que todos os cursos profissionais, idealizados para estes alunos (e não só) continuam com as disciplinas nas quais os alunos revelam grandes dificuldades e para as quais não têm bases? Continuo a pensar que depende dos conteúdos desses cursos…



publicado por fatimanascimento às 16:53
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Agricultura e comércio externo

A actividade agrícola, ensinam-nos na escola, é francamente de deficitária. Não produzimos o suficiente para preencher as necessidades do país, pelo que temos de importar largas quantidades de produtos o que desequilibra a nossa balança comercial.

Há pouco tempo dizia a um amigo que me admirava com a extensão de terreno agrícola ocupado com a monocultura de produtos agrícolas que são já velhos conhecidos da história portuguesa. Falo de terreno arável ocupado com infindáveis vinhas, oliveiras e pinheiros inseridos numa paisagem nada habitual. Estranhei. Conversei com alguém que, para além da sua formação em História, está, de alguma forma, relacionado com a actividade primária. A resposta, ao que parece, tem a ver com a procura externa. Como há muita procura, investe-se na produção de determinado produto agrícola à procura do melhor lucro. Assim, como parece haver muita procura de azeite, por parte de certos países, começou-se a plantar oliveiras em todo espaço livre. A conversa fez-me pensar. Todo a produção tem de ter o seu escoamento certo, de forma a tornar rentável a actividade, agrícola ou não. Sempre defendi que um país deve ser auto-suficiente neste campo, isto é, deve produzir de forma a colmatar todas as necessidades existentes no país. Se for excedentário nalgum tipo de produção poderá escoá-lo para o estrangeiro. Agora, não entendo este tipo de agricultura que anda ao sabor da procura externa. Se há muita procura de um determinado produto investe-se incondicionalmente no mesmo?! E se esses países, que agora têm tanta necessidade desse produto, resolverem apostar na sua produção? O que acontece aos agricultores que tanto investiram em determinada especialidade agrícola? Não seria melhor fazer um planeamento, a nível nacional, de forma a perceber quem é que produz o quê de forma a ter-se de tudo e com tudo direccionado para determinado comprador, de forma a tornar a actividade agrícola um sector rentável e, desta forma, atractivo? Não se deveria apostar antes no comércio interno vendendo só os produtos excedentários ao estrangeiro? Com uma política destas não se acabaria, ao mesmo tempo, com os problemas da falta ou a pouca quantidade de certos produtos, a rentabilidade do sector e o equilíbrio da balança? Não seria melhor para o país? Então, o que impede que tal se faça? Mesmo com a velha mentalidade do emparcelamento e do minifúndio pode-se conseguir isso. Se as pessoas souberem onde e quando devem entregar os seus produtos e que recebem dinheiro em troca da quantidade apresentada dos mesmos, não se conseguiria esse número desejável de produção capaz de acabar com a dependência do exterior? No fundo, o pouco faz o muito…



publicado por fatimanascimento às 07:24
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Voto preferencial

Precisamos de reformar mentalidades e não a forma como votamos. É a esta conclusão que chego após a leitura de um artigo sobre o tema. Afinal, é naquela que reside o problema, não nesta. Já ouviram falar do voto preferencial? É uma nova estratégia do actual líder do PSD. Trata-se, ao que parece, de escolher candidatos partindo de uma parcela eleitoral mais pequena e, a partir dela, o eleitor pode escolher o candidato que mais lhe interessa. Foi isto que entendi! Não é, ao escolher a cara, ou mesmo um nome, que percebemos que tipo de pessoa é aquela em que votamos. Não a conhecemos! Nem dá para reconciliar, desta forma, sequer os eleitores com a política como é defendido por Passos Coelho. O problema dos eleitores com os eleitos tem a ver com a política seguida e defendida por estes. Não é, a meu ver com este novo tipo de escolha de candidatos que todos os problemas vão desaparecer ou mesmo diminuir no país. Isto só servirá para mascarar ainda mais um país que mais parece um carnaval, onde quase nada nem ninguém é aquilo que parece! Onde os problemas já se sentem e os governantes continuam a afirmar irresponsavelmente (vá-se lá saber porquê) que tudo está bem, com a maior das desenvolturas! Quando, em pleno tempo de crise, se toma uma decisão de, por um lado, de baixar os subsídios e, por outro, aumentar os preços, como é possível que, alguma vez, o eleitorado se reveja nos políticos escolhidos quando tomam estas decisões? Como pode um cidadão controlar, como é sugerido, uma decisão política assim? Como se pode evitar que um ou vários membros do governo tomem uma medida política ou económica capaz de prejudicar a médio ou a longo prazo o país? Não havendo sensibilidade para com os problemas sociais, como pode um povo ser capaz de se identificar, seja de que forma for, com a classe política? Este novo conceito de voto não vai diminuir nem fazer desaparecer os interesses particulares confundidos sempre com os gerais. Não. Se quiserem o respeito dos eleitores terão de rever e ser mais responsáveis nas decisões tomadas! Não se percam em ninharias, enfrentem o problema com honestidade se quiserem verdadeiramente mudar seja o que for! Ah, já me esquecia. Estou a falar de política! E nunca, na minha vida, conheci alguém com uma boa opinião fosse de que político fosse mesmo quando se identificava mais ou menos com a sua ideologia. No fundo, os homens, sobretudo os políticos, desiludem. Nunca me esqueço de uma definição de político que ouvi quando era ainda uma adolescente e que me chocou profundamente a ponto de não mais me esquecer. Um homem do povo definia a classe política como “uma matilha onde todos os cães andam a cheirar o cu uns aos outros”. É mais ou menos assim que a classe política é vista – como um mal para o qual não existe alternativa ainda credível. E é pena que assim seja! Tudo poderia ser diferente!



publicado por fatimanascimento às 22:19
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Domingo, 19 de Setembro de 2010
O desaparecimento das línguas

É um dado adquirido. Já desapareceram muitas e outras, mais tarde ou mais cedo, desaparecerão também. A tendência é a de passar da diversidade linguística para universalidade de uma só língua. Esse fenómeno já está a suceder. Quando visitamos um país estrangeiro, vemo-nos obrigados, quando desconhecemos a língua, a utilizar aquela que já é considerada, desde há bastante tempo, a primeira a nível mundial – o inglês. Se olharmos aos nossos estudantes, estes já introduziram no seu calão muito calão anglo-saxónico bastante divulgados nos filmes norte americanos. E não há estranheza. A adopção foi feita de coração. Exprime os sentimentos dos mais jovens que se identificam com ele. Em França, aquando da preocupação com a protecção da língua em relação à ameaça inglesa, foram interditas palavras anglo-saxónicas em locais públicos. O que aconteceu? É a língua mais usada nos grafitis pintados nas paredes. Eu nunca me preocupei com a defesa da língua. Pertenço àquele grupo (se é que existe tal grupo) que defende que a língua tem mecanismos próprios para se defender. Na verdade, o verdadeiro guardião, pelo menos até há pouco tempo, da língua, é o povo português. Ainda me lembro quando os emigrantes regressavam ao país, falavam, muitas vezes, nas línguas dos países que os acolheram e não eram raros os portugueses que diziam divertidos: “Olha, fala português se queres que te compreenda!” Agora, há um dado de vital importância para a língua: tem de evoluir. Falamos o português de hoje que mais não é do que o resultado da fuga à norma daquele que se falava há uns séculos atrás. E quanto mais a língua é complicada maior é a tendência para a simplificação. Caso contrário, perecerá. Vejamos o caso particular do inglês que leva uma vantagem em relação, por exemplo, às latinas: os objectos não têm género, o que já facilita a aprendizagem da língua, depois a sua divulgação. Já nos entra nos ouvidos como se nos pertencesse. O que vai acontecer à nossa? Acabará também por desaparecer eventualmente. Não vai ser das primeiras, poderá ser das últimas mas, eventualmente, acontecerá. A única preocupação será a de perceber o que será melhor, em termos humanos: se a continuação de várias se a existência de uma só. Na minha opinião, e desde que não se perca conhecimento, a língua falada é indiferente…



publicado por fatimanascimento às 10:20
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