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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Exma Senhora Ministra da Educação,

Estive de baixa durante algum tempo com uma dor ciática forte causada por uma artrose na base da coluna vertebral. Como a medicina tradicional trabalha com fármacos e repouso, não consegui voltar ao trabalho até há uns dias atrás. Agora que, com a ajuda dos fármacos e da medicina alternativa, já me consigo mover e, embora limitada nos movimentos pelas dores, vou regressar ao trabalho. O tempo que estive de baixa foi-me descontado, naturalmente, no salário mensal. Já antes tinha acontecido! É assumidamente assim! O que nunca na minha vida acontecera, foi receber uma quantia que não atingia o valor mínimo nacional. Foram descontando de acordo com as normas ditadas pelo ministério e deu nisto! Posso dizer-lhe a quantia exacta: 252 euros! Como deve calcular, o encargo mensal exige dinheiro para pagar a renda da casa, água, luz, telefone, internet, etc. E se lhe disser que o valor recebido não deu nem para pagar a renda? Depois de pagas as contas habituais, fiquei sem dinheiro para nada: comida e gasolina para me deslocar para o trabalho, já não falo dos medicamentos ou exames que não farei… e que os médicos da medicina tradicional exigiam para me poderem operar. Sim, porque, segundo as informações recebidas teria de passar pelo bloco operatório! Como faria se assim acontecesse?

Estamos num país onde os administradores das empresas públicas se negam a prescindir dos seus prémios (para não falar noutros) e nós, com os descontos por motivos de doença, tiram-nos o ordenado não nos deixando sequer dinheiro para comer. Tenho de reforçar a já longa lista das pessoas que recorrem ao Banco Alimentar Contra a Fome. Isto se quiser colocar comida na mesa aos meus filhos. E como vou trabalhar? Ainda não pagam as deslocações aos professores, ou já?! Já pensou nisto, senhora Ministra? Se não pensou é urgente que comece a pensar… A minha esperança, segundo um amigo meu, é que a Segurança Social reponha o montante em falta, pelo menos, para atingir o equivalente ao salário mínimo nacional!



publicado por fatimanascimento às 18:31
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Domingo, 16 de Maio de 2010
Plano de estudos

Estou de baixa devido a um problema grave de coluna que me provocou uma dor ciática que me atravessava a perna direita, de cima abaixo! Fiquei doente pouco antes da interrupção lectiva da Páscoa. Até então, tinha seis alunos com Planos de Recuperação. Alguns deles corriam mesmo o risco de chumbar. Ao aperceber-me da situação e ao notar que se tratava de alunos inteligentes, sem qualquer problema de aprendizagem que não fosse a habitual falta de atenção e que percebiam a matéria leccionada mas que, depois de uns dias, deixavam de dominá-la, resolvi tomar as rédeas da situação e fazer valer um ponto que está previsto nesses mesmo Planos de Recuperação que dizia respeito aos encarregados de educação (pais): o envolvimento destes no processo educativo dos educandos. Contactei-os explicando-lhes o meu plano de estudo que envolvia não só os pais mas também toda a família. Expliquei-lhes que não fazia sentido serem só os professores (nem pode ser) a lutar pelo sucesso dos alunos. Assim montei um plano de estudos que consistia na simples leitura atenta dos manuais com os educandos. Todos os dias, depois das aulas, os alunos e familiares acompanhantes deveriam passar em revista a matéria leccionada nesse dia. Não era explicar a matéria, só ler. Se por acaso apanhassem este plano a meio do período e houvesse, para trás, outra matéria ainda não avaliada de uma disciplina, deveria juntar à leitura essa mesma matéria. Ao fim-de-semana, passariam em revista toda a matéria da semana e a das outras semanas atrás, caso houvesse. Fiz compreender que era um desperdício deixar que miúdos inteligentes ficassem retidos pela falta de estudo. Concordaram comigo. Ainda não vi as notas, mas estou curiosa. Sabia que muitos poderiam não conseguir já neste período, mas, se conseguissem uma positiva no final desse período às disciplinas em que apresentavam negativa, seria uma ajuda para o próximo e mais uma garantia de sucesso. Ofereci-me, nas horas livres para lhes prestar todo o apoio necessário. Que posso mais eu fazer na escola?

Devo dizer que o plano resultou. De todos os planos de recuperação, só se mantém um. Todos os que recuperaram, estão de parabéns! Pais e filhos!



publicado por fatimanascimento às 07:36
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Sábado, 15 de Maio de 2010
Perigo de bancarrota

O que faz um país correr o risco de poder cair em bancarrota? É algo que me transcende! Como é que pode ocorrer uma situação destas? As pessoas que administram o país deveriam prevenir estas situações! A população farta-se de trabalhar, as empresas vão à falência. Ganhamos pouco, fartamo-nos de pagar impostos, e altos, e o país encontra-se em crise. Se estamos doentes descontam-nos os dias de baixa de tal forma que nos deixam à beira da bancarrota. E, agora, vêm-nos dizer que estamos em crise? De surgiu essa crise? Por que é que este país, que só conheceu breves períodos de prosperidade para logo mergulhar em longas e obscuras crises, nunca conheceu a verdadeira estabilidade? Não se pode culpar o povo que se mata a trabalhar e a quem não cabe a tarefa da administrar o país e/ou empresas. Como é que uns países passam quase ao lado de crises internacionais e outros não conseguem evitar cruzar-se com elas? Já percebemos que a recente crise financeira internacional se ficou a dever à desonestidade de pessoas sem escrúpulos altamente posicionadas na hierarquia financeira internacional. Mas o que faz com que um país seja tão dependente dessas crises? Como se entra numa derrapagem financeira? Como é possível gastar-se mais do que aquilo que a riqueza produzida no país permite? Como é possivel sair-se impune de uma situação destas, deixando à História a responsabilidade de repor a verdade sobre cada governante? Como é que os partidos se vão unir perante esta crise? Como vão legislar? Contra quem vão criar medidas? Até aposto que a resposta se antecipa à questão… é o povo que paga a irresponsabilidade dos governantes. Com tanto desemprego, resta explorar aqueles que ainda têm emprego… se não se lembrarem de retirar àqueles que já quase nada têm! No meio de tudo isto, as palavras do presidente checo, Vaclav Klaus, dirigidas ao presidente português, e que muitos consideraram pouco correctas mas que não deixam de ser significativas, ecoam nos meus ouvidos: “Como antigo primeiro-ministro e primeiro-ministro, nunca admitiria défices como hoje se registam em alguns países europeus” acrescentando que “as consequências desse acto sejam suportadas por quem o admitiu”. Duras palavras mas… não terá razão? Não será uma maneira de pôr ordem numa área que parece não ter regras?



publicado por fatimanascimento às 19:57
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
O roubo dos gravadores

Foi, no mínimo, bizarro! Acho que nos anais da história das entrevistas presenciais não consta nada parecido. Vi a imagens gravadas e li a entrevista. O que me ficou na memória, foi sorriso mau desenhado no rosto do entrevistado que parecia ter plena consciência do que fazia. O que justifica o acto cometido. Está claro que os jornalistas insistiram nas questões que, provavelmente para eles, não tinham ficado esclarecidas. E estavam interessados no passado dele. Um passado resolvido nos tribunais e outro à espera de resolução. As questões apertavam o cerco ao deputado, tornando-se cada vez mais certeiras, impedindo o entrevistado de continuar com as respostas evasivas que tivera até ao momento do furto. Se bem me lembro, as respostas reenviavam sempre as questões para o caso resolvido em tribunal. Ora, o facto de uma pessoa sair de um tribunal ilibado não é, só por si, garantia de justiça, como todos sabemos. Residiu aqui o busílis da questão. Como não aguentasse a pressão e não soubesse o que responder para além do que já tinha respondido (que o mesmo é dizer nada) e, provavelmente, temendo ter-se incriminado em algum aspecto, durante a mesma, resolveu a situação com o roubo dos registos. Dá a sensação que, ao contar o sucedido a algum colega, este o deve ter alertado para o problema mediático que constituiria tal acto. Passo seguinte, vemos um deputado a desculpar-se lendo um texto que o tornava uma vítima da situação. Ora, ele foi vítima do sei próprio acto. E dele ficou uma certeza: à falta de respostas passa-se à acção. O que não compreendo, devo confessar, é o apoio dos colegas. Este será um indício de que teriam tomado uma atitude semelhante perante o desenrolar dos acontecimentos? Então, o roubo tornou-se, agora, um acto lícito? Ou só o é quando praticado por certos indivíduos? Confesso que cada vez estou mais desiludida com o meio político! Parece-me um meio muito sujo! Pelo menos, é a imagem que passam para o exterior!



publicado por fatimanascimento às 21:10
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
Uma estratégia diferente!

Um dia, a minha filha mais velha chegou a casa e, enquanto estava a preparar o jantar, veio até mim e começou a conversar. Não é muito habitual nela. De todos os meus filhos, é a mais reservada. Também nunca forcei nada. Basta-me que saibam que estou presente sempre que precisam de mim. Nunca gostei de controlar porque aprendi que ninguém controla ninguém e que os mais controlados são exactamente os que metem em apuros. Conheci muitos casos ao longo da minha vida! Contou-me que, nessa tarde, durante uma aula, a turma estivera a conversar com uma professora sobre as notas, e uma das alunas mais fracas, comentava que tinha de subir as notas senão, como represália, a mãe retirar-lhe-ia o telemóvel. A minha filha ficou espantada. “Eu sei que tenho de levantar as notas, não preciso que ninguém me tire nada!”, replicou. A professora não ficou indiferente à sua intervenção: “É assim que deve ser!”, comentou. A outra rapariga remeteu-se ao silêncio. Escusado será dizer que fiquei orgulhosa. Não tenho uns filhos muito estudiosos, mas são boas pessoas. Orgulho-me disso. Ela está no décimo ano, e, como não estava habituada a estudar muito, tirou algumas negativas no primeiro período. Ficou inconformada! E serviu-lhe de emenda! Recuperou as notas a essas duas disciplinas, no segundo período! Lição aprendida!

Eu já tinha ouvido posições idênticas dos Encarregados de Educação da minha turma e tinha explicado que não era assim que deveriam proceder. “Se não faço isso, como é que o vou controlar”, perguntava-me um pai desesperado. Expliquei-lhe que era ajudando o aluno a estudar e não repreendendo-o ou castigando-o. Percebi que estava a usar uma estratégia que era nova para ele. Estava habituado às repreensões! Fora criado assim! Espero que tenha aprendido. Fica aqui a ideia…

 



publicado por fatimanascimento às 21:42
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