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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
Valores morais de outrora, de agora… e de amanhã!

Os valores morais não são monopólio de ninguém nem de uma determinada época. Eles sempre existiram, existem e existirão mesmo depois do nosso desaparecimento. Estes são-nos transmitidos pelo exemplo daqueles que nos antecederam… depois, cabe-nos a nós dar o exemplo aos nossos filhos, e assim por diante! Os observadores mais pessimistas da nossa sociedade defendem que nada é já como antes e que os valores são aparentemente respeitados sem estarem contudo interiorizados e que perderam o peso de antigamente. Bem, eu julgo que foi sempre assim… é que tudo é relativo, quando se trata do ser humano! Não há pessoas boas e pessoas más… todos somos bons e maus, salvo raras excepções! Todos nós agimos melhor ou pior a determinadas situações! Assim, ao longo do tempo houve decerto seres humanos melhores e outros piores no que respeita às atitudes que tomaram durante as suas vidas. Houve sempre seres humanos mais escrupulosos do que outros e cujas vidas se pautaram mais pelo bem que fizeram aos outros do que pelo mal e outros que se destacaram mais pelo mal que fizeram ao próximo. Os nossos avós e pais tiveram exemplos disso e todos temos exemplos disso nas nossas vidas… ou conhecimento de vidas onde aconteceram situações dessas! Há pessoas que parecem ter esses valores na massa do sangue enquanto outros os parecem respeitá-los sem contudo os terem interiorizado e, ao menor descuido, lá estão eles a arranjarem desculpas para justificarem os maus actos. Depois, há aquelas pessoas que são de um trato fácil, voz doce, simpaticíssimas… que escondem uma personalidade ambígua que lhes permite assumir os mais variadíssimos papéis sem se traírem e, quando damos por elas, já é tarde! São as pessoas para quem só elas contam ou aqueles de quem elas gostam, ou que são iguais as elas, e nada mais. São estas pessoas que dão valor a tudo o que seja prestígio, poder, dinheiro… e sacrificam tudo e todos a esse desejo… para já não falar da inveja que os leva a odiar aqueles que conseguiram e que eles conheceram, nalguma etapa das suas vidas, e que se lhes referem sempre com uma expressão irónica ou uma história que os possa diminuir aos olhos dos outros. Ora isto sempre aconteceu, acontece e sempre acontecerá! Nós não temos é o direito de colocar todos no mesmo saco! Mas como distingui-los? Todos sabem quais são os valores morais que a sociedade vê com bons olhos e todos aqueles que não os seguem esforçam-se por parecê-lo e com estes há que ter cuidado com eles! Quando eles ou elas são muito certinhos… das duas uma: ou são mesmo assim ou aparentam ser assim! Que Deus nos guarde das aparências… Há por exemplo uma expressão que eu nunca entendi e que é ”No amor e na guerra vale tudo”… eu nunca conseguiria amar um homem cuja conduta não se pautasse por uma alto padrão moral. Nunca conseguiria amar um homem que tivesse afastado os outros pretendentes de uma forma desleal. Está em causa não só a conduta dessa pessoa como também a própria pessoa! Enquanto houver expressões destas e pessoas que as sigam à risca (estou a lembrar-me de outra “quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é tolo ou não tem arte” ou é honesto ou tem consideração pelo próximo, acrescentaria eu) só porque alguém lhes ensinou que era assim, não podemos pensar em evolução das mentalidades! Há que pensar bem naquilo que nos ensinam também e não aproveitarmo-nos delas para justificarmos os nossos maus actos! Eu nunca pensaria em ter qualquer dessas atitudes só porque mas tinham ensinado! Mas eu, sou eu…


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publicado por fatimanascimento às 20:02
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
Os pais, esses estranhos...

É o drama de muitos pais que trabalham e dos respectivos filhos, sobretudo quando aqueles trabalham longe de casa e que, para além do tempo de trabalho, ainda têm que juntar o tempo que gastam nas viagens. Salvo quando existem problemas de saúde, ou ao fim-de-semana e feriados, é que esses pais têm mais tempo para dedicar aos filhos e vice-versa. Este tempo, contudo, não compensa o largo espaço de tempo semanal que os pais passam longe dos filhos. Há aquela ideia que defende que não se deve olhar à quantidade de tempo passado com os filhos mas à qualidade. É verdade... mas, muitas vezes, a qualidade precisa de tempo... porque ninguém faz nada bem à pressa! Se contarmos as horas que os filhos passam na escola e se as compararmos com aquelas que eles passam connosco em casa, sem contar as actividades extra-curriculares, veremos que nós, as famílias, ficamos a perder... (embora muitos pais se queixem que se não fossem essas actividades, eles tornar-se-iam insuportáveis... em casa)! Se descontarmos a horas diárias de trabalho, os trabalhos domésticos, os trabalhos de casa dos filhos, o estudo, o computador, etc., pouco resta, em termos qualitativos, para dedicarmos aos nossos filhos. Por causa disso, vemos a família a ser, cada vez mais, substituída pelos amigos... (quando eles têm a sorte de encontrá-los e eu refiro-me aos verdadeiros!)... quando digo família, refiro-me aos pais, avós... que deixam de lhes servir de referência na vida para o serem os amigos que eles mais gostam e admiram... é claro que este facto arrasta consigo um risco grande... Mas vejam as razões... eles têm um problema na escola, é com esses amigos que eles falam primeiro, pois os pais estão a trabalhar e só os vêem à noite, e quando chegam a casa, a não ser que sejam problemas graves e que eles não saibam como solucionar ou como reagir a eles, aí, eles talvez se abram, mas muitas vezes, já estão tão fartos de falar da mesma coisa com os colegas/amigos que já não o fazem em casa e, quando nos apercebemos desse problema, já está solucionado e já não interessa falar disso.  Os bons exemplos existem em todos e se os pequenos forem maduros ou sensatos, eles sabem distinguir um bom exemplo de um mau, mas quando tal não sucede ou se os conselhos que lhes são dados não os melhores, temos complicações sérias... Os acontecimentos felizes ou engraçados na vida dos nossos filhos, as novas namoradas, as peripécias do dia-a-dia também nos passam despercebidos, e é pena... Depois, nas alturas em que temos mais tempo, chegamos, finalmente, a conhecer todos esses factos da vida deles e ouvimos frases como "Eu, antes, calava-me a tudo o que me diziam, agora, já não faço isso... Aprendi com fulana!" ou "Mãe, eu sempre tive segredos para ti.  Repara, eu tenho mais confiança nos meus amigos do que em ti. Passo mais tempo na escola com eles...!" Por isso, pais, resignem-se, qualquer dia, somos uns estranhos em casa a passar algum tempo com aqueles desconhecidos a quem chamamos filhos...



publicado por fatimanascimento às 13:37
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