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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
Lares de 3ª idade

Ainda me lembro do tempo em que esta palavra representava uma ideia temerosa para os idosos, uma vez que estes ainda estavam habituados à ideia de serem cuidados pelos seus descendentes directos, geralmente os filhos, quando os havia. Foi quando começaram a aparecer em massa… Lembro-me da forma como eram encarados pelos mais e menos novos. Para os mais novos, a ideia do lar representava um alívio para aqueles que, ainda que quisessem, não podiam tratar dos seus familiares idosos mais próximos, pelas mais diversas razões; para os mais idosos, o lar representava o fim da vida, com tudo o que de mau isso acarretava, em termos de saúde e de mudanças nas suas vidas – os lares representavam o local onde passariam o resto dos seus dias, longe de tudo aquilo que um dia fora o seu lar. Quanto mais novos e autónomos são, mais difícil a adaptação… os outros, aqueles cuja saúde precária os limita a uma cama ou uma cadeira de rodas, para esses tanto dá… (ou quase!), o sítio onde estão, uma vez que, desde que sejam estimados e tratados como deve ser, pouco mais pedem. Contudo os lares, ainda que tenham um espaço acolhedor e amplo, adaptado às mais diversas necessidades, não devem ser encarados única e simplesmente como armazéns de idosos, onde estes passam sossegadamente os seus últimos tempos, até chegar o dia decisivo. Os lares da 3ª idade precisam de muito mais do que aquilo que muitos presentemente oferecem. É terrível ver como estes idosos passam o seu tempo a olhar para uma televisão com o som baixo, pelo que acabam por dormitar, misturados com outros com doenças do foro psicológico e psíquico que passam os dias agitados (falando sem parar!), esperando impacientemente as horas das refeições, que são das poucas onde se adivinha algum movimento…

  Falo de entretenimento ou diversão, o que ajudaria os idosos a passar o tempo de forma mais agradável e enriquecedora… (os animadores culturais poderiam fazer muito por eles, nestes lares, sobretudo com aqueles que ainda mantêm a sua sanidade mental e se vão mexendo razoavelmente.) Não falarei das visitas que se poderiam organizar, perto da instituição, limitar-me-ei a dar exemplos de actividades que se poderiam organizar dentro dos próprios lares e que fariam toda a diferença – um simples baralho de cartas e outros jogos, a recepção dos jornais e/ou revistas que eles pudessem ler (semanários ou diários), a organização de uma pequena biblioteca ou sala de vídeo, onde pudessem visionar um filme português e outros, a música ambiente, organização de jogos que os ajudassem a manter a sua lucidez, um espaço para a franca troca de impressões sobre as suas vidas e as suas vivências, um local onde se possam dedicar à jardinagem, ou outras actividades fora das paredes dos lares, o intercâmbio com as escolas, onde alunos e velhotes podem trocar experiências, (eu fiz isto no âmbito da disciplina de Formação Cívica e deu muito bom resultado!), enfim… tudo aquilo que pode fazer de um lar, um verdadeiro Lar. É isto, quanto a mim, que falta nestas instituições. Não isolem os idosos do mundo cá de fora…Não façam dos lares uma antecâmara da morte!



publicado por fatimanascimento às 19:39
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1 comentário:
De Amigos do Concelho de Aviz a 17 de Fevereiro de 2008 às 01:37
Pode não ter nada a ver com o assunto aqui tratado, mas porque a cultura é um “bem” importantíssimo a defender, convido-vos a participarem nos VI Jogos Florais de Avis, que já são uma referência no panorama cultural português. Sendo uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz-Associação Cultural, o regulamento está disponível em www.aca.com.sapo.pt
Concorram e boa sorte.
Saudações culturais.
P’la ACA,
Fernando Máximo!


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