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Domingo, 29 de Novembro de 2009
Gripe A

Já li e ouvi muitas opiniões. Já percebi o medo nos olhos de certas pessoas, vi a serenidade e a determinação noutros. A verdade é que o medo só me invade quando assisto a toda a “pandemia” criada à volta desta gripe. De resto, nunca fui pessoa de me precipitar a tomar fármacos, talvez por me ter cansado de ter em casa alguém que era apologético dos mesmos e me obrigava a tomar medicamentos para as constipações (lembram-se do famoso “Melhoral”?) para evitar as faltas às aulas. Até que descobri, pode estar relacionado ou não, que me afectava os rins. A partir daí, preferi suportar a doença e suas consequências à medicação sem prescrição médica. Já deixara para trás a infância e a adolescência nessa altura. Com as gripes, o único cuidado tido, para além da medicação, era curar bem a doença para evitar as indesejadas complicações antes de voltar ao activo. Alguns anos depois, deparo-me com uma “pandemia”. Tenho três filhos, um dos quais com problemas de saúde. Pensei na afamada vacina para ele. No entanto, e depois de ter ouvido várias opiniões, a minha posição está definida: vou encará-la como uma outra gripe. Desconfio sempre das vacinas recentes e prefiro esperar mais tempo para verificar se são realmente inócuas no que respeita a efeitos secundários e/ou outros ainda não descobertos. Falava um dia destes com um colega meu, também ele com um problema cardio-vascular e perguntava-lhe se se iria vacinar. Respondeu-me que tanto o médico de família como o especialista lhe tinham desaconselhado a dita vacina. A classe médica parece dividida o que mostra que a dita vacina cria algumas (senão muitas) dúvidas junto de alguns médicos, talvez o mais informados. Não falo só da informação das farmacêuticas sobre a vacina falo de toda a problemática que gira à volta da própria vacina e que assume contornos verdadeiramente obscuros. Como em todos os produtos comerciais, os interesses económicos estão presentes, sendo o seu peso, por vezes, devastador. Com a vacina da gripe A, passa-se o mesmo. Assim, vou aguardar a doença e encará-la como qualquer outra doença infecciosa e tomar as devidas precauções. Todavia, sei que ela virá e que infectará muitas pessoas. Se tal acontecer, serei mais uma. Os meus filhos também. Tomaremos os medicamentos necessários e aguardaremos os necessários sete dias para a recuperação prevista da doença. Não arrisco a saúde dos meus filhos a longo prazo para colmatar o buraco do medo da doença ou das suas consequências. Depois, que espécie de vírus é a combinação de porco, ave e ser humano? Onde e como se deu esta mistura? Esquisito… Tudo é esquisito. E depois de ouvir a ex-Ministra da Saúde finladesa, a doutora Rauni Kilde, falar abertamente desta gripe, dando a sua cara e a sua voz a uma causa que vai contra todos os interesses das indústrias farmacêuticas, correndo todos os riscos inerentes a tal posição, creio que, se tinha ainda alguma dúvida, ela acabou de dissipar-se. Depois, na minha vida, aprendi a não confiar nas pessoas pela sua posição ou cultura, seja em que âmbito for, aprendi a confiar na natureza, aquela que não se percebe pela mente mas pelo instinto. Esta faz toda a diferença!



publicado por fatimanascimento às 08:12
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
A doce companhia dos clássicos

Quando era pequena e ouvia falar dos escritores clássicos com uma reverência quase religiosa, pensava que seriam leitura só para uma certa estirpe de pessoas. Estes “gigantes da literatura” como também eram designados, pareciam ser autores cuja expressão escrita seria de compreensão restrita, isto é, só alguns os conseguiriam interpretar e, por consequência, digerir/compreender. Logo, para mim, também aborrecidos! Eram, em resumo, algo de inatingível. Foi talvez, por esta razão que eu adiei indefinidamente a sua leitura, escolhendo outros.

  Há tempos, notei que um determinado jornal, já não me lembro ao certo qual, reeditava com o mesmo obras desses clássicos. Era uns livros rectangulares, estreitos e leves que estavam dentro de um caixote à entrada da tabacaria em Guimarães. Despertaram-me a atenção e comecei a ler os títulos e os nomes de autores. Aquele pequenos caixote, onde se reuniam os livros recusados pelos compradores dos jornais, era uma verdadeira mina! Não eram muitos, mas tinham os nomes com que toda a vida me cruzara em conversas. O preço, em si, era bastante acessível e agradável. Tendo horário reduzido e, consequentemente, tempo livre, resolvo comprá-los para iniciar a adiada aventura da sua leitura. Apesar do horário reduzido o tempo não era muito e a leitura de muitos desses autores ficou adiada. Mais tarde deparei com um caixote-prateleira no meio de uma livraria lisboeta, os mesmos livros e novos autores! Resolvi aproveitar a promoção( 1-=1,5 euro, 4= 5 euros e 10 = 9,5 euros). Trouxe os dez. Nunca mais tive oportunidade de os ler, uma vez que outras leituras mais modernas se interpuseram durante o verão. Neste Outono, e com o trabalho escolar, não conseguia ler nada que não estivesse directamente relacionado com escola. Neste momento, estou de baixa com uma terrível dor ciática que começa na base da coluna, mais concretamente na ligação com a bacia, se estende até a meio da nádega direita e continua pela perna abaixo até ao pé. Foi nesta pausa em que me vi obrigada a um repouso forçado, e já medicada, pela segunda vez, (não acertaram à primeira) que me lembrei dos meus amigos clássicos encarcerados dentro das páginas por si escritas como vozes agonizantes dentro de uma masmorra esquecida. Como eram pequenos e leves e a atroz dor ciática serenara um pouco com a medicação, resolvi aproveitar esse tempo em que permanecia imobilizada na cama para os ler. O que lhes posso dizer desses meus amigos autores clássicos? Aconselho-os a retirá-los do altar em que os puseram, não por desmerecimento, mas porque, na verdade, nada têm de inacessível! São verdadeiramente deliciosos. Para terem uma ideia li, desde Março, os russos Máximo Gorki, Tolstoi, Tchecov e Dostoiévski, os checos Rainer Maria Rilke e Franz Kafka, os americanos Thoreau, Stephen Crane, o francês Flaubert, os ingleses e Thomas Hardy e o já meu conhecido, Oscar Wilde… entre outros!

  Aos que gostam de ler, aqui fica o aviso: Não façam como eu! Leiam que se sentirão compensados! Mas, se há uma coisa que aprendi, é que cada livro/autor tem o seu perfil de leitor e não podemos gostar todos do mesmo! Mas só se experimentarmos poderemos saber se gostamos ou não. Eu adorei-os! Queridos clássicos! Obrigado por terem existido!

 

Fátima Nascimento



publicado por fatimanascimento às 18:10
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Domingo, 22 de Novembro de 2009
Decorar? Não, obrigado!

 Este ano lectivo, um aluno, muito admirado, contou-me que fora espectacular ao explicar uma matéria, tão complexa para ele, de uma forma tão simples. “Uma matéria tão complicada e a pessoa explicou-a de uma forma tão simples. Fiquei a perceber tudo!” Muito habituada a tiradas destas por parte dos alunos, não dei muita atenção. Fiquei contente por ele ter percebido, nada mais!

  Uns dias mais tarde, o mesmo aluno, na Sala de Estudo da minha disciplina, virava-se para mim, queixando-se que não percebia nada da matéria. Ora, se a matéria era a mesma? Como era aquilo possível? Tentei perceber imediatamente onde residia a sua dificuldade. Coloquei no quadro alguns exercícios estimulando-o a resolvê-los. Não percebia nada! Estava perdido! Num súbito rasgo de inspiração, abri o seu caderno onde estava a matéria em letra morta. Olhou para ela várias vezes e para os exercícios. Começou, então a resolvê-los acertadamente. Entreolhámo-nos! “Já percebeu onde reside a sua dificuldade?”, questionei-o. Ele ficou alarmado como se tivesse sido apanhado em falta. “Falta-me saber a matéria!”, reconheceu. Escrevi uma mensagem para a mãe no sentido de o ajudar a decorar a matéria. Ele não estava convencido de que isso resultasse. Ainda assim, ficou o registo na caderneta. Aproveitei o momento para lhes explicar, a ele e aos colegas, de uma forma simples, a importância da memória no processo de ensino-aprendizagem, escolhendo exemplos simples, e na vida em geral. Pareceu convencido, embora contrariado com o trabalho que isso lhe daria. Como não é o único aluno com este problema, contei a história a outras turmas. Perguntei a uma moça que se mostrava horrorizada com a palavra “memorizar”, (segundo ela, não conseguia decorar) que objecto era aquele. E apontei para um cortinado. “É um cortinado”, concluiu. “Como sabe?”, questionei. “Porque me ensinaram”, admitiu, “Porque aprendi.” Alguém acrescentou, “Porque memorizaste”. Grande parte do nosso conhecimento provém da memória. É ela que nos ajuda no raciocínio, agilizando-o. “Dois vezes três?, interroguei um aluno, “Seis”, respondeu. “Como sabe?” – voltei a interrogar. “Decorei”, foi a resposta honesta. Nós somos a nossa memória. Somos aquilo que retemos durante a nossa vida inteira de aprendizagem. E não é só na escola que aprendemos. Precisamos da memória para a vida. Sem querer, a nossa vida é uma aprendizagem constante. Aprendizagem que fica retida na memória… ou não! Se me questionam se se deve decorar sem perceber. Não é aconselhável. Mas pode acontecer memorizar sem compreender, na altura, e conseguir compreender mais tarde o que se decorou. Aconteceu comigo? Aqui defendo José Cardoso Pires quando afirma que “a memória é mais importante que o raciocínio”. Inteiramente de acordo! Sem ela, nada somos! Sem ela não há raciocínio! Basta olhar para um doente de Alzheimer! Se quiserem outro exemplo: o que acontece a um computador, se lhe retirarmos a memória? Depois, os alunos são suspeitos: conseguem decorar nomes de jogadores de futebol nacionais e internacionais, nomes de artistas nacionais e internacionais, mas não conseguem memorizar? Quase que se pode afirmar que a memória é aplicada àquilo que lhes convém!

 

Fátima Nascimento

 



publicado por fatimanascimento às 20:24
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
A pressão sobre Barack Obama

Não está numa posição fácil! Há uma pressão enorme sobre si! Todos esperam que ele faça o que outros presidentes não conseguiram ou não quiseram. Até o Prémio Nobel da Paz pode ser entendido como uma esperança nele e consequentemente, uma nova pressão. O que espero que as pessoas percebam é que ele não pode avançar à velocidade da luz, tem de ter tempo para realizar tudo quanto esperam dele. Não quer dizer que ele não o fizesse mas, como até ele já fez saber, não depende só dele. A impaciência pode deitar tudo a perder. É isto que me faz rescrever. Depois do presidente Clinton, (e independentemente dos escândalos que lhe possam apontar e que nada têm a ver directamente com a sua legislatura) parece-me um presidente com os requisitos humanos necessários não só à governação dos Estados Unidos como na mediação em questões mundiais. Parece ter a sensatez e a ponderação necessárias à realização de grandes objectivos. Não é só o seu país que tem os olhos nele, são todas as outras nações. Esperam muito da pessoa que ele mostra ser. Se olharmos para a sensibilidade das questões internacionais, vê-se que ele chegou na altura certa. Não sei o que ele vai fazer, nessa ou noutras questões, nem sei se ele vai conseguir, mas nenhum adversário me pareceu com perfil adequado capaz de fazer melhor do que ele, apesar do que possam dizer do seu principal rival. Agora, é preciso sabermos dosear a nossa impaciência e deixá-lo fazer o seu trabalho. Com a incidência das atenções sobre ele, a pressão acaba por atingir também a sua família, o que não é fácil também. Uma família, que até há pouco vivia uma vida tranquila, está agora exposta aos olhos do mundo. Não têm tarefa fácil. Assim como nenhuma outra família a teve. Mas sobre nenhuma outra havia um peso tão grande! Talvez porque, ao olhar para o perfil do candidato vitorioso, se percebia o que se esperava da sua acção. E ninguém ficou admirado! Aqui, o caso, e repito, é diferente. Espera-se que este novo presidente haja de forma contrária à política externa, que é a que nos interessa, levada a cabo por muitos dos anteriores presidentes americanos. Não é fácil desfazer, de repente, o que outros fizeram durante anos a fio! E o que fazer com a guerra no Iraque e no Afeganistão? Não depende só da sua boa vontade do presidente americano. Depende da de todos os implicados na mesma! Esta é uma ideia que ele, aliás, vem repetindo, defendendo que nada depende só dele! Só que as pessoas, cansadas das políticas anteriores, querem mudanças rápidas! Vamos ter paciência!

Depois, agora em termos de política interna americana, a boa fé de um político não implica necessariamente a boa fé de outros políticos ou não. A equipa tem de ser coesa. Por exemplo, no caso do empréstimo de dinheiro do estado aos bancos para a recuperação económica. Percebe-se claramente a boa intenção do Presidente, ao querer diminuir o enorme número de desempregados. Acontece que os bancos, ao que parece, não estão a facilitar a ideia do Presidente, mostrando-se cautelosos quanto a empréstimos relacionados com o relançamento da economia. Aqui está o entrave de cerca de um ano que não permitiu ao presidente levar a cabo a política por ele delineada. Dêem-lhe, pois, tempo. E que gente ligada à economia perceba a ideia do presidente e colabore com o seu objectivo. É disto que se precisa e da compreensão e boa vontade das pessoas em geral!

 



publicado por fatimanascimento às 19:21
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