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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Entradas e saídas

O carro, para mim, é uma necessidade, pois preciso dele para me deslocar para o trabalho. Se não o tivesse, a minha vida estaria mais desafogada, porque não pagaria gasolina, seguro, manutenção mecânica (mudanças de óleo, revisões, inspecções, imposto de circulação, etc…) o que, no final mês e do ano, representa um gasto considerável, para o cidadão anónimo que depende só de um ordenado fixo ao fim do mês. Mas ele é uma necessidade num país onde os transportes, entre as diferentes localidades, são poucos e os horários incompatíveis com a vida das pessoas. Claro que este aspecto tende a aumentar o número de viaturas próprias, pelo que as auto-estradas são necessárias para fazer face a esse aumento e a esse escoamento de tráfego. Até aqui não há nada a assinalar de grave se não olharmos aos acessos a essas auto-estradas.

Na A23, no sentido Torres Novas - Abrantes, há uma saída que tem menos do que 500m de comprimento. Se juntarmos a isto, a entrada que se faz no mesmo curto espaço, vemos quanto é perigoso esse breve percurso. Quando saímos, e depois de uma curva acentuadíssima à direita, deparamos com o mesmo cenário. No mesmo espaço exíguo faz-se a entrada e a saída de viaturas, o que requer muita atenção da parte dos condutores, sobretudo daqueles que não conhecem aquele espaço. Um dia de grande afluxo de viaturas, quando me preparava para sair da A23 por esse espaço, deparei-me com uma cena insólita – o trânsito estava bloqueado. As viaturas, camiões aí incluídos, que entravam na A23 estavam paradas, à cautela, esperando o momento oportuno para entrar na auto-estrada enquanto as que saíam, a conta gotas, o faziam com muito cuidado também, gerando ali uma grande confusão. Quando me vi parada em plena A23, na faixa da direita, a minha reacção imediata foi a de accionar os quatro piscas, enquanto olhava pelo retrovisor, esperando pelo primeiro carro que chocaria com a traseira do meu, uma vez que nada informava os condutores da confusão que se gerara ali… felizmente a faixa da esquerda estava livre, pelo que os condutores mais desprevenidos e que se deslocavam a velocidades consideráveis próprias das auto-estradas, se metiam por ela fora. Os condutores que, como eu, saíam ali, esperavam atrás do meu carro, numa fila já com uns metros consideráveis. Um perigo!

Ainda na A23, no mesmo sentido Torres Novas – Abrantes, mas ainda antes daquela, junto à saída da A1, há uma entrada - saída também peculiar. A saída faz-se mais à esquerda, enquanto a entrada é mais à direita, divididas por um canteiro de cimento e uma placa azul redonda indicando a entrada. Há uns anos atrás, quando vinha de Alcanena, numa noite já avançada na hora, em pleno Inverno e com nevoeiro, à qual se juntava a falta de luz, vinha a conversar com uma colega, a quem dera boleia para casa, quando com a falta de luz e o nevoeiro, tive de adivinhar onde se encontrava a entrada da A23. Calculei mal e desci a saída cautelosamente encontrando pela frente um camião surgido da curva que me apitou e me encandeou com os faróis. O susto foi enorme em ambas as viaturas. Fiz marcha-atrás dando graças a Deus por nada de grave ter acontecido. Quando oiço, na rádio, falar de pessoas que se enganam e são apanhadas em sentido contrário nas auto-estradas penso no que me aconteceu, e como é fácil enganarmo-nos, tal como os acessos estão feitos. E, quando enganos destes acontecem, vão pedir-se explicações e acusam-se as pessoas que se distraem e esquecem-se daqueles que fizeram tão mau trabalho… dando aso a tantos problemas! É que estes não são chamados à responsabilidade, nem lhes exigem que corrijam os erros que fizeram, pelo que temos de ser nós a ter a atenção que os outros que construíram tais acessos não tiveram, ou então serão os problemas dos acidentes e tudo quanto isso arrasta de mau para o utente.



publicado por fatimanascimento às 13:25
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